19 de jul. de 2010

Roseana Sarney divulga fotos de programa de governo em seu site de campanha

     A governadora Roseana Sarney (PMDB), candidato à reeleição pela coligação "O Maranhão não pode parar", usa imagens de programas do governo do Estado em seu  site de campanha.
     Na ferramenta "Roseana no Maranhão", a candidata utiliza imagens produzidas pela Secretaria de Estado da Comunicação, Secom, no período de 13 a 20 de maio deste ano.
     As fotos tiradas durante este período são registro da agenda da candidata no exercício do cargo. São principalmente visitas a programas de grande apelo e propaganda como o "Viva Meu Primeiro  Emprego". Há também destaque para a expansão da fábrica de cerveja Schincariol no Maranhão.
     A governadora também aproveita para divulgar candidatos à reeleição de deputado estadual, como o ex-secretário de Estado da Educação, César Pires. Também divulga apoio de prefeitos, como os de Itapecuru, Júnior Marreca; e de Aldeias Atas, José Reis. Os registro dos apoios são do periodo anterior ao permitido pela legislação eleitoral à propaganda de candidaturas.
     Segundo o contador do site, as fotos apresentadas como da caminhada da candidata pelo estado já receberam mais de 5 mil visitas. O site foi criado em 30 de junho, antes do registro de candidatura da peemedebista. Roseana apresentou o pedido no último dia do prazo, 5 de agosto.

18 de jul. de 2010

Manchetes dos jornais

O ESTADO DO MARANHÃO - São Francisco do Maranhão elege novo prefeito
O IMPARCIAL - Rastro de destruição no Anjo da Guarda

Lambe-Lambe: Filhos, pais e mães de santo rezam pela terra

Usina Hidrelétrica de Estreito abafa redução dos postos de trabalho

      Os prometidos 35 postos de trabalho abertos nas obras de construção da Usina Hidrelétrica de Estreito, UHE, minguaram. Considerada "uma das maiores do  mundo", na megalômana avaliação do ex-ministro das Minas e Energia e agora senador em busca da renovação do mandato, Edison Lobão (PMDB), a construção da hidrelétrica geraria, inicialmente, 10 mil diretos.  Essas vagas encolheram em ao menos em 80%.  
     As obras civis da hidrelétrica no rio Tocantins, na divisa do Maranhão com o Estado do Tocantins, foram iniciada em junho de 2007, primeiro ano do segundo mandato do presidente Lula. Depois de efetivado o desvio do rio, em setembro de 2009, pouco a pouco foram sendo fechados os postos.
     Dentro do canteiro de obras, são os baianos os manda-chuvas. Contratados pela OAS, empresa baiana do ex-genro do falecido cacique Antonio Carlos Magalhães, os baianos têm paralisado a obra a cada reivindicação de aumento de salário. Adotam o estilo, aqui ninguém entra.Tudo é abafado.
     Muito bem abafado também são os números elevados de óbitos por acidente de trabalho. Com as obras civis nas alturas, são principalmente os maranhenses de municípios vizinhos que mais sofrem. Sem preparo físico eles são atacados de tonturas, muitas vezes com consequências fatais.
     Com investimento de R$ 3,6 bilhões, a UHE não tem produzido os propalados efeitos transformadores nos dois municípios maranhenses mais impactados:Estreito e Carolina,  sobretudo, no aspecto ambiental: . Por parte do próprio Consórcio Estreito Enegia UHE, CESTE, há reconhecimento institucional de que obra afetaria algumas jazidas minerais, exploradas legalmente (areia, cascalho e argila). Isso de fato ocorreu.
     A turística Carolina não conta com sistema de esgotamento sanitário, o que afujenta turistas estrangeiros. Em Estreito a situação é mais caótica ainda. Não há nada.

PT está dividido em todo estado em relação ao apoio a Roseana Sarney

     Não é somente em Sao Luís que o Partido dos Trabalhadores do Maranhão se rebela contra a determinação do diretório nacional em apoiar a aliança PMDB-PT no estado. Nos municípios de Carolina e Estreito os petistas têm manifestado apoio à candidatura do pedetista Jackson Lago, da coligação "O Povo é Maior", formada pelo PSDB, PDT e PTC.
     Porém, nos dois municípios os petistas não apoiam o candidato à Presidência da coligação "O Povo é Maior", que tem como candidatos ao Senado, Roberto Rocha e Edson Vidigal,ambos tucanos.
     A coligação da qual Jackson Lago é candidato ao governo do estado está apoiando a candidatura de José Serra (PSDB), principal adversário da petista Dilma Rousseff. A candidata apoiada por Lula tem dois palanques no Maranhão: é apoiada por Roseana Sarney, do PMDB, e Flávio Dino, do PCdoB.

