26 de jul. de 2010

Maranhão: Torre Pisa erguida em 1995 pelos Capuchinhos em Montes Altos

Uso da imagem de Lula e Dilma gera disputa em Estados do Nordeste

     Em Alagoas, o eleitor ouve “É Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma” no jingle do ex-presidente, mas também “O povo contente sabe que o Lula é Lessa” no de seu opositor.
     No Piauí, vê cartazes parecidos, com Lula de um lado e Dilma Rousseff do outro. Só muda a figura central: Wilson Martins (PSB) ou João Vicente Claudino (PTB). Candidatos ao governo, eles disputam o uso das imagens de Lula e Dilma no material de campanha. A situação se repete em outros Estados do Nordeste, onde Lula tem sua maior aprovação.
     Em Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT) tentou impedir o uso da dupla petista no jingle de Collor (PTB), mas seu pedido de liminar foi negado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O PTB nacional apoia José Serra (PSDB), mas a campanha de Collor afirma que não há irregularidade.
     Na Paraíba, o PT cogita impedir na Justiça que Ricardo Coutinho (PSB) faça referência a Lula e Dilma no jingle. O PT apoia José Maranhão (PMDB). Para Coutinho, alianças regionais não impedem que ele cite ambos.
    O argumento usado no Piauí pelo governador Wilson Martins é a aliança “histórica” com o PT. Mas o senador João Vicente diz apoiar Lula desde 2006.
     No Maranhão, a briga é entre militantes do PT. Os ligados a Flávio Dino (PC do B) dizem que cartazes dele com Dilma foram tirados da sede local do PT pela ala petista ligada à governadora Roseana Sarney (PMDB).
     Parte do PT estadual queria apoiar Dino, mas a direção nacional impôs aliança com Roseana, filha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Segundo o TSE, não há especificação sobre o assunto na lei eleitoral.”
Folha de S. Paulo

Esquema de Lobão paga R$ 900 para 96 garimpeiros

     A estratégia do grupo do senador Edison Lobão (PMDB-MA) para se apossar do ouro de Serra Pelada inclui o pagamento de um benefício mensal no valor de R$ 900 para 96 pessoas que vivem na área da antiga mina.
     O esquema, batizado de "mensalinho da Serra", é alimentado por recursos repassados pela empresa Colossus à Cooperativa Mineral dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).
     A reportagem teve acesso a uma lista com nomes de beneficiários do mensalinho. Procurado para falar sobre o pagamento das mesadas, o diretor social da Coomigasp, Carlos Jovino, confirmou os repasses, que chamou de "contribuições".
     "A empresa repassa o dinheiro como ajuda social", disse Jovino. "Esse dinheiro não é dinheiro garantido por contrato, a empresa que está dando uma ajuda mesmo."
     Os beneficiários do esquema não prestam serviço à cooperativa. Eles só comparecem na Coomigasp uma vez por mês para receber a mesada.
     Ex-diretor da entidade e um dos opositores do grupo de Lobão, o sindicalista Edinaldo Aguiar diz que o esquema de mesadas foi a forma encontrada pela empresa para conseguir calar os garimpeiros que costumavam ter um posicionamento crítico dentro da cooperativa.
Assistencialismo. A empresa canadense recorreu a velhas práticas assistencialistas e políticas para ganhar a confiança e a simpatia dos garimpeiros, trabalhadores reconhecidos pela postura independente e o temperamento arredio.
     Além do "mensalinho", a Colossus realizou, até agora, três festas para distribuição de cestas básicas a famílias do povoado onde está a mina.
     Além disso, para amainar a poeira do começo da tarde nas ruelas de Serra Pelada, paga uma empresa de caminhões-pipa para esguichar água sobre o chão batido.
     O diretor da Colossus Darci Lindenmayer diz que a empresa é apenas uma "aliada" da prefeitura na distribuição de cestas básicas. Lindenmeyer afirma que a empresa já gastou R$ 800 mil em "ações sociais" na área do projeto. Ele diz, orgulhoso, que a ação social da Colossus vai muito além das cestas. A empresa, observa, reformou o hospital de Curionópolis, o posto de saúde e a Escola Maria Antônia Pimenta de Moura, em Serra Pelada.
Novo escritório. Quem anda pelo antigo garimpo, porém, tem outra impressão da chegada da empresa ao lugar. A Escola Municipal Novo Morumbi foi fechada pela prefeitura e repassada para a Colossus, que deverá aproveitar a estrutura para instalar um escritório.
     Desde o declínio do garimpo de Serra Pelada, no final dos anos 1980, os moradores do povoado não têm alternativas de renda e emprego.
     A exploração do ouro depende do processo de mecanização. Mesmo assim, ainda hoje, dezenas de garimpeiros tentam encontrar o metal na superfície, de forma manual.
O Estado de S. Paulo





