2 de mai. de 2011

Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Pedidos para criação de municípios terão prazo
O IMPARCIAL - As sete curas do beato João Paulo II
JORNAL PEQUENO - PM inicia "operação padrão" para reivindicar melhorias ao governo
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Morto: EUA anunciam o fim da caçada a Osama Bin Laden
FOLHA DE SÃO PAULO:Osama Bin Laden está morto, afirma Obama
O ESTADO DE MINAS:Obama anuncia que Bin Laden foi morto
O ESTADO DE S. PAULO:Inflação vira bandeira política no 1° de maio
O GLOBO:Bin Laden está morto
ZERO HORA:Bin Laden está morto
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Osama Bin Laden está morto
MEIO-NORTE:Mengo é campeão carioca
O POVO:Morre Obama Bin Laden

1 de mai. de 2011

Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Nova resolução da Assembleia poderá criar 83 municípios
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Um santo pra chamar de seu
FOLHA DE SÃO PAULO:Pico da inflação vai coincidir com disputa salarias
O ESTADO DE MINAS:De olho no oriente
O GLOBO:Programa de segurança de Dilma não sai do papel
ZERO HORA: Por que o clima está mais severo no RS
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Interior é alvo fácio para bandos
MEIO-NORTE:Começa a 7ª edição do Prêmio de inclusão
O POVO:As 10 profissões do futuro

Melhor seria se não começasse

Ferreira Gullar
ESTOU COMEÇANDO a ficar grilado com os inícios de ano. Até recentemente, não me preocupava com isso. Cheguei mesmo a escrever um poema em que dizia não ver, nas estrelas do céu nem nas coisas do chão, qualquer sinal de que um ano novo começa. E concluía: "Começa como a esperança de vida melhor / que entre os astros não se escuta nem se vê / nem pode haver: / que isso é coisa de homem / esse bicho estelar / que sonha e luta". Coisa de poeta, porque, na verdade, como vim a perceber depois, todos os anos, passado o Réveillon e o Carnaval, começam brabos: é IPTU, é IPVA, é declaração de Imposto de Renda, é aumento de mensalidade do plano de saúde e o mais que nem se espera!
    Este ano, além de tudo o mais, decidiram atormentar-me com o plano de saúde conhecido por Geap. Uma tortura! Por isso, embora ainda estejamos em abril, penso que, findo este, outro ano começará -e entro em pânico. Vou ter que enfrentar tudo isso de novo?
    Vejam como as coisas mudam para pior. Antigamente, ao ver terminar o ano, enchia-me de otimismo. E não só eu, tanto que desde que me entendo, ouço dizerem: "Ano novo, vida nova". Pode até ser, mas, antes de começar a vida nova, caem-me na cabeça as mesmas velhas aporrinhações.
    Devo admitir que os problemas se tornam piores por culpa minha. Não sou um bom exemplo de organização, além do mais, confio na lógica, uma lógica que seria favorável a pessoas como eu, não muito afeitas à burocracia.
    E assim é que, de repente, recebo uma intimação da Receita Federal para ir lá comprovar o que declarei no Imposto de Renda. Os carnês do plano de saúde estão no envelope, não tenho que me preocupar, mas há duas outras exigências, relativas a dependentes, cujos documentos sumiram. Depois de buscá-los, inutilmente, no envelope onde guardei a declaração, decidi procurá-los em outros envelopes, depois em outras gavetas, depois pela casa inteira. Nada. Estou frito, concluí.
    Bem, esse problema está em aberto, espero que não me metam no xadrez. Minha sorte é que conto com a boa vontade das pessoas que me atendem. Não obstante, o estresse me domina.
E me domina porque, como se não bastasse, sumiu também o boleto do IPTU da garagem (como meu edifício não tem garagem, comprei uma vaga na garagem mecânica, aqui perto). E o boleto sumiu. Dano-me a procurá-lo, resmungando, por todas as gavetas. Pergunto à faxineira, que me olha espantada. IPTU? Que diabo é isso?
    Deito-me no sofá para relaxar. E eu recebi mesmo esse boleto? Vou até a garagem: o boleto estava lá, à minha espera. Coisa que só acontece no começo do ano, quando nos cobram IPTUs, IPVAs... IPVA?! Acho que não paguei o IPVA do carro! A placa termina em zero, vai ver que o prazo já venceu! Se venceu, como vou fazer a vistoria? E, sem vistoria, não vou poder andar com o carro. Era só o que me faltava!
Telefono para o Detran e recebo uma boa notícia: o prazo foi ampliado, posso ir ao banco e pagar o IPVA. Aliviado, dirijo-me à agência bancária mais próxima e pago o IPVA no caixa eletrônico, que emite um recibo. Bem, agora é só marcar a vistoria.
    Ligo para o Detran, dou o número da placa e do Renavam. "O IPVA de 2011 não está pago, meu senhor." Como não está pago, se acabo de pagá-lo e tenho comigo o recibo? O funcionário me aconselha a ligar para a Receita Estadual, mas, após 50 inúteis tentativas, decido ir ao banco e descubro que o valor do IPVA não foi abatido em minha conta, ou seja, o caixa eletrônico me enganou: fez que pagou e não pagou.
    Como estão vendo, em começo de ano, comigo acontece de tudo. Fui ao guichê, paguei, peguei o recibo mas continuei receoso; mas, no dia seguinte, pude marcar a vistoria. Aquela noite, dormi em paz. Mas foi só aquela noite, porque, no dia seguinte, chegou a carta do Geap, convocando-me a comprovar tudo o que já está lá comprovado há 30 anos. Fui e me deparei com uma fila sem fim. Deram a senha de número 898... E, como se não bastasse, leio nos jornais que a polícia apreendeu a carteira de motorista de Aécio Neves, por estar vencida. E a minha? Vou ver: venceria em três dias!
    Não haveria um jeito de, daqui para a frente, nenhum outro ano começar?
Da Folha de S. Paulo