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO - UPA não recebe ambulâncias da Samu e alega falta de credenciamento
O ESTADO DO MARANHÃO - É intensa a briga por vagas na Câmara e na Assembleia
O IMPARCIAL - Caro Euromar: investigações chegam a outros estados

17 de jul. de 2010

Enquete em site aponta Roseana com maior índice de rejeição

     Enquete ainda em curso realizada pelo site do jornal O Quarto Poder (oquartopoder.com), de circulação diária em São Luís e em alguns municípios maranhenses, afere o índice de rejeição do eleitorado a nomes de candidatos que disputarão as eleições este ano. A candidata da coligação "O Maranhão não pode parar", Roseana Sarney (PMDB), encabeça a relalão com a maior das rejeições.
     Roseana trabalha para reduzir o índice de rejeição a seu nome em alguns colégios eleitorais significativos. O maior deles está em Imperatriz. A candidata à reeleição investe pesado para isso. Segundo pesquisa não divulgada, ela conseguiu baixar em sete pontos esse índice que beirava 30% entre os eleitores do segundo maior colégio eleitoral do estado.

Veja o resultado parcial da Enquete
Em quem você nunca votaria?
Roseana Sarney  - 38,27% (137 votos)
Jackson Lago  - 6,70% (24 votos)
José Reinaldo Tavares  - 5,87% (21 votos)
João Castelo - 7,54% (27 votos)
Tadeu Palácio  - 5,59% (20 votos)
Flávio Dino  - 4,75% (17 votos)
Edson Vidigal - 6,42% (23 votos)
Domingos Dutra - 6,42% (23 votos)
Edson Lobão - 5,31% (19 votos)
Lula - 6,70% (24 votos)
José Serra - 6,42% (23 votos)

Total: 358 votos

Zeca Baleiro: A Paixão Segundo Nelson

Na vida importa também a poesia, a paixão, o encantamento. Sem paixão, dizia o escritor, não se chupa nem um Chicabon
     Mesmo sabendo que a Copa do Mundo 2010 já não passa de uma conversa de botequim, não resisto, vou falar de futebol. Futebol pra mim é coisa séria. Está, no meu acervo cultural e afetivo, perfilado com a música, o cinema, a literatura e a religião. Mais que um esporte, é ritual metafórico de nossa existência. Isso talvez explique por que, em quase nenhum momento, eu tenha torcido de coração aberto por Dunga e sua Seleção (seu lema parecia ser “melhor um mediano vencedor que um gigante que perde”). Não tiro seus méritos. O ambiente da Seleção precisava de disciplina e ele a resgatou, ponto para ele. Também rigor e austeridade, coisas necessárias a todos, desportistas ou não. E ainda “comprometimento”, a palavra-chave de sua campanha. Faltou porém ensinar que na vida importa também – ou sobretudo – a poesia, a paixão, o encantamento. Sem paixão, dizia Nelson Rodrigues, não se chupa nem um Chicabon.
     O arguto leitor argumentará: “mas como falar em poesia num meio onde circula tanta grana?”... Também poderá dizer que já não cabe o futebol técnico ou irreverente, o drible, a invenção; que futebol hoje é mais força e menos arte, que já não há lugar para a beleza dentro das quatro linhas... É justo dizer que a Copa do Mundo é um campeonato perverso – rápido e mortal. Dela dizia o puro Garricha que é “um torneio mixuruca, não tem nem segundo turno”. Um lapso do cosmos e um grande time pode tombar. Não foi o caso desta Seleção. Foi sim o caso da inesquecível Seleção de 82, a encantadora vice-campeã daquela contenda (nostalgia não é falta de caráter. Ou é?).
     Foi também por um lapso que o Brasil não trouxe o caneco. Poderia ter ido à final, capenga como estava desde o início, com breves fagulhas criativas e nada mais, aos trancos e barrancos, claro que sim. O título, estou certo, reforçaria um pensamento que é feio ­reflexo da sociedade contemporânea. Premiados sejam os medianos aplicados, os cê-dê-efes disciplinados e aguerridos, os que batem continência à soberba e à arrogância – a vitória deve vir a qualquer custo. Castigo para os desadaptados brilhantes, para os gênios de pernas e alma tortas, para os camicases abnegados. Ou para os talentosos simplesmente.
     O futebol é mais que um esporte. É um ritual metafórico – e preciso – da vida. Talvez o que esteja faltando seja um pouco daquela pureza, daquela loucura santa de Garrinchas e Canhoteiros. Mas se já não há lugar para pureza no mundo, por que haveria no futebol?

P.S.1: Dunga não foi um mau jogador. Era mais ­técnico que todos os 101 volantes por ele convocados. Infelizmente, seu temperamento ficou mais célebre que seu futebol. É ressentido, e o ressentimento é um adversário imenso.
P.S.2: Já que o cargo de treinador da Seleção Brasileira é um cargo político, de abrangência e interesse nacionais, sugiro que se faça um plebiscito. Que o técnico seja escolhido pelo voto popular. Isso sim justificaria a cantilena do “comprometimento”.
P.S.3: Um salve para o goleiro Júlio César, menos pelas atuações e mais pela atitude, mostrando alma e coragem suicida ao assumir a culpa pelo primeiro gol da Holanda (culpa essa que nem sei se teve) ou ao derramar lágrimas sinceramente comovidas diante das câmeras de tevê.
P.S.4: Dedico este texto a Nelson Rodrigues, que, tenho absoluta certeza, não teria torcido para esta ­Seleção se vivo fosse.
Da Revista Istoé