12 de jun. de 2011

Instituição e rebeldia

Ferreira Gullar
Todos concordam que é muito difícil definir o que é arte. Não obstante, se refletimos sobre o que conhecemos e consideramos expressão artística, verificamos que, em que pese a enorme variedade de estilos e concepções, há ali um traço comum que nos permite englobá-la numa mesma definição: é arte.
   Houve épocas em que era quase impossível fazê-lo de modo amplo, uma vez que a conceituação estreita reduzia a expressão artística a princípios e normas, fora das quais a arte seria impossível.
   Foi precisamente o abandono dessas regras que tornou possível a visão abrangente que caracterizou a crítica de arte do século 20, capaz de compreender as mais diversas manifestações artísticas, desde as pinturas parietais do paleolítico até a limpidez da estatuária grega, o delírio barroco e a poética revolucionária do cubismo, do expressionismo, do dadaísmo.
   Um dos traços mais característicos dessa visão nova da arte era a valorização do fator expressivo e autônomo das formas em detrimento da representação do real: compreendeu-se que, mais que copiar a realidade, a arte a recria e a inventa.
   Mas o impulso irreverente, que movia os artistas do começo do século 20, ultrapassou não apenas a concepção acadêmica como pôs em questão o próprio conceito de arte.
   Quem levou essa atitude a seu ponto extremo foi Marcel Duchamp, ao afirmar: "Será arte tudo o que eu disser que é arte". Essa afirmação, tomada ao pé da letra, significa que nada é arte, ou seja, que o fazer artístico não tem qualquer sentido.
   Mas nem ele próprio acreditava nisso, tanto que suas obras mais importantes - "O Grande Vidro" (1915-1923) e "Étant donnés" (1946-1966) - demandaram-lhe muitos anos de trabalho e criatividade.
   De qualquer modo, não foi esse lado de sua personalidade que influiu sobre futuras gerações de artísticas e, sim, aquele outro lado, o da antiarte. De uma maneira ou de outra, o que se chama hoje de arte conceitual ou arte contemporânea parte do princípio duchampiano de que tudo é arte ou pode ser dado como tal. Noutras palavras, todos os valores - sejam teóricos, artesanais ou estéticos - que serviam para esse tipo de expressão, tornaram-se dispensáveis.
   Isso não é uma crítica, apenas uma constatação. Qualquer que seja a importância que se atribua a esta ou aquela obra dita "contemporânea" - casais nus no MoMA, por exemplo - não possui aquelas referidas qualidades que constituem as obras de arte: casais nus que se exponham num museu não foram feitos por nenhum artista nem por ninguém. São apenas algo que se mostra como uma expressão, um conceito, qualquer que seja ele - enfim uma "boa ideia". Em face dessa constatação é inevitável concluir que tais manifestações estão fora do campo da arte.
  No entanto, esses casais nus foram mostrados no Museu de Arte Moderna de Nova York, um dos mais conceituados museus do mundo. Como se explica isso?
   A primeira resposta que me ocorre é que, no campo das artes plásticas, o conceito de obra de arte, como produto do trabalho e fruto de uma linguagem elaborada pelo artista, já não vale.
   Entre os que conceituam, gerem ou decidem sobre o que merece ou não ser exibido e destacado, o que vale é, em vez da obra, o questionamento do que se chama de arte e do próprio museu ou certames nacionais e internacionais, criados para expor obras de arte. Agora, esses espaços tornaram-se locais onde se "nega" a arte.
   A palavra "nega" está aí entre aspas porque não é agora uma negação contestadora de fato. Já foi, quando Duchamp expôs o seu famoso urinol, intitulado "Fontaine". Agora, instituição e rebeldia se identificam e uma redime a outra. O museu, as bienais, são hoje locais onde a não arte - seja urinol ou casais nus - vira arte.
   Trata-se, de fato, de um impasse: a rebeldia que necessita da instituição para ser rebelde é a negação da rebeldia. Não por acaso, o artista escolhido para representar o Brasil na Bienal de Veneza, este ano, se declara contra salões, premiações e a própria Bienal onde vai expor.
   Claro, porque, se se mostrar contente de expor ali, deixará de ser rebelde e, como sua obra é a não obra, tudo o que lhe resta é o espaço institucional, onde ela é aceita como rebeldia. Fora de lá, não é.

