29 de mai. de 2011

Verdade e preconceito

Ferreira Gullar
Pensava que escritor não deveria escrever errado; li só gramáticas por dois anos ao suspeitar que seria poeta
   TENHO COMENTADO aqui o fato de que, para alguns linguistas, nunca há erro no uso do idioma: tanto faz dizer "problema" como "pobrema" que está certo. Confesso que, na minha modesta condição de escritor e jornalista, surpreendo-me, eu que, ao suspeitar que poderia me tornar poeta, passei dois anos só lendo gramáticas. E sabem por quê? Porque acreditava que escritor não pode escrever errado.
    E agora descubro que ninguém escreve errado nunca, pois todo modo de escrever e falar é correto! Perdi meu tempo? Mas alguma coisa em mim se nega a concordar com os linguistas: se em todo campo do conhecimento e da ação humana se cometem erros, por que só no uso da língua não? É difícil de engolir.
    Essa questão veio de novo à baila com a notícia de um livro, adotado pelo Ministério da Educação e distribuído às escolas, em que a autora ensina que dizer "os livro" está correto. Estabeleceu-se uma discussão pública do assunto, ficando claro que, fora os linguistas, ninguém aceita que falar errado esteja certo.
    Mas não é tão simples assim. Falar não é o mesmo que escrever e, por isso, falando, muita vez cometemos erros que, ao escrever, não cometemos. E às vezes usamos expressões deliberadamente "erradas" ou para fazer graça ou por ironia. Mas, em tudo isso, está implícito que há um modo correto de dizer as coisas, pois a língua tem normas.
    O leitor já deve ter ouvido falar em "entropia", uma lei da física que constata a tendência dos sistemas físicos para a desordem. E essa tendência parece presente em todos os sistemas, inclusive nos idiomas, que são também sistemas.
    Devemos observar que as línguas, como organismos vivos que são, mudam, transformam-se, como se pode verificar comparando textos escritos em épocas diferentes. Há ainda as variações do falar regional, que guarda inevitáveis peculiaridades e constituem riqueza do idioma.
    Mas isso não é a mesma coisa que entropia. Já violar as normas gramaticais é, sim, caminhar para a desordem. Se isso é natural e inevitável, é também natural o esforço para manter a ordem linguística, que não foi inventada pelos gramáticos, mas apenas formulada e sistematizada por eles: nasceu naturalmente porque, sem ela, seria impossível as pessoas se entenderem.
    Na minha condição de "especialista em ideias gerais" (Otto Lara Resende), verifico que, atualmente, não só na linguística, tende-se a admitir que tudo está certo e, se alguém discorda dessa generosa abertura, passa a ser tido como superado e preconceituoso.
Agora mesmo, durante essa discussão em torno do tal livro, os defensores da tese linguística afirmaram que quem dela discordava era por preconceito.
    Um dos secretários do ministro da Educação declarou que aquele ministério não se julgava "dono da verdade" e que, por isso mesmo, não poderia impedir que o livro fosse comprado e distribuído às escolas.
    Uma declaração surpreendente, já que ninguém estava pedindo ao ministro que afirmasse ou negasse a existência de Deus, e sim, tão somente, que decidisse sobre uma questão pertinente à sua função ministerial.
    Não é ele o ministro da Educação? Não é ele responsável pelo rumo que se imprima à educação pública no país? Se isso não é de sua competência, é de quem? De fato, o que estava por trás daquela afirmação do secretário não era bem isso, e sim que a crítica ao livro em discussão não tinha nenhum fundamento: era mero preconceito. Ou seja, simples pretensão de quem se julga dono da verdade que, como se sabe, não existe...
    Esse relativismo, bastante conveniente quando se quer fugir à responsabilidade, tornou-se a maneira mais fácil de escapar à discussão dos problemas.
    Certamente, não se trata de afirmar que as normas e princípios que regem o idioma ou a vida social estejam acima de qualquer crítica, mas, pelo contrário, devem ser questionados e discutidos. Considerar que todo e qualquer reparo a este ou aquele princípio é mero preconceito, isso sim, é pretender que há verdades intocáveis.
    Não li o tal livro, não quero julgá-lo a priori. Creio, porém, que quem fala errado vai à escola para aprender a falar certo, mas, se para o professor o errado está certo, não há o que aprender.
Da Folha de S. Paulo

No claudiohumberto.com.br

“Há um momento de certa ebulição no governo por conta dos fatos”

MINISTRO EDISON LOBÃO (MINAS), LEMBRANDO QUE HOUVE O MESMO EM OUTROS GOVERNOS

ALIADOS SOB FOGO
O presidente do Senado, José Sarney, e o líder do PMDB, Renan Calheiros, foram informados de verdadeiros comícios contra eles feitos por um consultor, Rodrigo Zerbone, no 9º andar do Ministério das Comunicações. O ministro Paulo Bernardo prometeu tomar as devidas providências.

