25 de fev. de 2010

Maranhão de volta ao século XIX - Era da revolução industrial

Marluze Pastor*

“O Maranhão não será mais o mesmo”. /Luiz Inácio Lula da Silva //durante sua visita a São Luís, dia 10 de dezembro de 2009.

“Trata-se de uma enorme oportunidade, de possibilidades, de construir um futuro melhor no Estado, no país”, Sergio Gabrielli de Azevedo, presidente da Petrobrás, //no Painel Empresarial, 14 de outubro de 2009.

“Chegada do futuro próximo”, Roseana Sarney, //na cerimônia de expansão da refinaria da Alumar, 10 de dezembro de 2009

Todas as vezes que se ouve essas frases feitas, bem como quando se analisa os projetos propostos pelo governo do Maranhão em pleno 2010, se tem a sensação de estar analisando os programas de governo militar para a Amazônia, as idéias de Golbery do Couto e Silva: fábrica de celulose, termoelétrica, exploração de minérios. Os objetivos são também semelhantes: extração de recursos, terra e mão de obra barata, lucro para construtoras.

A divulgação dos projetos de Roseana lembra Leonino Caiado governador de Goiás (1971-75), que na década de 70 criou a campanha “Traga sua poluição para Goiás”. Com objetivo de incentivar a novas indústrias.

Lembra também Ildemar Gonçalves, prefeito de Açailândia, em audiência sobre a criação do Distrito Florestal de Carajás, “Se tiverem que vir empresas que poluem, que poluam.”

Os empreendimentos propostos representam o atraso, pois, estão na contramão das preocupações com as mudanças climáticas, não são mais aceitos em paises, regiões e territórios ricos, por não oferecerem equilíbrio entre crescimento econômico, equidade social, diversidade cultural e a proteção ambiental. Além disso, esses empreendimentos exploram as riquezas e potencialidades locais até o esgotamento, deixando um legado de destruição ambiental e social.

QUANTO CUSTA ESSES EMPREENDIMENTOS?

Os empreendimentos                                                                 Os custos

Refinaria Premium I, da Petrobrás                                            R$ 40 bilhões

Fábrica de papel e celulose, da Empresa Suzano                      R$ 3 bilhões

Ouro Piaba da Empresa: Luna Gold Corporation, canadense    R$ 80 milhões

Usina Termelétrica Porto de Itaqui da MPX-EBX                     R$ 1,5 bilhão

Usina Termelétrica (Tocantinópolis e Nova Olinda)
Consórcio Geranorte                                                               US$334 milhões, recursos da SUDAM

Expansão da Refinaria da Alumar                                             R$ 5,2 bilhões

Aciaria de Açailandia                                                               R$ 300 milhões

PIER IV, da Vale                                                                    US$ 2 bilhões

fonte: EIA/RIMA das empresas, site do governo de Estado do Maranhão



QUEM PAGA POR ELES?

o As comunidades atingidas e do entorno dos empreendimentos . Para essas comunidades os danos são irreparáveis, perdem a terra, territórios, recursos ambientais. São destruídos o patrimônio cultural, seus locais e modos de vida, trabalho. É o caso da comunidade Salvaterra e as comunidades agroextrativista da Ilha de São Luís e muitas outras do interior do Estado.

o Os agricultores/as e pescadores. Os desmatamentos; perda da camada orgânica e envenenamento do solo; perda da vegetação, extinção de espécies; os resíduos químicos; emissões de particulados que são transportados para os mares e rios e a reconcentração fundiária vão reduzir ainda mais o trabalho e a renda dos agricultores/as e pescadores.

o O ambiente , os recursos, os moradores e moradoras do Estado. A emissão de material particulado; geração de chuva ácida e intensificação de efeito estufa pelas emissões de óxidos de nitrogênio, dióxido de enxofre, dióxido de carbono; alteração da paisagem; acumulação de dioxina e outros produtos tóxico na cadeia alimentar, vão aumentar os cânceres e outros males.

o Os trabalhadores das empresas. Acidentes de trabalho, doenças ocupacional como enrijecimento das articulações, impotência sexual, dores musculares e doenças degenerativas, relações de trabalho degradantes e baixos salários. O trabalhador brasileiro do setor siderúrgico recebe aproximadamente um quinto do que ganha o trabalhador da Alemanha e Coréia.

