9 de fev. de 2011

Banco do Brasil inscreve até hoje para concurso público

O Banco do Brasil prorrogou as inscrições do seu concurso público até hoje (9), às 14h. O processo seletivo é para cadastro de reserva na área administrativa e para o cargo de escriturário. As oportunidades são para nove Estados – Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Sergipe.
    Para se inscrever, é preciso ter ensino médio completo e idade mínima de 18 anos. O formulário de inscrição deve ser preenchido pela internet e a taxa de R$ 40 pode ser paga em qualquer agência bancária.
    O salário inicial oferecido, para carga horária de 30 horas semanais, é de R$ 1.280, mais gratificação semestral de 25%.
    Os selecionados vão atuar no atendimento ao público, contato com clientes, prestação de informações, controles estatísticos, atualização e manutenção de sistemas operacionais, redação de correspondências em geral, entre outras.
    As provas estão previstas para o dia 20 de março. Serão dois exames objetivos com 40 questões de múltipla escolha, cada, e 4 horas de duração – uma de conhecimentos básicos e outra de conhecimentos específicos.
    O conteúdo cobrado e mais informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital do concurso na internet.

Diretoria de comunicação da Assembleia deve ficar com ex-sócia do Marafolia

    Dulce Brito é o nome mais cotado para assumir a diretoria de comunicação da Assembleia Legislativa. Conforme tornou público no final do ano passado, ex sócia do Grupo Marafolia, responsável pela realização da micareta em São Luís há mais de 16 anos, e coordenadora de eventos do Sistema Mirante de Comunicação, Brito irá substituir o jornalista Jorge Vieira.
    Em 2008, Dulce Brito foi cogitada como vice, na chapa do candidato a prefeito Waldir Maranhão (PP). Se resumiu a apresentar o programa televisivo do deputado federal e ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão.
    Seu nome também emergiu na Operação Barrica (depois batizada de Faktor) que investigou crimes cometidos pelo empresário Fernando Sarney, também sócio do Marafolia.

O vinho de Hitler

David Coimbra
    Essa história aconteceu quando Hitler ainda não era o Führer, mas já galvanizava as massas de Munique com sua oratória feroz, nos albores dos anos 20 do século 20. Quer dizer: ele não se resumia mais apenas a um fracassado pintor de paisagens, nem a um candidato a arquiteto renegado, já desfrutava de certo conceito como líder político. Porém não muito. Tratava-se de uma estrela de brilho local.
    Por essa época, alguns de seus apoiadores decidiram apresentá-lo à alta sociedade bávara. Então, certa noite, lá estava aquele tipo estranho, atrás de seu bigode amputado, metido em seu terno azul-escuro surrado, convivendo com o crème de la crème da aristocracia alemã. E eis que o anfitrião, numa deferência especial ao convidado, serviu-lhe um vinho fino, uma das pérolas da sua adega pessoal.
Aí Hitler cometeu um horror que bem poderia servir de augúrio para o que iria aprontar nos anos vindouros: temperou o vinho com açúcar! Algo como se Lula tivesse pingado adoçante no Romanée Conti que Duda Mendonça lhe ofereceu para festejar a vitória de 2002.
    Hitler era culto, era lido, mas não era sofisticado. O espírito se sofistica por meio do cultivo dos prazeres da vida, e os prazeres da vida não interessavam a Hitler. O que não deixavam de notar seus contemporâneos. Quando ele começou a bajular a esposa desse mesmo anfitrião do vinho, uma beldade germânica chamada Helene, ela tranquilizou o marido:
    – Não se preocupe. Ele não é um homem. Ele é um neutro.
    Um neutro. Que definição precisa. Não significa que fosse homossexual, como muitos de seus inimigos afirmaram depois da guerra. É que Hitler, ao que tudo indica, não se interessava pela coisa. Suas energias estavam todas canalizadas na tomada do poder e na consecução de seus planos sinistros para a Alemanha.
    Hitler não bebia, não fumava e não gostava de comer. Com a idade, transformou-se em um quase abstêmio e em um vegetariano perfeito. Não tinha amigos íntimos, a família restringia-se a uma irmã que pouco via.
Sintomático.
    Tenho a convicção de que se Hitler ou outros personagens-chave da História fossem mais mundanos, se gostassem mais de beber, de comer, de rir com os amigos e das belas fêmeas da espécie, se eles cultivassem tais interesses, o mundo seria um lugar bem melhor para se viver. Afinal, são esses pequenos prazeres que tornam os seres humanos... humanos.
    Mais até: os prazeres da vida cevam a criatividade. Donde, aposto no sucesso de talentos como Carlos Alberto e Zé Roberto na Dupla Gre-Nal. São jogadores que sorvem os deleites da vida, sabe-se. E aqui eles continuarão a sorvê-los, mas com a dose de moderação que se impõe em uma cidade menor, com vigilância maior. Que usem a imaginação que lhes conferem as delícias da existência. E deixem as tarefas duras de marcação para os germânicos da zaga e da volância.
O livro definitivo
    Li a história do crime que Hitler cometeu contra o bom vinho do seu anfitrião bávaro num livro do professor britânico Ian Kershaw, “Hitler”, talvez a melhor e mais completa biografia do ditador austríaco de todas as centenas já escritas nos últimos 70 anos. Tomei conhecimento desse livro monumental através de dois amigos: Fernando Eichenberg, o Dinho, que entrevistou Kershaw em Paris e o elogiou aos quilos, e o Cyro Silveira Martins Filho, um homem que conhece e gosta de História. O Cyro me disse:
– Não há nada melhor sobre Hitler.
    Pois acho que está certo. A edição CONDENSADA da biografia tem mais de mil páginas de um texto refinado como o aristocrata que ofereceu vinho a Hitler na década de 20. Ler esse livro é um prazer que só quem gosta da vida mundana é capaz de apreciar por inteiro.

Charge do dia

Na coluna do Claudio Humberto

NOVA DIRETORA
Doris Romariz deverá assumir o cargo de diretora-geral do Senado. Atual diretora de Recursos Humanos, ela foi chefe gabinete da ex-senadora Roseana Sarney e tem reputação de profissional qualificada.

Direto da fonte

Ferreira Gullar palestra, sexta, para os colaboradores da Neogama/BBH.

O desejo de Sarney para que o primeiro ato da CCJ seja a sabatina de Luiz Fux vem a calhar. Os ministros não veem a hora do novo companheiro chegar para dividir o trabalho acumulado.
Sônia Racy em O Estado de S. Paulo

Manchete do dia

Manchetes dos jornais

O ESTADO DO MARANHÃO - Barbárie: Seis presos da delegacia de Pinheiros mortos em rebelião
O IMPARCIAL - São Luís, 8 de novembro de 2009 - Pinheiro, 7 de fevereiro de 2011