20 de jul. de 2011

No claudiohumberto.com.br

DELEGADO CUSTARÁ R$ 1 MILHÃO A ROSEANA
A governadora Roseana Sarney (MA) reconduziu ao cargo o delegado da Polícia Civil Luís de Moura Silva, por ordem do Tribunal de Justiça. Suspeito de uma série de crimes, ele foi afastado em 2000 na mira da CPI do Crime Organizado. Com o salário atual de R$ 10.162, o 7º melhor do País, e os 130 meses de afastamento, o delegado poderá reembolsar de indenização cerca de R$ 1,3 milhão, sem contar as gratificações.

Manchetes dos jornais

Maranhão
O DEBATE - Maranhão registra a maior variação na geração de empregos
O ESTADO DO MARANHÃO - MP pede a redefinição dos limites da Grande São Luís
TRIBUNA DO MARANHÃO - Corrrupto são expurgados do Transportes
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:O brasileiro virou bobo da corte
FOLHA DE S. PAULO:Faxina derruba mais 6 nomeados dos Transportes
O ESTADO DE S. PAULO:'Faxina' nos Transportes derruba mais seis e continua
ESTADO DE MINAS:DNIT desgovernado nós somos as vítimas
O GLOBO:A tragédia da corrupção - Dilma amplia faxina e varre mais seis nos Transportes
VALOR:Dados mostram economia ainda em ritmo vigoroso
ZERO HORA: Piratini pede discrição policial em operações
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Fazendeiro mandou matar casal
JORNAL DO COMMERCIO:Agamenon terá trânsito alterado
MEIO-NORTE:Derrame de pistolas abastece bandidos
O POVO:Pressionado, pressidente do TCE tira férias

19 de jul. de 2011

Na agulha: Zeca Baleiro de ponta no videoclipe de Emicida

Maranhão gerou 4.683 empregos no mês de junho, segundo o Caged

    O Maranhão gerou no mês de junho 4.683 empregos com carteira assinada. Foi terceiro melhor desempenho da região, mas muito distante de estados como Bahia, primeiro colocado com 11.767 empregos, e Pernambuco, com 11.328 empregos formais. No nordeste p soldo foi de 39.953 empregos, superior às regiões do sul, centro-oeste e norte do país.
    Nos seis primeiros meses de 2011 foram ampliadas no estado apenas 6.279 vagas no mercado de trabalho no estado, na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo.
    Esse número representa um quarto do saldo de emprego registrado em 2010 que foi de 24.528 empregos.
    Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego resultam das admissões e desligamento ocorridos no período levantado. No mês de maio foram geradas apenas 24 vagas no mercado de trabalho.
    A variação mensal foi de 1,16%, pouco abaixo dos 1,55% do semestre. A diferença entre as performances mensal e dos seis primeiros meses do ano é de apenas 0,39%.

I Festival Lume de Cinema - Programação desta terça-feira,19

Sessão 17 – 14h30
Pit n° 8
Sessão 18 – 16h30
Terra deu, terra come
Orquestra do som cego
Mãos de outubro
O trabalho final
Onde você vai?
Sessão 19 – 18h30
The Salesman (Le vendour)
Nothing personal
Coração iluminado
Sessão 20 – 21h00
Shelter
Wags, wives and girlfriends
Sashenka
TEATRO ALCIONE NAZARÉ (Centro de Criatividade Oduylo Costa, Filho - Rampa do Comércio, Praia Grande, Centro). Ingressos: R$ 14,00 (meia para estudantes)

