13 de ago. de 2011

Eike Batista - Meu ativos são à prova de idiotas

Empresário, o oitavo mais rico do mundo, diz que tem US$10 bi em caixa e que não teme a crise mundial
Danielle Nogueira danielle.nogueira@oglobo.com.br
Henrique Gomes Batista henrique.batista@oglobo.com.br
    Com as fortes quedas no valor de suas ações, as empresas do grupo EBX ( com braço na exploração de petróleo e gás no Maranhão e uma termelétrica em São Luís) acumulam perdas de cerca de R$32 bilhões desde o início do ano. Na última sexta-feira, elas valiam, juntas, R$58 bilhões, segundo dados da Economática. Como tem entre 60% e 75% das companhias, o empresário Eike Batista, que controla o grupo, viu evaporar ao menos R$19 bilhões de sua fortuna em 2011, dos quais R$5,2 bilhões apenas este mês. Mas Eike diz não ter perdido o sono e que está rindo da crise. Ele garante que manterá os investimentos de US$15 bilhões até 2012 e estima que seu império vai gerar caixa de US$15 bilhões até 2015. Hoje, como a maior parte das companhias é pré-operacional, a geração de caixa não chega a US$1 bilhão. Eike diz que seu principal trunfo é o baixo custo de produção das empresas. "Os meus ativos são à prova de idiotas", diz o empresário. Ele aposta que sua EBX, focada em petróleo, energia, minério de ferro, construção naval e logística, será a "Apple do Brasil".
O GLOBO: Só neste mês, o senhor perdeu cerca de R$ 5 bilhões com a desvalorização das ações que detém do grupo EBX. Isso não tira seu sono?
EIKE BATISTA: Não. Como minhas companhias produzem matéria-prima e (constroem) infraestrutura a baixíssimo custo, minhas margens são muito altas. Elas vão gerar maciços dividendos. Então, por que eu não vendo (as ações)? Estimamos que as empresas do grupo vão gerar US$ 1 bilhão de caixa em 2012. No ano seguinte, serão US$ 2,5 bilhões. Em 2014, vamos para US$ 7,5 bilhões e, em 2015, para US$ 15 bilhões. Tenho entre 60% e 75% das empresas, você pode fazer seu cálculo. Muita gente prefere colocar dinheiro na poupança para ter um retorno de 6%. As minhas companhias são uma espécie de poupança, mas com retorno gigante. Um negócio desse você não vende.
Mas suas empresas trabalham com commodities , que estão sujeitas a oscilações internacionais...
EIKE: O Brasil está numa posição muito, muito especial. Eu vou produzir petróleo a US$ 18 (o barril). Pergunta se eu estou preocupado se ele está caindo de US$ 100 para US$ 90. Se cair para US$ 80, tudo bem, who cares (quem se importa, em inglês)? Meu custo de produção de minério de ferro é de US$ 29. O minério chegou a mais de US$ 170 em meio à crise, subiu de preço. Meus ativos são à prova de idiotas porque são muito ricos.
Da mesma forma que a S&P rebaixou a nota de crédito dos EUA, o senhor não tem medo de ser rebaixado na lista dos mais ricos da revista Forbes ? (Eike ocupa a oitava posição)
EIKE: Não, porque todo mundo vai baixar junto, né? Quando a maré baixa, mademoiselle, os barcos bonitos, os iates de alto luxo e as canoas baixam.
O senhor trabalha com um cenário de recessão mundial?
EIKE: Claro que a economia americana não vai crescer mais 3%. Talvez cresça 0,5% ou 1%. A Europa, idem. Mas no Brasil estamos vivendo uma inflação de demanda. Não tem engenheiro, não tem marceneiro. O valor da execução dos projetos (de infraestrutura) estava subindo muito.
Então, é um benefício extraordinário para o Brasil que o mundo lá fora não esteja bombando.
Vai sobrar gente para eu continuar contratando. Dei um aumento de 8,5% em plena crise para os meus funcionários porque o pessoal está vindo aqui pegar gente da minha empresa.
Mas os indicadores econômicos americanos estão ruins...
EIKE: Duas indústrias vitais americanas levaram um tiro no coração, o setor imobiliário e o automotivo, que empregam muita gente. Então, estruturalmente, eles vão ter que conviver com desemprego alto. Agora, se eles crescerem 0,5% ou 1%, o mundo não vai acabar. Eles vão ter que passar pelo que nós, brasileiros, passamos entre 1985 e 2000. Tivemos que fazer nosso Proer (programa que socorreu bancos no governo Fernando Henrique) e apertar o cinto. Eles vão ter que passar por isso, a Europa ainda mais.
De onde virá o crescimento mundial que compensará a desaceleração americana?
EIKE: Existe um mundo que não parou de crescer. Casos de China, Brasil, nossos vizinhos, Malásia, Tailândia. Esses países que não pararam de crescer vão gerar quase 30 milhões de empregos nos próximos anos.
O senhor acredita, então, que a crise global no Brasil será uma marolinha como disse em 2008 o então presidente Lula?
EIKE: A gente só exporta 10% do nosso PIB. Os preços dos alimentos vão continuar altos. O Brasil tem a sorte de ter o que o mundo necessita, e a demanda por esses produtos não vai baixar.
Está todo mundo chamando esse negócio de crise aí fora. Vamos crescer 3% em vez de 4%, e daí? Para conter a inflação, o governo teve que subir os juros para 12,5%, os mais altos do mundo. Isso tem consequências, mas pode ser calibrado depois. O Brasil é um dos únicos países em que o governo teve que usar uma ferramenta tradicional para frear a economia num momento de crise, porque está tudo pegando fogo.
O que o senhor pensa da nova política industrial?
EIKE: É um espetáculo, o maior patrimônio de um país é seu consumidor. São felizes as medidas que privilegiam conteúdo nacional. Vamos defender nossa indústria, mesmo que custe um pouco mais caro.
O senhor vai manter os investimentos do grupo EBX mesmo com a crise?
EIKE: Estamos mantendo os investimentos de US$ 15,5 bilhões para os próximos dois anos, não estamos parando nada. Hoje temos US$ 10 bilhões em caixa. Temos dinheiro para cumprir todos os nossos programas até começarmos a gerar caixa. Eu estou rindo, né.
Esta semana duas de suas empresas divulgaram prejuízos, a LLX (de logística) e a OGX (de petróleo). O desempenho delas não pode ser afetado por um agravamento da crise?
EIKE: Elas são pré-operacionais. Quando você está investindo, só tem prejuízo. A MMX (mineração), que já começou a operar, teve um lucro de R$ 90 milhões no segundo trimestre. Sabia que a Google ficou sete anos perdendo dinheiro? A Apple, até hoje as pessoas se perguntam: será que eles vão cumprir as metas de vendas de iPads? Você não cria o tamanho das coisas que nós criamos sem disciplina financeira. Estou zero alavancado, não brinco com derivativos.
A EBX vai ser a Apple do Brasil?
EIKE: Ah, se prepara, for sure.
De O Globo

