30 de jul. de 2011

Direito de resposta

    Em resposta à matéria postada neste blog em 27/07/2011, onde conjectura-se o envolvimento da FUNDETEC em desvio de verbas do Ministério do Trabalho e Emprego, a FUNDAÇÃO DE EDUCAÇÃO CULTURA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO e vem, publicamente, através de sua Assessoria Jurídica, esclarecer o seguinte:
    1-A FUNDETEC e sua secretaria executiva, na pessoa do Prof. Herbert Lago, ignoram quaisquer parcerias com a entidade citada na matéria,não tendo jamais firmado qualquer parceria ou sequer contato com a instituição CAPACITAR;
    2- A FUNDETEC jamais firmou qualquer convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego em seus 10 anos de funcionamento. Apenas e tão-somente, no ano de 2008, participou da Chamada Pública de Parcerias SPPE/MTE Nº 01/2008 -Qualificação Social e Profissional do Plano Setorial de Qualificação – PlanSeQ Nacional da Construção Civil, logrando aprovação apenas na fase de habilitação documental, não passando às fases posteriores;
    4- A FUNDETEC, não aufere e nunca auferiu nenhum privilégio financeiro oriundo de nenhum convênio ou parceria firmados com outras instituições, muito menos ainda, do suposto convênio citado na matéria;
    5- A FUNDETEC não corrobora com qualquer forma de ilegalidade, principalmente quando se trata de verbas públicas que se originam do esforço de trabalhadores;
    7- Quanto à matéria publicada no blog, a FUNDETEC e sua diretoria encontram-se num estado de profunda indignação com as ofensas imputadas, até porque não foi dado, sequer, o direito de oitiva antes da publicação da matéria, prática que, esta sim, condiz com a postura do bom e sério jornalismo.
    8-A FUNDETEC esclarece ainda que repudia veementemente a citação, na mesma matéria, no que concerne à não aprovação de nenhum aluno da Faculdade Maranhense São José dos Cocais no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, aproveitando-se do fato de ter como dirigente o Prof. Herbert Lago, também seu secretário executivo, denegrindo e maculando também a IES, que não tem qualquer relação com o tema principal da matéria. Sendo assim, a Faculdade São José vem ressaltar que, conforme publicado na imprensa nacional, os examinandos eram apenas “treineiros”, visto que não tinham concluído o curso de Direito, daí não se ter como se exigir aprovação num Exame que, inclusive, obteve índice de quase 90% de reprovação;
    Explanados os reais fatos, a FUNDETEC e a Faculdade Maranhense São José dos Cocais reafirmam seu comprometimento com a sociedade, baseado na ética e na clareza de suas ações, sempre voltadas para a responsabilidade social.
Larissa Cantanhêde do Lago
Assessora Jurídica
FUNDETEC
Faculdade São José

Os hospitais de Roseana na UTI

Fraudes em licitações colocam sob suspeita programa de construção de unidades de saúde da governadora do Maranhão, em um negócio de quase meio bilhão de reais
Claudio Dantas Sequeira


