4 de ago. de 2011

No claudiohumberto.com.br

GUIA SARNEY
O pequeno restaurante Casinha Velha, numa distante aldeia de Leiria, Portugal, é hoje um dos melhores da Europa. Só há cinco anos o guia Michellin o descobriu. Antes, em 2001, um brasileiro foi lá e deixou seu testemunho. O texto de José Sarney, emoldurado, continua na parede.

Manchete do dia - Jornal Extra

Manchetes dos jornais

Maranhão
AQUI-MA- Assassino mentiroso
ATOS E FATOS - Oposição acusa e deputados defendem os 72 hospitais
CORREIO DE NOTÍCIAS - MP pede mais uma vez o afastamento de Bia Venâncio
JORNAL A TARDE - Governadora Roseana participa do sorteio do Minha Casa, Minha Vida em Codó
JORNAL EXTRA - Câmara nega título para pastor que mete pau na classe gay
JORNAL PEQUENO - Divída do estado já ultprassa 5,2 bilhões, segundo relatório da AL
O DEBATE - Governo cancela benefício do Bolsa Família a 15 mil famílias
O ESTADO DO MARANHÃO - Presos 48 ladrões de bancos e cargas em 6 meses no MA
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Brasileiro perde com a crise aqui e lá fora
FOLHA DE S. PAULO:Dilma reduz o IPI de carro nacional e sobe o de cigarro
ESTADO DE MINAS:Cada vez mais salgada
O ESTADO DE SÃO PAULO:Governo zera IPI de carro que privilegiar peça nacional
O GLOBO:Impasse nos EUA já custou US$ 2,6 trilhões às bolsas
VALOR:Bancos blindam carteiras contra inadimplências
ZERO HORA:Hackers derrubam site da Assembleia em apoio a músico
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Belém terá Brasil X Argentina
JORNAL DO COMMERCIO:Recife vai liberar sinais após às 22h
MEIO-NORTE:Tráfico incveste em kitinete para alunos
O POVO: Mães do crack - Históricas de grávidas dependentes e de uma geração perdida

Em 2012, Beija-Flor cantará um Maranhão sem Sarney

Atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro tem 39 sambas inscritos no concurso deste ano. Escola evita falar de política no enredo sobre São Luís
Desfila da escola de samba Beija-Flor, campeã do Grupo Espetical do Rio em 2011
    A história do Maranhão confunde-se, há quase meio século, com o projeto político da família Sarney. Esse capítulo será, no entanto, suprimido do enredo São Luís – O Poema Encantado do Maranhão, que a Beija-Flor de Nilópolis levará para a Marquês de Sapucaí em 2012. A agremiação, que não receberá patrocínio do governo maranhense, quer concentrar o desfile nas crenças, lendas e misticismo daquele povo.
    Tanto é assim que os compositores foram orientados, através da sinopse do enredo, a não versarem sobre política. E eles entenderam o recado. Na noite da última segunda-feira, a Beija-Flor recebeu as composições que participarão da disputa de samba-enredo. Ao todo, foram entregues 39 sambas - e, em nenhuma das letras, há alusão ao ex-presidente José Sarney ou a sua filha e atual governadora do Maranhão, Roseana.
    "Mesmo que pedissem, nós não iríamos entrar nesse assunto. Não é o nosso perfil. Vamos falar sobre a história de São Luís, que completará 400 anos em 2012", afirma Laíla, diretor de carnaval da Beija-Flor.
    A comissão de carnaval da agremiação deu início, nesta terça-feira, à audição dos sambas inscritos. Na quinta-feira, serão anunciados os escolhidos para permanecer na disputa.
    A Beija-Flor é a atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro. No último carnaval, a escola de samba teve como enredo a vida e obra do cantor e compositor Roberto Carlos. A popularidade e o carisma do homenageado pesaram - e muito - no resultado. Agora, ao homenagear o Maranhão, a escola evitou trilhar o campo minado da política, e não fará homenagem específica a ninguém.
    A direção da Azul-e-branca não se manifesta sobre uma eventual participação no desfile de Sarney ou de sua filha Roseana, governadora do estado. Mas a porta está aberta, pelo menos para ele. E não só porque, no Maranhão, há 45 carnavais, sua vontade é lei. Está prevista a participação de maranhenses ilustres na apresentação da Beija-Flor. Entre eles, estão o carnavalesco Joãosinho Trinta, as cantoras Alcione e Rita Ribeiro, além de escritores do estado. E Sarney, como se sabe, publicou romances, contos e poemas, além de vários ensaios, e desde 1980 ocupa a cadeira 38 na Academia Brasileira de Letras.
De VEJA.com

