16 de abr. de 2010

Professor reclama autoria da tarifa social instituída por Castelo

O professor Lisboa (Antonio Lisboa Machado Filho), ex-candidato a vereador de São Luís pelo PTB, reclama sobre o silêncio do prefeito João Castelo (PSDB) em relação à autoria do projeto de lei que instituiu a meia-passagem aos domingos, a chamada tarifa social.

No segundo turno das eleições de 2008, o advogado Lisboa (foto abaixo), um dos 488 candidatos ao legislativo municipal de São Luís no pleito daquele ano, apresentou ao então candidato tucano o dito  projeto, entre vários outros que espera que o prefeito também acolha em sua administração.

Diz ele ter feito o mesmo com o candidato Flávio Dino, da coligação Unidade Popular (PCdob-PT).

Uma dessas propostas - na época tonificadas como promessas de campanha- seria a instituição da cobrança de meia tarifa aos domingos para assim propiciar aos menos abastados o direito de ir e vir.

A tarifa social instituída em São Luís pelo prefeito do PSDB desde seu nome próprio é inspirada em projeto quase similar pela prefeita petista de Fortaleza (Ceará), Luizianne Lins, desde junho de 2006. Inicialmente era praticada somente no último domingo do mês na capital alencarina, quando cachorro tá matando a grito os trabalhadores. Uma consulta popular realizada nos terminais de lá indicou a extensão da tarifa para todos os domingos, sendo que aos estudantes  foi assegurada a metade da tarifa, ou seja R$ 0,50.

Em São Luís, o prefeito João Castelo implantou a tarifa como compensação ao reajuste histórico de mais de 24% nos preços das passagens. Tanto para um como para outro não consultou a Câmara Municipal.  Residem nessas diferenças as administrações que se autodenominam de democráticas.





PT admite intervir em Minas em favor do PMDB rejeitado no Maranhão

O recado do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra (foto), ao diretório petista de Minas Gerais põe em alerta a ala petista local que deu maioria à tese de aliança com PCdoB, base de sustentação política da candidatura do deputado federal Flávio Dino, na eleição deste ano.

"No limite a direção nacional dos dois partidos vai dizer: vai ser assim e pronto", sustenta Arruda, no caso de Minas, admitindo até mesmo a intervenção na sessão local do partido que cogita lançar candidatura própria. Há uma diferença  em relação do Maranhão, onde houve rejeição em âmbito estadual - embora com parca margem de vantagem -, da repetição da aliança nacional com o PMDB, comandado no Maranhão pelo grupo Sarney.

Na quarta-feira passada, os petistas marcaram uma reunião para discutir entre outros assuntos a participação de nomes da sigla no governo Roseana Sarney. Os petistas Alsemo Raposo e Edmison Santos já assumiram o comando das secretarias de Educação e Desenvolvimento Social, respectivamente. Raposo será empossado nesta sexta-feira. 

Ambos ignoraram decisão de qualquer instância partidária sobre participação no governo do PMDB de vínculo umbilical com o DEM. Ao contrário do que aconteceu durante o governo José Reinaldo Tavares, quando os petistas rejeitaram participar do governo do PSB, partido da base aliada do presidente Luiz Inácia Lula da Silva.

Ainda sobre o assunto há cláusula partidária prevista em seu estatuto que confere poderes ao Diretório Estadual a anuência sobre composição e participação em governos de aliados. Sem querer alongar conversas o presidente estadual do PT, Raimundo Monteiro, desmarcou a reunião do dia 14 sem aviso prévio. Junto com o companheiro Washington Oliveira, Monteiro aguarda a decisão sobre recursos que invalidariam a votação do encontro estadual de tática, deixando a legenda livre para se aliar aos Sarneys no Maranhão, ou melhor ao PMDB de Michel Temer, partido propulsor do desenvolvimento do país.

Desconto de IPI para materiais de contrução é prorrogado até 31 de dezembro

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem (15) a prorrogação do desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos materiais de construção, que se encerraria em junho, até 31 de dezembro. Até lá, a alíquota de produtos como argamassa, concreto, cimento, impermeabilizantes, revestimentos de cerâmicas, segue zerada. Ferragens, aditivos para concretos, por exemplo, continuarão com alíquota reduzida a 5%.