Charge do dia

Na coluna do Anselmo Góis

Na terra de Sarney
No leilão para termoelétrica a gás que a Aneel promove em julho, Eike Sempre Ele Batista vai entrar com um projeto de usina no Maranhão que usará matéria prima da própria EPX.
De O Globo

Ex-delegado da PF auxilia Sarney em espionagens

Por ANTONIO CARLOS LACERDA
Correspondente Internacional, Zwela Angola
BRASILIA/BRASIL (ZWELA ANGOLA) – No Brasil, a institucionalização da corrupção, do suborno, da prevaricação e do roubo nos órgãos públicos levaram o País a ingressar em um pleno estado de paranóia da espionagem, alimentando um monstro estatal que pode muito bem ser classificado com “estado policialesco” e abalar ou até mesmo desmoronar as jovens e ainda frágeis estruturas do Estado Democrático de Direito, que se pretendeu instalar no País a partir de 1985, com o dito fim da ditadura militar, instalada em 1964.
    Os órgãos públicos e empresas particulares se transformaram em um verdadeiro “Big Brother”, com câmeras filmadoras, microfones, bloqueadores, interceptadores e outros dispositivos de espionagem espalhados por todos os cantos, até nos elevadores e locais antes tidos como ‘reservados’.
   Até nas igrejas os fiéis não escapam do olho mágico e que tudo vê e registra do sistema de segurança. Nas ruas, praças e avenidas, os órgãos públicos instalaram sistemas de monitoramentos que invadem criminosamente a privacidade do cidadão.
    O homem público, com destaque para aquele cujas atividades e procedimentos podem não estar dentro dos padrões da ética, da moralidade e da transparência que normatizam a função, é o que mais se preocupa, se resguardar, se assusta e teme a espionagem que tomou conta de toda a nação.
    Há, também, aquele que, por estar atolado em um mar de lamas, de corrupção, de suborno e de outros expedientes criminosos, necessita de monitorar pessoas para diante da elaboração de um dossiê chantageá-las e, com isso, conseguir escapar de possíveis punições legais.
    Como se não bastasse a escuta e o bloqueio telefônico ilegal, o monitoramento por câmeras filmadoras que galopa no País, tem gente se especializando até em leitura labial, para, mesmo a distância, saber tudo que determinadas pessoas conversam entre si.
O pior de tudo isso é que esse ousado e cínico crime contra privacidade do cidadão se agiganta diante da absoluta certeza da impunidade face à impotência ou conveniência das próprias instituições públicas responsáveis pela punição desse tipo de crime em não agir de forma a punir severamente seus praticantes.
    De posse dos chamados dossiês, criminosos, de uma determinada pessoa, surge a figura do chantagista que coloca a vítima na parede, tirando dela tudo o que deseja para atender seus fins, sempre criminosos ou para contra crimes que tenha praticado se imunizar.
    A escalada da espionagem do homem público no Brasil explodiu em 2008, por ocasião do maior escândalo de bloqueio e escuta telefônica criminosa no País, envolvendo o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Ferreira Mendes, patrocinado pelo próprio poder público e que foi amplamente denunciado pela imprensa nacional e estrangeira.
     Uma simples conversa telefônica do ministro Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres assustou a nação e colocou em guarda o homem público brasileiro. O fato mostra, com soberba, o tamanho da ousadia e coragem dos responsáveis pela escuta do que Gilmar Mendes e Demóstenes Torres trataram por telefone.
Na ocasião, as suspeitas pela escuta recaíram sobre algum grupo hostil ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro da própria Presidência da República, que poderia ter praticado as escutas ilegais depois da prisão do famoso banqueiro Daniel Dantas, a quem Mendes concedeu liberdade, pelo que foi acusado de favorecer ao banqueiro.
Naquela ocasião, a revista Veja, disse que o Brasil começa a vivver uma nova crise institucional e que o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres foram submetidos a espionagem telefônica por parte da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão oficial da própria Presidência da República. O ministro e o senador exigiram, com veemência, do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que investigasse o fato imediatamente.
Realmente, Gilmar Mendes cancelou uma viagem a Coréia do Sul à espera que Lula ofereça explicações e Demóstenes Torres considerou gravíssimo o fato do serviço secreto do próprio governo espionem membros dos órgãos independentes do Estado como o Supremo Tribunal e o Congresso Nacional. Por sua vez, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou as escutas ilegais de “inaceitáveis” e de “gravíssima violação do direito de comunicação”, afirmando que iria pedir explicações ao serviço secreto da Presidência da República.
    No escândalo, teriam sido espionados tanto a então ministra da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff - eleita presidente com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - , já considerada a pessoa que Lula apoiaria como candidata à Presidência, e o próprio chefe do Gabinete de Lula, Gilberto Carvalho.
    Na época, Lula foi explícito ao dizer que “ Nenhum cidadão – incluídos os membros dos três poderes do Estado – pode ser objeto de escutas telefônicas ilegais sem uma ordem judicial”. Por sua vez, o serviço secreto do governo negou o fato e a Polícia Federal prometeu levar a cabo uma investigação.
