19 de jun de 2011

Salgado Maranhão é premiado pela Academia Brasileira de Letras

    A Academia Brasileira de Letras anunciou na sexta-feira os vencedores do sua premiação literária anual. O poeta maranhense Salgado Maranhão foi premiado pelo livro de poesia "A cor da palavra"(imago).
     O prêmio Machado de Assis (conjunto de obra) de 2011 foi dado ao historiador Carlos Guilherme Mota, que receberá R$ 100 mil. Pelo romance "Nada a Dizer" (Companhia das Letras), a escritora e tradutora Elvira Vigna recebeu o prêmio de ficção. Ela, como os demais vencedores em outras categorias, ganhará R$ 30 mil. O de tradução ficou com Sergio Flaksman, por "O Amante de Lady Chatterley", de D.H. Lawrence (Penguin-Companhia).
     A premiação será entregue em julho na sede da ABL, no Rio.
OS PREMIADOS
MACHADO DE ASSIS (conjunto da obra): Carlos Guilherme Motta, professor titular de história contemporânea na USP e de história da cultura na faculdade Mackenzie. Foi diretor-fundador do Instituto de Estudos Avançados da USP e professor visitante nas universidades de Londres, Texas, Salamanca, Stanford e diretor de estudos da École des Hautes Études em Paris. Autor de "Ideologia da Cultura Brasileira (1933-1974)" e "História do Brasil: Uma Interpretação" (com Adriana Lopez), entre outros.
POESIA: Salgado Maranhão - "A cor da palavra"
FICÇÃO: Elvira Vigna - "Nada a dizer"
ENSAIO, CRÍTICA LITERÁRIA: Ronaldes de Melo Souza - "Ensaios de Poética e Hermenêutica"
LITERATURA INFANTOJUVENIL: Ferreira Gullar - "Zoologia Bizarra"
TRADUÇÃO: Sergio Flaksman - "O Amante de Lady Chatterley"
HISTÓRIA E CIÊNCIAS SOCIAIS: Maurício de Almeida Abreu - "Geografia histórica do Rio de Janeiro"
CINEMA: Esmir Filho e Ismael Canappele - Filme: "Os Famosos e os Duendes da Morte"

Estudante de jornalismo é Miss Maranhão 2011

    A estudante de jornalismo Nayanne Ferres, 19 anos, 1,80m, de São Luís, ganhou o Miss Maranhão 2011 neste sábado (18), em concurso realizado na mesma cidade.
    Com isso, Nayanne tem o direito de disputar o Miss Brasil 2011, que acontece em 23 de julho, e será transmitido pela Band.
    O Maranhão ficou fora do grupo de semifinalistas do Miss Brasil por mais de 10 anos, até que Roberta Tavares conseguiu entrar no Top 15, em 2008.
Do Terra

Desigualdade cai entre Nordeste e SP

Para especialistas, o aumento do mínimo e o Bolsa Família ajudam a explicar a redução das disparidades na última década
De 2000 a 2010, renda média subiu 3% em cidades paulistas e 46% nas maranhenses, mas discrepâncias persistem
ANTÔNIO GOIS
PEDRO SOARES
DO RIO
SIMON DUCROQUET
DE SÃO PAULO
    Ainda que disparidades regionais continuem gritantes, o Brasil ficou menos desigual na década passada. A divulgação dos dados do Censo Demográfico do IBGE esmiúça como o movimento afetou as cidades.
    A comparação da renda média domiciliar per capita em 2000 e 2010 mostra, por exemplo, que municípios do Nordeste tiveram os maiores ganhos na renda por pessoa, enquanto cidades paulistas lideram a lista das que menos avançaram na década.
    Considerando apenas os municípios com mais de 100 mil habitantes -os muito pequenos são mais sujeitos a variações-, entre os 50 que mais avançaram, metade são nordestinos e um paulista (Franco da Rocha).
    Já na lista dos 50 que menos avançaram, 36 são de São Paulo. Corrigindo os valores de 2000 pela inflação acumulada em dez anos pelo INPC (indicador do IBGE), 12 tiveram até mesmo pequena queda no rendimento médio. Nove entre eles são paulistas.
    É natural que municípios mais pobres tenham margem maior para avançar mais. No entanto, isso nem sempre ocorreu num país que se acostumou com a desigualdade. Nos anos 80, por exemplo, São Paulo viu a renda média de seus domicílios subir 17%, enquanto o Maranhão avançou 7%.
    Na década passada, os domicílios paulistas registraram o menor crescimento entre todas as unidades da federação (apenas 3%), enquanto nos maranhenses a variação foi de 46%.
Para João Saboia, professor do Instituto de Economia da UFRJ, a "melhora substancial na distribuição regional dos rendimentos" ocorreu graças especialmente ao desenvolvimento de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e ao aumento do salário mínimo, que variou 70% na década, descontada a inflação.
    Pedro Herculano de Souza, do Ipea, explica que o Bolsa Família, apesar do baixo valor da transferência (varia de R$ 32 a R$ 242), tem impacto muito grande em cidades menores e nas quais a renda familiar é muito baixa.
    Ele lembra que a Previdência Rural, cujo benefício é vinculado ao mínimo, incide mais nessas áreas.
    Segundo Claudio Dedecca, da Unicamp, o aumento do mínimo repercute mais no mercado de trabalho das cidades mais pobres, pois um contingente maior tem rendimentos vinculados a ele.
    "A década foi marcada por ampliação da política social e crescimento de qualidade, graças à maior dispersão dos investimentos sobre o território nacional, beneficiando áreas mais pobres", resume Lena Lavinas, da UFRJ.
    Quando se analisa o crescimento em cada município, Sonia Rocha, pesquisadora do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, lembra que é preciso considerar, no caso de regiões metropolitanas ou aglomerados urbanos, que a renda pode ser alta em função do dinamismo de cidades vizinhas.
    Mas esse dinamismo, segundo ela, também pode ter efeito colateral. Ao atrair mais população, reduz a renda média da cidade.
Da Folha de S. Paulo

