28 de ago. de 2010

Lobão mantém sua terra natal nas trevas

      O ex-ministro das Minas e Energia do governo Lula, senador Edison Lobão (PMDB), candidato à reeleição, tem sido destacado pela candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, como sendo uma assumidade revelada no exercício do cargo. Natural de Mirador, município desmembrado de Pastos Bons, Lobão não tem a mesma avaliação dos conterrâneos. Na terra natal onde Lobão nasceu em Maitá, vulgo Cabeça de Porco, há mais de uma dezena de povoados onde o Luz para Todos - carro-chefe da administração petista -  ainda não deu o ar de sua graça.
     Em Caiçara, Coco Grande, Escauvado, Chapadinha dos Dantas, Terra Vermelha, Lagoa Velha, Caetano, Porteira e toda a região da Baixada Travessa, a lamparina que Lula prometeu aposentar até o fim de seu governo ainda lampeja. Alimentadas pelo óleo diesel comprado há três reais o litro, as lamparinas ofuscam a biografia cintilante do ministro.
     Para não encarrar seus conterrâneos não contemplados pelo programa que consome parte do orçamento de R$ 22 bilhões do Ministério das Minas e Energia, Lobão preferiu ficar de fora da caravana do "Maranhão não pode parar" na passagem por Mirador. Mandou em seu lugar o filho Edison Lobão Filho, o Edinho, representá-lo diante do eleitorado que acredita fiel ao filho ilustre.
     Mirador é pobre de maré, um retrato do Maranhão em marcha ré que o grupo ao qual Lobão pertence diz que é bom amar, de coração, mas com os bolsos aos frangalhos. Não os deles, mas da população que vive em condições subsaarianas à beira do Rio Itapecuru.
     Há inúmeras casas cobertas de palhas. Algumas só de palha. Na tarde deste sábado, ao menos cinco famílias tiveram suas casas consumidas pelo fogo no lugar chamado Senharó do Cláudio Brandão, na beira da rodovia. O incêndio teve início da brincadeira de crianças com fogo.
     Nos casebres das famílias que conseguiram uma geladeira em troca do voto cativo aos peemedebistas aliados de Lula no Maranhão, com aval da Cemar - cobradora da taxa mais elevada de energia do país -, pouca coisa restou, a não ser o título de uma cidadania flácida. Afinal, votar é obrigatório até mesmo para assegurar o cadastro no Bolsa Família. Aos aflitos mais recentes sem teto de Mirador só resta pedir a São Bento - padroeiro da Cidade - para que Lobão não jamais retorne ao Ministério das Minas e Energia. Mas ele é amigo do papa e a luz é para ele e os deles.

