30 de abr de 2011

ISTOÉ revela escândalo envolvendo o vice-governador do Maranhão, Washington Oliveira

0 fugitivo, o ministro e a PF
Em menos de um mês, investigado pela PF encontra-se com o ministro da saúde, tem a prisão decretada, esconde-se da polícia na sede do PT em Brasília e consegue um habeas corpus para continuar livre
Claudio Dantas Sequeira


ALVO


Padilha (abaixo) recebeu em seu gabinete João Magalhães (alto),

que pretendia fraudar contratos com o Ministério da Saúde

    No início de fevereiro, a Polícia Federal deflagrou uma operação que desbaratou um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro na Prefeitura de Barra do Corda, no Maranhão. Como ISTOÉ revelou, a quadrilha, formada por membros da família do prefeito Manoel Mariano de Souza, o Nenzim, desviou R$ 50 milhões dos cofres públicos, boa parte dinheiro do Fundeb que deveria ser aplicado nas escolas. Agora, a PF está concluindo um novo inquérito sobre desvios milionários nas contas do Incra maranhense. As duas investigações, embora independentes, têm em comum um mesmo personagem: o lobista João Batista Magalhães, comerciante maranhense, conhecido de políticos e empresários, que nos últimos anos acumulou prestígio e riqueza, tornando-se figura carimbada nos gabinetes de Brasília. No início deste ano, Magalhães chegou a ser recebido pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em seu gabinete, na Esplanada dos Ministérios.
    Apesar de não ser a figura central na nova série de escândalos maranhenses, João Batista Magalhães ocupa papel de destaque em cada um deles. Para a Polícia Federal, o lobista é peça importante para entender e desbaratar os esquemas de corrupção perpetrados por prefeitos do Estado. Por isso, ainda em fevereiro, pediu a prisão preventiva de Magalhães, que, mesmo diante de tantas denúncias, continuava na ponte aérea entre São Luís e Brasília. Foi na capital, aliás, que Magalhães se refugiou ao saber da ordem de prisão. Ao descobrir que poderia ser detido a qualquer momento, fez uso de sua rede de contatos no mundo político e conseguiu “asilo” na sede nacional do Partido dos Trabalhadores. Magalhães disparou telefonemas dali mesmo para advogados e amigos, um deles informante da PF. “Vimos no bina do telefone aquela sequência de três números 13. Quando pesquisamos, descobrimos que se tratava de uma linha do PT”, revela o delegado responsável pelo inquérito, Victor Mesquita.

FUGA
O delegado Marcelo Oliveira nega que a prisão do lobista foi abortada por decisão da cúpula da PF
    A operação havia sido deflagrada no dia 3 de fevereiro, uma quinta-feira. O lobista, que estava hospedado no Hotel Kubitschek Plaza, deixou o local na manhã da sexta-feira. As pistas com base nos telefonemas voltaram a esquentar no sábado, mas a sede do PT não abre nos fins de semana. Como não tinham mandado judicial, os federais tentaram lançar mão de um ofício chamado “consentimento de busca”, pelo qual o responsável pela sede do PT autorizaria a entrada dos agentes. Quando parecia que finalmente conseguiriam prender Magalhães, uma ligação da sede da Polícia Federal em Brasília suspendeu a ação. “Mandaram abortar a missão”, afirma uma fonte ligada à investigação. O chefe da Divisão de Combate a Crimes Financeiros da PF, delegado Marcelo Oliveira, que comandou a busca, nega a versão. “O fato é que não conseguimos encontrá-lo em Brasília. A última informação foi que ele estava no Kubitschek Plaza”, afirma Oliveira.
    Na segunda-feira 7, Magalhães foi beneficiado por habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça. O mesmo ato suspendeu a prisão preventiva do prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Souza, e de sua mulher, Francisca Teles, que também estavam foragidos. O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), diz desconhecer o episódio e também o lobista. “Nunca ouvi falar desse sujeito. Mas posso garantir que o diretório não serve de abrigo para ninguém, nem para criminosos nem para inocentes”, disse à ISTOÉ. O inquérito sigiloso, obtido por ISTOÉ, indica que Magalhães movimentou em sua conta e na de sua empresa quase R$ 10 milhões, entre 2007 e 2010. “Aproximadamente 50% destes depósitos são oriundos de cheques da Prefeitura de Barra do Corda”, diz a PF.