No claudiohumberto.com.br

PERGUNTA NO DIA DOS NAMORADOS

Agora ministra de Relações Institucionais, Ideli repetirá o beijaço que aplicou há quatro anos no presidente do Senado, José Sarney?

Manchetes dos jornais

Maranhão
ATOS E FATOS - Desembargador acusado de reprovar candidata que não cedeu a seu assédio sexual
JORNAL A TARDE - Campanhas de prevenção da Semus garantem resultados positivos
JORNAL EXTRA- Assédio sexual: Ou dá ou desce!
JORNAL PEQUENO- Governo atrasa obras do antigo Maristas
O ESTADO DO MARANHÃO - Deputados propõe a criaçãod e mais de 130 municípios no Maranhão
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Brasil cresce, mas ainda é o país da desigualdade
FOLHA DE SÃO PAULO:Dilma mantém aprovação apesar de Palocci e inflação
O ESTADO DE S. PAULO:Indústria reduz investimento, mas quer manter inovação
O ESTADO DE MINAS:Duas rodas, muitos crimes
O GLOBO:Taxa de incêndio paga viagem de bombeiros a Europa e EUA
ZERO HORA:Lei polêmica dificulta a prisão de suspeitos
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Polícia ataca filial do PCC no Pará
JORNAL DO COMMERCIO:Sobram vagas, faltam médicos
MEIO-NORTE:Morto "mata" mulher viva e frauda INSS
O POVO:Um  guia para os apaixonados no ambiente de trabalho

11 de jun. de 2011

Novos municípios do Maranhão podem criar gentílicos impronunciáveis

    Prevalecendo a Resolução Legislativa nº 25/2011aprovada pelos deputados estaduais do Maranhão em maio que devolveu a autonomia de criação de municípios à Assembleia Legislativa, o mapa do estado no futuro será retalhado por nomes curiosos, estranhos ou coisa parecida.
    O prazo para apresentação de requerimento com propostas de emancipação se encerrou às 18 horas deste sábado, 11. Antes do fim, ao menos 69 pedidos foram encaminhados à Assembleia. As solicitações com nomes e títulos eleitorais foram encaminhadas à mesa da Assembléia pelos deputados padrinhos da ideia a partir do fomento adesista dos propalados líderes comunitários.
    Nomes próprios, comuns, nativos e indecifráveis povoam a lista de pretensos municípios. São nomes curiosos que devem constranger conterrâneos no uso do gentílico. Aprovada a rodo a criação de tantos quantos desejarem tornar-se município, no Maranhão coabitarão palestinos, paraisenses, mimosenses e quem conseguir sair do sub-registro.  
Confira alguns nomes dos pretensos novos municípios:
Palmeiral
Cana Brava
Acoque
Mundo Novo
Santa Teresa
Bananal do Maranhão
Nazaré do Bruno
Anapurus
Nova Esperança do Maranhão
Brejinho dos Cocais
Santa Tereza
Santana dos Carvalhos
Itereré
Madragôa
Mocambinho
Mapari do Maranhão
Mundo Novo
Coqueiro do Maranhão
Juçaral-Mirim
Bacuri da Linha
Nova Vida
Paruá
Jacaré do Maranhão
Vale do Pindaré
Livramento
Caxias da Paz
Cabeceira
Palestina
Roberto Leite
Lagoa verde
Alto Bonito
Cikel das Alvoradas
Cajazeiras
Auzilândia
Paraíso
Trizidela do Mearim
Barão de Tramaí
Palmeiral do Mearim
Cordeiro do Maranhão
Porto Santos do Maranhão
Três Lagoas do Manduca
Lucindo
Queimados
Raimundo Su
Feira de Várzea
Chega Tudo
Olho D´Água
Independência
Mimoso
Auzilândia
Santo Onofre
Campestre do Maranhão
Cocos
Santa Vitória
Ipiranga do Maranhão
Lagoa Comprida
Vitória do Baixo Parnaíba
Morada Nova do Pindaré...

