13 de dez de 2010

Sarney defende criação imposto para substituir CPMF

    Exatamente três anos depois da extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o presidente do Senado, José Sarney, disse nesta segunda-feira (13) que é a favor da criação de um novo imposto nos mesmos moldes.
    Na opinião do senador, que votou pela manutenção do imposto, é necessário que sejam disponibilizados mais recursos para a saúde.
    - Acho que é um imposto muito pequeno e um imposto bom porque não tira mais dos pobres, mas tira dos que mais têm. São recursos que deixam de entrar para a saúde pública, onde o Brasil mais necessita e o povo mais necessita.
    A CPMF foi extinta em 13 de dezembro de 2007, depois de ter vigorado durante 17 anos, entre 1994 e 2008.
    Sarney participou hoje de uma homenagem feita pelo Hospital Sarah Kubitschek ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No evento, foi assinado termo aditivo do contrato de gestão da Rede Sarah com a União.
    Durante a solenidade, o presidente Lula também criticou o fim do CPMF.
    - Perdemos mais de R$ 150 bilhões de reais. Só existe uma explicação para tirar a CPMF do Orçamento: ódio, rancor e maldade.
Do R7

Ministério Público do Trabalho denuncia irregularidades no Porto do Itaqui

    O programa Trabalho Legal, exibido semanalmente pela TV Justiça, mostrou na última semana irregularidades apontadas pelo Ministério Público do Trabalho no Porto do Itaqui, no Maranhão. O vídeo abaixo mostra que atividades simples, como beber água, usar o banheiro ou se proteger da chuva são verdadeiros desafios para os trabalhadores que atuam num dois principais portos da região Norte/Nordeste do Brasil.
    Quando presidiu a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), o hoje prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), pretendeu transformar o complexo portuário que hoje conta com sete berços no hub port no Atlântico Norte. Enfim, um porto concentrador e distribuidor. Para isso, abriu licitação para um plano diretor que até o ano de 2040 previa que o terminal do Maranhão abrigará 34 berços e liderará todas as principais estatísticas entre os portos do País.
    Em entrevista concedida por e-mail ao PortoGente, em julho deste ano, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias dos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins, Eduardo Pinto, detalhou as relações com a Vale e conta os detalhes dos problemas enfrentados por quem trabalha no Terminal Portuário da Ponta da Madeira, no Maranhão, um dos negócios mais lucrativos para a empresa.
    É importante lembrar que dois trabalhadores da mineradora Vale morreram no início do ano no Terminal Portuário da Ponta da Madeira, em Itaqui, durante um acidente de trabalho. Será que as condições de segurança proporcionadas pela Autoridade Portuária e pelas empresas lá instaladas são suficientes para evitar novas tragédias?
Assista a reportagem:

Do Portogente

Da TV ao Cordel há bunda em abundância

    Sob o título "Mulheres querem bumbum maior neste verão" a Rede RECORD exibiu no Domingo Espetacular uma reportagem ensejada pelo sucesso da Mulher Melancia no reality A Fazenda. "Ele reina absoluto....", afirma na abertura o repórter Jayme Ribeiro, diretamente do "calçadão mais famoso do mundo: praia de Copacabana, no Rio de Janeiro". Daí para frente em 9 minutos e 51 segundo o assunto é um só: a bunda, da mulher brasileira.
    O tema é palpitante. Na reportagem da televisão do bispo Edir Macedo vale até mesmo entrevista com fisioterapista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Tudo para comprovar que a tendência desse verão no país é: quanto maior, melhor.
    A prova de que as brasileiras levam vantagem está no livro de Dian Hanson,"The Big Butt Book" (O livro das grandes bundas). A publicação, editada na Europa, reúne as mais belas e maiores bundas do mundo e dedica uma página para a Watermelon Woman (Andressa Soares, nossa Mulher Melancia), com 121 centímetros de bunda.
    Tanta riqueza de material levou o cearense João Batista Vieira Fontenele, o Jotabê, a escrever  o cordel "O valor que a bunda tem". Ele se antecipou à constatação exibida em A Fazenda. Lançou o cordel em setembro de 2006, fora do verão carioca. Mesmo assim acumula recorde de venda. Vendido mano-a-mano e na casa do autor, no Parque Santana, em Mondubim (Fortaleza), o livreto de oito páginas do cordelistra de Viçosa do Ceará reforça a preferência nacinal. Tanto que sobrou pouca atenção para Lula no Domingo Espetacular da Record. Jotabê foi um dos brasileiros que consideram secundário as revelações sobre futuro do atual presidente.
    Ver mais sobre o assunto aqui.

