18 de fev de 2010

Bulcão terá de explicar gastos com carnaval


O deputado estadual Edivaldo Holanda (PTC), líder da oposição na Assembleia Legislativa, quer a convocação do secretário de Estado da Cultura, Luiz Henrique Bulcão, para explicar qual o critério de distribuição dos recursos públicos para financiamento do carnaval nos municípios. A sugestão foi reforçada pelo deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB).

Segundo denunciou Holanda (na foto)  nesta quinta-feira na tribuna legislativa, o município de Morros recebeu R$ 300 mil, enquanto Matões recebeu apenas R$ 20 mil. Matões tem como prefeita, Sueli Pereira, mãe do deputado estadual Rubens Pereira Júnior e esposa do ex-secretário do governo Jackson Lago e ex-deputado Rubens Pereira. Por enquanto, é tida como não aliada da governadora Roseana Sarney (PMDB), apesar da boa relação que Pereira pai manteve outrora com o secretário de Articulação do Governo em Brasília, Francisco Escórcio.

Holanda afirma que muito dos R$ 47 milhões destinados pelo Governo do Estado para financiar a festa de carnaval fomentou pré-candidaturas dos secretários de estado. Quer explicações também do secretário de Planejamento, deputado federal licenciado Gastão Vieira (PMDB), sobre a distrbuição do dinheiro.

Para o líder da oposição, os gastos anunciados e não comprovados com o carnaval, não passam de uma festa eleitoreira, sem retorno prático para a comunidade. Cita até mesmo o presidente da Associação dos Blocos Carnavalescos, Ivaldo “Brasa” como testemunha da empulhação. Segundo denuncia o presidente Brasa, a Secma repassou os recursos para uma obscura Sociedade Artística e Cultural do Maranhão, gestada pela turma da Madre Deus ligada a Jorge Murad.

Rubens Pereira fez uma comparação sobre a discrepância nos gastões. Com 30 mil habitantes o município recebeu R$ 20 mil, enquanto que alguns blocos de bairros em São Luís receberam até R$ 80 mil. São esses critérios que os deputados querem que o secretário Bulcão os transforme em algo plausível.

Frase do dia

“O caminho do engano nasce estreito, mas sempre encontrará quem esteja disposto a alargá-lo, digamos que o engano, repetindo a voz popular, é como o Comer e o coçar, a questão é começar” José Saramago, escritor português Prêmio Nobel, em “Caim” (Companhia de Letras)