Bebês (para quem curte)

“Bebês”: um gracioso documentário sobre quatro crianças de culturas completamente diferentes
Domitila Becker
    Quatro países, quatro crianças, quatro câmeras, 365 dias. Foi assim que diretor francês Thomas Balmès montou o documentário “Bebês“, em cartaz no Brasil desde 15 de abril.
A história acompanha a evolução e as descobertas, do nascimento aos primeiros passos, de Ponijao, um bebê de uma tribo na Namíbia; Bayarjargal, que vive numa tenda na Mongólia; Mari, que mora num arranha-céu de Tóquio; e Hattie, filha de um casal moderno e culto de San Francisco, nos Estados Unidos.
    As experiências captadas pelas lentes de Balmès mostram contrastes inevitáveis entre culturas tão diferentes. Enquanto Hattie, por exemplo, se alimenta por meio de uma mamadeira, cujo leite sua mãe extrai todos os dias de si própria com uma bomba de sucção, Ponijao serve-se do leite de todas as mães de sua tribo, que se revezam no cuidado aos bebês. Mas o que impressiona no documentário, além dos encantadores protagonistas, são os acontecimentos naturais e universais dos primeiros meses de vida de todo ser humano.
    O filme dura uma hora e meia e quase não possui falas. Portanto, quem não se derrete com crianças, pode não ter paciência para ir até o fim. Confira o trailer abaixo e decida por si próprio:
Da Coluna do Ricardo Setti
VEJA O TRAILLER:

30 de abr. de 2011

ISTOÉ revela escândalo envolvendo o vice-governador do Maranhão, Washington Oliveira

0 fugitivo, o ministro e a PF
Em menos de um mês, investigado pela PF encontra-se com o ministro da saúde, tem a prisão decretada, esconde-se da polícia na sede do PT em Brasília e consegue um habeas corpus para continuar livre
Claudio Dantas Sequeira