E AS ÁGUAS?

São Luís já falta água na maioria dos bairros, o uso de grande quantidade de água por esses empreendimentos tende a agravar o problema. No caso da termelétrica do Eike Batista já está usando 6,25m³/h de água do sistema público. A refinaria vai usar água do sistema Italuís na construção, e, no período de operação vai usar água do Rio Itapecuru. As termelétricas de Miranda vão usar do rio Mearim. Todos os resíduos vão ser jogados nesse rios e na baia de São Marcos. As consequências serão deterioração e contaminação das águas superficiais, subterrâneas e corpos hídricos, inclusive, por metais pesados; redução da recarga dos aqüíferos e perdas de nascentes; poluição por resíduos de fibras, aditivos, cola, óleos, tintas e outros químicos tóxicos.


PARA GERAR UM EMPREGO NOVO, CUSTA EM MÉDIA R 3.097.594,00

EMPREGO PARA QUEM?

A justificativa desse tipo empreendimento, considerado sujo, é baseada no emprego, entretanto, como pode ser observado, o valor do emprego é muito alto, a maioria dos empregados virão de outros estados, no caso da Refinaria, as empresas que irão trabalhar e as que já estão trabalhando são de outros estados: a VIP Segurança é de Sergipe; a EPT e de Osasco/São Paulo; a ENGEMPA é de São Paulo; a Elabore é de Brasília. No caso da termelétricas de Miranda a empresa construtora é a Wärtsilä, empresa da Finlândia. No caso da termelétrica do Eike Batista, o Sindicato dos Metalúrgicos denunciou que não estão aceitando trabalhadores maranhenses.

O dinheiro que está sendo investido vai gerar milhões de pobres, comprometer o futuro de várias gerações. Se esse dinheiro fosse empregado na agricultura (terra, assistência técnica, mercado) ao invés de 132 mil empregos indiretos na Refinaria teríamos 600 mil empregos diretos e vitalidade no mercado interno.
 
* Marluze Pastor, ex-superintende do IBAMA no Maranhão e ativista dos movimentos sociais

Veja Agora terá que indenizar o ex-governador José Reinaldo Tavares

A 1ª Câmara Cível do TJ negou recurso ao Jornal Veja Agora, de propriedade do hoje secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, condenado ao pagamento de R$ 16.800 (dezesseis mil e oitocentos reais) mais correção monetária, a título de indenização ao ex-governador do Estado, José Reinaldo Tavares, por publicação de matéria ofensiva à sua honra e imagem. O julgamento foi relatado pela desembargadora Graças Duarte e se deu por maioria de votos.

No pedido de indenização, José Reinaldo assegurou que sofreu campanha de desmoralização pelo referido periódico, por motivações políticas, o que afetou-lhe a honra e a reputação familiar.

A condenação ao pagamento foi deferida pelo juiz da 3ª Vara Cível da capital, Douglas Airton Amorim, em março de 2008. O Jornal recorreu da sentença, alegando, entre outros pontos, que a publicação conferiu mero “dissabor momentâneo” ao ex-governador.

A relatora do processo considerou que a publicação ocorreu sem a utilização de fonte de veracidade e com uso de termos ofensivos, veiculando assuntos que nada tinham a ver com os atos de governo, mas que diziam respeito à vida privada do ofendido, o que afetava indiretamente os demais membros de sua família.

A decisão entendeu razoável a indenização determinada, destacando que os órgãos de imprensa têm obrigação de publicar matérias com veracidade, possibilitando a defesa e resposta das pessoas envolvidas. Acompanhou a relatora a desembargadora Anildes Bernardes Cruz. Votou contra o desembargador Paulo Velten Pereira, que deu provimento ao recurso.