    Surgiram, entretanto, denúncias de casos de bloqueios e escutas telefônicas ilegais de políticos, juízes. Ministros, funcionários públicos, empresários, etc. Hoje, calcula-se que mais de dois milhões de brasileiros têm seu telefone bloqueado e controlado, por alguém sob o manto oficial da impunidade governamental.
    A lei brasileira sobre escutas telefônicas, entre outras normas, diz que, somente através de ordem judicial explícita a polícia pode bloquear, monitorar e gravas conversas de pessoas através de telefone, mesmo assim, para fins judiciais.
    A paranóia da espionagem institucionalizada no Brasil está alimentando um monstro estatal que pode muito bem ser classificado com “estado policialesco” e abalar ou até mesmo desmoronar as jovens e ainda frágeis estruturas do Estado Democrático de Direito, que se pretendeu instalar no País a partir de 1985, com o dito fim da ditadura militar, instalada em 1964.
    Quando alvo das escutas telefônicas, o ministro Gilmar Mendes alertou para os riscos, anunciou que seu gabinete havia sido rastreado e revelou que suas conversas com assessores não eram mais sigilosas. Inclusive as telefônicas.
    Hoje, a exemplo do setor público de modo geral, por conta do escândalo do suposto grampo contra o seu então presidente, ministro Gilmar Mendes, em 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) também foi dominado pela paranóia da espionagem. Desde então, Gilmar Mendes teria um "personal araponga", que lhe dá assessoria informal quando a ameaça vem de fora.
    O trabalho de vigilância e proteção ao ministro Gilmar Mendes estaria sob a responsabilidade do ex-agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Jairo Martins, um dos nomes mais requisitados do mercado, que nega essa condição profissional.
    No Supremo Tribunal Federal, devido à natureza do cargo e do seu trabalho, todos os ministros têm proteção especial, embora alguns sejam mais preocupados que outros. Segundo noticiário da imprensa, o ministro Marco Aurélio Mello costuma pedir mais varreduras no seu gabinete, o que também ocorre com o atual presidente da Corte, ministro Cezar Peluso.
    O STF tem até uma Secretaria de Segurança Judiciária, que faz treinamento permanente de suas equipes em ações de inteligência. Esse cuidado confirma a preocupação crescente da Corte com a proteção de seus documentos e com a chamada "segurança orgânica das instalações".
    Por conta da paranóia da espionagem, empresas de segurança e ex-policiais prestam serviço a parlamentares e ministros receosos de serem grampeados e terem suas conversas expostas publicamente ou até os transformar em alvos de denúncias e processos judiciais.
    Altos funcionários e dirigentes dos três Poderes da República estão acuados pela paranóia da espionagem destinada a produção de dossiês – falsos ou verdadeiros - que tomou conta do País. Por conta disso, essas pessoas passaram a buscar profissionais especialistas em técnicas de investigação, inteligência e contra-inteligência, com a finalidade de se prevenir contra a espionagem, que em muitos casos destina-se em bisbilhotar a vida profissional, pessoal e até amorosa de rivais na vida pública.
    Profissionais de inteligência estimam em mais de 20% o crescimento da procura neste ano por autoridades interessados em se proteger contra atos de espionagem.
    A nova legislatura do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, além das Assembléias Legislativas, já nasceu contaminada e assustada pelos escândalos envolvendo dossiês nas últimas eleições.
    Segundo declaração de Edilmar Lima, da Central Única Federal dos Detetives do Brasil - uma das empresas do ramo mais requisitadas do País -, publicada na imprensa, "A procura só não é maior porque os políticos optaram por incluir profissionais de inteligência na cota de assessores".
Segundo Lima, mais da metade dos integrantes do Congresso Nacional já teria montado alguma estrutura de inteligência e pelo menos 20 parlamentares requisitam os serviços da empresa. "Estamos no século da insegurança. Na política, todo mundo acha que é investigado e nos contrata para fazer contra-espionagem."
    Há também o caso de vários políticos que usam recursos de espionagem para levantar a sujeira da vida de seus adversários. Para Lima, a lógica é a mesma que move vítimas de traição, chantagem e concorrência desleal.
    No Senado Federal os mais preocupados com a espionagem são o presidente José Sarney e o líder do governo Romero Jucá. Sarney mantém como seu consultor o delegado aposentado Edmo Salvatori, ex-superintendente da Polícia Federal em Brasília. Romero Jucá frequentemente faz varreduras nos locais de trabalho.
    Salvatori não está mais no quadro de assessores, mas ainda dá consultoria a Sarney. Uma faz contribuições mais relevantes prestadas por Salvatori a Sarney teria ocorrido durante a Operação Navalha, da Polícia Federal, que indiciou aliados do senador, como o ex-ministro Silas Rondeau. O ex-delegado teria sido útil para vigiar delegados e agentes da Polícia Federal que atuaram na operação Factor, ex-Boi Barrica, que investigou Fernando Sarney, filho do senador.
    Com aval do próprio José Sarney, o serviço de inteligência do Senado Federal foi reestruturado e adquiriu equipamentos de varredura de última geração, do mesmo nível do da Polícia Federal, e a equipe de funcionários recebe treinamento regular na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Antonio Carlos Lacerda é jornalista e correspondente internacional da Imprensa Estrangeira no Brasil