Lobão e aliados montam esquema para ter domínio sobre Serra Pelada

Leonencio Nossa e Rodrigo Rangel - O Estado de S.Paulo
     Uma operação articulada pelo senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) está por trás do projeto de retomada da exploração de ouro no lendário garimpo de Serra Pelada, no sul do Pará. A operação envolve pagamentos suspeitos a cabos eleitorais de Lobão e um emaranhado de empresas - algumas de fachada - abertas no Brasil e no Canadá.
     O projeto de retomada da exploração do garimpo ganhou força quando Lobão esteve no comando do ministério, de janeiro de 2008 a março deste ano. Com aval do governo, a exploração será feita pela Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral, empresa criada a partir de um contrato entre a desconhecida Colossus Minerals Inc., com sede em Toronto, no Canadá, e a Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), que reúne 40 mil garimpeiros e detém os direitos sobre a mina.
     Este ano, por duas vezes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a programar visita a Serra Pelada para anunciar a reabertura do garimpo. Mas as duas viagens foram canceladas de última hora. Nas palavras de um auxiliar do presidente, a desistência se deu porque o Planalto avaliou que o acordo com a Colossus é prejudicial aos garimpeiros. "Os leões querem ficar com todo o ouro", disse o assessor.
     Por ordem da Presidência, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e o ministério tiveram de firmar um termo de compromisso com a Colossus em que a empresa canadense se compromete a ajustar cláusulas do contrato com potencial de prejuízo aos garimpeiros. Até o fechamento desta edição nada havia mudado.
     Como senador e depois como ministro, Lobão atuou pessoalmente em várias frentes, dentro e fora do governo, para possibilitar o negócio. Primeiro, operou para formalizar a Coomigasp como proprietária do garimpo.
      Nos bastidores, ainda em 2007, como senador, Lobão atuou para conseguir que o governo federal convencesse a Vale, até então detentora da mina, a transferir à cooperativa seus direitos de exploração de ouro e outros metais nobres em Serra Pelada. A Vale submeteu a proposta a seu conselho de administração, que concordou em atender ao pedido de Brasília e, em fevereiro de 2007 assinou um "termo de anuência" repassando à cooperativa dos garimpeiros o direito de explorar a mina principal.
     No ano passado, já com Lobão ministro, o governo fez nova gestão em favor do negócio e obteve da Vale os direitos sobre mais 700 hectares de Serra Pelada.
     Ao Estado, o secretário de Geologia e Mineração, Claudio Scliar, que elogia o desempenho de Lobão na condução da reabertura de Serra Pelada, admitiu ser amigo de geólogos brasileiros que integram o comando da Colossus, como Pérsio Mandetta, Darci Lindenmeyer e Augusto Kishida. "O Darci chegou a ser meu chefe no passado", diz.
Controle. Garantido formalmente o direito da Coomigasp de operar no garimpo, Lobão lançou outra ofensiva. Desta vez, para tomar o controle da cooperativa. Num processo conturbado, marcado por ações judiciais e violência, garimpeiros do Maranhão ligados ao ex-ministro conseguiram assumir a Coomigasp.
     É justamente nessa época que surge a Colossus. A proposta de contrato com a empresa foi aprovada a toque de caixa pelos associados da cooperativa. Pelo acerto, a Colossus entra com capital e tecnologia e a cooperativa cede seus direitos sobre a mina. Pesquisas autorizadas pelo DNPM indicam haver pelo menos 20 toneladas de ouro no subsolo de Serra Pelada. Geólogos com acesso às sondagens mais recentes afirmam, porém, que a quantidade pode passar de 50 toneladas.
     O potencial de sucesso da mina é a principal razão da trama. Um ex-funcionário do gabinete de Lobão no Senado encarregou-se de articular e defender o contrato com a Colossus. Antonio Duarte (o radialista maranhense Toni Duarte), que se apresenta como assessor do ex-ministro, chegou a criar uma entidade, a Associação Nacional dos Garimpeiros de Serra Pelada (Agasp-Brasil), para funcionar como linha auxiliar da Coomigasp na defesa do consórcio.
     No escritório em Brasília que serve como sede da Agasp e sucursal da Coomigasp, fotos de Lobão na parede evidenciam a relação de proximidade entre o ex-ministro e os encarregados de tocar o negócio com a empresa canadense.
     "Quem é contra esse projeto é contra os garimpeiros", diz Raimundo Nonato Ramalho, de 77 anos, vice-presidente da Agasp, apontando para um dos quadros de Lobão. "Esse aí é o nosso patrono, o melhor ministro de Minas e Energia que o Brasil já teve porque conseguiu reabrir Serra Pelada."
     Antônio Duarte, o presidente da associação, não é o único egresso do Senado. Na joint venture surgida da associação da Colossus com a Coomigasp, há outro ex-funcionário da Casa, o advogado Jairo Oliveira Leite. Também ligado a Lobão, Leite representa a cooperativa de garimpeiros na direção da companhia.
     Além de facilitar o negócio a partir do cargo, o ex-ministro e candidato à reeleição ao Senado chegou a participar pessoalmente das articulações em torno do negócio. O Estado teve acesso a um vídeo que mostra Lobão, no ministério, reunido com representantes da Colossus e da Coomigasp para tratar da parceria.
Lama. Apesar do discurso de que o consórcio com a Colossus traria bons resultados, o texto inicial do contrato firmado entre a cooperativa e a empresa canadense já indicava prejuízo para os garimpeiros: eles ficam, literalmente, com a lama da mina e com uma fatia menor do lucro.
     A Colossus já entrou na sociedade com 51% de participação na nova empresa. A Coomigasp ficou com 49%. Pouco depois, sempre com a anuência dos diretores da cooperativa ligados a Lobão, a Colossus conseguiu ampliar sua participação para 75%.
O Estado de São Paulo - 25/07/2010