3 de ago. de 2011

Resposta ao poseidônico Joaquim Nagib Haickel

    O culto à personalidade foi uma das chagas identificadas nos princípios das sociedades socialistas inauguradas no limiar do século XX. Stalin era seu totem mais cruel. É talvez esse o traço mais marcante do totalitarismo.
    Foram esses pensamentos que absorvi logo nos primeiros passos de minha formação política. A partir da leitura de compêndios como “Sobre Literatura e Arte”, de Marx e Engels, refletia sobre a realidade tacanha ao meu redor e a projetava num mundo idealizado do porvir.
   Porém, confesso que meus sonhos mais pueris frustraram-se ao ritmo da ampulheta da história da minha aldeia. O pensamento extraído do determinismo marxista segundo o qual as relações de produção determinam as relações sociais, em doses se constituiu para mim um axioma irrefutável. Pensamento e realidade. Tudo ao mesmo tempo agora. Esse lema da dialética marxista guiou minha formação política.
    No pensamento de Lenin, uma das minhas referências desse período de descobertas políticas, o escritor Dostoievski foi um escafandrista da alma russa ao escrever sobre os males que acometem o homem universal. As situações patológicas da alma são o mote de sua obra eterna. Sobretudo as reflexões da consciência, que posteriormente entabularam o existencialismo, são seu maior legado à literatura e à humanidade.
  Décadas após ler "Os irmãos Kamarazov" retorno ao personagem de Ivan Karamazov para manifestar meu desprezo ao texto “O que move o mundo...” do imortal maranhense Joaquim Nagib Haickel, e suas alusões a minha pessoa, publicado no jornal do senador José Sarney (O Estado do Maranhão, edição Nº 17.883).
        Incorporo  o pensamento dostoievskiano para responder às suas considerações sobre meu "textículo" veiculado no jornal que o sr. não leu. Assim como Ivan, acredito que “em toda a face da terra não existe absolutamente nada que obrigue os homens a amarem seus semelhantes”. Ivan cria que “o amor na Terra não se deve à lei natural mas tão-só ao fato de que os homens acreditavam na própria imortalidade”.
    Despido o homem da fé em sua imortalidade, o amor estanca, assim como toda e qualquer força, para que continue a vida no mundo. Vai mais além Ivan: "então não haverá mais nada amoral, tudo será permitido, até a antropofagia”. 
   Percebo no meu modesto horizonte das letras que há obras literárias que sintetizam a alma de um povo. Na sua identifico um cadinho de vaidades inspirada no lume de seu grande mestre: o morubixaba que inferniza esta aldeia há quase meio século, ao qual prefiro não declinar.
    Trago em mim todos os pecados do mundo. Mas, não o invejo sr. imortal. Sei que pela minha condição de homem comum convictamente caminho para o pó do esquecimento. Minha estatura intelectual é pigmeia talvez por não ter exercitado meus dotes, que sei parcos, alinhavando palavras para emular a perda de meu cachorrinho de estimação. Como fez outrora o futuro imortal no mesmo espaço do jornal de Sarney.
    Talvez nutrisse esse sentimento torpe, tão comum entre seus pares da vida pública, houvesse nascido em berço esplêndido e tivesse a imortalidade ilusionista garantida por um fardão iníquo.
    No cinema, sua vida daria um filme, certamente com fade out após um presumível happy end. Minha estória de qualquer um, alternando dor e prazer, não cabe em seu roteiro genial, quiça no museu em nobre endereço vizinho à fundação de Sarney. 
   Sobre recalques e outras maledicências, posso comprovar que assim como procissões de maranhenses, durante os últimos trinta anos da minha vida tenho sido mão de obra operária, às vezes formal e outras na informalidade.
    Portanto, senhor imortal, não pertenço ao seu círculo nobre de labor. Desconheço sinecuras como as que o senhor de forma descarada imortalizou recentemente, aboletando pupilas familiares no gabinete do deputado estadual Rogério Cafeteira (isso está provado no Diário da Assembleia).
    Seria isso um gesto nobre de avareza de um bom homem rico, ou não?! Diria ser a luxúria do poder conquistado na moleza por sete mandatos eletivos às custas de um eleitorado famélico. Isso sim, motivo de um imensurável sentimento de orgulho, não é mesmo sr. imortal?
    O que não move o mundo, sr. Imortal, são traquinagens competentes como as poucas referidas, que adoecem a sociedade de forma crônica, alimentando sentimentos de impotência, condenada-a sim ao mundo inferior, cuja sentença o senhor consigna cotidianamente com seu grupo político.

