16 de jun. de 2011

São Luís vai exibir documentário do Foo Fighters nos dias 24 e 25

    São Luís está no roteiro das cidades brasileiras que vão exibir o documentário Foo Fighters – back and forth, sobre os 16 anos de carreira da banda norte-americana. Dirigido por James Moll, ganhador do Oscar em 1998 por The Last Days, o filme terá exibições especiais nos dias 24 e 25 de junho em 32 municípios.
    A produção foi feita a partir de imagens registradas durante os anos de estrada do grupo. Trechos da gravação do último disco, Wasting Light (2011) - que vendeu cerca de 235 mil cópias logo na primeira semana – também estão no documentário. Além do filme, os espectadores poderão curtir um show da nova turnê do grupo, com as músicas do recém-lançado disco Wasting light. O show será exibido em 3D.
    As cidades que terão exibições do filme são Brasília (DF), Goiânia (GO) Niterói (RJ), Teresópolis (RJ), São Paulo, Campinas (SP), Santos (SP), São José dos Campos (SP), Ribeirão Preto (SP), Cotia (SP), Santo André (SP), Barueri (SP), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Maringá (PR), Blumenal (SC), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Vitória (ES), Vila Velha (ES), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Belém (PA), Maringá (PR), Porto Alegre (RS), Natal (RN), Aracaju (SE) e Palmas (TO).

São Luís adere à Marcha da Maconha

    São Luís aderiu à Marcha Nacional da Liberdade um movimento político e cultural descentralizado e apoiado por diversos coletivos, dentre eles a Marcha da Maconha, e movimentos sociais A passeata que acontece em 41 cidades brasileiras no sábado, 18, a partir das 14h.
    A marcha foi liberada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a legalidade de passeatas sobre drogas como livre manifestação do pensamento - e não apologia ao crime . Grupos em prol da legalização do consumo de drogas lideram a manifestação. Ela foi criada por causa da repressão policial à Marcha da Maconha no dia 21 de maio, em São Paulo. A pauta inclu reivindicações de ciclistas, músicos, homossexuais e minorias e exige a liberdade de expressão.
Cidades que aderiram ao movimento: Acre – Rio Branco; Alagoas – Maceió; Amapá – Macapá; Amazonas – Manaus; Bahia – Salvador; Ceará – Fortaleza; Distrito Federal – Brasília; Espírito Santo – Vitória; Goiás – Goiânia; Maranhão – São Luís; Mato Grosso – Cuiabá; Mato Grosso do Sul – Campo Grande; Minas Gerais – Belo Horizonte; Minas Gerais – Uberaba; Minas Gerais – Uberlândia; Pará – Belém (esta será no dia 19/06); Paraná – Curitiba; Paraná – Londrina; Paraná – Maringá; Pernambuco – Recife; Piauí – Teresina; Rio de Janeiro – Niterói ; Rio de Janeiro – Rio das Ostras; Rio de Janeiro – Rio de Janeiro; Rio Grande do Norte – Natal; Rio Grande do Sul – Porto Alegre; Rio Grande do Sul – Santa Maria; Rondônia – Porto Velho; Roraima – Boa Vista; Santa Catarina – Florianópolis; São Paulo – Araraquara; São Paulo – Bauru; São Paulo – Campinas; São Paulo – Jundiaí; São Paulo – Rio Claro; São Paulo – Santos; São Paulo – São Paulo; São Paulo – Ubatuba; Sergipe – Aracaju e Tocantins – Palmas.

João Castelo, 2 anos e meio sem nada...

