14 de abr. de 2011

Nordeste ganha portal de economia

Guia para investidores, ferramenta para acompanhar o cenário econômico regional. O Nordeste ganha um portal de notícias dedicado a mostrar o desempenho da região, que cresce a taxas expressivas ao mesmo tempo em que passa a ocupar posição de destaque no desenvolvimento brasileiro. O portal está no ar no endereço www.economianordeste.com.br.
    O portal economianordeste.com.br reúne estatísticas, mapas, contatos, informações históricas, dados demográficos e econômicos, além de descrições sobre a região combinados com atualização de 21 páginas de notícias.
    Em uma navegação definida e bem estruturada, o leitor encontra no topo da página principal um menu horizontal com acesso a páginas sobre os nove estados do Nordeste levando a matérias - apresentadas também em listas ou separadas por setores econômicos - , aos perfis das principais cidades, fotogalerias, mapa do estado e um apanhado de contatos, com endereços e telefones de bancos de fomento e órgãos e secretarias estaduais ligados ao desenvolvimento e planejamento. Compõem ainda esta área explicações sobre a legislação e os programas de incentivo a investimento nos estados.
    O conteúdo e o layout foram baseados no Guia de Investimentos do Nordeste, segundo Patrícia Leitão, sócia diretora da Iativa Tecnologia e Comunicação, empresa responsável pela criação do portal. Com relação à navegabilidade, ela explicou que há uma facilidade de encontrar o conteúdo procurado, que pode ser acessado com filtros por setores ou por estados.
    "Em dois ou no máximo três cliques o internauta tem a informação que deseja”, explicou. O site conta ainda com blogs e colunas relacionados à economia no Nordeste.
Investimentos
    O Nordeste tornou-se uma das regiões mais atrativas para investidores, em diversos setores. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 1995 e 2008, a região Nordeste foi a que mais aumentou participação no Produto Interno Bruto (PIB) do País avançando 1,1 ponto percentual. Por isso, o portal exibe um ranking das 41 cidades mais preparadas para receber investimentos.
    A atualização do portal pode ser acompanhada pelas redes sociais Facebook, Twitter (@economiane) e YouTube (www.youtube.com/economiane).
De O Povo