Na coluna do Ilimar Franco

Oh, sorte!
A avaliação dominante é que o ministro Pedro Novais (Turismo) ficou mais forte depois da Operação Voucher. As denúncias, anteriores à sua gestão, geraram uma rede de solidariedade e ele poderá agora montar a sua equipe.
De O Globo

Manchetes dos jornais

Maranhão
AQUI-MA - Brabão é linchado
JORNAL PEQUENO - Merenda escolar foi bloqueada por incorreção na prestação de contas
O ESTADO DO MARANHÃO - Justiça suspende embargo de obra da Via Expressa
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:O dia em que o crime fuzilou a Justiça...
FOLHA DE S. PAULO:'É pro governo, joga o valor vezes três', diz foragido
ESTADO DE MINAS:Táxi - Artigo de luxo em BH
O ESTADO DE SÃO PAULO:Juíza é assassinada no Rio; outros 69 estão ameaçados
O GLOBO:21 tiros na Justiça
ZERO HORA:Juíza especializada no combate ao crime é executada no Rio
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Cobiça e crime passional motivaram assassinato
JORNAL DO COMMERCIO:Para garantir direito à vaga do concursado
MEIO-NORTE:100 homens chegam para fazer segurança
O POVO: Justiça manda indenizar famílias de soldados

12 de ago. de 2011

Flávio Dino prevê que 2012 será melhor ano da história do turismo nacional

    O Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), órgão vinculado ao Ministério do Turismo, constatou que os desembarques domésticos cresceram 20,76% em relação ao mesmo período de 2010. O presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Flávio Dino, prevê que 2012 seja o melhor ano da história do turismo nacional.
    "Seja pelo grande aquecimento doméstico, pelo crescimento do número de turistas estrangeiros e a consequente aumento de divisas oriundas desta atividade econômica", declara.
    De acordo com Flávio Dino, a queda do dólar e aumento do crescimento econômico interno fez com que o Governo Federal investisse mais no setor. Além da tentativa de trazer mais turistas estrangeiros no país.
    "Nossas ações são a melhoria da nossa infraestrutura, a qualificação dos nossos serviços e de promoção da nossa imagem no exterior. Com isso, conseguir progressivamente fazer com que haja um equilíbrio no saldo desta balança entre saída e entrada de turistas, portanto importação e exportação de turismo. Nós temos a convicção que no final desta década, após os grandes eventos, nós cumpriremos a nossa meta de arrecadar por ano 20 bilhões de dólares oriundos do fluxo de turistas estrangeiros", disse o presidente da Embratur.
    Ainda de acordo com a Embratur, os desembarques estrangeiros cresceram 18,96% no primeiro semestre deste ano. O órgão visa 8 milhões e 900 mil desembarques de voos estrangeiros no país até o fim deste ano.
Do Mercado & Eventos