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO - Demissão de Carlos James gera crise no sistema penintenciário
O ESTADO DO MARANHÃO - Lobão e João Alberto lideram disputa para o Senado Federal
O IMPARCIAL - Mulheres cumprem tabela nas eleições

25 de jul. de 2010

Manchetes dos jornais

ATOS & FATOS - Detafolha desmente pesquisa da Vox Populi
CORREIO DE NOTÍCIAS - Mulheres são minoria na política
GAZETA DA  ILHA -Procurou achou...
ITAQUI-BACANGA - Bandido tomba na Liberdade após matar rival no Anjo da Guarda 
JORNAL A TARDE - Pesquisa Data Folha-José Serra tem 37% cntra 36% de Dilma
JORNALEXTRA - Deu no mehor blog do Norte/Nordeste:Xena pode matar já no 1ºturno
O DEBATE - Exploração mineral
O ESTADO DO MARANHÃO - Roseana lidera a corrida pelo governo do Estado
O IMPARCIAL - Recanto verde, sitiado pela violência

24 de jul. de 2010

Neste domingo em cartaz no Laborarte

Manchetes dos jornais

AQUI-MA - Anjo da Guarda: Morte misteriosa
ATOS & FATOS - Caso Matosão: Polícia identifica dois suspeitos do assassinato
CORREIO DE NOTÍCIAS - Justiça concede liberdade para Alessandro Martins
JORNAL A TARDE - São Luís tem o maior colégio eleitoral do Estado e São Pedro dos Crentes o menor
O DEBATE - Ligadas na web
O ESTADO DO MARANHÃO - Alessandro Martins e mais cinco são soltos pela Justiça
O IMPARCIAL -Alessandro Martins livre...e de volkswagem
TRIBUNA DO NORDESTE - Reinaldo critica Roseana por abandonar educação