"É o único setor que está recebendo este incentivo", disse o ministro, em entrevista no Rio de Janeiro. "É um setor que contribui muito para os investimentos: 40%, 50% dos investimentos vêm desse setor", acrescentou.

Mantega ressaltou que o governo não voltará a conceder o benefício aos fabricantes de automóveis e eletrodomésticos. Desde 1º de abril de 2009, quando instituiu a redução, esta é a terceira vez que o desconto no IPI para materiais de construção é prorrogado. Cerca de 30 produtos tiveram a alíquota reduzida, com o objetivo de estimular o consumo no setor em meio à crise econômica internacional.

Manchetes dos jornais

AQUI-MA – Cerca elétrica mata garoto
ATOS & FATOS - Prefeitos podem ser presos pela Justiça do Maranhão
CORREIO DE NOTÍCIAS – Arquidiocese quer limitar propriedade

GAZETA DA ILHA – Cerca maldita mata garoto
JORNAL EXTRA - Garoto de 9 anos morre grudado
JORNAL PEQUENO – Fernando Sarney é suspeito de montar fraude no PAC
O ESTADO DO MARANHÃO – Gripe A: confirmada a 7ª morte
O IMPARCIAL – Shopping para cidade
TRIBUNA DO NORDESTE – Sarney acusado de tirar até o dinheiro do PAC
O QUARTO PODER – Juiz obriga DETRAN a realizar concurso

15 de abr. de 2010

Professores apitam o refrão castelista de Duda Mendonça

No Painel da Folha de S. Paulo

Fios. A saída de Astrogildo Quental da diretoria financeira da Eletrobrás coincide com o final das investigações da PF sobre irregularidades no setor elétrico que envolvem Fernando Sarney, filho do presidente do Senado e responsável por sua indicação.

Filho de Sarney ajudou a fazer "consórcio paralelo", afirma PF

LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

RENATA LO PRETE
EDITORA DO PAINEL

    
O empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ajudou a fechar acordo clandestino pelo qual um grupo de empreiteiras burlou o processo de licitação e é acusado de desviar dinheiro público da principal obra ferroviária do país.

     A fraude, apontada pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União, deu-se em um trecho da ferrovia Norte-Sul. Orçada em mais de R$ 1 bilhão, a construção faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a vitrine eleitoral da pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT).

     O projeto é administrado pela Valec, estatal ligada ao Ministério dos Transportes há anos sob influência direta de José Sarney. Ulisses Assad, diretor da empresa à época do esquema, foi nomeado por indicação do presidente do Senado.

     A licitação para o contrato 013/06, que trata do trecho entre os municípios goianos de Santa Isabel e Uruaçu, foi vencida pela Constran. Porém, numa subcontratação "ilícita" e "grave", nas palavras do TCU, as construtoras EIT e Lupama passaram a participar da obra.

     Por meio desse acerto, apelidado pelos peritos da PF de "consórcio paralelo", empreiteiras driblam o resultado de concorrências e repartem "por fora" contratos públicos no país, conforme mostraram reportagens da Folha.

     Logo após vencer a licitação do lote Santa Isabel-Uruaçu, de R$ 245,5 milhões, a Constran firmou um acordo com as duas outras construtoras, repassando a cada uma 16,65% da empreitada. O combinado foi feito sem análise nem autorização da Valec, em desrespeito à Lei de Licitações (8.666/93).

     Auditoria do TCU nesse trecho da Norte-Sul constatou sobrepreço de R$ 63,3 milhões na atuação desse consórcio paralelo. Segundo a perícia da PF, a fraude chegou a R$ 59 milhões.

     De acordo com relatório da PF na Operação Faktor (ex-Boi Barrica), a Lupama é uma empresa de fachada, que não tem capital social "nem sequer para construir uma ponte". Seus sócios são Flávio Lima e Gianfranco Perasso, ambos amigos de Fernando Sarney. Perasso é apontado pela polícia como o operador de contas da família Sarney no exterior -a Folha revelou neste ano que o filho do senador já teve dinheiro rastreado e bloqueado pelos governos da China e da Suíça.