São João 2011: Programação dos arraiais de São Luís deste domingo,19

Arraial da Maria Aragão
18h – Boi Mirim Sonho de Magnólia (O)
19h – Cacuriá Mirim de Hildenê
20h – Tambor de Crioula Catarina Mina
21h – Show de Mano Borges
22h – Bumba-meu-boi da Madre Deus (M)
23h – Bumba-meu-boi Meu Tamarineiro – Ribamar (O)
00h – Bumba-meu-boi de Pindaré (B)

Arraial da Vila Junina
19h - Dança Portuguesa Harmonia de Portugal
20h - Cacuriá da Vila Goreth
21h - Boi de Nina Rodrigues (Orquestra)
22h - Show de Rosa Reis
23h - Boi Barrica (Alternativo)
00h - Boi Unidos Venceremos (Zabumba)
01h - Boi de Morros (Orquestra)

Canto da Cultura (Praia Grande, Centro)
19h - Dança Portuguesa Mirim Amor de Coimbra da Floresta
20h - Boizinho Mirim Sonho de Magnólia
21h - Show de Sérgio Habibe
22h - Boizinho Incantado (A)
23h - Boi Brilho da Noite de Orquestra do Cruzeiro do Anil (O)
24h - Grupo Folia Junina
01h - Boi de Nina Rodrigues (O)

Praça Nauro Machado (Praia Grande, Centro)
18h00 - Espetáculo "Cai, Cai Balão no Circo de São João"- Cia Trupe Picadeiros
19h00 - Boizinho Mirim Proteção de São João do Anjo da Guarda
20h00 - Tambor de Crioula de José Lázaro
21h00 - Boi de Axixá (O)
22h00 - Boi União da Baixada do Monte Castelo
23h00 - Boi Lírio de São João (O)
24h00 - Show de Teresa Canto
01h00 - Cia. Folclórica Sotaque

Casa do Maranhão (Praia Grande, Centro)
18h30 - Dança Portuguesa Estrela Magia de Portugal do Jaracaty
19h00 - Dança Portuguesa Juventude Portugal de Ribamar
19h30 - Dança Portuguesa Encantos de Portugal da Estiva
20h00 - Dança Portuguesa Diamante de Lisboa do Bairro de Fátima
20h30 - Dança Portuguesa Filhos de Lisboa do Tibiri
21h00 - Dança Portuguesa Rainha e Encantos de Portugal da Vila Itamar
21h30 - Dança Portuguesa Mensageiro de Portugal do Bom Jesus
22h00 - Dança Portuguesa Estrela Cadente de Lisboa do J. Lima
22h30 - Dança Portuguesa Tesouro de Coimbra do Bom Jesus
23h00 - Dança Portuguesa A Arte e Beleza de Portugal do Codozinho
23h30 - Dança Portuguesa Encanto de Lisboa da Vila Isabel
00h00 - Dança Portuguesa Nova Geração de Portugal da Vila Sarney
00h30 - Dança Portuguesa Impérío de Lisboa do Maiobão
01h00 - Dança Portuguesa Coroa de Lisboa do Coroadinho
01h30 - Dança Portuguesa Amigos de Lisboa da Vila Nova