Ateísmo e delírio

Fernando de Barros e Silva
SÃO PAULO - As images de Charlie Chaplin e de Adolph Hitler estão lado a lado. Abaixo do criador de Carlitos está escrito "não acredita em Deus"; abaixo do líder nazista, "acredita em Deus". No alto, o slogan: "Religião não define caráter".
    Essa é uma das quatro propagandas que a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) estaria veiculando, desde ontem, em ônibus de Porto Alegre e de Salvador.
    Poderíamos logo brincar e dizer: nos ônibus brasileiros, talvez seja melhor ir na companhia de Deus... Piada à parte, seria fácil inverter a lógica da propaganda, opondo, por exemplo, Madre Teresa de Calcutá (a religiosa) a Joseph Stálin (o ateu).
    A Atea argumenta, em seu site, que pretende diminuir "o enorme preconceito que existe contra os ateus e caminhar rumo à igualdade plena entre ateus e teístas". Certo.
    Mas a Atea, com sua campanha, parece cultivar uma espécie de religião dos descrentes, de igrejinha dos sem fé. Mais do que isso, ao copiar um tipo de propaganda que teve início na Inglaterra, em 2009, a associação de ateus importa para o país um problema postiço, que não é nosso, pelo menos nesses termos.
    Isso fica muito claro numa das peças publicitárias, especialmente agressiva. A imagem mostra o avião mergulhando, prestes a se espatifar contra uma das torres gêmeas, enquanto a outra já está em chamas. Ao lado se lê: "Se Deus existe, tudo é permitido" -inversão da frase famosa de Dostoiévski, nos "Irmãos Karamazov" ("Se Deus não existe, então tudo é permitido").
    O 11 de Setembro foi obra de extremistas religiosos, todo sabemos. Mas também sabemos que quase todas as pessoas que acreditam em Deus reagiram ao ataque com horror indignado. Será que precisamos desse ateísmo apelativo, subsidiário da doutrina bélica de Bush?
    Não vamos, por favor, transformar a descrença em Deus num delírio, para parafrasear Richard Dawkins. Quem fala aqui é um ateu convicto, que convive muito bem com o fato de pertencer a uma minoria.

Como se fazem ministros

O deputado federal Pedro Novais (PMDB-MA)
    Somente um país maduro e estável, que atravessa um dos melhores momentos de sua história, poderia dar-se ao luxo de assistir, sem sobressaltos, a um presidente da República de saída do cargo escalar boa parte do ministério do presidente de entrada. E a um deputado como o octogenário Pedro Novais (PMDB-MA) ir parar no ministério do Turismo.
    Nada contra o comportamento de Lula. Se Dilma que poderia ter não tem, quanto mais eu? Nada contra também a promoção a ministro do apagado Novais – deputado federal há seis mandatos consecutivos. No caso dele, o que chama a atenção foi a maneira como acabou escolhido.
    Presidente do PMDB e vice-presidente da República, o deputado Michel Temer acalentava duas pretensões: manter o paulista Wagner Rossi, seu amigo, no ministério da Agricultura, e garantir uma vaga de ministro para o carioca Moreira Franco. Realizou as duas.
    Animado, passou a acalentar uma terceira: empurrar para dentro do governo o gaúcho Mendes Ribeiro, reeleito deputado federal. Assim, a vaga dele na Câmara cairia no colo de Eliseu Padilha, deputado federal desde 1995, mas que desta vez só obteve votos suficientes para ficar como primeiro suplente.
    Foi então que Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, lembrou a Temer a existência de dois empecilhos para que desse certo a manobra a favor de Padilha: ele fora ministro dos Transportes do governo Fernando Henrique; e apoiara José Serra, candidato do PSDB a presidente.
    Soprado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seu colega de jogadas ardilosas na Comissão de Orçamento da Câmara, o nome de Novais começou então a circular dentro do PMDB como o mais indicado para ocupar qualquer vaga ministerial. Novais colecionava uma série de vantagens.
    Devido à idade avançada, está no fim de sua carreira política. Não fará sombra a ninguém. Sabe como os políticos dependem da liberação de verbas do Orçamento da União para irrigar suas bases eleitorais. E é ligado ao senador José Sarney (PMDB-AP), aliado de Dilma e Lula.
     Henrique Eduardo viu em Novais a chance de emplacar seu primo Garibaldi Alves (PMDB-RN) como ministro da Previdência. O cargo fora oferecido por Dilma ao senador Eduardo Braga (PMDB-AM). O senador Renan Calheiros (AL) entrou na parada a pedido de Henrique Eduardo.
    Perguntou a Braga: “Está pronto para ter sua vida impiedosamente devassada pela imprensa?". Braga concluiu que não - e desistiu. Renan e Sarney avalizaram a nomeação de Garibaldi, reeleito senador em dobradinha com José Agripino, líder do DEM no Senado.
    “Garibaldi não é confiável”, interferiu Antônio Palocci, futuro chefe da Casa Civil, em telefonema para Renan. “Nem pra gente ele é”, concordou Renan. “Mas política é assim mesmo”. Dilma engoliu a seco Novais e Garibaldi sob a desculpa de que governará com quem a ajudou a se eleger.
    De resto, Dilma advertiu o PMDB de que a responsabilidade por nomeações desastrosas será debitada na conta dos partidos que as patrocinarem. Novais entende tanto de Turismo quanto Garibaldi de Previdência – nada. E daí? Convencionou-se que político está dispensado de ter familiaridade com assuntos técnicos.
    Para enfrentá-los, vale-se de técnicos que o assessoram. O importante é a decisão de investir nisso e não naquilo. E ao cabo, a decisão é de governo, não de um ministro. Dentro e fora do núcleo duro do futuro governo parece consolidada a certeza de que será efêmero o primeiro ministério de Dilma.
    O jogo só começará para valer ali pelo meio do primeiro mandato. É quando Dilma e os partidos entrarão em campo com seus melhores craques. Novais ambiciona ser ministro até o fim do mandato de Dilma, atravessando no cargo a Copa do Mundo de 2014 a ser disputada no Brasil.
    No meio da semana passada, ele procurou uma ex-funcionária do Ministério do Turismo e pediu com jeito humilde:
- Me conta como é essa história de Ministério do Turismo.
Do blog do Noblat