Maranhão: Foz do Rio Balsas em Benedito Leite

A verdade sobre o Projeto Rio Anil

Por Sílvio Bembem
     O Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, lançado no dia 22 de janeiro de 2007, pelo governo do Presidente Lula, se traduz em um conjunto de investimentos organizados em: logística (rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias); energia (geração, transmissão de energia elétrica, petróleo, gás natural e combustíveis renováveis); infraestrutura social e urbana (saneamento, habitação, transporte urbano, programa Luz para Todos e recursos hídricos). Segundo sua concepção é um Programa de Desenvolvimento que vai promover (a aceleração do crescimento econômico) o aumento do emprego e a melhoria das condições de vida da população brasileira.
     As medidas do PAC estão organizadas em cinco blocos: investimento em infraestrutura; estímulo ao crédito e ao financiamento; melhora do ambiente de investimento; desoneração e aperfeiçoamento do sistema tributário e medidas fiscais de longo prazo.
     Tem como objetivo aumentar o investimento em infraestrutura para eliminar os principais gargalos que podem restringir o crescimento da economia, reduzir custos e aumentar a produtividade das empresas; estimular o aumento do investimento privado e reduzir as desigualdades regionais. Essa é idéia geral do PAC segundo dados levantados junto ao Ministério de Planejamento.
CAMINHOS DO PAC NO MARANHÃO
     Em visita ao Maranhão a convite da Secretaria de Estado da Igualdade Racial, no dia 16 de março de 2007, a Ex-Ministra Matilde Ribeiro- SEPPIR (primeira ministra de Lula a visitar o Maranhão no Governo Jackson Lago), em evento no Palácio dos Leões, recebeu do Governador a concepção inicial do Projeto Rio Anil. Na oportunidade, ela (Matilde Ribeiro) assumiu o compromisso de levar o projeto ao Presidente da República Lula e ao Ministro das Cidades, Márcio Fortes. Toda a concepção do Projeto Rio Anil fora planejado no Governo de Jackson Lago.
     Na cidade de São Luís do Maranhão, o PAC passou a ser chamado Projeto Rio Anil, lançado no mês agosto de 2008, tendo como objetivo construir habitações mais adequadas para as populações palafitadas, ribeirinhas e quilombolas que ali residem, em condições precárias, assim como áreas de lazer e espaços comunitários, conforme dados levantados junto ao projeto, visando beneficiar cerca de 250 mil pessoas.
     O Projeto Rio Anil é uma parceria do Governo Federal com o Governo Estadual. O recurso na época foi orçado em R$ 235 milhões de reais, dos quais, R$ 144 milhões provenientes do Orçamento Geral da União e R$ 91 milhões do Tesouro Estadual.
     O Governo do Estado depois entrou com mais R$ 53 milhões, perfazendo um total de 288 milhões, valor previsto para execução do PAC Rio Anil. Daí o Estado também entrou com R$ 144 milhões.
     A obra atenderá diretamente as pessoas que moram na margem do Rio Anil, na faixa esquerda que atravessa os bairros da Camboa, Liberdade, Fé em Deus, Vila Sésamo, Apeadouro, Alemanha, Irmãos Coragem, Vila Cristalina, Vila Palmeira, Radional, Santa Cruz, Vera Cruz, Diamante e Barreto.
     Nota-se que são 15 bairros que serão beneficiados, no entanto, neste artigo, pretende-se estudar somente a execução da obra do bairro Liberdade, onde já foi entregue um total de 288 apartamentos, distribuídos em 18 blocos, com 16 apartamentos cada. O objetivo do projeto era de construir 11 condomínios no próprio bairro com prédios de 4 andares e apartamentos de 42 m quadrados.
     Além da construção dos apartamentos, vários equipamentos públicos irão garantir a urbanização da área, que passará a contar com praças, espaços de lazer e cultura e pontos comerciais, além de 25 km de ruas pavimentadas, tendo em vista ser toda área carente de melhoria de infra-estrutura.
     Também na margem do Rio Anil será construída Avenida Rio Anil, que ligará a Avenida Beira-Mar, no centro de São Luís, à Avenida dos Franceses localizada no bairro da Alemanha.
     Como o slogan do projeto indica “palafitas serão apartamentos”. Essa mudança vem sendo realizada com intervenções públicas que trarão repercussões no cotidiano e na vida privada das populações atingidas. Essa é idéia geral do PAC.
     A escolha de toda a área onde se encontra localizado o bairro da Liberdade, para iniciar o projeto piloto do PAC deveu-se ao fato de ser um espaço que, embora localizado no centro da São Luís, caracteriza-se pela concentração de uma população de baixa renda, oriunda em sua maioria de remanescentes de quilombos da região da baixada ocidental maranhense (o bairro da Liberdade é considerado o maior quilombo urbano do país), com um número significativo dessa população morando em palafitas, construídas sobre água.
     O PAC Rio Anil consiste na substituição das palafitas, por apartamentos, mantendo os moradores no lugar onde residem.
     Alguns desafios na questão da moradia foram identificados a partir da presente análise. O primeiro é o de superar o atraso ou paralisação em obras deste porte, pois, isso compromete o orçamento público e a população beneficiária do serviço.Garantir leis, normas que responsabilizem empresas que não cumprem com o cronograma de conclusão das obras, assim como governos que não dão continuidade por meras disputas política. No caso da obra do PAC e no que se refere à construção do complexo viário Rio Anil, este foi paralisado, em função da cassação do Governador Jackson Lago.
     A questão racial também foi considerada para a implantação do Projeto PAC RIO ANIL no bairro da Liberdade, tendo em vista ser um bairro, segundo dados empíricos, o maior quilombo urbano do país e concentrar um percentual significativo de população negra, originária da região da Baixada Maranhense.
     Contudo o PAC Rio Anil não se pode negar, cumpre um papel importante para essas famílias. A mudança de palafitas para apartamentos, sem dúvida, modificou e interferiu na qualidade de vida das famílias.
     Cabe dizer ainda que uma obra dessa magnitude não teria sido possível ou mesmo viabilizada sem a sensibilidade política de gestores públicos e, neste caso, observou-se uma determinação por parte do Governador da época, Jackson Kleber Lago, em executar a obra. Conforme informações levantadas junto a instituições de governo, o percentual de contrapartida na maioria das vezes feita por Estado e Municípios em empreendimento desse tipo, chega a 5% ou 10% do valor do projeto.
     No caso em tela, o Governo do Maranhão entrou com 50%. Essa foi uma parceria dentro do PAC com objetivo de urbanização de favelas. E que contou com o apoio significativo da Secretaria Especial de Igualdade Racial da Presidência da República, por meio da ex-ministra Matilde Ribeiro e seus técnicos, Secretaria de Estado da Igualdade Racial e a Secretaria de Estado das Cidades autora do projeto.
     O PAC Rio Anil é considerado o maior projeto social e urbanístico de São Luís, com grande alcance social e sua concepção e execução da etapa inicial foi feita no Governo de Jackson Lago, que em função da sua cassação do seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 16 de abril de 2009, não pode dá continuidade ao projeto.
     Observa-se também que a falta de moradia digna no Maranhão é um dos grandes problemas ainda a ser discutido e enfrentado por gestores públicos, parlamentar, sindicatos, associações de classe, movimentos populares, trabalhadores, empresários e organizações não governamentais.