Manchete dos jornais

Aqui- “Não fui eu”

Atos & Fatos –Secretário expõe números sobre passagem de ônibus na Câmara

Correio de Notícias –PPS “engessa” Eliziane e pede menos fervor

Diário da Manhã –Enade 2010 vai avaliar 4.500 cursos superiores

Gazeta da Ilha –Mais um é “salgado” em São Luís

Jornal A Tarde – Governo construirá espigão para conter erosão na Ponta d´Areia

Jornal Extra –Imagine! Pereirinha passa a perna em Evilson e fecha contrato com a Open Door

Jornal Pequeno –Ex-secretário Canindé é acusado de financiar protestos na Câmara

O Estado do Maranhão – Governo assume construção de espigão na Ponta D´Areia

O Debate- Ministério vai avaliar 4,5 mil cursos superiores no país

24 de fev. de 2010

Lobão visita Usina Hidrelétrica de Estreito nesta sexta

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, visita, nesta sexta-feira (26), as obras da Usina Hidrelétrica de Estreito, no estado do Maranhão. Ele desembarca no aeroporto de Imperatriz às 9h30, de onde segue para o município de Estreito, onde visita o canteiro de obras de Estreito, hoje uma das maiores obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A usina deve entrar em operação comercial ainda este ano, antecipando todo o seu cronograma de obras. A UHE Estreito é um dos maiores projetos de geração de energia elétrica em construção no Brasil, com capacidade para gerar 1.087 megawatts. Está sendo construída pelo Consórcio Estreito Energia (Ceste), formado pelas empresas GDF Suez, Vale, Alcoa e Camargo Corrêa.

Somente durante a fase de implantação do empreendimento estão sendo gerados cerca de 6.500 empregos diretos e 16.500 indiretos, totalizando 23.000 postos de trabalho. Além disso, tem sido priorizada a contratação da mão-de-obra local.

De acordo com o ministro, um total de R$ 92 bilhões de investimentos em grandes obras, como a Usina Hidrelétrica de Estreito e outros empreendimentos nas regiões Norte e Nordeste, até 2013, vão representar aumento de mais de 35% no setor elétrico em relação ao período entre 2005 e 2008. Lobão comemorou essas estimativas porque, segundo ele, mostram o acerto da política adotada pelo governo federal para a área que ele comanda há dois anos.

Nos próximos quatro anos, as usinas de Estreito, no Rio Tocantins, de Jirau e Santo Antonio, no Rio Madeira, vão representar investimentos de aproximadamente R$ 23 bilhões. Lobão já havia anunciado na última segunda-feira (22) projeções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de que os grandes projetos nas áreas de energia elétrica vão liderar a expansão da infraestrutura do País. De um total de R$ 274 bilhões previstos para investimentos nos próximos quatro anos em energia e telecomunicações, 33,6% virão de projetos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

Bulcão devaneia em números e diz que orçamento também é poesia

O advogado e apresentador de programa na Rádio Capital, César Bello, encetou um bate-boca nesta quarta-feira pela manhã com o secretário de Cultura, Luiz Bulcão. Bello inquiriu o gestor da cultura estadual se o mesmo se considerava sério, ao comprometer mais da metade do orçamento da pasta para promover uma festa com duração de uma semana. A festa referida é o “Carnaval de volta à alegria”, patrocinado pelo governo do estado, com recursos titubeantes.


     Antes de iniciar o embate verbal, Bulcão deitou falação sobre o que cria ser sua prestação de contas do evento bancado pelo erário. Lançando chamas na oposição e no governo de Jackson Lago, deposto no TSE por um processo encabeçado pelo grupo Sarney, faltou pouco para que o auto-intitulado poeta transformasse a coletiva à imprensa em mais um exercício de devaneio contumaz.


     Para Bello, o secretário elucubrava com intenção clara de anuviar os números oficiais do carnaval. Responsável pelo confete publicitário da festa, o secretário Sérgio Macedo explicou que o fato de ter sido divulgado pela própria Secom números superlativos de gastos com a festa tradicional de Momo, justificava-se diante da intenção de divulgar a farra em rede nacional. Macedo afirmou que pouco mais de dez por cento da verba gasta com o carnaval alimentou a publicidade interna.


     Bulcão rotulou Bello de defensor nato do governo passado que fechou praças esportivas e até mesmo a Biblioteca. Seletivo na amnésia, o secretário esqueceu que foi ele quem mandou lacrar a Biblioteca Pública Benedito Leite. Afinal de contas, ninguém nesse estado precisa ler ou pesquisar, já que mais de 90 por cento afirma aprovar a utilização de milhões e milhões com a promoção do carnaval. Ao menos foi isso que aferiu pesquisa da Escutec, instituto comandado pelo ex-radialista Fernando Leite, nome ligado à rádio Timbira ainda no primeiro mandato de Roseana Sarney (1995-98). A mesma Escutec que dava como certa a eleição da filha do senador José Sarney em 2006, quando ela foi derrotada nas urnas pelo pedetista Jackson Lago.