     A Folha foi ao endereço que está no registro da sede da Lupama. Durvalina da Silva, 55, que mora na pequena casa de alvenaria há 20 anos, disse que o marido, Modesto de Freitas, apenas cedeu o endereço a Flávio Lima. Segundo ela, na casa não há atividades da empresa. "Só chega correspondência."

     A EIT, por sua vez, pagou "pedágio" para entrar no esquema, segundo revelam conversas interceptadas pela PF com autorização judicial -as mesmas escutas que indicam a participação de Fernando Sarney na formação do "consórcio paralelo" da Norte-Sul.

     Em telefonema grampeado de maio de 2008, Flávio Lima cobra de um funcionário da EIT chamado Romildo parte do pagamento referente ao contrato 013/06. A expressão usada é "pagar a diferença", interpretada pela polícia como sinônimo de propina.

     Romildo responde que seu chefe na EIT condicionou o pagamento à realização de uma reunião com Flávio Lima e Fernando Sarney. Flávio rebate que a EIT havia recebido o contrato "no colo", cobra de forma enérgica o pagamento da "diferença" e ameaça recomendar a Fernando "ignorar o pessoal da EIT" enquanto a pendência não fosse resolvida. Os diálogos mostram que, sem o pagamento, a EIT não seria incluída num novo contrato que era negociado com a Valec.

     "Eu tô p... mesmo. Ah, quer que eu converse com o Fernando? Sabe quem vai chegar com o Fernando e com o Ulisses [Assad] pra fazer a porra da vistoria na sexta-feira? Sou eu", afirma Flávio para Romildo.

     Segundo a PF, após essas ameaças, a EIT aceitou pagar R$ 160 mil aos sócios da Lupama. No mesmo dia, Romildo ligou para Fernando Sarney confirmando o depósito. "Cabe frisar ainda que Fernando, após o pagamento, determinou a Flávio que fizesse alguns pagamentos [...], o que reforça ser Fernando Sarney o chefe da orcrim [organização criminosa]", escreveu a PF. Quando a Operação Faktor veio à tona, Ulisses Assad foi afastado da direção da Valec.


outro lado


Para Fernando Sarney, acusação é requentada

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O empresário Fernando Sarney disse, por e-mail, que não irá falar sobre as acusações de fraude na ferrovia Norte-Sul. Alegou tratar-se de "vazamento criminoso de inquérito sigiloso". "Mais uma vez, assuntos requentados. Eu me pergunto a razão disso tudo", completou.

Procurada pela Folha, a assessoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informou que ele também não iria se manifestar.

As construtoras Constran e EIT, por meio de assessorias, informaram que não tratariam do tema. A Constran disse que só a Valec pode abordar o assunto, por questão contratual.

A reportagem tentou falar com a Valec três vezes, desde segunda-feira. Deixou dois recados. A assessoria da empresa não telefonou de volta.

A Folha não conseguiu contato com Gianfranco Perasso e Flávio Lima, sócios da empreiteira Lupama, subcontratada irregularmente, segundo o TCU, para tocar as obras.



Colaborou HUDSON CORRÊA, da Sucursal de Brasília

Da Folha de S. Paulo
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Manchetes dos jornais

AQUI-MA- Assassinados por engano
ATOS & FATOS - Morrerm Roberto Macieira e Jerônimo Pinheiro
CORREIO DE NOTÍCIAS - Morre o ex-prefeito Roberto Macieira
GAZETA DA ILHA - Chacina em Santa Clara
JORNAL A TARDE - Prefeito João Castelo decreta luto oficial em respeito a Roberto Macieira
JORNAL EXTRA - Morte por atacado
JORNAL PEQUENO - Roseana Sarney foge do povo e vaias sobram para João Alberto
O DEBATE - Professores de São Luís tem maior piso salarial do país
O ESTADO DO MARANHÃO – Imperatriz ganhará Zona de Processamento de Exportação
O IMPARCIAL – Jackson diz que é candidato mesmo sem apoio do PSDB
O QUARTO PODER - Em paralisação: Médicos, PF, IBAMA e Professores
TRIBUNA DO NORDESTE - Governo é desafiado a mostrar licitação de obra