Clipoema:O Bicho, de Manoel Bandeira

Gil Cutrim mantém ficha suja em sua equipe de governo

    Até sexta-feira,10, o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim (PMDB), filho do presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Edmar Cutrim, mantinha em sua equipe de governo um ex-vereador com contras reprovadas pelo TCE.
    Além da ficha suja no tribunal de contas José Ribamar Dourado Nascimento, ex-presidente da câmara municipal de São José de Ribamar (2000-2004) é condenado pela Justiça por atos de improbidade adminstrativa pelo juiz da 1ª Vara da Comarca do município, Márcio Castro Brandão.
    Dourado é casado com a ex-prefeita Maria das Neves, enteada  do prefeito Jota Câmara (falecido no ano passado), enrolada também na Justiça.
    Neves apoio a eleição do prefeito Luiz Fernando Silva (DEM), atual secretário da Casa Civil do governo Roseana Sarney (PMDB), que nomeou Dourado para a Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda de Ribamar em 2009.
    O juiz acatou Ação Civil Pública, o Ministério Público que elenca além das contas reprovadas, outras irregularidades praticadas por Ribamar Dourado como despesas indevidas, ausência de processo licitatório, fragmentação de despesas e intempestividade no envio ao TCE dos relatórios de gestão fiscal. O juiz Márcio Brandão adiantou que, após o trânsito em julgado, o nome de Dourado será incluindo no cadastro de pessoas condenadas por atos de improbidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Calcinha Preta lidera enquete sobre bandas de forró de O Povo

    Calcinha Preta, Garota safada e Aviões do Forró, nessa ordem, lideram a enquete que o jornal O Povo, do Ceará, realiza junto aos internautas sobre qual será a melhor banda de forró deste São João?

    Vinte e três bandas participam da pesquisa de O Povo Online. Por enquanto, as bandas Forró Rekebra e Banda Líbanos empatam na última colocação.
    A maior parte das bandas elencadas é conhecida do público do Nordeste incluindo o Maranhão. Nomes como Anjo Azul e Dorgival Dantas são poucos citados pelos amantes do new forró.
    Dorgival aparece como quinto da lista, mas sua distância de votantes em relação às três primeiras é abissal. Ele e o Forró Muído estão na casa de um dígito enquanto as líderes da enquete somam acima de 20% da preferência dos internautas.
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Deputado vascaíno quer dar título para Roberto Dinamite pela conquista de campeonato

Waldermar Têrr
    Por conta do Vasco da Gama ter se sagrado campeão da Copa do Brasil, o deputado Magno Bacelar (PV), torcedor do time carioca, anunciou na sessão desta quinta-feira (9) que vai apresentar proposta de concessão de título de Cidadão Maranhense para o presidente da equipe, o ex-jogador de futebol Roberto Dinamite. Bacelar explicou que a Copa do Brasil é o mais importante campeonato brasileiro de futebol porque todo país participa.
    O parlamentar afirmou que possui um carinho especial pelo Vasco, porque o pai dele, Moacir Bacelar Nunes, já falecido, era “um autêntico vascaíno” e que a conquista da Copa do Brasil foi “um momento de glória”.
    Magno Bacelar afirmou que “o Vasco fez uma partida brilhante, perdeu de 3x2, mas, de certa forma, ele venceu em casa e mostrou-e um grande time, vencendo um grande campeonato”, disse Magno Bacelar.
    Em relação ao título de Cidadão Maranhense, Magno Bacelar garantiu que ele é uma forma de homenagear o deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Roberto Dinamite, atual presidente do Vasco.
    O deputado disse que haverá um jogo no Maranhão no qual Romário estará e aproveitar a oportunidade para o título de cidadão também para Roberto Dinamite, e defendeu o direto de “tratar do assunto, porque, no Maranhão, há muitos vascaínos, e esta Tribuna é do povo, é dos vascaínos, é dos flamenguistas, é dos botafoguenses, é de todo mundo”.
Da Assessoria da Assembleia Legislativa