Roseana Sarney é sócia dos irmãos em ao menos três emissoras de rádio e TV no Maranhão

    A governadora do Maranhão, Roseana Sarney Murad (PMDB) aparece como sócia em ao menos três veículos de comunicação no cadastro dos donos de rádios e TV no país do Ministério das Comunicações.
    A família do Senador José Sarney (PMDB-AP) possui uma rede de rádios e TV que cobrem todo o estado.
    Roseana Sarney aparece como sócia dos irmãos Fernando José Macieira Sarney - indiciado pela Polícia Federal  por formação de quadrilha, falsidade ideológica e tráfico de influência, entre outros crimes, na Operação Boi Barrica - e José Sarney Filho, deputado federal e ex-ministro do Meio-Ambiente no governador Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e a cunha Teresa Cristina Murad Sarney,irmã do deputado estadual e secretário de estado da Saúde, Ricardo Murad.
    Parentes como o prefeito de Barreirinhas, Albérico Filho (PMDB), e amigos da família, como Fernando José Santos Lameiras aparecem como sócios de concessões de emissoras de rádio e TV conquistadas no período em que o senador José Sarney ocupou a Presidência da República.
    Na relação de 638 páginas do Ministério das Comunicações com nomes dos sócios e diretores de emissoras foi antecipada em reportagem (leia aqui) deste domingo no jornal Folha de S. Paulo. A partir de segunda feira o miistério colocará à disposição da sociedade através do endereço www.mc.org.br.
    No Maranhão, assim como em vários estados da federação, emissoras de rádio e TVs estão nas mãos da classe política. Aliados e ex-aliados do senador José Sarney tem privilégios no controle de canais de comunicação. 
    Filho e primeiro suplente do ministro das Minas e Energia, o senador Edison Lobão Filho (P)MDB)  é sócio da Sistema Difusora de Comunicação que na relação do ministério das Comunicações aparece como RADIO E TV DIFUSORA DO MARANHAO LTDA. Além da capital, Lobão Filho possui emissora em Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão.
    O ex-deputado federal Roberto Rocha e familiares administram o espólio do ex-governado Luiz Rocha são sócios em várias emissoras de rádio e TV em São Luís, Balsas e outros municípios maranhenses. O ex-deputado estadual Joaquim Nagib Haickel, secretário de esporte e lazer do governo Roseana, também aparece na lista dos "donos" de concessões de rádio e televisão.
    Ex-presidente da Assembleia Legislativa por um período de dez ano, o deputado estadual Manoel Ribeiro (PTB), irmão do deputado federal licenciado e atual secretário de Cidade, Pedro Fernandes, detém um sistema de comunicação de rádio e televisão no estado, conquistado por influência do senador José Sarneyu.
Confira o império e satélites dos Sarney na comunicação no Maranhão: 
As emissoras da família Sarney:
RADIO MIRANTE LTDA (057536110001-24)
FERNANDO JOSE MACIEIRA SARNEY (Sócio/Diretor)
JOSE SARNEY FILHO (Sócio)
ROSEANA SARNEY MURAD (Sócio)
TERESA CRISTINA MURAD SARNEY (Sócio)

RADIO LITORAL MARANHENSE LTDA (104180770001-30)
FERNANDO JOSE MACIEIRA SARNEY (Sócio/Diretor)
JOSE SARNEY FILHO (Sócio)
ROSEANA SARNEY MURAD (Sócio)
TERESA CRISTINA MURAD SARNEY (Sócio)