Depoimento do ex-governador Jackson Lago a Sílvio Bembem e Bruno Rogens:
(14 de outubro de 2009)
A cidade não conhece a obra do PAC Rio Anil. Muitos dizem que o governo não fez nada por São Luís. Essa obra visa atender 15 bairros. “Em uma audiência que tive com o presidente da república (Luiz Inácio Lula da Silva), para tratar de grandes projetos. No caso especifico, para discutir a questão da implantação de siderúrgica no Maranhão, tive a oportunidade de sentir também a sensibilidade do presidente para a questão da sub-habitação, sobretudo para coisa mais degradante da pessoa humana, que é a palafita.
     Percebendo aquilo, então pedi que a Secretária das Cidades fizesse um projeto para nós, juntamente com o Governo Federal, darmos mais dignidade à vida de milhares e milhares de palafitados. O projeto não seria apenas um projeto para tirar da palafita e colocar o palafitado em apartamento. Seria um projeto de urbanização de todos os bairros.
     São 15 bairros à margem esquerda do Rio Anil, em que seriam beneficiados mais 200 mil pessoas, e, diretamente, 55 mil pessoas, à medida que seriam melhoradas as condições de 2000 casas precárias em terra firme, das quais mais 1200, antes do final do governo. E colocaríamos 3500 famílias de palafitados em apartamentos. Ou seja, esses 3500 apartamentos abrigariam cerca de 12 a 15 mil pessoas ( como as famílias variam muito de 3 ,5 e 6 membros), e 2000 casas em terras firmes nesses diversos bairros, que abrigariam em média 10 mil pessoas.
     De forma que 55 mil pessoas seriam beneficiadas diretamente. Mais um conjunto de cerca de 200 mil pessoas teriam melhorado as condições de vida dos seus bairros, pelos equipamentos urbanos: escolas, praça, área de lazer... Todos sabem a precariedade do sistema viário de São Luís.
     Esse projeto, além da questão da habitação, também é o maior projeto social e o maior projeto urbanístico de São Luís, e criaria, o segundo anel viário de São Luís, ou seja, quem vai aqui depois da Maria Aragão, vem à ponte Bandeira Tribuzi e vai seguindo- terra firme, ponte, terra firme, passarela. São quatro pontes. Só a passarela tem 690 metros. 
    Então é um projeto fantástico. Tivemos como você bem sabe e testemunhou isso como ninguém, a sensibilidade da então ministra Matilde Ribeiro da Secretaria Especial de Política da Igualdade Racial (SEPPIR), que convidou para seu gabinete o Ministro das Cidades Márcio Fortes, que nos recebeu lá, com a secretária Telma Pinheiro, o Dep. Dutra (PT), João Francisco-Secretário de Estado da Igualdade Racial.
     O projeto foi aceito pela Secretaria Especial de Igualdade Racial e seria aceito no PAC. Daí a ministra passou a ser a madrinha do projeto.
     Só que, o Maranhão, com a falta de crédito, e tendo uma classe político que é contra os interesses do estado, botou o pé na parede e fez com que então Ministra Dilma limitasse em 144 milhões o PAC para São Luís. O projeto era de 288 milhões.
      Todos os estados que entraram no PAC dão 5 a 10 %. Então eu disse: essa coisa é fundamental para São Luís, e o Estado do Maranhão vai dar os outros 50%. Só que, quando estávamos no Governo, o projeto estava andando, mas havia muito pressão da família Sarney junto a CEF e o dinheiro demorava a sair. Enquanto estávamos no Governo, o Estado investiu mais que o governo Federal.
     Quando eu fui prefeito tirei os primeiros palafitados da Lagoa da Jansen (256 famílias, ao lado do império de comunicação da família Sarney) e assentei em terra firme, em casa de alvenaria e ruas asfaltadas, em área bastaste valorizada. E agora, com o apoio do Governo Federal, ia partir para uma quantidade bem maior de 3.500 apartamentos. Quando estava no Governo esse era o projeto do PAC mais adiantado do país".
*Sílvio Bembem é administrador, especialista em Sociologia das Interpretações do Maranhão (UEMA), foi Secretário-Adjunto de Estado da Igualdade Racial do Governo Jackson Lago (2007-2009), é Bolsista do Programa Internacional de Pós-Graduação da Fundação Ford. E dirigente do PT/MA. E-mail: silviobembempt@uol.com