Ex-genro de Roseana é zero à esquerda na Assembleia Legislativa

   Turista acidental na Assembleia Legislativa e ex-genro da governadora Roseana Sarney (PMDB), o incidental deputado estadual Carlos Filho (PV),35 anos, entrou mudo e saiu calado na primeira sessão da 17ª Legislatura encerrada no dia 14 de julho. Integrante do bloco governista em consequência de sua ausência em plenário, o pai dos dois netos da filha do Senador José Sarney (PMDB-AP) nunca ocupou a tribuna durante a Legislatura iniciada em 1º de fevereiro.
    Nesse primeiro período foram realizadas 81 sessões ordinárias. Carlos Filho participou de menos de 20% delas. Esse desempenho pífio não deve deixar nódua "na trajetória política desse deputado de fibra. Que não vê limites em seus projetos para trazer qualidade de vida e dignidade em seu ímpeto de trabalho", conforme perfil traçado biográfico por ele mesmo para o site da Assembleia. Nem assim frustará seus 36.854 eleitores que renovaram seu mandato em 2010 pela terceira vez. É tudo mesma farinha.
    Competindo com o veterano Carlos Filho, o estreante Dr. Pádua (PP) deixou a estaca zero ocupando uma única vez a tribuna para no tempo dos blocos falar de seus nobres propósitos como parlamentar da base governista.
    Falaram pouco também os veteranos Carmilo Figueiredo (PDT) e Tatá Milhomem (DEM), cada um com dois discursos apenas. Das duas vezes em que se pronunciou na tribuna, Figueiredo uma delas foi na eleição da Mesa diretora, na abertura dos trabalhos. Milhomem se projetou nos inúmeros apartes.
    As estreantes Francisca Primo (PT) e Vianey Bringel (PMDB), eleitas com apoio dos maridões nos comandos das prefeituras de Buriticupu e Santa Inês, respectivamente, economizaram palavras tanto no plenário como na tribuna.
Ranking da Tribuna:
Carlos Filho (PV) -Nenhum discurso
Dr. Pádua (PP) - 1 discurso
Camilo Figueiredo (PDT) - 2 discursos
Hemetério Weba (PV) - 2 discursos
Tatá Milhomem (DEM) - 2 discursos
Francisca Primo (PT) - 3 discursos
Carlinhos Florêncio (PHS)- 4 discursos
Fábio Braga (PMDB) - 4 discursos
Vianey Bringel (PMDB) - 5 discursos