TELEVISAO MIRANTE LTDA (073066160001-34)
FERNANDO JOSE MACIEIRA SARNEY (Sócio)
JOSE CARLOS DE MORAIS (Diretor)
JOSE SARNEY FILHO (Sócio)
ROSEANA SARNEY MURAD (Sócio)

RADIO MIRANTE DO MARANHAO LTDA (103637290001-86)
(TV IMPERATRIZ)
FERNANDO JOSE MACIEIRA SARNEY (Sócio/Diretor)
TERESA CRISTINA MURAD SARNEY (Sócio/Diretor)

SISTEMA JANAINA DE RADIODIFUSAO LTDA (121382850001-00)
ALBERICO DE FRANCA FERREIRA FILHO (Sócio)
KLEBER KLEPER FERRO LEITE (Sócio)
MARIA APARECIDA SILVA RIBEIRO (Sócio/Diretor)

RADIO FM NOVO MARANHAO LTDA (104193230001-78)
FERNANDO JOSE SANTOS LAMEIRAS (Sócio/Diretor)
HIDALGO MARTINS DA SILVEIRA NETO (Sócio)

RADIO FM CIDADE DE PEDREIRAS LTDA (104180510001-91)
EDILSON FERNANDES CARVALHO BRANCO SOBRINHO (Sócio)
FERNANDO JOSE SANTOS LAMEIRAS (Sócio)
JOSE MATIAS DE SOUSA NEVES (Sócio/Diretor)

TV ITAPICURU LTDA (104616220001-70)
ROSILDA FONSECA GUIMARAES (Sócio)
TERESA CRISTINA MURAD SARNEY (Sócio/Diretor)

Controlada pelo senador Lobão Filho (PMDB)
RADIO E TV DIFUSORA DO MARANHAO LTDA (062755980001-08)
EDISON LOBAO FILHO (Sócio)
EML PROJETOS ASSESSORIA E PARTICIPACOES LTDA (Sócio)
LUCIANO LOBAO (Sócio)
MARCIO LOBAO (Sócio)
RAFAEL BARJONA LOBAO (Diretor)

Controladas pelo ex-deputado e secretário Joaquim Haickel (PMDB):
FUNDACAO NAGIB HAICKEL (022531180001-57)
ANTONIO LEITE ROCHA (Diretor)
CLARICE PINTO HAICKEL (Diretor)
MARCOS TADEU PINTO ROCHA (Diretor)

RADIO FM CIDADE DE PRESIDENTE DUTRA LTDA (234256060001-74)
ALBERICO DE FRANCA FERREIRA FILHO (Sócio)
JOAQUIM ELIAS NAGIB PINTO HAICHEL (Sócio/Diretor)
WARWICK AMERICO C. DE OLIVEIRA (Sócio)
RADIO FM MARANHAO CENTRAL LTDA (634254580001-02)
JOAQUIM ELIAS NAGIB PINTO HAICHEL (Sócio)
JOSE CARLOS DE MORAIS (Sócio)
NAGIB HAICKEL FILHO (Sócio/Diretor)

Controladas pelo ex-deputado federal Roberto Rocha (PSDB):
RADIOVALE-RADIO E TELEVISAO VALE DO FARINHA LTDA (102888760001-39)
(RADIO CAPITAL DO MARANHAO)
(ESPOLIO) LUIZ ALVES COELHO ROCHA (Sócio/Diretor)
ALZENIRA ROCHA OLIVEIRA (Sócio)
LUIZ ROCHA FILHO (Sócio)
ROBERTO COELHO ROCHA (Sócio)

SISTEMA MARANHENSE DE RADIO E TELEVISAO LTDA (103574570001-01)
(ESPOLIO) LUIZ ALVES COELHO ROCHA (Sócio)
ELIZIO MILHOMEM COELHO (Sócio/Diretor)
REMY ALVES SOARES (Sócio)
RADIO CULTURA DE PEDREIRAS LTDA (070631340001-09)

(RADIO CAPITAL VALE DO MEARIM)
(ESPOLIO) LUIZ ALVES COELHO ROCHA (Sócio)
CARLOS ALBERTO RIBEIRO MELO (Sócio)
FRANCISCA COSTA MATIAS DA PAZ (Diretor)
JOSELIO FERNANDES C. BRANCO (Sócio)

Emissoras do deputado estadual Manoel Ribeiro (PTB)
SISTEMA MARANHENSE DE RADIODIFUSAO LTDA (414892610001-02)
EDMILSON PONTES DE ARAUJO (Sócio)
JOSE CARLOS EWERTON MARTINS (Sócio)
KATIA MARIA CAVALCANTI RIBEIRO (Sócio/Diretor)
MANOEL NUNES RIBEIRO FILHO (Sócio)

