29 de mar. de 2010

No Painel da Folha de S. Paulo

Jurisprudência. O deputado federal petista Domingos Dutra não acredita em intervenção da Direção Nacional no Maranhão, onde o partido rejeitou apoio a Roseana (PMDB): "Se haverá dois palanques na Bahia e no Rio, por que não aqui? Só porque tem Sarney no meio?".

Manchetes dos jornais

AQUI-MA - Tiroteio na van
JORNAL PEQUENO - Relatório da PF monstra alto índice de corrupção no Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Roseana agradece os votos do PT
O IMPARCIAL - Roseana não desiste do PT

28 de mar. de 2010

Bicho Urbano

*Ferreira Gullar


Se disse que prefiro morar em Pirapemas
      ou em outra qualquer pequena cidade
      do país
      estou mentindo
ainda que lá se possa de manhã
lavar o rosto no orvalho
e o pão preserve aquele branco
sabor da alvorada

Não não quero viver em Pirapemas
Já me perdi
Como tantos outros brasileiros
me perdi, necessito
deste rebuliço de gente pelas ruas
e meu coração queima gasolina ( da
comum) 
        como qualquer outro motor urbano

A natura me assuta
Com seus matos sombrios suas águas
suas aves que são como aparições
me assusta quase tanto quanto
esse abismo
            de gases e de estrelas
aberto sob minha cabeça.

* Do livro "Na vertigem do dia" , publicado em 1980.

Filho de Sarney pode ter repatriado US$ 1 mi

MARIO CESAR CARVALHO DA REPORTAGEM LOCAL


LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), pode ter trazido US$ 1 milhão do exterior ao remeter esse mesmo valor, a partir de uma conta mantida por ele nas Bahamas, para uma empresa na China.

A interpretação é de dois ex-doleiros e de dois delegados da Polícia Federal, que aceitaram explicar o significado da operação sob a condição de que seus nomes não fossem divulgados.

Como a Folha revelou no início do mês, Fernando remeteu US$ 1 milhão no começo de 2008 para uma empresa chamada Prestige Cycle & Parts (aparentemente um fabricante ou revendedor de acessórios de bicicletas), em Qingdao, na China. O dinheiro saiu da conta em nome de uma "offshore" movimentada por Fernando.

A dúvida é: por que o filho mais velho do presidente do Senado enviaria US$ 1 milhão para uma empresa de bicicletas na China? Os dois ex-doleiros dizem que esse tipo de operação, em que a empresa que recebe o dinheiro não tem relações diretas com quem fez a remessa, é típica de internamento de recursos. É o chamado dólar-cabo, operação em que um brasileiro que tem conta ilegal no exterior recorre quando precisa dos recursos convertidos em reais aqui no país.

Segundo os ex-doleiros, Fernando deve ter feito a remessa para a China a pedido de algum doleiro brasileiro. O doleiro, por sua vez, tinha um cliente no Brasil que precisava fazer essa transferência para a China. Num exemplo hipotético, esse cliente havia importado US$ 2 milhões, mas só declarou US$ 1 milhão às autoridades brasileiras. A diferença de US$ 1 milhão é paga por fora, sem impostos, e precisa sair de uma conta no exterior.

O doleiro casa essas duas necessidades. Num outro exemplo, ele pediria a Fernando para enviar o dinheiro para a China e entregaria a ele no Brasil o mesmo valor. Para fazer esse tipo de operação, o doleiro ganha uma comissão, de 1% a 2%.

Na Operação Faktor (ex-Boi Barrica), a PF captou, com autorização da Justiça, uma série de conversas e e-mails entre Fernando Sarney, familiares seus e amigos tratando de operações financeiras no exterior.

Numa delas, Fernando fala na necessidade de levantar US$ 2 milhões, de acordo com o entendimento dos policiais. Pelo diálogo, os investigadores acreditam que ele precisava trazer o dinheiro para o Brasil.

O filho do senador conversa com o empresário e seu amigo Gianfranco Perasso, apontado pela PF como um dos operadores da família Sarney para transações financeiras fora do país. Fernando chama Perasso pelo apelido de "China".

Diz Fernando: "Muito bem, porque eu não vou esperar aquela outra solução, não, viu China? A pressão está muito grande, eu vou resolver isso daquela outra forma que você".

"Quantos quilos você precisa?", pergunta Perasso.

"[...] Eu falei em quase dois americanos, mas não cheguei a tanto, não, tá? Mas você sabe do que eu preciso, né?", responde Fernando. No entendimento da PF, "dois americanos" era uma referência a US$ 2 milhões. Num dos relatórios da Faktor, a PF afirma que nem Fernando, seus familiares diretos ou Perasso declararam à Receita contas no exterior.

outro lado

Empresário se recusa a falar sobre operação

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A Folha procurou o empresário Fernando Sarney e seu advogado, Eduardo Ferrão, em várias ocasiões na semana passada.