ALVO


Padilha (abaixo) recebeu em seu gabinete João Magalhães (alto),

que pretendia fraudar contratos com o Ministério da Saúde

    No início de fevereiro, a Polícia Federal deflagrou uma operação que desbaratou um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro na Prefeitura de Barra do Corda, no Maranhão. Como ISTOÉ revelou, a quadrilha, formada por membros da família do prefeito Manoel Mariano de Souza, o Nenzim, desviou R$ 50 milhões dos cofres públicos, boa parte dinheiro do Fundeb que deveria ser aplicado nas escolas. Agora, a PF está concluindo um novo inquérito sobre desvios milionários nas contas do Incra maranhense. As duas investigações, embora independentes, têm em comum um mesmo personagem: o lobista João Batista Magalhães, comerciante maranhense, conhecido de políticos e empresários, que nos últimos anos acumulou prestígio e riqueza, tornando-se figura carimbada nos gabinetes de Brasília. No início deste ano, Magalhães chegou a ser recebido pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em seu gabinete, na Esplanada dos Ministérios.
    Apesar de não ser a figura central na nova série de escândalos maranhenses, João Batista Magalhães ocupa papel de destaque em cada um deles. Para a Polícia Federal, o lobista é peça importante para entender e desbaratar os esquemas de corrupção perpetrados por prefeitos do Estado. Por isso, ainda em fevereiro, pediu a prisão preventiva de Magalhães, que, mesmo diante de tantas denúncias, continuava na ponte aérea entre São Luís e Brasília. Foi na capital, aliás, que Magalhães se refugiou ao saber da ordem de prisão. Ao descobrir que poderia ser detido a qualquer momento, fez uso de sua rede de contatos no mundo político e conseguiu “asilo” na sede nacional do Partido dos Trabalhadores. Magalhães disparou telefonemas dali mesmo para advogados e amigos, um deles informante da PF. “Vimos no bina do telefone aquela sequência de três números 13. Quando pesquisamos, descobrimos que se tratava de uma linha do PT”, revela o delegado responsável pelo inquérito, Victor Mesquita.

FUGA
O delegado Marcelo Oliveira nega que a prisão do lobista foi abortada por decisão da cúpula da PF
    A operação havia sido deflagrada no dia 3 de fevereiro, uma quinta-feira. O lobista, que estava hospedado no Hotel Kubitschek Plaza, deixou o local na manhã da sexta-feira. As pistas com base nos telefonemas voltaram a esquentar no sábado, mas a sede do PT não abre nos fins de semana. Como não tinham mandado judicial, os federais tentaram lançar mão de um ofício chamado “consentimento de busca”, pelo qual o responsável pela sede do PT autorizaria a entrada dos agentes. Quando parecia que finalmente conseguiriam prender Magalhães, uma ligação da sede da Polícia Federal em Brasília suspendeu a ação. “Mandaram abortar a missão”, afirma uma fonte ligada à investigação. O chefe da Divisão de Combate a Crimes Financeiros da PF, delegado Marcelo Oliveira, que comandou a busca, nega a versão. “O fato é que não conseguimos encontrá-lo em Brasília. A última informação foi que ele estava no Kubitschek Plaza”, afirma Oliveira.
    Na segunda-feira 7, Magalhães foi beneficiado por habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça. O mesmo ato suspendeu a prisão preventiva do prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Souza, e de sua mulher, Francisca Teles, que também estavam foragidos. O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), diz desconhecer o episódio e também o lobista. “Nunca ouvi falar desse sujeito. Mas posso garantir que o diretório não serve de abrigo para ninguém, nem para criminosos nem para inocentes”, disse à ISTOÉ. O inquérito sigiloso, obtido por ISTOÉ, indica que Magalhães movimentou em sua conta e na de sua empresa quase R$ 10 milhões, entre 2007 e 2010. “Aproximadamente 50% destes depósitos são oriundos de cheques da Prefeitura de Barra do Corda”, diz a PF.

AMIZADE
O vice do Maranhão, Washington Luiz, gosta de pegar os carros de Magalhães emprestados
    Há duas semanas, Magalhães esteve na PF para depor sobre a participação no esquema de fraudes. Porém não deu detalhes de seu périplo em Brasília. Os agentes agora se perguntam se ele passou a noite da sexta-feira 4 de fevereiro para o sábado 5 no diretório do PT ou se alguém lhe entregou as chaves do local pela manhã. As suspeitas dos federais recaem sobre o vice-governador do Maranhão, Washington Luiz de Oliveira (PT), a quem o lobista era extremamente ligado. Não foram poucas as vezes em que os dois foram vistos juntos em Brasília e no Maranhão. Em São Luiz, o vice-governador andava em carros do próprio Magalhães, que também emprestou seu Land Rover para caciques petistas que estiveram naquela cidade na campanha de 2010.
    A relação entre o lobista e o vice-governador tornou-se mais forte na época em que Washington Oliveira era assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, na gestão do ministro Luiz Dulci. “Ele levava os prefeitos para Brasília prometendo a liberação de verbas. Já fazia isso havia uns cinco anos, mas nos últimos dois anos ele ficou fortíssimo”, afirma um assessor parlamentar. Oliveira admite que conhece Magalhães, mas nega qualquer envolvimento com as atividades de lobby. Contra a versão do vice há informações de que, dois dias antes da operação da PF, ele apresentou Magalhães ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de quem era colega no governo Lula. Segundo fontes ligadas à investigação, depois de abocanhar verbas da educação e da reforma agrária, o lobista mirava na atual pasta de Padilha, a Saúde. Questionado pela reportagem, o ministro disse não conhecer o lobista, mas confirmou que ele fez parte de um grupo de cinco pessoas que lhe foram apresentadas pelo vice-governador maranhense no dia 1o de fevereiro, dois dias antes da decretação da prisão. Magalhães virou uma espécie de fantasma nas hostes petistas. E as investigações sobre seus negócios ainda vão assombrar muita gente.
Da Revista ISTOÉ