28 de mai. de 2011

A lambança coroada de Natalino Salgado

Flávio Reis
    Natalino Salgado assumiu a reitoria da UFMA em 2007, após dez anos à frente do Hospital Universitário, que expandiu e ao mesmo tempo enredou numa série de práticas clientelistas. Logo no início de sua gestão, pressionado pelo MEC e com atraso em relação à maioria das outras universidades federais, impôs a aceitação das regras do projeto de expansão do governo federal (Reuni) sem maiores discussões. E se assim começou, assim continuou. Era preciso não perder o bonde das verbas e promover as melhorias de que a universidade necessitava. Na verdade, estava dado o sinal para a sucessão de trapalhadas que culminaria numa reportagem do Jornal da Globo exibida nesta semana, integrando uma série especial sobre o ensino superior no país e cujo tema eram exemplos de abandono de instalações.
    A cena é impagável, o repórter Rodrigo Alvarez está diante do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica (LTF), completamente abandonado, devidamente fechado e não podendo ser aberto à reportagem senão com a autorização do reitor. Contactado pelo celular, ele responde de forma quase inaudível que não acha necessário autorizar a entrada, agradece e desliga o telefone com o repórter ainda na linha. Este se dirige em seguida ao prédio da faculdade de Fármácia, no centro da cidade, prédio tombado que está caindo aos pedaços (a exemplo de outro, mais exuberante e importante, onde funcionava o departamento de assuntos culturais) e vai ao Laboratório de Bioquímica Clínica, que encontra desativado. Instada a explicar a situação, a chefe do departamento fala que são sete laboratórios com um orçamento anual de R$ 10 mil! Ao final, vemos a palavra do reitor Natalino Salgado, o homem que, na intuição certeira do repórter, detém as chaves da Universidade Federal do Maranhão. Diz exatamente tratar-se de um prédio abandonado há quinze anos, com equipamentos enferrujados e que não havia necessidade de filmar nada lá, principalmente quando existiriam tantos “projetos estruturantes” nesta universidade que estava passando por “grandes transformações”. Perguntado se não achava que a falta dos laboratórios prejudicava a formação dos alunos, saiu com esta pérola: “eu não tenho nenhum estudo para avaliar as atividades dos nossos alunos depois de formados”. É de espantar, pois estamos falando de laboratórios para cursos de farmácia e bioquímica... poderiam não ser essenciais? E o reitor Natalino Salgado é médico, goza de bom conceito como urologista. A explicação para tal disparate parece estar no seu tão propalado “modelo de gestão”.
    Natalino Salgado não deixou passar oportunidade de angariar recursos através da aceitação sem controle dos programas de expansão do MEC, prometendo dobrar o número de alunos da UFMA num prazo muito curto. Tratando das reformas patrimoniais, centralizou as importantes decisões da esfera acadêmica na Pró-Reitoria de Ensino, que passou a distribuir determinações, muitas vezes por cima de suas atribuições estatutárias, lá colocando um professor alheio aos quadros desta ou de outra universidade, no melhor estilo “cargo de confiança”. Paralelamente foram se esvaziando os conselhos universitários, de maneira que decisões de suma importância como a definição dos horários e do planejamento acadêmico quase foram alterados drasticamente de uma canetada, este último implicando em grande perda para as atividades de pesquisa. Já vimos este filme inúmeras vezes, um círculo restrito de professores burocratas transforma tudo em números e gráficos, trata a universidade como se fosse uma coisa só, desconhece seus problemas e nem quer ouvir as unidades, acha que tem um modelo ideal, que, no caso, é apenas tentar se ajustar de qualquer forma às metas acordadas com o MEC.
    Nestes anos, tornou-se visível que muitas verbas apareceram. Os recursos captados vão a mais de 200 milhões. Sem saber de detalhes dos números, os olhos não param de perguntar como eles foram utilizados, quando vemos várias obras interminadas, algumas se arrastando há dois anos e outras claramente escandalosas, compreensíveis apenas dentro de uma visão da instituição como empresa, onde, como diz o velho ditado, a propaganda é a alma do negócio.
    No final de 2008, ano em que os recursos do Reuni começaram a chegar, estava na abertura do Encontro Humanístico, naquela ocasião com a presença do professor Paulo Arantes, quando ouvimos estupefatos o magnífico reitor anunciar em seu discurso uma reforma dos banheiros do CCH, para aplauso da galera. Parecia um político em palanque de interior anunciando obras. Aquela cena dizia muito sobre o estilo em questão. A tal reforma atravessaria mais de um ano em execução e este seria o padrão comum. Elenco apenas aquelas com que deparo no cotidiano: a construção de um prédio pequeno destinado à pós-graduação das ciências humanas se arrastou durante anos; a reforma de banheiros do CCSo, já entrando no terceiro semestre; a incrível obra de antiengenharia que é a construção das rampas de acessibilidade no mesmo prédio, que também já está pelo terceiro semestre, e torna o prédio ainda mais quente quando talvez fosse mais barato instalar um elevador exclusivamente para este fim; a obra do pórtico de entrada, licitada no valor de 400 e poucos mil para entrega em três meses, já estando com pelo menos o dobro, além de todo o plano viário, pois parece que saíram arrebentando tudo ao mesmo tempo sem nenhum planejamento. Algo de importância óbvia para o funcionamento diário de uma instituição onde se movimentam milhares de pessoas é tratado com um simples “desculpem os transtornos” e pelo visto vai atravessar o semestre. O prédio Paulo Freire, foi “inaugurado”, com festa e presença do ministro, mas ainda está daquele jeito. Prédio que, diga-se, é a expressão da devastação ambiental promovida sem pena pela Prefeitura de Campus nestes anos. É coisa feita sem nenhuma perspectiva ambiental mais ampla, e que só fica bem mesmo nas imagens caprichadas das maquetes. O centro de convenções, a TV universitária, a concha acústica, a nova biblioteca central, a biblioteca setorial do CCH, o auditório central, a fábrica Santa Amélia, todas são obras que caminham muito fora dos prazos. Longe de ser um bom administrador, Natalino Salgado parece ser um mau gerenciador de recursos. A gastança, promovida principalmente através da Fundação Josué Montelo, com certeza não resiste a uma auditoria.