Maranhão: São José dos Índios, antigo "lugar dos índios" em São José de Ribamar

Maranhão deve receber 1.450% a mais de recursos do MTur do que o Rio de Janeiro

    O Maranhão é o estado que mais recebeu atenção do Ministério do Turismo, de acordo com convênios publicados este ano. A pasta, que está em crise após a Operação Voucher prender 36 pessoas suspeitas de desviar recursos destinados ao treinamento de profissionais do turismo no Amapá, é comandada pelo maranhense Pedro Novais (PMDB).
    A partir dos novos contratos, está previsto que a região receba, por exemplo, cerca de 1.450% a mais de recursos previstos do que o Rio de Janeiro. Os maranhenses podem ser beneficiados, se todos os convênios forem cumpridos, com mais de R$ 66,6 milhões, enquanto que o estado fluminense pode receber aproximadamente R$ 4,3 milhões. Segundo o site Contas Abertas, que obteve os dados junto ao Portal da Transparência, do Ministério do Planejamento, o estado é o principal destino de investimentos em convênios até o momento: cerca 13,2% do total.
    Os estados do Amapá e Roraima são os únicos que não celebraram qualquer convênio junto ao Ministério do Turismo publicado em 2011. Atrás do Maranhão, o estado de São Paulo é segundo com mais investimentos em novos contratos: R$ 55,3 milhões.
    A assessoria de imprensa do Ministério do Turismo questionou, no entanto, o valor de R$ 66, 6 milhões. E diz, sem saber justificar o levantamento do Portal Transparência, qual o valor dos convênios publicados este ano entre a pasta e o estado. Em entrevista por telefone, a assessoria informou que foram assinados dois novos convênios para o Maranhão em 2011, num total de R$ 22,8 milhões.
    Algumas obras que contam com a contribuição do ministério no Maranhão chamam atenção por um aspecto: elas são de infraestrutura urbana. Para um órgão do Executivo que cuida do turismo, o fato é curioso. Dos 42 convênios publicados neste ano, 12 são para pavimentação asfáltica, 10 para construção ou reforma de praças públicas, nove para urbanização e um para construção de ponte no município de Barra do Corda-MA. Os demais são destinados a pequenos restauros de centros turísticos do estado.
    Um convênio de R$ 20 milhões já assinado, por exemplo, irá financiar uma das principais promessas de campanha da aliada de Novais, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB): a Via Expressa de São Luís, que ligará duas avenidas da capital maranhense. A ligação mais forte entre a obra da Via Expressa e o turismo em São Luís é a intenção de Roseana inaugurar a nova avenida, de 5,3 quilômetros de extensão, no aniversário de 400 anos da cidade, em 8 de setembro do ano que vem. Para isso, dividiu a obra em três lotes que, somados, custarão R$ 109 milhões.
     Sobre o tipo de obra que conta com a contribuição da pasta, a assessoria do Turismo respondeu por e-mail:
    " Por meio do macroprograma Infraestrutura Pública, o Ministério do Turismo desenvolve o turismo provendo os municípios de infraestrutura adequada para a expansão da atividade turística por meio de obras de acesso, sinalização turística, recuperação de patrimônio histórico entre outras ", define o correio eletrônico.
Da Agência O Globo

No Painel da Folha de S. Paulo

Clipping Num dos grampos da PF, o secretário-executivo Frederico Costa reclama com um interlocutor dos ataques sofridos pelo ministro Pedro Novais, em particular nas revistas. "Cães e Gatos está batendo no ministro! Pesca e Cia., Casa e Jardim, Focinhos, aquela de cachorro. Nossa, vou falar... até palavras cruzadas do Picolé".

Em outra 1 Causou espécie entre aliados o alheamento do Planalto em relação à reunião que atraiu 17 governadores e vices na terça a Brasília. Em pauta, assuntos delicados para a União, como o veto dos royalties. Os presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), participaram da conversa.

Em outra 2 Veteranos dizem jamais ter visto encontro de tal gênero e porte sem representante do governo. Estranham que o palácio não tenha se mobilizado nem a posteriori, para obter relatos do que se discutiu ali
Por Renata Lo Prete

Manchetes dos jornais

Maranhão
AQUI-MA - Morreu no Motel
O ESTADO DO MARANHÃO - Aprovado projeto do Tegram;licitação sairá ainda este ano
O IMPARCIAL - Enfim, liberada licitação para terminal de grãos
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Oitenta mil concursados com vaga garantida
FOLHA DE S. PAULO:Dilma congelará em 2012 os gastos não obrigatórios
ESTADO DE MINAS:A farra continua
O ESTADO DE SÃO PAULO:Deputada do PMDB recebeu dinheiro desviado do Turismo
O GLOBO:Toque de recolher virtual - Contra distúrbios, Inglaterra quer censurar redes sociais
VALOR:Varejo olha crise com cautela e revê estratégias
ZERO HORA:PMDB ameaça boicotar Dilma no Congresso
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:A sangue frio
JORNAL DO COMMERCIO:Garantia para concursado
MEIO-NORTE:Wilson pede reforço e ilegalidade da greve