Arraial do Ceprama (Madre Deus)
19h00 - Cacuriá Mirim da Vila Palmeira
20h00 - Show da Banda Mákina du Tempo
21h00 - Boizinho Barrica (A)
22h00 - Grupo Folia Junina
23h00 - Cia. Folclórica Sotaque
24h00 - Boi União da Baixada do Monte Castelo
01h00 - Boi da Lua (O)

Arraial do Parque Folclórico da Vila Palmeira
19h00 - Tambor de Crioula de Juliana
20h00 - Cacuriá Assa Cana da Liberdade
21h00 - Boi Lírio de São João (O)
22h00 - Show de Chico Maranhão
23h00 - Boi da Lua (O)
24h00 - Boizinho Incantado (A)
01h00 - Boi Unidos de Santa Fé (B)

São João 2011: Programação dos arraiais de S. José de Ribamar deste domingo,19

Arraial da Teresinha Jansen (Parque Folclórico - Sede)
19h – Gatinhas Manhosas
20h – Boi Meu Tamarineiro (Orquestra)
21h – Tambor de Crioula de Aruanda
22h – Cacuriá D’Lera
23h – Banda Regional Fênix
01h – Boi da Maiobinha (Matraca)
Arraial da Piçarreira
20h – Dança do Boiadeiro American Country
21h – Dança Portuguesa Realeza de Portugal
22h – Dança do Boiadeiro Espora de Prata
23h – Débora dos Teclados
Arraial do Parque Vitória
19h – Cacuriá Estrela da Matinha
20h – Boizinho Sonho de Criança (Orquestra)
21h – Requebrasil
22h – Boi da Maiobinha (Matraca)
23h – Banda Dois Corações
01h – Boi da Vila Kiola (Baixada)
Arraial do Panaquatira
20h – Dança Portuguesa Esperança de Portugal
21h – Dança do Boiadeiro Juventude Country
22h – Gatinhas Manhosas
Arraial do Rio de São João
21h – Os Sublimes
22h – Dança Portuguesa Brilho Encanto do Porto
23h – Dança do Boiadeiro American Country
00h – Quadrilha Só Não Vale Vaiá
Arraial da Matinha
19h – Dança Portuguesa Realeza em Portugal
20h – Tambor de Crioula de Aruanda
21h – Quadrilha Só Não Vale Vaiá
22h – Boi Brilho das Estrelas (Orquestra)
23h – Alessandra e Banda
00h – Boi Mimo de São João (Matraca)
Arraial das Vilas
19h – Dança Portuguesa Brilho Encanto do Porto
20h – Dança do Boiadeiro Espora de Prata
21h – Boi Trono de Ouro (Orquestra)
22h – Boi Mimo de São João (Matraca)
23h – Banda Reprise