Os 100 dias do 'melhor governo' da vida de Roseana Sarney

Franklin Douglas
e Márcio Jardim*
    Exatamente neste domingo, 10 de abril, o governo Roseana Sarney completa seus 100 primeiros dias. Nesse intervalo de tempo, já deu para todo o Maranhão avaliar que o melhor governo da vida dela a cada dia se torna o pior governo da vida dos maranhenses. A medir por esses 100 dias iniciais, teremos quatro anos de um verdadeiro pesadelo para aqueles que dependem das políticas públicas de Saúde, Educação, Segurança Pública, Ciência e Tecnologia, entre outras, em nosso estado.
    A expressão “100 dias de governo” tornou-se usual por criar um marco simbólico para se avaliar previamente as opções tomadas quanto à gestão da coisa pública por governos recém-estabelecidos. Tal parâmetro provavelmente nasceu da experiência napoleônica de 100 dias de governo, de 1º de março a 18 de junho de 1815, quando Napoleão Bonaparte liderou suas tropas rumo a Paris a fim de retomar o poder que lhe fora perdido para Luís XVIII, irmão de Luís XVII – guilhotinado pela Revolução Francesa. Embora derrotado, Napoleão acabou fazendo com que nesses 100 dias Luís XVIII abandonasse o trono e fugisse da França.
    Os “100 dias” também foram incorporados à tradição norte-americana de avaliar os rumos dos governos de seus presidentes eleitos. A expressão firmou-se com Franklin Delano Roosevelt (1981-1945), único presidente americano a conseguir mais de dois mandatos. Ele enfrentou a Grande Depressão (Crise de 1929) e liderou os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
    No Maranhão de 2011 não há crise econômica. Não tem guerra contra outros países ou estados. Não há calamidade natural como tsunamis ou desastres nucleares. Mas o povo maranhense vive uma situação de pós-guerra, de terra arrasada, de abandono e desamparo. Após as eleições de 2010, o que sobrou foi um governo ilegítimo, eleito sob a fraude eletrônica, o abuso do poder econômico e político. A partir de promessas feitas apenas para ganhar eleição, tem-se um exato estelionato eleitoral. Do qual restou um governo sem iniciativa, paralisado, cercado de corrupção e desmandos.
    Foi o que se constatou logo no dia 1º de janeiro, quando da nomeação do secretariado. Por sinal, até hoje não se concluiu a nomeação da equipe de governo. Em sua imensa maioria, os que foram empossados não têm qualificação ou experiência para enfrentar os desafios sociais de nosso estado. Não disseram a que vieram. Como elabora o ex-deputado federal constituinte Haroldo Saboia, um verdadeiro secretariado tabajara-paraguaio: quando não é falsificado, é importado: ou os dois!
    É o que se vê na Saúde. Sem qualquer diploma de nível superior em qualquer outra área, Ricardo Murad também demonstra não ter qualquer atributo específico ao cargo, a não ser a megalomania: os 72 hospitais, a serem inaugurados em dezembro de ano passado, não passaram de um calote eleitoral.
    Na Educação, o único atributo de Olga Simão parece ter sido fiel secretária de Roseana Sarney em Brasília e obediente funcionária do esquema Jorge Murad no Maranhão. Em vez de negociar os direitos dos professores, entre os quais o Estatuto da Educação, opta por massacrar a categoria, em mais de um mês em greve, quando deveria ser elevada ao papel de principal parceira da melhoria das condições educacionais do estado.
    Na Segurança Pública, cabeças rolam literalmente em revoltas nos presídios, assaltos a banco voltam a proliferar, o tráfico de drogas vai criando nossas cracolândias, policiais civis entram em greve. Despachado pelo povo do Amapá (que elegeu um governo fora do esquema Sarney naquele estado), o agente administrativo da Polícia Federal não consegue se impor como delegado ou “xerife” do combate à criminalidade. O índice de homicídios na grande São Luís, nesses 100 primeiros dias, é maior do que todos os dados registrados no mesmo período nos últimos anos governados por Roseana Sarney. O cargo de secretário de Estado da Segurança Pública a Aluísio Mendes advém tão somente da subserviência a José Sarney como segurança particular no Senado e prestador de informações privilegiadas que, inclusive, serviram para livrar Fernando Sarney da cadeia, além de intermediador dos pedidos de emprego para parentes e aderentes da famiglia na Câmara Alta.
    A Fapema, que deveria ser Fundação de Apoio à Pesquisa, firma-se como esquema de financiamento de cabos eleitorais de 2010 e meio de vida de pseudopesquisadores. Na Secretaria de Ciência e Tecnologia, João Bringel vem também de Brasília para extinguir aqui os CETECs e sucatear a Univima.
    No Planejamento, Fábio Gondim é outro importado de Brasília: seu grande feito foi quase mudar a data de pagamento dos funcionários públicos criando-lhes o maior transtorno para o pagamento de suas contas, além de buscar um emprego para a esposa no Judiciário. Na Agricultura, não se tem sequer o que criticar tal a inércia e falta de operacionalidade e apoio à reforma agrária e agricultura familiar. Na Cultura, a política tem sido apenas do barrica para os barricas: está de volta o velho fisiologismo cultural.
    Responsável pela indicação de todos os cargos federais no Maranhão, inclusive o da Infraero, a oligarquia viu até o aeroporto, inaugurado por Roseana Sarney e Fernando Henrique Cardoso, desabar. O Maranhão pode ter seu aeroporto rebaixado à quarta divisão, situação pior do que a dos times maranhenses no campeonato nacional.
    A promessa de tolerância zero com a corrupção evaporou-se pelos escândalos na Seduc que catapultaram de lá o petista Anselmo Raposo, e comprometeram publicamente altos quadros petistas da direção estadual, segundo as denúncias feitas pelos próprios blogues do sistema de comunicação da oligarquia.
    E por aí se vão os 100 primeiros dias do desgoverno de Roseana. Desde sua posse, na calada da noite, somente entre os donos do poder, entre as famílias da plutocracia maranhense, Roseana Sarney deixou claro que o Maranhão sob mais quatro anos de seu mandonismo continuará a ser de uma única família: a Sarney-Murad. Não haverá povo a ser cortejado. Agora, ele só terá relevância daqui a quatro anos... O corolário maior dos 100 dias do “melhor governo” da vida de Roseana Sarney foi a trágica morte da maior expressão das oposições maranhenses, Jackson Lago, arrancado violentamente do governo do estado por um golpe via Poder Judiciário.
    Enfim, os 100 dias de (des)governo de Roseana Sarney apenas refletem, uma vez mais, o que têm sido os quase 50 anos de governos da oligarquia: um retumbante fracasso!
(*) Franklin Douglas – jornalista e professor universitário. Email: oifranklin.ma@gmail.com
Márcio Jardim – professor de História da rede estadual. Email: marciojardim13013@hotmail.com