ESCÂNDALO


Relatório da Procuradoria de Contas aponta irregularidades na


licitação e pede a devolução de repasses feitos a empreiteiras



DENÚNCIA
Documento cita empresas envolvidas

     Quem percorre o interior do Maranhão se surpreende com a quantidade de esqueletos de grandes obras abandonadas e expostas ao tempo. Várias delas estão em municípios humildes como Marajá do Sena, Matinha e São João do Paraíso. São hospitais públicos inacabados do programa Saúde é Vida, principal bandeira da campanha de reeleição de Roseana Sarney (PMDB). Com apenas 12% do cronograma cumprido desde que foi lançado há dois anos, o projeto já tem um custo superior a R$ 418 milhões e corre o risco de virar mais um imenso monumento à corrupção. Relatório da Procuradoria de Contas maranhense, obtido com exclusividade por ISTOÉ, acusa o governo de fraudar o processo licitatório, pede a devolução de parte dos repasses e a aplicação de multa ao secretário de Saúde, Ricardo Murad, cunhado da governadora. A investigação dos procuradores Jairo Cavalcanti Vieira e Paulo Henrique Araújo, a partir de representação do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão, revela um cipoal de irregularidades e mostra como o governo beneficiou empreiteiras que depois abasteceram o caixa de campanha do PMDB com mais de R$ 2 milhões.
    Os problemas começaram no segundo semestre de 2009, quando o governo de Roseana resolveu lançar o Saúde é Vida. Mesmo sem previsão orçamentária, a governadora conseguiu incluir o programa no Plano Plurianual e entregou sua execução ao cunhado. Murad, alegando urgência, contratou sem licitação a empresa Proenge Engenharia Ltda. para a elaboração dos projetos básico e executivo. Os procuradores descobriram que, na verdade, o projeto básico já tinha sido elaborado por técnicos da própria Secretaria de Saúde. A mesma Proenge venceu, logo depois, um dos lotes da concorrência 301/2009 para a construção de 64 hospitais de 20 leitos. O edital da obra indicava que as empreiteiras vencedoras deveriam elaborar o projeto executivo dos hospitais. Ou seja, a empreiteira acabou recebendo duas vezes para prestar o mesmo serviço. No total, a Proenge recebeu R$ 14,5 milhões. Para os procuradores do TCE maranhense, que questionam o caráter emergencial da contratação, “os valores pagos à empresa Proenge constituem lesão ao erário e devem ser objeto de ressarcimento”. Eles calcularam em R$ 3,6 milhões o total que deve ser devolvido.
    As ilegalidades não param aí. A construção dos hospitais de 20 leitos foi dividida em seis lotes, mas três deles simplesmente não entraram na licitação. Foram entregues a três empreiteiras diferentes: Lastro Engenharia, Dimensão Engenharia e JNS Canaã, que receberam quase R$ 64 milhões em repasses e nem sequer construíram um hospital. A JNS Canaã é um caso ainda mais nebuloso. Os procuradores afirmam que a empreiteira, filial do grupo JNS, teve seu ato constitutivo arquivado na Junta Comercial do Maranhão em 24 de novembro de 2009, dias antes de fechar contrato com o governo. A primeira ordem bancária em nome da JNS saiu apenas quatro meses depois, em 16 de abril de 2010. Sozinha, a empresa recebeu R$ 9 milhões, não concluiu nenhum dos 11 hospitais e teve seu contrato rescindido por Murad. Antes, porém, a mesma JNS doou R$ 700 mil para a campanha de Roseana, por meio de duas transferências bancárias, uma de R$ 450 mil para a direção estadual do PMDB e outra de R$ 300 mil para o Comitê Financeiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

FAVORECIMENTO
Roseana e Ricardo Murad (à esq.), em inauguração
de hospital: eles beneficiaram empreiteiras

     A Dimensão Engenharia e Construção Ltda., outra das contratadas sem licitação, foi ainda mais generosa ao injetar R$ 900 mil no caixa do partido durante a eleição. A Lastro Engenharia, por sua vez, repassou aos cofres peemedebistas mais R$ 300 mil. A empresa conseguiu dois contratos com dispensa de licitação: a reforma do Hospital Pam-Diamante, em São Luís, e a construção de hospitais de 20 leitos. Além disso, foi uma das vencedoras da disputa (licitação número 302/2009) para erguer unidades de saúde com 50 leitos. Esses contratos foram aditivados em 25% (o limite legal previsto pela legislação). Ao todo, a empreiteira faturou R$ 58 milhões. O uso do limite para elevar o valor dos contratos foi utilizado também por outra construtora, a Ires Engenharia, o que alertou os procuradores do TCE. “Chama a atenção o fato de o valor acrescido aos contratos coincidir até nos centavos com o valor limítrofe previsto em lei. A impressão que se tem é que ou o valor originariamente contratado foi equivocado ou os aditivos foram firmados sem critério estritamente técnico”, escreveram no relatório.
    Para o deputado Domingos Dutra (PT), os problemas no programa Saúde é Vida vão além do anotado pelos procuradores. Um levantamento das ordens bancárias de 2010 mostra uma série de repasses redondos que, segundo Dutra, “indicariam a prática de caixa 2 para abastecer a campanha de Roseana.” A Dimensão Engenharia, por exemplo, recebeu R$ 1 milhão em 19 de julho. Três dias antes, a empreiteira Console apresentou fatura de R$ 2 milhões. No mesmo dia, o governo pagou mais R$ 1 milhão à Geotec e R$ 1,5 milhão à Guterres, que no dia 22 recebeu mais R$ 500 mil. A JNS teve três repasses redondos: R$ 300 mil e R$ 50 mil em 16 de abril e R$ 1,5 milhão em 16 de julho. A Lastro teve um repasse de R$ 1,5 milhão; a Proenge, dois repasses de R$ 600 mil e R$ 300 mil; e a Ires Engenharia, um pagamento de R$ 1 milhão. “Nenhuma empresa emite nota fiscal pela prestação de serviços com números redondos”, afirma Dutra. “Geralmente são valores fracionados, até em centavos, como vemos nas dezenas de outras ordens de pagamento.” O parlamentar encaminhou petição ao Ministério Público Federal e à Controladoria-Geral da União.
    Além dos indícios de corrupção e do uso das obras para angariar dividendos políticos, o deputado federal Ribamar Alves (PSB) ataca a concepção do Saúde é Vida, que, segundo ele, contraria determinações do próprio Ministério da Saúde sobre a construção de hospitais em cidades com menos de 30 mil habitantes. “Essas prefeituras não têm dinheiro para a manutenção desses hospitais nem médicos suficientes ou demanda”, afirma. Ele estima em R$ 500 mil o custo mensal para a manutenção dessas unidades, valor acima da soma dos repasses do Fundeb, do SUS e do Fundo de Participação dos Municípios. “Sem gente nem dinheiro, esses hospitais vão se transformar em imensos elefantes brancos”, diz Alves. O parlamentar lembra que a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou requerimento do deputado Osmar Terra (PMDB/RS) para convidar Murad a prestar esclarecimentos sobre o programa e outros problemas na área da saúde. “Ele tem muito o que explicar”, afirma. Procurado por ISTOÉ, o secretário de Saúde do Maranhão não se manifestou até o fechamento da edição.