Questão de temperamento

Zuenir Ventura
    O presidente do Senado, José Sarney, classificou como uma "questão de temperamento" a atitude do colega e presidente da Comissão de Educação, Roberto Requião, que arrancou o gravador das mãos de um repórter da Rádio Bandeirantes que lhe perguntou se abriria mão de uma discutível aposentadoria vitalícia de R$24 mil por ter exercido o cargo de governador do Paraná. Depois de apagar a entrevista e ameaçar o jornalista - "Quer apanhar?" - o agressor justificou-se em plenário: "Há momentos em que a indignação é uma virtude como foi a do Cristo ao responder aos vendilhões do templo." Não é a primeira vez que Requião perde a cabeça e sofre um desses surtos de "indignação". Teve tantos que recebeu o apelido de Maria Louca, levando o falecido Orestes Quércia a esclarecer: "Às vezes mais louca do que Maria; às vezes mais Maria do que louca." Requião na Comissão de Educação é uma contradição em termos tão evidente quanto Renan Calheiros no Conselho de Ética.
    Esse padrão de comportamento conhecido como desequilíbrio emocional tem se tornado comum no país, e em alguns casos com sérias consequências. Outro dia mesmo houve o episódio do motorista de Porto Alegre que, num desses destemperos, resolveu passar com seu carro por cima de um grupo de ciclistas que atrapalhava a sua passagem. Está respondendo por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificado. Mais modesto, porém, o intempestivo atropelador não teve delírio de grandeza de comparar seu rompante ao de Cristo. Também não se sentiu vítima de bullying da imprensa, como fez o ex-governador. Preferiu se internar numa clínica psiquiátrica, de onde acabou indo para o Presídio Central. Seu advogado disse que "a internação foi o melhor caminho para evitar um (novo) surto".
    Sarney acha que a atitude do seu colega não se caracterizou como "uma agressão à liberdade de imprensa ou de trabalho" (se não é agressão, o que será então? Afago?). Segundo o diagnóstico do presidente do Senado, o gesto colérico se deve ao tal "temperamento" explosivo do paciente, desculpe, do presidente da Comissão de Educação, ou seja, à sua índole ou àquele conjunto de humores que formam nossa personalidade e temperam nossas reações. Se é assim, melhor do que punir ou chamar à atenção o agressor não seria o caso de chamar um psiquiatra? Com todo o respeito. Vai que ele tem um novo acesso de fúria.
    Por falar nisso, tem também o caso da promotora que fez curso de loucura. Há os desequilibrados que querem se passar por normais, e há os que querem se passar por loucos mesmo não sendo. Pelo menos totalmente, porque quem faz um curso desses não regula bem, já é um pouco o que pretende fingir ser.
De O Globo