Petista cobra Dilma sobre PEC do trabalho escravo

Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Domingos Dutra (MA) quer audiência com a presidenta para saber qual a posição dela e do governo em relação à proposta, engavetada há sete anos na Câmara
O deputado federal Domingos Dutra (PT-MA)
    Em seus cinco primeiros meses de governo, a presidenta Dilma Rousseff fez da erradicação da miséria sua principal bandeira política. Mas não se posicionou claramente sobre uma das faces mais visíveis da pobreza: a exploração do trabalho escravo. Agora chegou a hora de se manifestar. A cobrança é feita por um deputado do partido da própria presidenta Dilma, o também petista Domingos Dutra (MA), vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos. Um dos coordenadores da Frente Parlamentar pela Erradicação do Trabalho Escravo, Dutra quer o aval da presidenta para a retomada da votação da PEC do Trabalho Escravo na Câmara, engavetada há sete anos no plenário da Casa.
    “Queremos que o governo se empenhe nisso. Dilma colocou o combate à pobreza no centro de seu governo. Não há nada que represente melhor a pobreza do que o trabalho escravo”, diz o deputado. “Queremos conversar com a presidenta e com o ministro Gilberto Carvalho para saber da posição do governo. Não podemos passar este ano sem aprovar essa PEC”, acrescenta.
    Domingos Dutra e outros parlamentares envolvidos na discussão da PEC do Trabalho Escravo vão pedir uma audiência com Dilma e o secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, para cobrar uma posição do Executivo sobre o assunto. A proposta expropria a terra onde for constatada a submissão de trabalhadores à condição análoga à de escravo. Ele disse não se lembrar de a presidenta ter se posicionado sobre o tema durante sua campanha eleitoral.
Posição de governo
    Os parlamentares também se mobilizam para realizar uma audiência pública sobre o assunto com quatro ministros na Comissão de Direitos Humanos do Senado, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS). A ideia, explica o deputado, é chamar os ministros da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Igualdade Racial, Luiza Helena de Bairros, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, para que eles esclareçam o que o governo pensa em relação à expropriação de terra de escravagistas contemporâneos. Os convites, segundo Domingos Dutra, devem ser propostos na reunião do próximo dia 7, quando será definido o novo comando da Frente Parlamentar pela Erradicação do Trabalho Escravo.
    Para o deputado, não basta criar apenas programa de transferência de renda, a exemplo do recém-lançado Brasil sem Miséria. “Temos de nos pegar nas questões estruturais. Erradicar o trabalho escravo é medida duradoura para enfrentar esse problema. Se não enfrentarmos isso, continuamos com a causa do problema aberta”, defende o petista.
Divergência com Maia
    O deputado admite que outro petista tem resistido a incluir PEC do Trabalho Escravo na pauta, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). “Ele tem nos dito que não basta botar na pauta, que tem de ter garantia de aprovação. Discordamos. Não pode ficar esse lengalenga. Queremos botar na pauta e que cada um cada um coloque sua digital lá”, critica Domingos Dutra. “A gente quer botar na pauta, porque aí todo mundo se mexe. Ou dá consequência ao que se deseja, ou ficam palavras ao vento. Vamos saber quem é a favor da escravidão”, emenda. Maia tem dito aos colegas que só pautará uma proposta de emenda à Constituição que tiver consenso entre os deputados, o que não ocorre com a PEC 438/01.
    Primeiro parlamentar de origem quilombola, o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos considera vergonhoso o fato de a “sétima economia mundial” ainda não ter erradicado a escravidão 123 anos após a abolição da escravatura. “Vamos bater palma para a princesa Isabel e para o Congresso do Império, que aprovou a Lei Áurea em dez dias. Nós passamos mais de dez anos para tentar eliminar essa chaga. E não conseguimos nada até agora”, compara.
    O deputado defende a instalação da CPI do Trabalho Escravo, proposta pelo também petista Cláudio Puty (PA), para investigar denúncias no campo e pressionar a Câmara a aprovar a proposta de emenda constitucional.
Medo da PEC
    Para ele, a crise na base aliada deflagrada com a aprovação do Código Florestal há menos de um mês não pode servir de desculpa para que a PEC do Trabalho Escravo continue na gaveta. Em entrevista ao Congresso em Foco, um dos coordenadores da bancada ruralista, Moreira Mendes (PPS-RO), disse não acreditar na existência de trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Na visão dele, há abuso por parte da fiscalização e falta clareza na definição do crime, o que abriria margem para “subjetividades”.
    “Se não existe trabalho escravo, por que eles têm medo da PEC? Eles não podem querer tudo. Acabaram de impor um Código Florestal devastador. Querem agora devastar e manter escravo? Aí é marcar dois a zero. Temos de responder com mobilização popular”, defende Domingos Dutra. “Agora que o governo está com a articulação política azeitada, nas mãos das mulheres, pode ser que haja mais sensibilidade”, avalia o deputado, em alusão às ministras Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e Ideli Salvatti, das Relações Institucionais.
    Como mostrou o Congresso em Foco, com receio de um novo embate com a bancada ruralista, o governo resiste a retomar a votação da PEC do Trabalho Escravo. No momento, três parlamentares (os deputados João Lyra e Beto Mansur e o senador João Ribeiro) respondem no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de trabalho escravo.
Do Congresso em Foco