AMIZADE
O vice do Maranhão, Washington Luiz, gosta de pegar os carros de Magalhães emprestados
    Há duas semanas, Magalhães esteve na PF para depor sobre a participação no esquema de fraudes. Porém não deu detalhes de seu périplo em Brasília. Os agentes agora se perguntam se ele passou a noite da sexta-feira 4 de fevereiro para o sábado 5 no diretório do PT ou se alguém lhe entregou as chaves do local pela manhã. As suspeitas dos federais recaem sobre o vice-governador do Maranhão, Washington Luiz de Oliveira (PT), a quem o lobista era extremamente ligado. Não foram poucas as vezes em que os dois foram vistos juntos em Brasília e no Maranhão. Em São Luiz, o vice-governador andava em carros do próprio Magalhães, que também emprestou seu Land Rover para caciques petistas que estiveram naquela cidade na campanha de 2010.
    A relação entre o lobista e o vice-governador tornou-se mais forte na época em que Washington Oliveira era assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, na gestão do ministro Luiz Dulci. “Ele levava os prefeitos para Brasília prometendo a liberação de verbas. Já fazia isso havia uns cinco anos, mas nos últimos dois anos ele ficou fortíssimo”, afirma um assessor parlamentar. Oliveira admite que conhece Magalhães, mas nega qualquer envolvimento com as atividades de lobby. Contra a versão do vice há informações de que, dois dias antes da operação da PF, ele apresentou Magalhães ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de quem era colega no governo Lula. Segundo fontes ligadas à investigação, depois de abocanhar verbas da educação e da reforma agrária, o lobista mirava na atual pasta de Padilha, a Saúde. Questionado pela reportagem, o ministro disse não conhecer o lobista, mas confirmou que ele fez parte de um grupo de cinco pessoas que lhe foram apresentadas pelo vice-governador maranhense no dia 1o de fevereiro, dois dias antes da decretação da prisão. Magalhães virou uma espécie de fantasma nas hostes petistas. E as investigações sobre seus negócios ainda vão assombrar muita gente.
Da Revista ISTOÉ

Questão de temperamento

Zuenir Ventura
    O presidente do Senado, José Sarney, classificou como uma "questão de temperamento" a atitude do colega e presidente da Comissão de Educação, Roberto Requião, que arrancou o gravador das mãos de um repórter da Rádio Bandeirantes que lhe perguntou se abriria mão de uma discutível aposentadoria vitalícia de R$24 mil por ter exercido o cargo de governador do Paraná. Depois de apagar a entrevista e ameaçar o jornalista - "Quer apanhar?" - o agressor justificou-se em plenário: "Há momentos em que a indignação é uma virtude como foi a do Cristo ao responder aos vendilhões do templo." Não é a primeira vez que Requião perde a cabeça e sofre um desses surtos de "indignação". Teve tantos que recebeu o apelido de Maria Louca, levando o falecido Orestes Quércia a esclarecer: "Às vezes mais louca do que Maria; às vezes mais Maria do que louca." Requião na Comissão de Educação é uma contradição em termos tão evidente quanto Renan Calheiros no Conselho de Ética.
    Esse padrão de comportamento conhecido como desequilíbrio emocional tem se tornado comum no país, e em alguns casos com sérias consequências. Outro dia mesmo houve o episódio do motorista de Porto Alegre que, num desses destemperos, resolveu passar com seu carro por cima de um grupo de ciclistas que atrapalhava a sua passagem. Está respondendo por 17 tentativas de homicídio triplamente qualificado. Mais modesto, porém, o intempestivo atropelador não teve delírio de grandeza de comparar seu rompante ao de Cristo. Também não se sentiu vítima de bullying da imprensa, como fez o ex-governador. Preferiu se internar numa clínica psiquiátrica, de onde acabou indo para o Presídio Central. Seu advogado disse que "a internação foi o melhor caminho para evitar um (novo) surto".
    Sarney acha que a atitude do seu colega não se caracterizou como "uma agressão à liberdade de imprensa ou de trabalho" (se não é agressão, o que será então? Afago?). Segundo o diagnóstico do presidente do Senado, o gesto colérico se deve ao tal "temperamento" explosivo do paciente, desculpe, do presidente da Comissão de Educação, ou seja, à sua índole ou àquele conjunto de humores que formam nossa personalidade e temperam nossas reações. Se é assim, melhor do que punir ou chamar à atenção o agressor não seria o caso de chamar um psiquiatra? Com todo o respeito. Vai que ele tem um novo acesso de fúria.
    Por falar nisso, tem também o caso da promotora que fez curso de loucura. Há os desequilibrados que querem se passar por normais, e há os que querem se passar por loucos mesmo não sendo. Pelo menos totalmente, porque quem faz um curso desses não regula bem, já é um pouco o que pretende fingir ser.
De O Globo