Em todas as vezes, as perguntas da reportagem se referiam a transações financeiras de Fernando no exterior. Nenhum dos dois quis comentar os casos, alegando segredo de Justiça nas investigações da Polícia Federal.

Na quarta-feira, quando a reportagem questionou Fernando sobre o bloqueio de uma conta movimentada por ele na Suíça, ele disse, sem confirmar nem negar que é o controlador dos depósitos, que não iria se manifestar "sobre o que não conhece".

No início do mês, Fernando já tinha se recusado a comentar a movimentação de recursos em uma conta na China, também não declarados.

O empresário tem dito que não vai se manifestar sobre a Operação Faktor por considerar que o vazamento de informações "é criminoso".

Sobre as acusações de irregularidades financeiras atribuídas ao empresário, seu pai, o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), declarou que esse assunto não lhe diz respeito, uma vez que "Fernando é maior de idade e tem advogado constituído".

Manchetes dos jornais

ATOS & FATOS – Serra bota nove pontos à frente de Dilma em pesquisa
CORREIO DE NOTÍCIAS –PT rejeita Roseana e parte abraçado com Dino
DIÁRIO DA MANHÃ –16ª criança morre por falta de ITI
JORNAL A TARDE – Prefeitura de São Luís inicia pagamento de servidores municipais na terça-feira
JORNAL EXTRA - Flávio Dino: um Collor de Mello?
JORNAL PEQUENO – Flávio Dino derrota Roseana e ganha apoio do PT
O DEBATE – Casal é condenado pela morte da menina Isabella
O ESTADO DO MARANHÃO – Mais de 150 já vacinados contra gripe A no Maranhão
TRIBUNA DO NORDESTE – Fernando Sarney já está a um passo de ir pra cadeira

27 de mar. de 2010

No Radar de VEJA

A Usina Geisel

A usina Angra 1 será batizada quase três décadas depois de sua inauguração. Receberá o nome de Usina Presidente Ernesto Geisel. A ideia partiu de Edison Lobão em conversa com Lula e Dilma Rousseff. Lobão fez a proposta sob a justificativa de que foi pela determinação de Geisel que se ergueu a usina. Lula, que surgiu como figura nacional ao liderar uma greve justamente no governo Geisel, deu um o.k., com um "está bem, ele merece".
Dívida de Lobão
A propósito, foi com o apoio de Geisel que o atual ministro de Minas e Energia se lançou na política, como deputado federal. Geisel era admirador dos artigos que Lobão escrevia para jornais brasilienses nos anos 70, nos quais defendia os feitos do governo federal.




Renato Russo ganha livro e CD no aniversário de 50 anos

MARCUS PRETO
DA REPORTAGEM LOCAL

Se não tivesse morrido em 1989, Renato Russo completaria 50 anos hoje. Ainda que os fãs mais fanáticos -e ele tinha muitos- tenham se dissipado, o legado do artista continua rendendo desdobramentos.

Para o aniversário, chega às lojas nesta semana o CD "Duetos". O título é autoexplicativo. O cantor divide faixas com artistas como Dorival Caymmi, Marisa Monte, Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Zélia Duncan, Adriana Calcanhotto, Fernanda Takai e Cássia Eller.

O projeto é do produtor Marcelo Fróes, cabeça por trás de quase todas as ações ligadas a Renato e a Legião Urbana. Ele conta que as vozes de Renato usadas nos seis duetos póstumos (Caetano, Cássia, Takai, Célia Porto, Laura Pausini e Leila Pinheiro) são sobras das gravações de "V", da Legião, e dos dois álbuns solo do cantor.

Outro lançamento é "Como Se Não Houvesse Amanhã", livro organizado pelo escritor Henrique Rodrigues, reunindo 20 contos de autores como Marcelo Moutinho, Tatiana Salem Levy, Sérgio Fantini, Miguel Sanches Neto e João Azanello Carrascoza. Cada texto parte de personagens e situações desenvolvidos por Renato nas canções da Legião Urbana.

No segundo semestre, deve sair o prometido relançamento em CD e vinil de toda a obra da Legião, além dos álbuns solo de Renato, lançados originalmente já na era digital.

Para ser lançado junto com esse material, está sendo produzido um DVD com todos os clipes protagonizados por Renato e as participações dele em alguns programas de auditório. A cantora Leila Pinheiro também finaliza CD em que interpretará só repertório do compositor.

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DUETOS
Artista: Renato Russo
Lançamento: EMI
Quanto: R$ 30


COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ
Autor: Henrique Rodrigues (org.)
Editora: Record
Quanto: R$ 32,90 (160 pgs.)

Destaque da Semana