    Em abril e agosto de 2009, manifestando preocupação com a situação de São Luís, o PCdoB lançou os documentos “Cem Dias Sem Nada”, e “João Castelo, mais de 200 dias: quando é que vai ?”. Em ambos analisava o quadro administrativo da cidade e constatava que havia “de um modo geral a deterioração dos serviços essenciais, a absoluta falta de transparência, uma imensa paralisia da máquina pública e a completa inexistência de um projeto de gestão para a cidade. E isso tudo a despeito de contar com recursos suficientes”;
    Nas duas ocasiões, no exercício democrático direito de ser oposição e reiterando a responsabilidade com a cidade e sobretudo a atitude de quem a ama e quer vê-la melhor, o PCdoB conclamou publicamente o prefeito João Castelo a sair da paralisia, do descaso e da irresponsabilidade.
    No próximo dia 30 de junho o governo Castelo completará dois anos e seis meses e o que se nota, infelizmente, é o agravamento generalizado do descaso administrativo que gera insatisfação na população e faz prevê tempos ainda mais difíceis para uma cidade à beira dos 400 anos. João Castelo continua alheio aos graves problemas de São Luis e só se manifesta para reprisar promessas enganadoras ou anunciar uma ou outra ação maquiadora , ainda assim sem garantias reais de execução;
    Os buracos por toda a cidade são a parte mais visível dos problemas de São Luís hoje, mas não são os mais graves, infelizmente. “Buracos” maiores estão na saúde, na educação, no sistema de transporte coletivo, no saneamento, na falta de moradia digna, limpeza pública, proteção à infância e à juventude, e na aplicação dos recursos públicos. Enfim, há buracos e mais buracos na administração pública de São Luís;
    Há a configuração clara de um governo que atravessou mais da metade do tempo que o povo lhe concedeu sem apontar um rumo claro, sem realizar obras e serviços estruturantes, sem assegurar participação da sociedade, sem garantir transparência, sem nada de positivo, enfim. O que se vê hoje é uma cidade com seus problemas agravados e uma administração inepta, sem rumo, suspeita de graves maracutaias e incapaz de liderar um processo virtuoso às vésperas dos 400 anos desde o início da colonização européia;
    Se já não há como recuperar o tempo e as oportunidades perdidas, ainda há como estancar o caos e diminuir os prejuízos. Por isso é que uma vez mais conclamamos publicamente o prefeito João Castelo a dizer a que veio, a mostrar algum serviço, a exercer o comando da prefeitura, a revelar o que está sendo feito com os recursos do município, a respeitar nossa cidade e nosso povo. Sr João Castelo, chega de inoperância, descaso e irresponsabilidade. São Luís merece e exige respeito! Conclamamos também, e muito especialmente, as forças vivas da sociedade a se manifestarem requerendo o cumprimento das inúmeras promessas feitas na campanha eleitoral de 2008. Só com a participação ativa da cidadania - a exemplo do que centenas de ludovicenses farão neste dia 16 no protesto em frente aos Palácios dos Leões e de La Ravardiere - será possível estancar o processo de deterioração dos serviços públicos e do definitivo estabelecimento do caos total em nossa querida São Luís.
São Luís, 14 de junho de 2011
Comitê Municipal do PCdoB/São Luís

INSS abandona reforma do Edifício João Goulart em São Luís com custo de mais de R$ 4,5 milhões

    Três anos depois de iniciada a conclusão da obra de reforma do Edifício João Goulart, na avenida Dom Pedro II, centro histórico de São Luís(MA), para sede da Gerência Executiva do Instituto Nacional de Seguro Social, INSS, foi abandonada pela El-Berite Construções. Responsável pela obra no valor de R$ 4.591.668,52 (quatro milhões, quinhentos e noventa e um mil e seiscencetos e sessenta e outo reais e cinquenta centavos, a construtora abandonou o prédio fechado há 15 anos. A obra deveria ter duração de 540 dias - um ano e meio.
    O contrato para execução da obra foi assinado pela então Gerente Executiva do INSS em São Luís em 2008, Rosangela Diniz Ribeiro Cabral, que ainda permanece no cargo, e o diretor da El Berite Construções e Empreendimentos LTDA, Charles da Silva Viégas, empresa vencedora da licitação.
    Os dez andares do edifício seriam ocupados pela Gerência Executiva do INSS em São Luís, a Procuradoria Federal especializada do INSS no Maranhão, a Junta de Recursos, a Agência de Demandas Judiciais e uma nova Agência da Previdência Social, com objetivo de ampliar o atendimento ao público que diariamente procura os serviços da Previdência Social.
    Em agosto do ano passado a mesma El-Berite venceu concorrência na Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, Caema.

Uma ponta de história:
Construído na década de 50 pelo Instituto Nacional de Seguridade Social. A construição possui 13 pavimentos, sendo dois subsolos e uma caixa de máquinas. Dois pequenos sobrados deram lugar ao edifício no Largo de D. Pedro II, onde a cidade de São Luís começou a ser construída. Um deles pertencia ao comerciante Agostinho de Pinho Jorge.
As casas foram desapropriadas pelo governo do estado em 28 de julho de 1941e doadas para o Inamps.Em outubro de 1957 fopi aprovada a planta pelo alvará de construção nº 114.