Dutra denuncia censura no horário eleitoral

     O deputado federal Domingos Dutra (PT), candidato a reeleição, ingressou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com ação contra a coligação “O Maranhão não pode parar”, da governadora Roseana Sarney (PMDB) e também candidata a reeleição. Ele pede a retirada da propaganda da governadora de seu programa eleitoral. Dutra alega que a governadora Roseana Sarney está furtando tempo dos candidatos proporcionais ao veicular sua propaganda, segundo ele, de forma ilegal e indevida.
     O deputado espera da Justiça Eleitoral a retirada imediata do nome de Roseana Sarney da sua propaganda eleitoral e que seja proibida qualquer censura aos seus programas. Na última quarta-feira, o deputado encaminhou ao TRE mais um expediente contra Wagner Carlos Silva, proprietário da empresa RGB Produções, responsável pela edição dos programas do PT. O documento pede a suspensão da veiculação de sua propaganda eleitoral até decisão da Justiça Eleitoral. Ou seja, diante do que considera uma arbitrariedade, Dutra não participará do horário eleitoral enquanto seu pedido não for acatado.
     Em sua petição o deputado alega também que a greve de fome feita por ele foi suspensa mediante acordo escrito com o Diretório Nacional. Neste acordo ficou garantido que o tempo de televisão seria utilizado apenas pelos candidatos do PT, acordo que vem sendo violado de propósito com a propaganda irregular de Roseana Sarney.
     Dutra denuncia ainda que o secretário geral do PT, Fernando Magalhães, de forma ilegal alterou a ordem de apresentação dos programas gravados na produtora e censurou o programa que foi ao ar na terça feira e repetido nesta quinta feira retirando do texto a expressão “Dutra o homem que não tem medo do futi”, frase usada pelo deputado para designar “tudo de ruim que existe no mundo”.
     Dutra também ingressará com uma ação de busca e apreensão contra o proprietário da empresa RGB Produções, por apropriação indevida de suas gravações. O material já foi pedido pela equipe do candidato, que até o momento, não obteve resposta. O deputado diz não aceitar ser misturado com “uma oligarquia que furtou o PT, se apropriou do presidente Lula e empobreceu os maranhenses”. O deputado está em viagem de campanha pelo interior do estado e ao retornar, na segunda, vai aocmpanhar o andamento das ações impetradas. Os programas já gravados devem ser veiculados até que saiam as decisões do TRE.

27 de ago. de 2010

Ministro libera humor nas eleições

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto concedeu, na noite desta quinta-feira (26), liminar favorável para liberar o humor nas eleições. Ele atendeu parcialmente a um pedido feito pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), que entrou na terça-feira (23) com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) questionando parte da Lei das Eleições (Lei 9.504/97). Com a decisão, está suspenso o inciso que proíbe uso de truncagem, montagem ou outro recurso de áudio e vídeo que ridicularize os candidatos.
     A decisão, em caráter liminar, ainda será analisada pelo plenário do Supremo. Enquanto isso não ocorre, piadas e brincadeiras com candidatos estão liberadas nas emissoras de televisão e de rádio. Na visão do ministro, o texto da Lei das Eleições precisa ser adequado à Constituição Federal. No despacho, Ayres Britto afirmou que é proibida somente a veiculação, por emissora de rádio e televisão, de crítica ou matéria jornalística que venha a descambar para a propaganda política, passando, nitidamente, a favorecer uma das partes na disputa eleitoral, de modo a desequilibrar o "princípio da paridade de armas".
     Ele negou, no entanto, outro pedido feito pela Abert. A entidade questionava outro incisivo da lei, que contém a expressão "ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes". Na decisão, ele justificou o motivo de não levar a matéria diretamente para o plenário, ao invés de decidir de maneira monocrática. "Estamos em pleno evolver do período eleitoral e a tramitação rotineira para a tomada de decisão terminaria por esvair a utilidade da medida cautelar requerida", explicou.
     Para Ayres Britto, não há liberdade de imprensa pela metade ou "sob as tenazes da censura prévia". "Isso porque a liberdade de imprensa não é uma bolha normativa ou uma fórmula prescritiva", disse. Na decisão, o ministro afirmou que programas humorísticos, assim como charges e caricaturas, colocam em circulação ideias, opiniões frases. "Quadros espirituosos compõem as atividades de 'imprensa'", observou. "Nessa medida, gozam da plenitude de liberdade que a ela, imprensa, é assegurada pela Constituição até por forma literal (já o vimos). Dando-se que o exercício concreto dessa liberdade em plenitude assegura ao jornalista o direito de expender críticas a qualquer pessoa, ainda que em tom áspero, contundente, sarcástico, irônico ou irreverente, especialmente contra as autoridades e aparelhos de Estado", concluiu.
     A lei foi sancionada em 1997. Porém, somente depois da minirreforma eleitoral, em setembro do ano passado, definiu-se com clareza o tipo de trucagem e montagem vedada. A polêmica mobilizou os humoristas. No domingo (22), uma passeata reuniu cerca de 300 pessoas na orla da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro como protesto contra as proibições.
Do Congresso em Foco