Da revista ISTOÉ

Manchetes dos jornais

Maranhão
AQUI-MA - Chamado da morte
O ESTADO DO MARANHÃO - 40% dos táxis de São Luís são piratas, estima sindicato
O IMPARCIAL - Diretor de escola acusado de ter relações com menor
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:“A droga me tirou tudo”
FOLHA DE S. PAULO:PIB cresce pouco, apoio cai e Obama faz ‘tuitaço’
ESTADO DE MINAS:Por que os planos de saúde não querem dona Maria Inês
O ESTADO DE SÃO PAULO:Republicanos aprovam plano, mas impasse nos EUA continua
O GLOBO:Crise nos Transportes prejudica PAC e contratos serão revistos
ZERO HORA:Apuração do vôo 447 muda a aviação civil
Regional
DIÁRIO DO PARÁ: Acidente mata 2 mulheres na alça viária
JORNAL DO COMMERCIO:HR investiga ação de superbatéria
MEIO-NORTE:Obras do aniversário custam R$ 17,5 mi
O POVO:Polícia estoura depósito clandestino de remédios

29 de jul. de 2011

Rapper norte-americano Flo Rida inclui São Luís em mini-turnê pelo Nordeste

    O rapper norte-americano Flo Rida se apresenta no próximo dia 9 de setembro em São Luís. Será a primeira apresentação de um cantor de rap norte-americano na capital maranhense. Além de São Luís o cantor fará shows em Teresina (PI) e Fortaleza (CE).  Na capital do Ceará os ingressos começam a ser vendidos na próxima terça-feira. Segundo a produção local os preços do 1º lote custarãoR$40,00 (pista) e, no camarote open bar, R$ 110,00 (mulher) e R$ 140,00 (homem).
     Flo Rida que se chama Tramar Dillard esteve no Brasil no início de 2011 para apresentações no Festival Planeta Atlântida, no Rio Grande do Sul e fez show em maio no Rio de Janeiro. Ele se destacou nas paradas americanas com os hits 'Low' (parceria com o rapper T-Pain); “Right Round” (dueto com a cantora pop Ke$ha); e, recentemente, com 'Club Can't Handle Me', uma parceria com o Dj e produtor francês David Guetta.
   Em excursão pelo nordeste brasileiro neste segundo semestre estará o rapper 50 Cents. Ele tem agendada apresentação em Fortaleza no dia 24 de setembro.






Prefeitura de São Luís contrata empresa pernambucana para promover caranguejada

    A prefeitura de São Luís foi buscar no Pernambuco uma empresa capaz de realizar seus eventos mais criativos na área de turismo e afins. Responsável pelo 1º Calçados Nordeste, uma feira realizada em São Luís  no período em fevereiro deste ano soterrada pelos batuques dos tambores carnavalescos da ilha, a Lampejo Comunicação, Marketing e Eventos, empresa com sede no bairro Aflitos, no Recife, está em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo para promover a 2ª Edição do Festival Sabores do Caranguejo, que começa nesta sexta-feira,29, e não tem data para terminar.
    Depois da realização retumbante do I Festival comida de mercado,no qual eram servidas iguarias da culinária maranhense nas feiras e principais mercados da capital do Maranhão, a Lampejo está de volta para exaltar osm pratos à base do marisco.
    Didático, o secretário Liviomar Macatrão afirma: “A culinária maranhense é muito apreciada por nós, maranhenses(é mesmo?!), e pelos turistas que visitam as praias locais. O festival potencializará esse importante atrativo turístico e dará visibilidade aos bares e restaurantes da Ilha”.