O bullying do Senado

Ruth de Aquino
    Somos vítimas de bullying político, moral e cívico. E nada fazemos. O país parece anestesiado pela overdose real de William e Kate naquela ilha ao norte do Equador. Ao sul, em nossa república tropicalista, assistimos passivamente a uma das cerimônias mais vergonhosas do Senado. Renan Calheiros acaba de entrar para a Comissão de Ética. Roberto Requião arranca gravador de repórter para apagar sua própria entrevista. Tudo com o beneplácito do padrinho-mor José Sarney.
    Tapa na cara, bofetada na nação, cinismo institucional. Assim cientistas políticos e especialistas em ética classificaram as últimas ações do Senado. Roberto Romano, da Unicamp, declarou: “Se o Senado fechar amanhã, ninguém vai sentir falta, salvo os lobistas e os políticos que querem atingir o Tesouro Nacional por meio da troca de favores”. Claudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil, foi além: “O Senado não precisa existir, não tem função. Não há nada que ele faça que a Câmara não possa fazer. Pode desaparecer sem prejuízo e seria até mais barato”.
    Essas reações podem parecer destemperadas numa democracia que atribui seu equilíbrio à existência de duas Casas: a Câmara e o Senado. Mas respeito e credibilidade não são automáticos. Oito senadores indicados para a Comissão de Ética respondem a inquéritos ou processos no Supremo Tribunal Federal. A missão desse grupo “seleto” é vigiar e garantir o decoro dos 81 senadores. No novo conselho, muitos são amigos íntimos, alguns conterrâneos, do maranhense Sarney. O próprio Sarney esteve envolvido em 11 processos no ano passado – mas foi entronizado como “homem não comum” pelo ex-presidente Lula.
    O presidente da Comissão de Ética, João Alberto, do PMDB, governou o Maranhão em 1990. Nesse ano, uma lei estadual doou um prédio histórico à família Sarney. Quem é João Alberto para ser o guardião do decoro do Senado? Quais são suas credenciais para o país acreditar em seu slogan “Vamos cortar na nossa própria carne”? Nas três vezes em que ocupou o mesmo cargo, João Alberto engavetou todos os processos abertos na Comissão de Ética. No Brasil de hoje, “formação de quadrilha” deixou de ser acusação.
    Mais escandaloso é o resgate do líder do PMDB, o alagoano Renan Calheiros. O conselho aprovou em 2007 sua cassação, rejeitada pelo plenário. Calheiros enfrentou denúncias de quebra de decoro, corrupção, desvio de dinheiro público, sonegação de bens, uso de laranjas. Renunciou à presidência do Senado e foi absolvido pelos pares.
    Oito senadores indicados para a Comissão de Ética estão enrolados na Justiça. É um tapa na cara da nação
    A denúncia mais ruidosa contra Calheiros foi a de usar o lobista de uma construtora para pagar uma pensão mensal a Mônica Veloso, com quem teve uma filha fora do casamento. Ele alegou que alimentava a menina com a venda de bois nas suas fazendas. As notas fiscais estavam irregulares.
    Mônica teve seus 15 minutos de fama, posou nua e hoje apresenta um programa de carros, Vrum, na televisão mineira.
    Ela deixou imortalizada em seu livro uma descrição humana do amante. Segundo Mônica, Renan fingia que ia se separar. “No início do namoro, ele estava meio gordinho, mas fez dieta.” O casalzinho ia a festas, e Mônica era tratada “com deferência” no Senado. Para Renan, ela era “uma rosa única entre milhões de rosas”. O então presidente do Senado cantarolava “Eu sei que vou te amar” de noite ao telefone, e queria pular Carnaval de rua com ela na Bahia. Mônica chamava Renan de “docinho”, “de tão meigo que ele era”, mas ele entrou em pânico quando ela disse estar grávida.
    Tudo o que Calheiros possa ter de “docinho”, seu colega de Senado Roberto Requião tem de truculento. Arrancou na segunda-feira um gravador das mãos de um repórter. Irritou-se com uma pergunta procedente: ele abriria mão da aposentadoria de R$ 24.117 que recebe como ex-governador do Paraná? Requião só devolveu o gravador após apagar a entrevista. Sarney o defendeu: “Requião é um cavalheiro”. Na tribuna, o senador disse ser vítima do “bullying de uma imprensa às vezes provocadora e muitas vezes irresponsável”.
    Bullying é o que os senhores, senadores, resolveram praticar contra quem paga seus subsídios.
Da Revista Época

Cyrella admite que vai atrasar cronograma de entrega de imóveis

    O vice-presidente da Cyrella, construtora responsável por vários empreendimentos imobiliários em São Luís (MA), Rogério Jonas Zylbersztajn, admite que vai haver atraso na entrega de imóveis. segundo Rogério Jones a falta de mão de obras e de material no mercado é apontada como principais causas do furo no cronograma.
    "Nunca havia visto isso acontecer", diz Rogério Jonas, "A Cyrela nunca havia atrasado obra e agora está atrasando".
    Cyrella e Gafisa experimentam  grandes quedas no Imbob,índice que mede os papéis das construtoras. Enquanto a Cyrela teve queda de 21% a Gafisa acumula 16,5% negativos.
    "Estamos lidando com gargalos em vários setores, não é só na construção civil. É assim no mercado de telefonia, nos aeroportos, nos hotéis, é gargalo para tudo quanto é lado.  A compra de elevadores, por exemplo, está atrasando. Tudo isso gera uma preocupação muito grande porque ninguém sabe como esse tipo de problema será resolvido", esclarece o vice-presidente da Cyrella.
Com informações de O Globo