Lobão, primeiro os teus

Hélio Fernandes
    Existe uma empresa pouco conhecida, estatal ou com controle do governo. O presidente era o filho do ministro de Minas e Energia, Lobão pai.
    Quando o pai foi governador do Maranhão (“eleito” pelo “papa” do estado), o filho era conhecido como “Edinho 30”. Jamais entendi a razão do apelido. Quanta desinformação.
    Revelação sobre o filho: chamei-o de “Edinho 30”, afinal o Maranhão, Brasília e o país inteiro usavam a mesma denominação. Ele entrou na Justiça, pedindo que eu não usasses esse “Edinho 30”.
    Decisão da juíza: “O jornalista tem todo o direito de chamá-lo como quiser, e o senhor de processá-lo”. Aproveitando; “Edinho 30, Edinho 30, Edinho 30”.
Da Tribuna da Imprensa

Lambe-lambe: Homem e mar da Raposa

Beija-Flor está de olho nas comemorações dos 400 anos de São Luís


O carnavalesco Fran-Sérgio
     Depois de vencer o carnaval contando a vida de Roberto Carlos, a Beija-Flor de Nilópolis deve anunciar na próxima semana, de maneira oficial, o enredo para o Carnaval 2012. O diretor de carnaval, Laíla, e Fran-Sérgio, um dos carnavalescos da azul e branca, embarcarão para São Luís para se reunirem com os governantes do Maranhão com o objetivo de acertar o patrocínio para desenvolver o enredo sobre "os 400 anos do estado".
    O Ceará também é uma das possibilidades, mas de acordo com Fran-Sérgio, a governadora Roseana Sarney se mostrou mais empenhada em concluir a parceria para que a maior campeã do carnaval nos anos de Sambódromo mostre a história, as lendas e o folclore de seu estado na Avenida.
- Estou viajando com o Laíla no domingo para São Luís do Maranhão. Ficaremos lá até a próxima quarta e faremos todos os contatos necessários para fechar esse acordo. Estamos conversando com o estado do Ceará também, mas a governadora Roseana Sarney se mostrou mais empenhada em acertar essa parceria. De qualquer maneira são dois grandes estados que nos renderão dois grandes enredos. Queremos fechar tudo até o fim de abril para podermos desenvolver nosso carnaval com ainda mais calma que temos feito - disse o carnavalesco.
PS- Os 400 anos comemorados em 2012 é da chegada dos franceses na Ilha do Maranhão

Podres Poderes

Edson Vidigal
Nem Joaquim de Melo e Póvoas, o sobrinho querido do Marquês de Pombal, no Maranhão Colônia, nem Urbano Santos, um cacique bem letrado no Maranhão da República Velha, tiveram tanto prestígio e poder político junto ao poder central quanto esta jovem senhora, filha mimada de um dos homens mais poderosos do Brasil, desde a última ditadura militar aos dias de hoje.
    Somam-se agora os 100 primeiros dias de um 4º mandato, outro recorde pois ninguém em quatro séculos de Maranhão, desde a chegada dos franceses, ocupou o poder no Estado com tanto poder e por tanto tempo!
    E o que nos salta da memória ou o que nos desponta à vista a não ser esse caos generalizado na segurança, na saúde, na educação, na infra-estrutura, o Maranhão em disputa permanente com as regiões mais atrasadas do Brasil pelo primeiro lugar em tudo que não presta?
    Isto tudo e mais ainda a perversão nos costumes, o apedrejamento público da honra alheia, o envenenamento da ética, a derrocada da moral, a disseminação dos maus exemplos, a impunidade, a corrupção política reinando soberana.
    Todo dia a mais, ainda que somando meses e alcançando a casa dos anos, será igual um a outro.Mediocridade e desonestidade não carecem de medidas. Cada uma em si é ela só.
    Enquanto estiver infiltrada nas oposições essa indisposição cívica para a luta sem tréguas nossas expectativas não farão uma canção.
    Enquanto estiver infiltrada nas oposições essa predominância do faz de conta, de olhar graúdo dividindo-se entre aspirações pessoais corriqueiras, nossas energias continuarão diluídas e a luz apontando o caminho certo não se acenderá.
    Sem um projeto político de Estado fixando metas firmes para o Maranhão no século 21, com idéias novas e respostas consistentes aos desafios nessas décadas todas da dominação deles que tanto aperreiam a vida do nosso Povo, refém da pobreza política e do atraso social, não mereceremos o respeito das legiões que ainda lutam nem a credibilidade das novas gerações que despontam alvissareiras.
    Entristece-me ver a cada dia no Maranhão pessoas aéticas, sem compromissos programáticos com as questões coletivas, só tirando proveito político para suas ambições e negócios pessoais, muitos inclusive ocupando espaços na política e aderindo à emergência no plantão, ao sabor de suas conveniências.
    Eu sei que é difícil enfrentar isso tudo.
    Mas acredito na conscientização do Povo, na força do seu despertar, na unidade e disposição de luta dos verdadeiros oposicionistas para que possamos fazer juntos essa quase impossível travessia do mar vermelho nos livrando da escravidão do Faraó e partindo livres para a construção do nosso futuro na terra prometida, que é aqui mesmo, no nosso Maranhão.
Edson Vidigal é ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça, advogado e escritor

