15 de abr. de 2010

Professores apitam o refrão castelista de Duda Mendonça

No Painel da Folha de S. Paulo

Fios. A saída de Astrogildo Quental da diretoria financeira da Eletrobrás coincide com o final das investigações da PF sobre irregularidades no setor elétrico que envolvem Fernando Sarney, filho do presidente do Senado e responsável por sua indicação.

Filho de Sarney ajudou a fazer "consórcio paralelo", afirma PF

LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

RENATA LO PRETE
EDITORA DO PAINEL

    
O empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ajudou a fechar acordo clandestino pelo qual um grupo de empreiteiras burlou o processo de licitação e é acusado de desviar dinheiro público da principal obra ferroviária do país.

     A fraude, apontada pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União, deu-se em um trecho da ferrovia Norte-Sul. Orçada em mais de R$ 1 bilhão, a construção faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a vitrine eleitoral da pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT).

     O projeto é administrado pela Valec, estatal ligada ao Ministério dos Transportes há anos sob influência direta de José Sarney. Ulisses Assad, diretor da empresa à época do esquema, foi nomeado por indicação do presidente do Senado.

     A licitação para o contrato 013/06, que trata do trecho entre os municípios goianos de Santa Isabel e Uruaçu, foi vencida pela Constran. Porém, numa subcontratação "ilícita" e "grave", nas palavras do TCU, as construtoras EIT e Lupama passaram a participar da obra.

     Por meio desse acerto, apelidado pelos peritos da PF de "consórcio paralelo", empreiteiras driblam o resultado de concorrências e repartem "por fora" contratos públicos no país, conforme mostraram reportagens da Folha.

     Logo após vencer a licitação do lote Santa Isabel-Uruaçu, de R$ 245,5 milhões, a Constran firmou um acordo com as duas outras construtoras, repassando a cada uma 16,65% da empreitada. O combinado foi feito sem análise nem autorização da Valec, em desrespeito à Lei de Licitações (8.666/93).

     Auditoria do TCU nesse trecho da Norte-Sul constatou sobrepreço de R$ 63,3 milhões na atuação desse consórcio paralelo. Segundo a perícia da PF, a fraude chegou a R$ 59 milhões.

     De acordo com relatório da PF na Operação Faktor (ex-Boi Barrica), a Lupama é uma empresa de fachada, que não tem capital social "nem sequer para construir uma ponte". Seus sócios são Flávio Lima e Gianfranco Perasso, ambos amigos de Fernando Sarney. Perasso é apontado pela polícia como o operador de contas da família Sarney no exterior -a Folha revelou neste ano que o filho do senador já teve dinheiro rastreado e bloqueado pelos governos da China e da Suíça.

     A Folha foi ao endereço que está no registro da sede da Lupama. Durvalina da Silva, 55, que mora na pequena casa de alvenaria há 20 anos, disse que o marido, Modesto de Freitas, apenas cedeu o endereço a Flávio Lima. Segundo ela, na casa não há atividades da empresa. "Só chega correspondência."

     A EIT, por sua vez, pagou "pedágio" para entrar no esquema, segundo revelam conversas interceptadas pela PF com autorização judicial -as mesmas escutas que indicam a participação de Fernando Sarney na formação do "consórcio paralelo" da Norte-Sul.

     Em telefonema grampeado de maio de 2008, Flávio Lima cobra de um funcionário da EIT chamado Romildo parte do pagamento referente ao contrato 013/06. A expressão usada é "pagar a diferença", interpretada pela polícia como sinônimo de propina.

     Romildo responde que seu chefe na EIT condicionou o pagamento à realização de uma reunião com Flávio Lima e Fernando Sarney. Flávio rebate que a EIT havia recebido o contrato "no colo", cobra de forma enérgica o pagamento da "diferença" e ameaça recomendar a Fernando "ignorar o pessoal da EIT" enquanto a pendência não fosse resolvida. Os diálogos mostram que, sem o pagamento, a EIT não seria incluída num novo contrato que era negociado com a Valec.

     "Eu tô p... mesmo. Ah, quer que eu converse com o Fernando? Sabe quem vai chegar com o Fernando e com o Ulisses [Assad] pra fazer a porra da vistoria na sexta-feira? Sou eu", afirma Flávio para Romildo.

     Segundo a PF, após essas ameaças, a EIT aceitou pagar R$ 160 mil aos sócios da Lupama. No mesmo dia, Romildo ligou para Fernando Sarney confirmando o depósito. "Cabe frisar ainda que Fernando, após o pagamento, determinou a Flávio que fizesse alguns pagamentos [...], o que reforça ser Fernando Sarney o chefe da orcrim [organização criminosa]", escreveu a PF. Quando a Operação Faktor veio à tona, Ulisses Assad foi afastado da direção da Valec.


outro lado


Para Fernando Sarney, acusação é requentada

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O empresário Fernando Sarney disse, por e-mail, que não irá falar sobre as acusações de fraude na ferrovia Norte-Sul. Alegou tratar-se de "vazamento criminoso de inquérito sigiloso". "Mais uma vez, assuntos requentados. Eu me pergunto a razão disso tudo", completou.