Às cegas

Ferreira Gullar
     Faz algumas semanas, cometi o atrevimento de tentar demonstrar como o Lula e o PT terminaram por ocupar, na vida política brasileira, o lugar do partido que era o seu principal adversário, o PSDB. Não havia nada de desconhecido nessa metamorfose, faltava apenas enunciá-la, e foi o que eu fiz: demonstrei como Lula e seu governo, depois de combaterem ferozmente o governo FHC e seus programas, entenderam que, se insistissem nessa postura, jamais alcançariam a presidência da República. Mudaram e ganharam as eleições.
     E mais: ao assumir a chefia da nação, sem nenhum projeto, Lula viu que, se não seguisse o rumo do governo anterior, levaria o país ao desastre. E assim foi que, conforme disse naquela crônica, o lobo vestiu a pele do cordeiro, isto é, o PT virou PSDB. E a metamorfose continua, pois, agora, depois de satanizar, durante as últimas eleições, a privatização, Dilma decide privatizar os principais aeroportos do país.
    Disso resultou que o PSDB não conseguiu fazer oposição de fato ao governo petista, já que para isso teria que se opor a tudo o que defendera e implantara no país. E essa situação se mantém, e de tal modo, que o PSDB, desde então, mergulhou numa apatia que vinha se agravando a cada dia. E, com a cara de pau que o caracteriza, Lula afirmou que isso ocorre porque o partido de FHC não tem programa...
    A verdade é que Lula _e agora Dilma_, tendo se transformado em autores dos projetos e programas que combateram, aliaram às medidas saudáveis do governo anterior _que liquidaram com a inflação e mantiveram estável a economia_ outras abertamente populistas, visando conquistar o maior número possível de pessoas carentes.
    Com isso, Lula garantiu a seu governo e seu partido uma popularidade de que jamais gozariam se tivessem persistido na pregação radical que sempre os caracterizou. Além do mais, aparelhou órgãos e empresas estatais, pondo-os todos a serviço da propaganda oficial. De tudo isso resultou o enorme crescimento do PT nas últimas eleições e a inabalável popularidade de Lula, que assim pôde eleger para a presidência uma senhora que jamais disputara qualquer pleito eleitoral. Ela governa o país, seguindo o mesmo plano populista de seu inventor, com ampla aprovação popular.
    Que perspectiva viável terá um partido de oposição, como o PSDB, em face de semelhante situação? Essa pergunta de difícil resposta tem levado muitos opositores de Lula e do petismo à indecisão e à imobilidade.
    É verdade que alguns fatos recentes deram certo alento à oposição, como a derrota do governo na votação do Código Florestal e, sobretudo, o escândalo que envolveu Antonio Palocci e resultou em sua saída da chefia da Casa Civil. Mas esses episódios, se revelam a verdadeira natureza do governo petista, não bastam para afirmar a oposição como alternativa de governo. Isso só acontecerá quando os líderes oposicionistas se dispuserem a refletir sobre a situação do país, visando construir um projeto de nação.
    Para concebê-lo seria necessário entender que a estabilidade econômica, se é um fator positivo, não basta para definir o futuro e garantir a melhoria real da vida das pessoas, particularmente daquelas menos equipadas para crescer socialmente. Esse projeto, o PT não é capaz de criar.
    E não o é porque ele não tem nem nunca teve plano de governo. Esse tipo de partido, por acreditar que todo o mal da sociedade decorre do domínio da burguesia, imagina que basta tirá-la do poder para resolver todos os problemas. Foi por isso que, para governar, o PT teve que transformar-se em PSDB. Mas continua sem projeto próprio.
    Isso significa que, não o tendo, improvisa a cada dia um novo lance populista, como o recente Brasil sem Miséria, mais um slogan do que um programa de governo. Esses programas assistenciais não são capazes de alterar qualitativamente a vida das pessoas, especialmente dos jovens, cujo futuro depende da educação de qualidade.
    São previsíveis os problemas que as novas tecnologias poderão criar em nosso país, no qual seu uso se estende de forma célere sem que a isso corresponda à formação de quadros técnicos aptos a fazê-lo funcionar. Enfim, o Brasil precisa de um projeto de nação.
Da Folha de S. Paulo

Manchetes dos jornais

Maranhão
ITAQUI-BACANGA - Sãó Luís está com medo: Onda de assassinatos causa pânico na população
JORNAL EXTRA - Pai mata filho e depois atira no próprio coco
JORNAL PEQUENO - Municípios do Maranhão criados em 94 registram piores indicadores sociais
O ESTADO DO MARANHÃO - Convênio facilitará compra da casa própria po servidor
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Mapa do aluguel em Brasília mostra variação de 14.200%
FOLHA DE SÃO PAULO:Renda cresce mais no NE e desigualdade cai
O ESTADO DE S. PAULO:BC vê inflação menor com crescimento
O ESTADO DE MINAS:Quero viver até os 100 anos
O GLOBO:Brasil faz 18 leis por dia, e a maioria vai para o lixo
ZERO HORA:Por que a economia da Europa balança?
Regional
JORNAL DO COMMERCIO:Mais rigor nos hospitais
MEIO-NORTE:Morte por acidente vai superar câncer
O POVO:Tecnologia e sala de aula