Agenda do Professor da rede estadual do Maranhão

Jornalista acusa Folha de humilhar profissionais ao divulgar nomes de repórteres na 'Erramos'

Renan Justi
    Desde março deste ano, a seção “Erramos” do jornal Folha de S. Paulo está publicando não apenas as correções de reportagens mas também o nome do jornalista responsável pelo erro. Uma jornalista, que prefiriu não se identificar, acusou o jornal de humilhar os profissionais com a nova determinação. O Comunique-se apurou que nos últimos 40 dias, período em que a norma foi instaurada, a Folha divulgou em suas páginas a identidade de cinco repórteres.
    “Diferentemente do informado na reportagem "Tela quente", de Eduardo Ohata, a Rede TV! venceu a licitação pelos direitos de TV aberta dos Brasileiros de 2012 a 2014 com o valor de R$ 1,548 bilhão, e não de R$ 1,548 milhão”, informa a seção no dia 19/4.
    “Quem vai comandar a Vale é Murilo Ferreira, e não Tito Martins, como publicado na reportagem.“Bradesco decide indicar Tito Martins para a Vale”, de Mario Cesar Carvalho“, em 30/4.
Por e-mail
    Os empregados foram notificados desta recente política via e-mail, em nome do diretor-executivo Sérgio Dávila. “A partir da edição de amanhã, 4.3, todo “Erramos” grave relativo a texto assinado identificará o autor”. Quando o equívoco não for de autoria do repórter, “a responsabilidade pelo erro, a autoria será atribuída à Redação. Caberá à SR classificar os erros em “graves” ou “menos graves”, avisa.
    Exemplo: “Por erro da Redação, o deputado estadual Vinícius Camarinha (PSB-SP) foi citado indevidamente no texto "Conselho de Ética defende processo contra filha de Roriz". Quem faz parte do conselho é o deputado federal Abelardo Camarinha (PSB-SP)”, esclarece em 18 de março.
    Internamente, a prática de expor os nomes incomoda alguns funcionários da Folha. Uma fonte, ligada à redação do jornal, discorda da norma, definindo-a como “uma espécie de punição humilhante coletiva”. A reportagem do Comunique-se procurou a direção do jornal, mas não obteve resposta.
Direitos trabalhistas
    Para o advogado trabalhista, Marcio Rocha, o jornal Folha de S. Paulo está agindo de forma desrespeitosa à imagem dos jornalistas. ”A forma correta seria a empresa dizer: “nós erramos”, sem expor o funcionário a uma situação vexatória”, e completa “o empregador é quem assume os riscos do negócio”, responde.
    Também especializado na área de direito trabalhista, o advogado Sérgio Mattos acredita que casos como estes somente são passíveis de processo "se houver constrangimento moral". Segundo ele, a maneira como a seção "Erramos" tem divulgado os nomes dos jornalistas não agride a moral dos profissionais.
Opine
    Para você leitor, os veículos de comunicação devem publicar o nome dos jornalistas que cometem erros, para evitar novos equívocos, ou a prática é constrangedora?
Do Comunique-se