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25 de jun. de 2011

Esquema de corrupção abrange 80 cidades no Ceará

Promotores acreditam que empreiteiras fantasmas agiram também no Maranhão. Em Senador Pompeu, prefeito, vice e secretários fugiram
André Vargas
    As investigações do Ministério Público no Ceará apontam para um esquema de corrupção que não abrange apenas a cidade de Senador Pompeu, a 275 quilômetros de Fortaleza - cujo prefeito, Antônio Teixeira de Oliveira (PT), teve a prisão decretada e continua foragido. Ao todo, 80 dos 184 municípios cearenses estão na mira do MP.
    O tamanho do rombo nas contas pública pode superar os 300 milhões de reais. O dinheiro veio de recursos que o governo federal repassou para obras que, além de superfaturadas, acabaram por ser executadas por servidores municipais. Ou seja, o cidadão comum de uma parte pobre do Brasil terminou por pagar duas vezes por um serviço que não recebeu.
    As ligações do grupo que atua na cidade são tão profundas que a expedição dos mandados de prisão vazou, permitindo que Oliveira conseguisse evitar oficiais de justiça e a Polícia Federal (PF). Junto com ele, deixaram a cidade o vice-prefeito, Luís Flávio Mendes, um vereador e mais trinta funcionários da administração pública e das empreiteiras investigadas. Mesmo com informantes, a situação de Oliveira se tornou tão insustentável que seu partido, o PT, tão firme em defender seus integrantes diante de qualquer escândalo, optou por discutir sua expulsão.
    Situada no sertão central cearense, Senador Pompeu ficou administrativamente acéfala durante quatro dias, até o presidente da Câmara de Vereadores assumir a prefeitura, na quinta-feira. Com 26.000 habitantes, ali sequer foram tomados cuidados mínimos para encobrir as irregularidades. O esquema era simples. Empresas contratadas em licitações fraudulentas retiam uma "comissão", entre 4% e 5%, sobre o valor das notas fiscais emitidas por serviços de pavimentação, calçamento e construção de açudes que eram executados por funcionários da secretaria municipal de obras.
    Em setembro de 2010, reportagem de VEJA revelou que a bolada restante engordava a conta de políticos e, suspeita-se, abastecia o caixa dois de campanhas eleitorais em todo o estado. Indícios respingam no governador reeleito Cid Gomes (PSB) e em seu irmão, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que ocupou o Ministério da Integração Nacional, de 2003 a 2009. Era o ministério que repassava as verbas às prefeituras.
Ilegalidades - De acordo com o promotor Luís Alcântara, da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), as ilegalidades detectadas em Senador Pompeu ocorreram em 2008. Cerca de 2,6 milhões de reais foram gastos no município. As empresas suspeitas de participar da fraude têm em comum a figura de Raimundo Morais Filho. Detido em Fortaleza, ele é o dono das empreiteiras Daruma, Falcon, Prátika, Master, Êxito e outras doze que operaram no Ceará desde o final de 2003. "Essas empresas tinham engenheiros, contadores e advogados, mas atuavam sem máquinas ou trabalhadores", comenta o promotor Alcântara.
    As informações que desmontaram o esquema que Morais Filho oferecia às prefeituras estão em mãos do Ministério Público e da Polícia Federal desde 2009, quando seu computador foi apreendido. Pressionado, ele redigiu um depoimento onde detalha as ações da quadrilha. O que o Procap faz desde então é buscar as provas materiais que confirmem o que constava nas planilhas digitais.
    Bem azeitado, o esquema encabeçada por Morais Filho e encampada por Antônio Teixeira de Oliveira - e outros tantos prefeitos - não seguia nenhuma orientação partidária. "Tudo indica que só dependia do caráter do gestor", diz o promotor, que junto com seus colegas acredita ter encontrado evidências de que o esquema também se expandiu para o estado do Maranhão.
De VEJA

13 de jun. de 2011

Lula e Roseana Sarney poderão dar nomes a novos municípios no Maranhão

    O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, poderão dar nomes a novos municípios no estado. Requerimentos de criação do município de Presidente Lula, desmembrado de Balsas, no sul do Maranhão, foi encaminhado pelo deputado Stênio Rezende (PMDB).O artigo 37 da Constituição Federal a proíbe a denominação de espaços públicos com o nome de pessoas vivas.
    Foram os deputados estreantes Eduardo Braide (PMN) e Francisca Primo (PT) que apresentaram a proposta de criação do município Governadora Roseana Sarney, originário de Santa Luzia.
    O senador João Alberto (PMDB),ex-governador e ex-vice-governador do estado também poderá batizar município criado a partir da repartição do território e Bom Jardim.
    Dos 216 requerimentos de criação de municípios encaminhados à assembleia Legislativa do Maranhão, assegurados por resolução legislativa aprovada nesta legislatura, 13 fazem homenagens a pessoas. Vivas como o atual prefeito de Grajaú, Mercial Arruda, e falecidas, como os exs deputados estaduais João Evangelistas, Waldir Filho e Moisés Reis.A aprovação de criação dos municípios dependem ainda de realização de plebiscito.
Nomes próprios de novos municípios:
Presidente Lula - Balsas
Stênio Rezende (PMDB)
Governadora Roseana Sarney - Santa Luzia
Eduardo Braide (PMN) e Francisca Primo (PT)
Senador João Alberto - Bom Jardim
Hemetério Weba (PV) e Roberto Costa (PMDB)
Deputado Mercial Arruda - Formosa da Serra Negra
Lideranças comunitárias
Deputado João Evangelista - Zé Doca
Neto Evangelista (PSDB)
Deputado Waldir Filho - Lago da Pedra
Neto Evangelista (PSDB)
João Afonso Cardoso (povoado Lagoa da Cruz) - Gonçalves Dias
Valéria Macedo (PDT)
João Peres - Araioses
Tatá Milhomem (DEM)
Lucindo - Poção de Pedras
Rubens Pereira Júnior (PC do B) e Carlinhos Florêncio (PHS)
Manoel Milhomem - Barra do Corda
Tatá Milhomem (DEM) e Magno Bacelar (PV)
Moisés Reis - Codó
César Pires (DEM)
Raimundo Su - Alcântara
Victor Mendes (deputado licenciado)
Roberto Leite - Itapecuru Mirim
César Pires (DEM)

12 de jun. de 2011

Região metropolitana de São Luís poderá ser ampliada para oito municípios

    Com cinco municípios em seu território a antiga Ilha de Upaon-Açu poderá ganhar mais três: Itaqui-Bacanga, Cidade Operária e Maiobão. Os dois primeiros desmembrados do município de São Luís e Maiobão do município de Paço do Lumiar.
    Se aprovada a criação, a região metropolinata de São Luís vai abranger oito municípios: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa, Maiobão, Cidade Opérária, Itaqui-Bacanga; e mais Alcântara, do outro lado da baía de São Marcos.
    O petista Zé Carlos da Caixa (PT) encaminhou requerimento de criação do município do Itaqui-Bacanga, divindo a autoria com Dr. Pádua (PP) da proposta de criação do município do Maiobão. A proposta de criação do município de Cidade Operária foi o único dos três a ser apresentado por lideranças comunitárias.