O ex-comunista (*)

Zeca Baleiro
São os pobres que fazem a roda do capital girar. Onde há pobreza há desejo. Onde há desejo há consumo
– O mundo precisa dos pobres. Demorei a en­ten­der isso, mas agora sei: o mundo sem pobres é inconcebível. Aquela frase dita assim, de chofre, no meio de uma conversa informal, me chocou, confesso.
– Por muito tempo algumas pessoas lutaram pelo fim da pobreza. Eu próprio fui um deles. Mas agora entendo que a pobreza é necessária ao equilíbrio do planeta – ele continuou.
– Equilíbrio? Como assim?
– Imagine um mundo só de ricos... Um mundo em que ninguém precise de nada, que seja autossuficiente e abastado...
– Hmmm...
– Viu? Você nem consegue imaginar, porque é mesmo impossível. São esses pobres que sustentam o capitalismo, não os ricos. São os pobres que fazem a roda do capital girar. Onde há pobreza há desejo. Onde há desejo há consumo. Se as pessoas consomem, a rede da economia gira, entende?
Eu permanecia mudo. Embora reconhecesse que havia algo de tecnicamente correto naquele raciocínio, sua fala me soava demasiadamente cínica. Prosseguiu em sua teoria.
– Quem são os maiores vendedores de discos?
– Os artistas populares, imagino – falei.
– Pois é, artistas populares, aqueles que são ouvidos pelos pobres, certo?
– Acho que sim.
– Quais as lojas com maior receita? As lojas que vendem artigos populares, certo?
– Acho que sim também, não sei...
– Eu sei, vai por mim. Melhor ter um boteco em Pirituba do que uma loja de chapéus de grife no shopping Iguatemi. O custo/benefício é mais vantajoso.
– Nunca parei pra pensar nisso.
– Rico não consome porque tem um desejo genuíno ou uma necessidade vital. Rico consome pelo glamour, porque quer ser visto com o barco, o carro novo, a casa projetada pelo arquiteto hype... Pobre não. Pobre faz seu “puxadinho”, ergue sua laje e fica feliz da vida, porque ainda que se orgulhe em mostrar pro vizinho, não o fez só por isso. Fez porque tinha a real necessidade daquilo. E quem precisa fazer faz. Quem precisa comprar compra.
– Mas o capital está nas mãos dos ricos.
– Sim, mas foi ganho à custa de pobres, não de outros ricos.
– Sim, mas há serviços que pobres não consomem, apenas ricos.
– Sim, há. Mas nenhuma fortuna é erguida sem a participação dos pobres.
– Como assim?
– Tá vendo aquele condomínio de luxo? Imagina quantos pobres trabalharam para erguê-lo? E quantos outros agora trabalham para mantê-lo funcionando?
– Não sei.
– Muitos, acredite. Tá vendo aquele shopping acolá? Entre e faça uma enquete. Aposto que há mais pobres ­circulando por lá do que ricos.
– Mas...
– Acredite no que tô falando. Dinheiro para o rico é esporte. Para o pobre é paixão.
(*) Zeca Baleiro (Revista Isto É)

Programação desta quinta,16, no Cine Rio Anil

São João 2011: Programação do Arraial da Maria Aragão desta quinta-feira,16

19h – Tambor de Crioula Pungar da Ilha
20h – Quadrilha Matutos do Olho d’agua
21h – Show Adão Camilo
22h – Grupo Piaçaba (V)
23h – Bumba-meu-boi de São Simão (O)

No Painel da Folha de S. Paulo

Motim 1 Diante de nomeações para o segundo escalão nas quais seus candidatos foram preteridos por nomes do PT, deputados e senadores do PMDB bateram à porta de Michel Temer pedindo que o vice intervenha. Alegam que acordos firmados com Antonio Palocci são agora descumpridos sem explicação. "Foi-se a memória", lamenta um cacique.
Motim 2 A rebelião já teve efeito prático -embora não em prejuízo do PT. Em parceria com o líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), José Sarney (AP) conseguiu sustar mais uma vez a ida de Flávio Dino (PC do B-MA) para a presidência da Embratur.
Por Renata Lo Prete