    Atento ao que interessa nestes tempos de propaganda e espetáculo, o reitor tratou logo de ampliar a assessoria de comunicação da universidade, a ASCOM, transformando-a em autêntica agência de publicidade de sua gestão. E passamos a receber um jornal com vinte páginas, de que ele se orgulha da tiragem aos milhares, cheio de matérias falando de maravilhas, projetos em andamento e do mundo novo a vir, repleto também de fotos do reitor em setores e ocasiões diferentes. Existia ali clara obsessão com a construção de uma imagem de inovação e empreendedorismo. Recebemos mesmo um kit com dvd mostrando a Ufma como verdadeira potência rumo à excelência, um delírio só. Nos números, jogados em comparações soltas, parece interessante, mas na realidade cotidiana é outra coisa. Aí as instalações são inadequadas, os professores insuficientes, a biblioteca é muito ruim, as salas de aula quentes e desconfortáveis, as salas de projeção foram desativadas, laboratórios sucateados ou fechados, os terminais de computadores seguem insuficientes, não há espaços de convívio, tudo continua feio e destruído. Exemplos de compras mal feitas e desperdício existem aos montes, mas vou ficar com as centenas de bebedouros recentemente adquiridos com a voltagem imprópria.
    Academicamente, a expansão à toque de caixa vem criando problemas e gargalos nos cursos, muitas vezes surpreendidos com decisões tomadas à revelia dos colegiados pela poderosa Proen, tendo que operar malabarismos, já cada vez mais difíceis de disfarçar, quando o número de disciplinas sem oferta aumenta e logo vai estourar. No departamento de sociologia e antropologia, por exemplo, que atende a toda universidade, foram cerca de trinta disciplinas sem condições de oferta no semestre em curso. Em dois ou três semestres a situação ficará insustentável. Os Centros continuaram anêmicos e quase sem função, como quer a reitoria e parecem concordar os respectivos diretores, que agem como se não tivessem sido eleitos e sim nomeados pelo reitor. Concordam com tudo e mais alguma coisa, não articulam os cursos e vão apenas tocando o expediente. A investida final é sobre os departamentos, que perderão qualquer autonomia na definição de suas atividades, ou deixarão mesmo de existir, o que já está em vias de ser sacramentado. A expansão da pós-graduação, por sua vez, é feita aos trancos, sem acomodações, com estrutura improvisada e, principalmente, de forma muito isolada, é cada qual por si. Em vez de tentar modificar nossas arcaicas instâncias de decisões no sentido de abrir para a própria comunidade a gestão da universidade, tomou-se decididamente o rumo inverso de concentrar decisões, esvaziar colegiados, uniformizar procedimentos, desconhecendo a realidade efetiva dos diferentes centros. Neste sentido, o “novo marco legal” de que falam desenha uma centralização ainda maior e totalmente contrária aos requisitos de diversificação, autonomia e participação, tornadas apenas palavras constantes nos outdoors.
    Por fim, para deixar claro que não convive bem com crítica e opiniões incômodas, o reitor tratou de cooptar o Diretório Central dos Estudantes, com pleno êxito, sendo triste ver um antigo espaço de lutas servindo de agência da reitoria, e chegou a articular uma chapa para tomar a diretoria da Associação de Professores, quase obtendo sucesso na empreitada. Foi por inciativa desta última, aliás, através de ação junto ao ministério público, que finalmente tivemos no início deste semestre as eleições para diretores de centro e chefes de departamento, adiadas sem justificativa há quase um ano. Agiu de forma contrária, célere, quanto à consulta para reitor, processo atropelado com prazo exíguo para registro de candidaturas e poucos dias para campanha. Acima de tudo, era preciso impedir qualquer discussão. Assim, Natalino Salgado seguia em céu de brigadeiro, atropelando tudo, distribuindo em mala direta um luxuoso folder de sua candidatura, papel couche com várias fotos (tudo do que ainda será...) e gráficos, com a propaganda da “gestão de qualidade comprovada”, até a citada reportagem que o pegou no contrapé.
    Enquanto se propõe a gastar meio milhão num pórtico de entrada, construir um centro de convenções com auditório de quatro mil lugares e outras prioridades, a reitoria deixa laboratórios e bibliotecas, departamentos e centros à mingua. Se o repórter fosse olhar as tais obras estruturantes encontraria a situação descrita de várias obras inconclusas e sempre com poucos trabalhadores à vista. Tudo fruto de uma forma de gestão que é a própria irracionalidade administrativa. Tal como os políticos, o reitor gosta de atender a pedidos, não trabalha com descentralização de decisões e de recursos, agindo efetivamente como “o homem que detém as chaves da UFMA”.
    Duas candidaturas oposicionistas se apresentaram contra essa situação. A professora Cláudia Durans, do departamento de Serviço Social, e a professora Sirliane, do departamento de Enfermagem. O nome da professora Sirliane foi uma surpresa agradável, pelo acerto das bandeiras de campanha Gestão Pública, Democrática e Transparente, exatamente tudo o que Natalino Salgado não faz, e por sinalizar novamente, apesar do tempo exíguo e da articulação menor, algo que a candidatura do professor Chico Gonçalves há quatro anos trouxe, a esperança de que os professores, alunos e funcionários desta universidade percebam um dia que podem caminhar fora da canga imposta por círculos que vivem anos a fio trancados nas esferas da administração superior e pouco sabem do dia a dia da universidade, das pessoas que a compõem, de suas dificuldades e necessidades. Esses senhores de casaca vivem vendendo o faz-de-conta e para isto precisam mesmo de muita propaganda, entretanto, chega uma hora que algo de revelador escapa e a realidade fura o engodo publicitário. Foi o que aconteceu no caso dos laboratórios do curso de farmácia na reportagem do Jornal da Globo, que, num lance, pôs a nu a real qualidade da gestão do reitor Natalino Salgado.
Flávio Reis é Professor do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMA

Projeto será lançado para recuperar nascentes do Rio Preguiças no Maranhão

    Aprovado na seleção pública 2010 do Programa Petrobras Ambiental, o projeto Revegetação das Nascentes do Rio Preguiças será lançado no próximo dia 31 (terça-feira), em São Luiz, no Maranhão. Com objetivo de recuperar e preservar as nascentes do Rio Preguiças, as principais ações do projeto são a construção de um viveiro de mudas, a produção de 43 mil de mudas de espécies nativas, a construção de 8 km de cercas, o plantio de 40 mil mudas numa área de 35 hectares e a capacitação de 60 pessoas em um trabalho de educação ambiental. Serão envolvidas aproximadamente 300 pessoas na área de atuação.
    Os municípios de Barreirinhas, Santa Quitéria do Maranhão e Santana do Maranhão serão beneficiados pelas ações do projeto. O Rio Preguiças é uma das principais atrações turísticas do Maranhão. Ele nasce no interior do Estado, tem 120 km de extensão e avança delimitando, à sua direita, a Área de Proteção Ambiental (APP) dos Pequenos Lençóis. Portanto, sua preservação é importante e necessária para que as gerações futuras também desfrutem de seus benefícios.
    O lançamento será às 10h, na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) e reunirá cerca de 100 pessoas, entre elas, autoridades municipais e estaduais, representantes da Petrobras, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).
    Durante o evento, serão apresentadas as ações e propostas do projeto, um vídeo institucional sobre as nascentes do Rio Preguiças e discursos dos convidados.
    O Programa Petrobras Ambiental (PPA) investe em projetos de conservação e educação ambiental em todo o país. Para o período de 2008 a 2012, o tema definido para o programa é “Água” e “Clima”, com três linhas de atuação: Gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos; Recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce; e Fixação de carbono e emissões evitadas.
Do Portal Fator Brasil