26 de abr. de 2010

TCU condena mais um ex-prefeito maranhense

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-prefeito de São Luiz Gonzaga do Maranhão (MA) Luiz Gonzaga Muniz Fortes Filho a devolver R$ 177.230,00, valor atualizado, aos cofres do Fundo Nacional de Saúde.
O ex-prefeito não prestou contas do convênio firmado com o Fundo Nacional de Saúde, para adquirir duas unidades móveis de saúde, visando o melhorar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município. O responsável foi multado em R$ 12 mil. O valor deverá ser recolhido ao Tesouro Nacional.
Cópia da decisão foi enviada à Procuradoria da República no Estado do Maranhão, para que sejam tomadas as devidas providências. O relator do processo foi o ministro José Múcio Monteiro. Cabe recurso da decisão.

Serviço:
Decisão: Acórdão nº 1980/2010 – 1ª Câmara
Processo: TC-011.623/2009-0
Ascom - (AP/200410)
Tel.: (61) 3316-7208
E-mail: imprensa@tcu.gov.br

Repórter da Mirante denuncia omissão da Mirante sobre fuga de presos

O radialista Domingos Ribeiro (foto) abriu o verbo em seu programa na Rádio Mirante AM, do sistema de comunicação da família da governadora, sobre a fuga de presos ocorrida no final de semana passado. Cinco fugas registradas na CCPJ do Anil, em São Luís, e mais seis no município de Bacabal. Justamente da Delegacia do 1º DP, famigerada por abrigar presos em condições subumanas e denunciada ao país pelo juiz Roberto de Oliveira Paula.


“O que está acontecendo. No passado quando havia fuga de presos era um deus nos acuda. Tinha denúncia de tudo quanto era lado. Agora fica todo mundo caladinho. Não vi nada em lugar nenhum”, comentou o radialista.


Ao fazer alusão ao passado, Ribeiro se refere à gestão da ex-secretária de Segurança Cidadã, Eurídice Vidigal. Alvo de impropérios e posturas mais que equivocadas, a ex-secretária era sempre citada como responsável pelas fugas.


Acomodado no assento parlamentar, o democrata Raimundo Cutrim reverberava na tribuna do legislativo aquilo que considerava desmando, falta de pulso. Primeiro nomeado pela governadora logo após a decisão do TSE, Cutrim registrou uma passagem pífia pela Secretaria de Segurança Pública. Desprezou os preceitos da Segurança Cidadã, exitosa em campos minados pela violência como os de Cali, na Colômbia, e como um Messias do avesso tentou mostrar serviço. Foram vãs as tentativas. A violência campeou como nunca dantes na história do Maranhão.


As fugas de presos são apenas sintomas evidentes da falência do modelo defendido por Cutrim e adotado pelo governo Roseana Sarney. Mesmo com os gastos feitos na aquisição de viaturas, as promessas se tornaram palavras ao vento. Nada de concurso, nada de aumento de contingentes. Apenas a manutenção de celas pútridas como a de Bacabal mostradas a todo país como a latrina maranhense por onde deveria vazar a classe política mais podre do estado.

CPI preserva nome de boate de fazendeiro pedófilo

A Comissão Parlamentar de Inquérito de Combate à Pedofilia da Assembleia Legislativa do Maranhão decidiu preservar a imagem do estabelecimento comercial do empresário Raimundo Erbete Bezerra Barbosa que teve prisão decretada no sábado passado.

Desde o primeiro momento de sua convocação houve esse cuidado em não milindrar a imagem do point de diversão. O sujeito das notícias – maior destaque desta CPI –, inicialmente, foi identificado apenas como "dono de uma boate.

Posteriormente, emergiu o nome de Raimundo Erbete,que depois de conduzido coercitivamente prestou depoimento no sábado passado, na Sala das Comissão da Assembleia. Sabe-se agora que o estabelecimento tem endereço em São Luís, distante 270 quilômetros dos outros empreendimentos de Erbele, situados Vargem Grande onde atua como agropecuarista.

Tratado cerimoniosamente pela comissão, o acusado por três vezes se negou a atender à solicitação da Comissão encabeçada pela deputada estadual Eliziane Gama (PPS). Como o prefeito Elizeu Gama, o "dono de uma boate" é acusado de abusar de adolescentes de 12 e 14 anos. Acrescentou, porém, um agravante ao crime: o uso da violência. Óbvio, ele nega tudo.

“A CPI tem primado por cumprir todos os procedimentos legais, através de um trabalho conjunto com o Ministério Público, Delegacia Geral e Tribunal de Justiça. Inclusive temos tido tolerância com todos os casos. Precisamos ser implacáveis contra esse crime!”, frisou a deputada Gama.

Raimundo Erberte teve a prisão preventiva decretada no sábado e está preso na Delegacia Regional de Itapecuru-Mirim. Sua boate, no entanto, continua preservada. Talvez até em funcionamento normalmente.

Manchetes dos jornais

AQUI-MA-Tragédia na BR-135
JORNAL PEQUENO -"Roseana anda escondida está insegura e com medo do povo"
O ESTADO DO MARANHÃO -Número de homicídios de crianças cresce no MA

25 de abr. de 2010

Primeiro aninho

FERREIRA GULLAR
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Viver em Brasília não era mole; nosso único divertimento era ver subir e descer os aviões



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BRASÍLIA COMPLETA 50 anos de existência, mas pouca gente sabe que fui um dos organizadores da festa de seu primeiro aniversário. É que tinha sido convidado por Paulo de Tarso, o primeiro prefeito da cidade, a presidir a Fundação Cultural.

Aceitei o convite porque Brasília era uma coisa nova e instigante e também por ajudar-me a sair do impasse em que me encontrava: perdera o entusiasmo pelas experiências neoconcretas e não sabia que rumo tomar.