Manchetes dos jornais

Maranhão
JORNAL PEQUENO - PSB indica Roberto Rocha como candidato a prefeito de São Luís
O DEBATE -
O ESTADO DO MARANHÃO - CLA está prontos para grande lançamentos, dizem ministros
O IMPARCIAL -
4º PODER - São Luís tem 23 favelas 
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:O perigo chega à mesa do brasileiro
FOLHA DE S. PAULO:'Insensatez' externa é ameaça global, diz Dilma
ESTADO DE MINAS:Estamos comendo muito mal
O ESTADO DE SÃO PAULO:Desaceleração faz BC acenar com fim da alta dos juros
O GLOBO:Ficha limpa? Mulher de novo coordenador do Dnit representa empresas
VALOR:Concessões de elétricas devem ser prorrogadas
ZERO HORA:Força da chuva emite alerta contra cheias
Regional
JORNAL DO COMMERCIO:Crianças do tráfico
MEIO-NORTE:Governo fará concurso para 4 categorias
O POVO:Construtora é de taxista e dona de casa

28 de jul. de 2011

Lambe-lambe: Cartaz utilizado durante a campanha eleitoral de 2010

Secom transfere para Mirante a obrigação de esclarecer sobre Refinaria Premium I de Bacabeira

    A Secretaria de Comunicação do governo do Estado passou a bola para a Mirante AM, emissora de rádio que tem como uma das acionistas a governadora Roseana Sarney (PMDB), manter acesa a chama da esperança de que a refinaria Premium I de Bacabeira é uma panaceia num futuro próximo no Maranhão.
    Enquanto isso, a governadora ignora solenemente o assunto e engata 400 por hora na via expressa para 2012.
    Mote central da sua campanha de reeleição desde que Roseana Sarney (PMDB) retomou o governo em abril de 2009, a unidade no Maranhão da Petrobras teve seu plano de operação postergado. A informação foi confirmada pelo presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, na segunda-feira,25, na divulgação do Plano de Negócios 2011-2015 da companhia.
    Caberia à rádio oficial do governo buscar dirimir as dúvidas cevadas com as notícias que circularam desde então sobre o adiamento do projeto redentor para a miséria do Maranhão. O papel foi reservado à emissora extra oficial. Sem contar com alguém com a investidura formal do poder ou de forma intencional, o programa Ponto Final ouviu o diretor de abastecimento subvertendo hierarquias tão necessárias para evitar reticências. Não deu outra, o diretor Paulo Roberto revelou que os engenheiros da Petrobras descobriram que chove no Maranhão.
    O uso do prestígio do Senador José Sarney não seria algo inédito. Afinal, já houve tal façanha no passado em entrevista exclusiva com Lula e Dilma.
Números e metas
    A revisão nos investimentos solicitada pela presidente Dilma Rousseff, tendo como meta a manutenção de aportes para as novas refinarias, atingiu diretamente o cronograma da refinaria Premium II.
    A partir desse adiamento houve alteração em pelo menos dois anos na entrada de operação da refinaria de Bacabeira. O que anteriormente programado para 2014, primeira fase de refino com capacidade de 300 mil barris de petróleo por dia, foi empurrado para 2016. A segunda fase também foi atrasada em dois anos, passando de 2017 para 2019.
     Gabrielli foi claro nas metas: a estatal definiu redução de custo na construção das novas refinarias, que deverão ser alcançadas na elaboração dos projetos de construção e pelo programa de redução de despesas operacionais.
    E, nos números: a Petrobras planeja investir entre 2011 e 2015 um montante de US$ 224 bilhões (R$ 386 bilhões), sendo 57% destes recursos no segmento de Exploração e Produção, com destaque para o desenvolvimento das áreas do pré-sal. Para a ampliação do parque de refino, ela investirá US$ 35,3 bilhões, a serem alocados nas quatro novas refinarias: Premium I e II, Abreu e Lima, em Pernambuco, e Comperj, no Rio de Janeiro.
    Antes da refinaria do Maranhão entrar em operação a Abreu e Lima deverá iniciar sua produção no ano que vem, está com 70% de suas obras concluídas. Assim como a Premium I de Bacabeira, a Premium II do Ceará, com orçamento inicial de US$ 11,1 bilhões, sofreu redução no custo.
    Analistas de mercado sustentam que a estatal deveria reduzir os aportes de recursos na ampliação do refino. A Petrobras garante que independente de qualquer crise mundial, os projetos das novas refinarias estão mantidos.