Manchetes dos jornais

O ESTADO DO MARANHÃO - Dilma ampli vantagem sob Serra, segundo a Datafolha
O IMPARCIAL - Assassinos, cruéis e foragidos
O QUARTO PODER - "Pobre que se exploda": Castelo prejudica 35 mil funcionários

26 de ago. de 2010

Collor diz que não lê revistas e que conhece as estratégias dos repórteres

     O candidato ao Governo de Alagoas, Fernando Collor de Mello (PTB), disse não ler nenhuma revista e criticou a imprensa nacional. De acordo com o candidato, os jornalistas trabalharam contra o seu nome durante sua gestão na Presidência da República. As declarações foram dadas em entrevista ao jornalista Plínio Lins, no programa Conversa de Botequim.
     Para Collor, a imprensa demonstrava preconceito por ser nordestino. “Acho que esta foi a condição decisiva. Mas houve excessos, até hoje”. O candidato lembrou do caso da revista IstoÉ, em que ameaçou o repórter Hugo Marques por não concordar com o teor da matéria, que de acordo com ele estava mal apurada.
     “Eu não tenho o hábito de comprar e ler nenhuma revista. Como ela sai na quinta ou sexta-feira, um amigo me mostrou o teor: numa hora errada. Eu fiquei muito zangado e liguei imediatamente para o jornalista, externando a raiva que estava sentindo. Ele extraiu só a parte feia, deveria ter colocado a gravação inteira”, declarou o candidato.
     Collor também criticou a apuração do jornalista. “O erro foi o de apuração. Quem disse a ele que não tenho as minhas certidões em dia? Eu estava com elas na minha frente. Na época, eu estava disposto a mandar para a revista, mesmo sabendo que elas não seriam publicadas”, afirmou.
     O candidato disse conhecer as "manhas" dos jornalistas. “Esses que saíram agora e estão loucos para chegar, pensando ‘vou provocar o Collor, para ter uma resposta assim’, eu deixo passar: relevo”.

     Collor ainda criticou os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, além da Veja, a qual acusa de tentar comprar uma entrevista com um de seus ministros.
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Município deve pagar dívida de paciente em hospital particular


A 1ª Câmara Cível, em decisão nesta quinta-feira, 26, determinou que o município de Godofredo Viana pague o valor correspondente às despesas de uma paciente do município, que precisou de atendimento em hospital particular de São Luís. A paciente emitiu cheque da Prefeitura, como parte do pagamento, no valor de R$ 4 mil, mas o título foi devolvido por insuficiência de fundos.
     O hospital ajuizou cobrança, informando que recorreu várias vezes à administração municipal para receber o pagamento, mas não obteve êxito. O município não contestou a cobrança e foi condenado pelo juízo da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Luís ao pagamento do valor atualizado do cheque.
     Na apreciação do recurso, os desembargadores da 1ª Câmara Cível decidiram manter a decisão, entendendo que a não quitação do débito pelos serviços comprovadamente prestados caracterizaria enriquecimento ilícito por parte do município. Consideraram, ainda, que houve a comprovação da prestação do serviço pelo hospital, enquanto o município não se manifestou nem provou a quitação da dívida.
     O recurso foi relatado pela desembargadora Raimunda Bezerra, e seu voto acompanhado pelos desembargadores Jorge Rachid e Marcelo Carvalho (substituto).
Da Assessoria do TJ-MA