Tomei o avião que me levaria à nova capital e nele, por coincidência, ia o jornalista Raimundo Souza Dantas, convidado para ser oficial de gabinete do presidente Jânio Quadros. Soube, depois, como surgiu o convite. Jânio perguntara a José Aparecido de Oliveira, seu secretário particular, se conhecia um negro que pudesse trabalhar no gabinete presidencial. "Conheço", respondeu Aparecido. "Mas negro retinto?" "Sim, presidente, retinto." E Jânio: "Chame-o, quero-o ao meu lado".

Raimundo Souza Dantas não só era negro retinto como também distinto e terminaria embaixador em Gana. A notícia despertou tal entusiasmo que, quando ele voltou ao Rio de Janeiro, foi recebido no Galeão pela batucada de ritmistas das escolas de samba. Temendo que sua nomeação fosse rejeitada pelo Senado, pôs um revólver na sua mesa de cabeceira para fazer uso dele e livrar-se de um possível vexame. Não foi preciso.

Viver em Brasília, naquela época, não era mole não. O vento erguia nuvens de poeira -um talco vermelho que tisnava nosso rosto e nossas roupas. Não havia transporte coletivo. Eu me valia do carro da fundação. Nosso único divertimento era ir ao aeroporto ver subir e descer os aviões. Por isso, quando um grupo de teatro rebolado, do Rio, me telefonou propondo apresentar-se na cidade, topei sem hesitar.

O Teatro Nacional era, então, apenas uma casca de concreto, sem nada dentro. Como esperávamos apresentar, ali, em breve, um espetáculo de Jean-Louis Barrault, improvisáramos um palco e uma plateia para viabilizar a temporada. Antes de Barrault, chegou o grupo carioca, cujo espetáculo se chamava "O Cão Chupando Manga". Ao assistir a um de seus ensaios, assustei-me com a licenciosidade das falas e das cenas e mais ainda quando passei a receber pedidos de altas autoridades para reservar-lhes ingressos a elas e suas famílias.

No dia seguinte à estreia, tal foi a indignação dos convidados que o presidente Jânio Quadros enviou um bilhete ao prefeito mandando tirar o espetáculo de cartaz. Quando os jornalistas me procuraram, declarei que não o faria, já que não era censor. Isso gerou uma crise que foi superada por um fato inesperado: o grupo fugira da cidade sem pagar-nos o aluguel do teatro.

Dias depois, o prefeito me chamava ao seu gabinete para tratar da comemoração do primeiro aniversário de Brasília. Na parte cultural, que a mim cabia, programei uma exposição do acervo do Museu de Arte de São Paulo, uma temporada do Teatro de Arena e um desfile da escola de samba Estação Primeira de Mangueira.

Os dois primeiros eventos não implicavam maiores problemas, mas o desfile da Mangueira, sim, a começar pelo número de sambistas que teríamos que transportar até Brasília. Felizmente, a Aeronáutica se dispôs a colaborar, pondo à nossa disposição um avião onde caberiam umas cem pessoas. Não era o ideal, mas dava para animar a festa, sobretudo porque, ao contrário dos outros eventos, este seria na rua, com participação dos funcionários todos e dos candangos que trabalhavam na construção da cidade.

Mal saiu na imprensa a notícia do desfile, meu gabinete se encheu de funcionários dos mais diversos órgãos públicos: eram mangueirenses que haviam sido transferidos para lá e queriam desfilar na sua escola. Desfilaram. Foi o grande acontecimento do aniversário da cidade. Era tanta gente que o prefeito quase não conseguiu chegar ao palanque.

Mas preparar as comemorações não foi fácil porque, naquela época, para conseguir um prego era preciso atravessar a cidade inteira. Um major do exército, para nos ajudar, definiu a situação: "O problema, doutor Gullar, é viatura e gasolina".

Passado o sufoco, fiz uma "embolada" que cantei numa festa na casa do prefeito:
"Não adianta, seu prefeito, abrir estrada
Não adianta carnaval na Esplanada
Não adianta superquadra sem esquina,
Catedral de perna fina/ Rebolado de menina
Que o problema é/ Viatura e gasolina."

Meses depois, Jânio Quadros renunciava e eu voltava ao Rio já com outra cabeça: trocara a vanguarda artística pelo engajamento político.

Enquete aponta curto governo de Jackson Lago mais bem avaliado que Roseana Sarney

Uma das enquetes on line realizadas pelos site voltado para cobertura jornalística no Maranhão, aponta superioridade de Jackson Lago como governador em exercício do mandato em relação a Roseana Sarney (PMDB).

A enquete lançada pela equipe de O Quarto Poder on line, questionando os internautas sobre quem fez o melhor governo, se Jackson Lago ou Roseana Sarney, registrava  até quinta-feira passada, por volta das 10 horas, 3.460 (três mil quatrocentos e sessenta ) votos, distribuídos da seguinte forma: Jackson Lago, 49,05% (1697 votos), Roseana Sarney 46,71% (1616 votos). 3,61% dos internautas, o que corresponde a 125 votos, acreditavam que os dois governantes foram ruins para o Maranhão, enquanto 0,29% (10 votos) consideram Roseana Sarney e Jackson Lago como bons governantes. 0,35% (12 votos) não souberam responder.

A enquete mostra que o pedetista Jackson Lago, que esteve à frete do governo por uma período de apenas dois anos e três meses, tem aprovação acima da governadora em terceiro mandato. O Quarto Poder vai encerrar a enquete quando atingir 4 mil votos computados. 

Manchetes dos jornais

O ESTADO DO MARANHÃO - Indústria da pirataria está sem controle em São Luís

24 de abr. de 2010

"Dente de ouro" de Josias Sobrinho