Procurada pela Folha, a assessoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informou que ele também não iria se manifestar.

As construtoras Constran e EIT, por meio de assessorias, informaram que não tratariam do tema. A Constran disse que só a Valec pode abordar o assunto, por questão contratual.

A reportagem tentou falar com a Valec três vezes, desde segunda-feira. Deixou dois recados. A assessoria da empresa não telefonou de volta.

A Folha não conseguiu contato com Gianfranco Perasso e Flávio Lima, sócios da empreiteira Lupama, subcontratada irregularmente, segundo o TCU, para tocar as obras.



Colaborou HUDSON CORRÊA, da Sucursal de Brasília

Da Folha de S. Paulo
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Manchetes dos jornais

AQUI-MA- Assassinados por engano
ATOS & FATOS - Morrerm Roberto Macieira e Jerônimo Pinheiro
CORREIO DE NOTÍCIAS - Morre o ex-prefeito Roberto Macieira
GAZETA DA ILHA - Chacina em Santa Clara
JORNAL A TARDE - Prefeito João Castelo decreta luto oficial em respeito a Roberto Macieira
JORNAL EXTRA - Morte por atacado
JORNAL PEQUENO - Roseana Sarney foge do povo e vaias sobram para João Alberto
O DEBATE - Professores de São Luís tem maior piso salarial do país
O ESTADO DO MARANHÃO – Imperatriz ganhará Zona de Processamento de Exportação
O IMPARCIAL – Jackson diz que é candidato mesmo sem apoio do PSDB
O QUARTO PODER - Em paralisação: Médicos, PF, IBAMA e Professores
TRIBUNA DO NORDESTE - Governo é desafiado a mostrar licitação de obra

14 de abr. de 2010

Chico Maranhão experimenta o veneno da oligarquia

                                                                                              
     Francisco Fuzetti Viveros Filho, o Chico Maranhão, experimentou o sofrimento produzido por uma oligarquia mesmo entre aqueles que comungam com seus métodos de domínio. Maranhão, figura pública e notória no cenário musical brasileiro teve que passar esta semana por uma situação que aflige o dia-a-dia dos simples ao ver todos seus aparelhos domésticos queimados por uma oscilação de corrente elétrica. Morador do centro da cidade há décadas, o compositor não havia ainda sentido o lado amargo do poder.

No prejuízo, Chico Maranhão buscou a Cemar para resolver o problema. Informado de que a solução tardaria providenciou o concerto de alguns e a compra de outros novos para substituir os avariados. Dois dias depois se repetiu o infortúnio.

Correu então atrás dos órgãos competentes em busca de uma solução. Ao perceber a morosidade pensou então em tornar pública a situação. Contava então com os meios de comunicação, mas esbarrou no óbvio: aqueles a quem sempre recorreu para divulgar suas solidariedades na condução da coisa pública comandam o setor elétrico, não somente no Maranhão, mas em boa fatia da nação.

“Não posso nem mesmo falar com Fernando (Sarney) para divulgar o caso, pois o interesse dele é o da Cemar”, reconheceu Chico Maranhão. Sem espaço no poderoso Sistema de Comunicação da família, restou então a conformação em se colocar na lista dos que amargam prejuízos nos órgãos de defesa do consumidor.


Chico Maranhão em foto de 1986

Do real anedotário maranhense

Prefeito do município de Parnarama por sucessivos mandatos, José Antonio Cardoso era extravagante com o dinheiro público. Sem ter no encalço as siglas que hoje arrepiam os maus gestores como CGU e TCU, Cardoso transitava à época em uma caravan (modelo da Chevrolet) sempre abarrotada com a curriola da farra.

Nas viagens que fazia a São Luís, José Antonio Cardoso não deixava escapar. Toda vez que passava pela Penitenciária de Pedrinhas parava e perguntava ao sentinela: "Tem algum prefeito aí?!'

Diante da negativa, às gargalhadas dizia: 'Pois vou continuar minha vida".

Fosse hoje o agente penitenciário o informaria: "Tem dois, Banga (Vagno Pereira, de Serrano do Maranhão) e Mão Branca (Antonio Rodrigues de Melo, de Satubinha)'.

Obituário com errata

GOVERNO DO MARANHÃO
SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Fonte: Casa Civil
13/5/2010
Governadora decreta luto oficial pela morte do vereador Augusto Serra
     A governadora Roseana Sarney decretou luto oficial de três dias no Maranhão pelo falecimento do vereador Antonio Augusto Serra Moraes, ocorrido no dia 12 de abril de 2010. O Decreto nº 26.434 com a decisão foi publicado no Diário Oficial de segunda-feira (12).
     A medida foi tomada considerando que o falecimento do ilustre parlamentar deixa consternada a classe política e a própria sociedade maranhense. O Decreto entrou em vigor na data de sua publicação.

PS- O vereador Augusto Serra (PV) morreu no domingo e seu corpo foi sepultado na segunda-feira,12, no Parque da Saudade, no bairro do Vinhais, em São Luís

Exatamente a verdade