     A certa altura do debate sobre responsabilidade fiscal, Bello lançou o desafio ao travestido secretário: conheces a obra do poeta Nauro Machado? ! Bulcão balbuciou. Bello citou a obra “O Anafilático desespero da esperança ” (Edições Antares), em que Nauro Machado registra:
Os Mandarins
Com o poder do povo não conto,
para traduzi-lo em meu canto,

embora o tenha em fome e carne


Embora o sofra em minha boca,

abrindo igual a qualquer outra,

com sua metáfora e seu sêmen.


O poder do povo tem-no outros,

como o tem do poder de esgotos,

como o tem da aura do Poder.


Rodrigo Comerciário será fiel da balança na decisão sobre alianças no PT estadual

Rodrigo Comerciário (foto) será o fiel da balança no encontro estadual do Partido dos Trabalhadores que decidirá sobre alianças nas eleições de outubro deste ano. Comerciário, ex-candidato a vice-prefeito na chapa do deputado Flávio Dino (PCdoB) na eleição município de 2008 de início era defensor da aliança com os partidos do campo de esquerda.

Aparentemente a matemática petista é cartesiana. Dos 175 delegados, o deputado Domingos Dutra tem 38 delegados; Bira do Pindaré, 29; Augusto Lobato, 14, perfazando um total de 81.  Na tabuada do partido de Lula no Maranhão, a soma se completa com os 80 delegados, divididos entre o deputado Washington Luiz que possui 54; o secretário estadual de Trabalho, José Antônio Heluy detentor de 14 votos dos delegados e Fransuíla, com apenas 9. Eles pregam a aliança com o PMDB de Roseana Sarney (PMDB). Os outros 14 delegados (as) são de Rodrigo Comerciário. Dependerá destes a aliança ou não com o grupo peemedebista orientado pela Família Sarney.

É a segunda vez em que o sindicalista ocupa a posição de minerva. Na primeira, durante o Processo de Eleição Direta, PED, no ano passado, Rodrigo Comerciário manteve uma dubiedade obscura na disputa entre Augusto Lobato e Raimundo Monteiro.

Depois da resolução do 4.º Congresso Nacional do PT que deliberou que a palavra final será dada pelo Diretório Nacional em concordância com as Direções Estaduais; a não priorização da aliança com o PMDB e afirmou a necessidade de fortalecer o bloco da esquerda (PCdoB,PSB e PDT) haja vista que todos são da base apoio do Governo Lula.

Para o petista Silvio Bembem, cumprirá aos petistas maranhenses fazer a parte deles aprovando a tática com PT, PCdoB, PSB, PRB liderado por Flávio Dino - Governador e Bira -Senador no Encontro Estadual do PT/MA.

A primeira reunião do Novo Diretório do PT está marcada para o próximo sábado, 27. Na oportunidade será eleita a Comissão Executiva Estadual e marcada a data do Encontro Estadual, previsto para os dias 20 e 21 de março.

“Estamos trabalhando nesses dias para não deixar serem cooptados por Sarney. Essa deverá ser a nossa principal estratégia, para derrotar a turma da oligarquia dentro do PT/MA. Se ganharmos o Encontro de delegados(as) não terá intervenção com vem pregando a mídia da oligarquia”, conclui Bembem.

Frase do dia

"A política e o crime são a mesma coisa". Dom Tomazino (Vittorio Duse), em "O Poderoso Chefão", filme dirigida por Francis Ford Coppola.

Manchetes de hoje

Aqui- Cohatrac: Celular vale uma vida?
Atos & Fatos - Jovem morre morta a tiros por assaltantes no Cohatrac
Correio de Notícias – Flávio Dino contesta redução da bancada
Gazeta da Ilha – Morte no Cohatrac: Latrocínio ou crime passional?
Jornal Extra –Bicho soltou!!!: Louro Bill em liberdade
Jornal A Tarde – Mineradora vai investir R$ 280 milhões no Maranhão
Jornal Pequeno – Deu na Folha: Zé Dirceu é acusado de receber propina de telebras
O Estado do Maranhão – Mineradora investirá em extração de ouro no MA
O Debate - Mineradora Jaguar vai investir R$ 280 milhões no Maranhão
O Imparcial – A morte... sem compaixão