2012 vem aí

* João de Deus Castro
    São Luís será mais uma vez palco da principal disputa política no estado do Maranhão, em 2012. Pudera. Trata-se do principal orçamento do estado, só superado pela própria esfera estadual de governo. E é também onde têm expressão política mais vívida as principais forças, à direita e à esquerda, que se digladiam pelo poder, no estado, há pelo menos 30 anos.
    A situação de abandono em que se encontra a capital é triste e vexatória para seus moradores. Para os senhores no poder nem tanto. Estão acostumados a fazerem o que bem entendem do orçamento público, que tomam como se fosse privado, ou melhor, familiar. É um costume antigo que se perpetua em nosso Maranhão. Há exceções, claro, e melhor, há resistência. Porém, os desafios são gigantescos e a conjuntura política é das mais complicadas.
    São Luís, que sempre foi um bastião dessa resistência, sob governos principalmente do PDT de Jackson Lago, encontra-se, desde 2009, sob o comando (tacão) do ex-governador biônico dos tempos da ditadura, João Castelo (PSDB). Um oligarca que disputou o governo da cidade várias vezes, vencido pelo mesmo PDT, e que não se incomoda com ruas esburacadas, transporte público destruído e caro, saúde e saneamento quase inexistentes e população sem renda, em cujo governo encontra-se o mesmo PDT (ou talvez seja outro). Mas Castelo larga em 2012 com pelo menos 30% das intenções de voto e será o alvo da maioria dos outros candidatos.
    A oligarquia Sarney, no governo do estado há quase 50 anos, ainda não definiu candidatura em São Luís e joga com diversas possibilidades, desde candidatura própria (PMDB) até uma aliança, apresentando o vice, com o PT, desde que este se disponha a aprofundar mais ainda o fosso em que se metera e no qual afunda, aliando-se a Roseana Sarney em 2010, oferecendo tempo de TV para campanha e o vice, Washington. E passando por cima da maioria do partido, no Maranhão, que seguiu com Flávio Dino (PCdoB). A participação do PT no governo é pífia, e a participação do governo na melhoria de vida do povo é zero. O PT, por esta via, colhe contradições e desacumula forças para qualquer propósito pela esquerda.
    O ex-deputado federal Flávio Dino, recém-nomeado para o comando da Embratur, demonstrou com isso força política e prestígio junto a Dilma, ainda que alguns levantem diversas suspeitas ao suporem que tal só seria possível com as bênçãos de Sarney. Um raciocínio tosco, claro, que coloca Sarney acima da presidenta, embora o comportamento do comunista venha dando azo a isto, na medida em que se pronuncia pouco e, quando o faz, não afronta a oligarquia. Já deu provas de que, quando decide, vai direto na jugular, vide a reta final da campanha de 2010, quando mais cresceu, quase chegando ao segundo turno. Desde 2008 que é assim. Sinal de que há por trás disto não o rabo preso à oligarquia como muitos imaginam, mas uma tática delicada, qual seja, de não se distanciar do governo federal, do qual seu partido é base de sustentação, assim como Sarney. O argumento de que Flávio ficou justamente sob o guarda-chuva do Ministério do Turismo, que tem à frente Pedro Novais, homem de Sarney, também cai por terra. Novais é claramente dos ministros mais enfraquecidos do governo Dilma. A revista Carta Capital (13 de jul/11) dá conta de que “Dilma pensou em dispensá-lo dias antes de assumir, quando foi divulgado que, ainda deputado federal, pagara uma festa de motel com verba da Câmara. Apadrinhado por (...) Edson Lobão e (...) José Sarney, acabou mantido no cargo, mas totalmente desprestigiado, a ponto de nunca ter sido recebido em audiência individual pela presidenta e de o orçamento da pasta ter sido cortado em 84%. (...) em seis meses no cargo, o ministro assinou uma única portaria”. E ainda: “Outro sinal de desprestígio foi a recente indicação de um desafeto de Novais e Sarney, o deputado Flávio Dino, do PcdoB maranhense, para a presidência da Embratur”. Flávio Dino foi nomeado não por causa, mas apesar de Sarney, e entraria em 2012 com pelo menos 30% de intenções de voto.
    Talvez Dilma entenda, melhor do que Lula, que há uma direita oposicionista, mas também há uma direita na coligação governista. E como a primeira foi reduzida (PSDB e DEM) e a segunda tem crescido (PMDB), não é bom descuidar. A retirada sem traumas de Alfredo Nascimento da pasta dos Transportes também é sinal disso. Bom sinal. Pena que o PT do vice-governador Washington não entenda isto, e só consiga vislumbrar táticas cujo sentido estratégico acaba por fortalecer o PMDB e secundarizar o papel do PT no Maranhão. Há espaço, e muito, para uma candidatura de esquerda em São Luís, petista, polarizadora e mobilizadora, a ponto de ir para o segundo turno e vencer, ou, no mínimo, de não permitir que João Castelo se reeleja, para o bem da cidade. E ainda acumule forças para dificultar a vida da direita em 2014, quando então a oligarquia Sarney se veria novamente em sérios apuros.
    O deputado estadual Bira do Pindaré representa essa possibilidade. Em recenteSeminário da Resistência Petista, realizado em São Luís no dia 09 de julho, com diversas forças internas do partido, com a presença de Renato Simões e do deputado estadual. Marcelino Galo (BA), ambos da direção nacional do PT, de dirigentes de diversos municípios do estado, o campo petista antioligarquia confirmou o nome de Bira do Pindaré à prefeitura da capital, juntamente com outros a serem levados para as instâncias do partido: Terezinha Fernandes, Expedito Barroso e Adalberto Franklin (Imperatriz), Genilson Alves (São Mateus), Arnaldo Colaço (São José de Ribamar), Socorro (Centro Novo) etc.
    Não há tempo a perder. É construir uma saída pela esquerda para São Luís e para o Maranhão. E nisto o PT ainda pode jogar um papel central, desde que perceba que os aliados oportunistas de agora são na verdade inimigos de classe de sempre. Basta ver a realidade do povo para perceber o óbvio: a adesão da oligarquia Sarney ao governo federal nunca trouxe qualquer proveito para o Maranhão, mas, isto sim, constitui-se em forte obstáculo à entrada de políticas públicas, desenvolvimento e democracia.
*João de Deus Castro é ex-Secretário de Juventude do PT/MA e servidor público do MPF/SP