O bullying do Senado

Ruth de Aquino
    Somos vítimas de bullying político, moral e cívico. E nada fazemos. O país parece anestesiado pela overdose real de William e Kate naquela ilha ao norte do Equador. Ao sul, em nossa república tropicalista, assistimos passivamente a uma das cerimônias mais vergonhosas do Senado. Renan Calheiros acaba de entrar para a Comissão de Ética. Roberto Requião arranca gravador de repórter para apagar sua própria entrevista. Tudo com o beneplácito do padrinho-mor José Sarney.
    Tapa na cara, bofetada na nação, cinismo institucional. Assim cientistas políticos e especialistas em ética classificaram as últimas ações do Senado. Roberto Romano, da Unicamp, declarou: “Se o Senado fechar amanhã, ninguém vai sentir falta, salvo os lobistas e os políticos que querem atingir o Tesouro Nacional por meio da troca de favores”. Claudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil, foi além: “O Senado não precisa existir, não tem função. Não há nada que ele faça que a Câmara não possa fazer. Pode desaparecer sem prejuízo e seria até mais barato”.
    Essas reações podem parecer destemperadas numa democracia que atribui seu equilíbrio à existência de duas Casas: a Câmara e o Senado. Mas respeito e credibilidade não são automáticos. Oito senadores indicados para a Comissão de Ética respondem a inquéritos ou processos no Supremo Tribunal Federal. A missão desse grupo “seleto” é vigiar e garantir o decoro dos 81 senadores. No novo conselho, muitos são amigos íntimos, alguns conterrâneos, do maranhense Sarney. O próprio Sarney esteve envolvido em 11 processos no ano passado – mas foi entronizado como “homem não comum” pelo ex-presidente Lula.
    O presidente da Comissão de Ética, João Alberto, do PMDB, governou o Maranhão em 1990. Nesse ano, uma lei estadual doou um prédio histórico à família Sarney. Quem é João Alberto para ser o guardião do decoro do Senado? Quais são suas credenciais para o país acreditar em seu slogan “Vamos cortar na nossa própria carne”? Nas três vezes em que ocupou o mesmo cargo, João Alberto engavetou todos os processos abertos na Comissão de Ética. No Brasil de hoje, “formação de quadrilha” deixou de ser acusação.
    Mais escandaloso é o resgate do líder do PMDB, o alagoano Renan Calheiros. O conselho aprovou em 2007 sua cassação, rejeitada pelo plenário. Calheiros enfrentou denúncias de quebra de decoro, corrupção, desvio de dinheiro público, sonegação de bens, uso de laranjas. Renunciou à presidência do Senado e foi absolvido pelos pares.
    Oito senadores indicados para a Comissão de Ética estão enrolados na Justiça. É um tapa na cara da nação
    A denúncia mais ruidosa contra Calheiros foi a de usar o lobista de uma construtora para pagar uma pensão mensal a Mônica Veloso, com quem teve uma filha fora do casamento. Ele alegou que alimentava a menina com a venda de bois nas suas fazendas. As notas fiscais estavam irregulares.
    Mônica teve seus 15 minutos de fama, posou nua e hoje apresenta um programa de carros, Vrum, na televisão mineira.
    Ela deixou imortalizada em seu livro uma descrição humana do amante. Segundo Mônica, Renan fingia que ia se separar. “No início do namoro, ele estava meio gordinho, mas fez dieta.” O casalzinho ia a festas, e Mônica era tratada “com deferência” no Senado. Para Renan, ela era “uma rosa única entre milhões de rosas”. O então presidente do Senado cantarolava “Eu sei que vou te amar” de noite ao telefone, e queria pular Carnaval de rua com ela na Bahia. Mônica chamava Renan de “docinho”, “de tão meigo que ele era”, mas ele entrou em pânico quando ela disse estar grávida.
    Tudo o que Calheiros possa ter de “docinho”, seu colega de Senado Roberto Requião tem de truculento. Arrancou na segunda-feira um gravador das mãos de um repórter. Irritou-se com uma pergunta procedente: ele abriria mão da aposentadoria de R$ 24.117 que recebe como ex-governador do Paraná? Requião só devolveu o gravador após apagar a entrevista. Sarney o defendeu: “Requião é um cavalheiro”. Na tribuna, o senador disse ser vítima do “bullying de uma imprensa às vezes provocadora e muitas vezes irresponsável”.
    Bullying é o que os senhores, senadores, resolveram praticar contra quem paga seus subsídios.
Da Revista Época