Estupidez amapaense leva mais uma bofetada de Sarney

Corrêa Neto
    Quando deixou a Presidência da República nas mãos de Fernando Collor de Mello, José Sarney chegava ao fundo do poço, e o Brasil já estava lá. Depois de uma série de lambanças como a do Plano Cruzado, que teve direito aos “fiscais do Sarney”, de triste memória, o velho coronel, chefe de uma das mais cruéis oligarquias do país, descia a rampa do Planalto rumo ao ostracismo, sem ter, sequer, alguém que lhe carregasse a pasta até o carro que o aguardava na pista. Finda a desastrosa passagem pelo cargo mais importante da República, restava ao velho oligarca uma melancólica aposentadoria, quem sabe ocupando uma das salas do Convento das Mercês, em São Luis do Maranhão, construído em 1654 pelo Padre Antonio Vieira para abrigar a Ordem dos Mercedários, hoje apropriado por uma Fundação que leva o nome do ex-presidente, envolvida em escândalos sucessivos, segundo denúncias divulgadas não faz muito tempo pela mídia nacional. E se assim fosse, com o ícone do atraso da política nacional aposentado, o Brasil estaria livre de uma das mais dolorosas chagas de seu quadro político: o próprio Sarney. Mas não foi bem o que aconteceu.
    Quando o oligarca maranhense se preparava para o esquecimento, um grupo de saltitantes e “espertos” representantes da mediocridade política do Amapá foi buscá-lo, e o introduziu, com todas as honras, na vida amapaense. “Com Sarney no Senado, o Amapá vai ter força”, diziam. E como teve. O velho político, apontado lá fora como o pior presidente de quantos nos governaram, aqui fazia prevalecer a aura do ex-presidente, louvado por uma legião de políticos, radialistas, jornalistas (???) empresários, e endeusado por outros milhares de ignorantes, alguns dos quais se esforçavam para chegar perto dele, levando crianças para serem abençoados, como acontecia durante caminhadas políticas feitas pelas ruas do subúrbio de Macapá. E foi assim que Sarney levou vinte e quatro anos de mandatos no Senado da República, ganhou uma Secretaria Extraordinária do Governo do Amapá, em Brasília, na tese para captar recursos, na prática para abrigar desempregados ligados a ele. E o Amapá continuava “tendo força”, recebendo pequenos favores, e o velho “coroné” se beneficiando dela. E haja político medíocre bajulando, e a mídia igual, fazendo eco. E o número de burros e éguas velhas da fazenda amapaense do senador aumentando.
    A bofetada mais recente desferida pelo “coroné”, na cara da estupidez amapaense é bem recente, aconteceu na semana passada.
    Pela primeira vez, desde a chegada dos portugueses, o Amapá teve uma possibilidade, se bem que efêmera, de ocupar um Ministério, o do Turismo, com mais ou menos R$ 38 milhões para a realização de eventos, mas de qualquer maneira um Ministério, sim senhor. O nome da deputada federal Fátima Pelaes, do PMDB, chegou a ser anunciado como indicado pelo partido, mas o velho cacique tinha outros planos. Depois de ver a dotação para eventos do Ministério crescer de humildes trinta e poucos milhões para mais de setecentos milhões de reais, Sarney deu uma “banana” para a burrice amapaense que o aplaude, e mandou o Lula dizer para a Dilma que o nome do “hômi” para o Ministério é Pedro Novaes, um deputado federal de 85 anos, maranhense, para variar.
    Então vocês acham que o Sarney iria deixar um Ministério, com mais de setecentos milhões para gastar, nas mãos de uma amapaense, mas quando? Bem feito. Daqui a quatro anos vocês dão mais um mandato para ele. Bando de trouxas.

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO - Irmão de deputado do Maranhão é assassinado com 14 tiros no Piauí
O ESTADO DO MARANHÃO - VSB 30 é lançado com sucesso