Manchetes dos jornais

Maranhão
AQUI-MA- Quanta maldade
JORNAL EXTRA - Pastor inimigo da classe gay causa transtorno na Câmara
JORNAL PEQUENO - Ricardo Murad esclarece sobre construção de hospitais
O ESTADO DO MARANHÃO - Sai a nova política industrial
O IMPARCIAL - Alberto Ferreira desafia o Ministério Público
TRIBUNA DO NORDESTE - Dilma alerta que não vai tolerar corruptos
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Indústria terá ajuda para enfrentar crise
FOLHA DE S. PAULO:EUA e pessimism global fazem mercados desabar
ESTADO DE MINAS:Pacote de Dilma tenta reaquecer indústria
O ESTADO DE SÃO PAULO:'É só primeiro passo', diz Obama após evitar calote
O GLOBO:Governo vai gastar até 25% mais para proteger indústria
VALOR:Governo anuncia renúncia fiscal de R$ 24 bi para ajudar indústria
ZERO HORA:Plano socorre móveis e calçados gaúchos
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Planos terão maior cobertura
JORNAL DO COMMERCIO:Mais imposto para cartão de crédito
MEIO-NORTE:Polícia prende 21 e expõe luxo do tráfico
O POVO:Na Assembleia fica tudo como está


2 de ago. de 2011

Caixeiras do Divino tocam em Maceió (AL)


Caixeiras do Divino de São Luís (MA)
    Chega a Alagoas a primeira etapa do circuito nacional de música Sonora Brasil. Com o tema Sagrados Mistérios: Vozes do Brasil, o grupo Caixeiras do Divino (MA) fará duas apresentações em Alagoas: no Sesc Arapiraca, no dia 12 de agosto, às 20h; e no Teatro Jofre Soares/Sesc Centro, em Maceió, no dia 13 de agosto, às 16h.
   Dona Maria Rosa, Dona Maria de Jesus, Dona Zezé de Iemanjá, Dona Rosa Barbosa e Dona Rosa Dias, as caixeiras do Divino de São Luis do Maranhão, apresentarão as várias etapas do festejo do Divino Espírito Santo através de seus respectivos cânticos, acompanhados das caixas. A festa se destaca como um dos mais importantes festejos da cultura popular do Maranhão, ocorrendo em dezenas de cidades. O canto das caixeiras, ora em uníssono ora a duas vozes, pode apresentar variações na melodia principal, como ocorre tradicionalmente nas práticas da tradição oral. Suas características interpretativas traduzem a força alcançada pela relação de devoção ao Divino Espírito Santo.
O SONORA BRASIL
    Criado pelo Sesc em 1998, o Sonora Brasil viaja pelo país com apresentações que priorizam o desenvolvimento histórico da música nacional e se firma como o maior projeto de circulação musical brasileiro, por cumprir sua missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra artística não comercial. Em todas as edições do Sonora Brasil é apresentada uma temática, com a proposta de valorizar elementos da música genuinamente brasileira. Em 2011, o tema que circulará pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste é Sagrados Mistérios: Vozes do Brasil, que apresenta repertório da música vocal presente nas festividades populares em devoção às entidades religiosas.
PROGRAMAÇÃO – SESC SONORA BRASIL
12/08 – Sexta-feira
Apresentação do Grupo Caixeiras do Divino (MA)
Local: Sesc Arapiraca (Rua Manoel Cazuza, s/n, Santa Edwiges – Arapiraca, AL)
Horário: 20h
Entrada franca
Mais informações: 0800 284 2440 e 3326-3133
13/08 – Sábado
Apresentação do Grupo Caixeiras do Divino (MA)
Local: Teatro Sesc Jofre Soares, Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)Horário: 16h
Assessoria do SESC

Câmara de São Luís deve rejeitar título de cidadão para Silas Malafaia

    Os vereadores da Câmara Municipal de São Luís tendem a dar uma resposta "malafóbica" ao projeto de Decreto Legislativo da vereadora Rose Sales (PCdoB) propondo concessão do título de cidadão ludovicense ao partor Silas Malafaia.
    O pastor da Igreja Assembleia de Desus Vitória em Cristo tem se postado frontalmente contra os ativistas do movimento GLBT que luta pela aprovação na Câmara Federal do Projeto de Lei 222. Mafalafaia diz que trava um combate incessante há 20 anos contra o projeto que adota punição a homofobia no país.
    Na sessão desta terça-feira,2, a galeria da Câmara Municipal de São Luís foi tomada por representantes dos movimentos gays da capital maranhense contrários à entrega do título ao pastor.
    Um pedido de vista do vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), vice-líder do governo na Câmara, adiou a votação do projeto de Decreto Legislativo. Rodrigues pediu 72 horas para dar parecer técnico sobre a proposta da vereadora comunista. O pedetista não declarou ter fobia de Malafaia, mas conseguiu travar o processo.
     Rose Sales reclama para si a bandeira das minorias na Câmara. O título é uma incongruência na trajetória da  vereadora em primeiro mandato.
    Pelas manifestações antecipadas dos vereadores o destino do título está traçado: será o arquivamento. A rejeição da proposta fará parte da história do legislativo municipal de São Luís.