Cyrella admite que vai atrasar cronograma de entrega de imóveis

    O vice-presidente da Cyrella, construtora responsável por vários empreendimentos imobiliários em São Luís (MA), Rogério Jonas Zylbersztajn, admite que vai haver atraso na entrega de imóveis. segundo Rogério Jones a falta de mão de obras e de material no mercado é apontada como principais causas do furo no cronograma.
    "Nunca havia visto isso acontecer", diz Rogério Jonas, "A Cyrela nunca havia atrasado obra e agora está atrasando".
    Cyrella e Gafisa experimentam  grandes quedas no Imbob,índice que mede os papéis das construtoras. Enquanto a Cyrela teve queda de 21% a Gafisa acumula 16,5% negativos.
    "Estamos lidando com gargalos em vários setores, não é só na construção civil. É assim no mercado de telefonia, nos aeroportos, nos hotéis, é gargalo para tudo quanto é lado.  A compra de elevadores, por exemplo, está atrasando. Tudo isso gera uma preocupação muito grande porque ninguém sabe como esse tipo de problema será resolvido", esclarece o vice-presidente da Cyrella.
Com informações de O Globo

Cearense quer investigar caso de homônimos na lista de comissionados da AL do Maranhão

    Pode ser um caso de homônimo. Mas, Fátima Ozinete está disposta a investigar se o nome de sua mãe, Maria Ozinete de Alencar não está sendo usado como laranja na lista de comissionados da Assembleia Legislativa do Maranhão.
    Maria Ozinete de Alencar foi nomeada no gabinete do deputado estadual Neto Evangelista (PSDB) de acordo com Resolução Nº 143/2011 publicada no Diário Oficial do parlamento maranhense.
A homônima de um nome nada comum é nascida no estado do Ceará, segundo informou a filha, e tem perto de 60 anos de idade e mal concluiu a 4ªsérie do antigo primário.
    Nomeada como assessora erspecial legislativa, Maria Ozinetre de Alencar, comissionada com símbolo DGA recebe salário em torno de R$ 4 mil. Fátima Ozinete promete procurar a diretoria geral da casa para checar o caso de nomes iguais para pessoas diferentes.

Maranhão não informa dados sobre desmatamento da Amazônia Legal

    O desmatamento na Amazônia Legal, que alcança nove estados do Brasil, caiu 39% em março em relação ao mesmo período do ano passado,  segundo dados do Imazon, Instituto do Homem e Meio-Ambiente da Amazônia. Reduziu de 76 km2 em março de 2010 para 46 quilômetros quadrados em março deste ano. Os dados do desmatamento da parte do Maranhão ((oeste do meridiano de 44º) que integra a Amazônia Legal não foram analisados.
    O acumulado entre agosto de 2010 a março deste ano totalizou 972 km2. Em oito meses a redução foi de 3% em relação ao mesmo período anterior, quando o desmatamento somou exatos mil quilômetros quadrados.A região engloba uma superfície de aproximadamente 5.217.423 km².
    De acordo com os dados de 2011 os estados com maior área desmatada foram Rondônia com 69%, seguido por Mato Grosso 23%. O restante do desmatamento ocorreu no Acre (4%), Pará (2%) e Roraima (2%).
    As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 299 km2 em março de 2011. Em comparação com março de 2010, quando a degradação somou 220 km2, houve aumento de 35%. A maioria (73%) dessa degradação ocorreu em Mato Grosso seguido de longe por Rondônia (27%).
    A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a março de 2011 totalizou 4.056 km2. Em relação ao período anterior (agosto de 2009 a março de 2010) houve aumento expressivo (225%) quando a degradação florestal somou 1.248 km2.





Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Sindcomb prevê racionamento de gasolina; ANP nega
O IMPARCIAL - Juiz autoriza aborto de feto anencéfalo
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Servidores dão golpe de R$ 30 milhões na receita
FOLHA DE SÃO PAULO:PT reabilita o caixa do mensalão
O ESTADO DE MINAS:Lá, as bodas de sonho.
O ESTADO DE S. PAULO:Norte e Centro-Oeste lideram crescimento demográfico
O GLOBO:Vidas reais - O Brasil avança, mas lentamenteZERO HORA:RS envelhece a padrão europeu, aponta Censo


Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Ônibus não sobe até 5ª feira
JORNAL DO COMMERCIO:Náutico sem prova material de suborno
MEIO-NORTE:TRE mantém Elmano no cargo de prefeito
O POVO:Brasil, um país feminino

29 de abr de 2011

O econômico João Alberto

    Recém-eleito presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto, amigão de José Sarney, tem sido econômico na atual legislatura. Os registros do site do Senado revelam que, na atual legislatura, João Alberto ainda não apresentou qualquer projeto de lei nem relatou alguma matéria. Fez um pronunciamento em plenário – uma homenagem à cidade maranhense de Bacabal. E, ao que consta, não fez nenhum aparte.

Marcando em cima
Edison Lobão tem tido dificuldade nas nomeações de sua pasta. Como Dilma Rousseff tem intimidade com a área de energia, mais do que em qualquer outro ministério as nomeações passam por seu crivo.
Por Lauro Jardim, de VEJA.COM

Para além da carruagem

Eliane Cantanhêde
Estima-se que 2 bilhões de pessoas de várias línguas, idades, raças e religiões acompanharão hoje pelas televisões do mundo todo, como crianças ou jovens sonhadores, o que promete ser ‘o casamento’ deste século, entre o príncipe William e a linda e sofisticada plebeia Kate Middleton.
    Isso remete a contos de fada, histórias da carochinha, reis, rainhas, príncipes, princesas, vestidos maravilhosos, palácios, carruagens românticas, soldadinhos de chumbo e o raras vezes cumprido ‘felizes para sempre’.
No mundo real, o que há é um reino obsoleto e incompreensível, que mantém até hoje 15 outros Estados independentes, como os democráticos e contemporâneos Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
    Assim como a China vive numa esdrúxula combinação da velha política com a nova economia, o Reino Unido desafia o mundo com sua sólida democracia e uma monarquia extemporânea. Reis e súditos _com os súditos pagando, evidentemente, enquanto bisbilhotam a intimidade da família real e dos que orbitam em torno dela.
    Dizem que o casamento dos pais de William, Charles e Diana, ‘foi o maior do século’. Mas foi, igualmente, um vexame e uma tragédia para ficção nenhuma botar defeito.
    A ascensão de Diana começou na carruagem real com seu magistral vestido de noiva. A queda foi imortalizada pelas ferragens do carro que a matou com o namorado.
    Para além da fantasia, entre quatro paredes, a escolhida de Charles desde os anos 1970 foi outra: Camilla Parker-Bowles, feia, sem charme, sem graça, sem carisma e, ainda por cima, mais velha do que ele.
    Mas foi ela que Charles amou, atravessando quatro décadas, dois casamentos (o dele e o dela), as aparências e o encantamento internacional pela imagem doce, bela e jovem de Diana, ‘a vítima’.
    Na minha modestíssima opinião, esta, sim, é a grande história de amor do século passado.
Da Folha de S. Paulo

Charge do dia - Nani

Observatório do crack vai colher dados para combater a droga nos municípios

    Desde terça-feira, 26 de abril, os cidadãos brasileiros contam com um novo parceiro na luta contra a proliferação do crack nos Municípios: o Observatório do Crack. Será o principal canal de comunicação entre os cidadãos a respeito do crack.
    O Observatório conta, principalmente, com a participação da comunidade, dos gestores municipais e dos secretários de Saúde e Assistência Social. Eles devem contribuir para enviar os dados sobre os Municípios e informar, por exemplo, o número de dependentes, quais ações estão sendo tomadas para combater a droga, e quais são as boas práticas que podem servir de exemplo a outros Municípios. Estratégias
    Além da situação em cada Município, o Observatório do Crack contém toda a legislação sobre drogas disponível no País, notícias, artigos, biblioteca virtual com publicações sobre o assunto, um fórum para estimular a discussão entre os internautas e um canal de contato direto com a CNM.
    Na XIV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada entre 10 e 12 de maio, serão apresentadas informações mais detalhadas como o número de pessoas em tratamento, principais problemas relacionados ao consumo e ao tráfico de drogas.
Com informações da CNM

Câmara de Timon fará audiência pública para discutir epidemia do crack

    O crack já é uma epidemia no municipio de Timon, vizinho da capital do PIauí, Terezina.O problema virou pauta da Câmara de Vereadores do município do Maranhão. Esta semana vereadores de Timon visitaram a comunidade terapêutica Fazenda Da Paz, localizada no povoado Castelo (PI). Os edis visitaram também o Centro de Atenção Psicossocial AD, no bairro Parque Alvorada.
    “No dia 3 de maio faremos uma audiência pública para discutir com a sociedade esse problema que afeta muitas famílias”, anunciou o vereador Thales Waquim. A audiência pública será realizada na Igreja São Pedro e São Paulo, às 18h,com a participação da população, autoridades e instituições que trabalham no combate às drogas e na recuperação de dependentes químicos.
Com informações do Meio-Norte

João Alberto também é envolvido com atos secretos

Leandro Colon
BRASÍLIA - O novo presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), assinou atos secretos quando era membro da Mesa Diretora da Casa, entre 2003 e 2007. O nome do senador aparece chancelando boletins sigilosos de criação de novos cargos, aumento de salários e concessão de benefícios para servidores e senadores.

Senador João Alberto, presidente da comissão de ética do Senado

    Em 2009, quando a existência desses atos secretos foi revelada pelo Estado, o nome de João Alberto, homem de confiança do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ficou de fora do escândalo porque na ocasião ele não era mais senador, mas vice-governador de Roseana Sarney no Maranhão.
    A reportagem fez um pente-fino nos atos reconhecidos pelo próprio Senado como não publicados e encontrou o aval oficial do novo presidente do Conselho de Ética para a aprovação dessas medidas quando ele era primeiro-suplente da Mesa Diretora, entre 2003 e 2005, e segundo-secretário, de 2005 a 2007.
    O nome do senador está registrado, por exemplo, no ato secreto de 20 de dezembro de 2006 que transformou 14 cargos de confiança de R$ 1,6 mil mensais (valores atualizados) em vagas de R$ 12,2 mil. Naquele mesmo dia, uma outra medida, também não publicada na época, concedeu gratificação nos salários dos chefes de gabinetes - benefício cancelado só três anos depois.
    Além do nome registrado nos boletins como membro da Mesa, a ata desta reunião confirma a presença do novo presidente do Conselho de Ética no dia em que foi tomada essa decisão. Na época, o presidente do Senado era Renan Calheiros (PMDB-AL), agora recém-indicado por seu partido para compor o conselho.
    A chancela de João Alberto aparece também no ato secreto de 8 de agosto de 2006, quando autorizou cada um dos 81 senadores a contratar mais um assessor de confiança pelo maior salário na época, R$ 10 mil - hoje, o salário é de R$ 16,3 mil.
    O nome do senador consta ainda em atos secretos de 2003 para mudanças administrativas e criação de cargos, quando era suplente da Mesa e tinha poder de voto ao substituir titulares.
    No dia 10 de junho de 2009, o Estado revelou que o Senado escondia mais de 300 atos secretos. Durante o escândalo, José Sarney decidiu não anular as decisões aprovadas pela Mesa Diretora sob a alegação de que não tinha poder para isso.
    Na época, integrantes da Mesa argumentaram que suas decisões, apesar de não serem publicadas, eram referendadas pelo plenário, por meio de resolução, no fim de cada legislatura.
    Em denúncia enviada à Justiça em 2010, o Ministério Público Federal afirmou que essas resoluções eram aprovadas sem os conteúdos dos atos secretos. "Sem reprodução do conteúdo dos atos ratificados, a providência tornou-se inócua, já que se manteve em sigilo as matérias tratadas nos atos", diz trecho da denúncia, já aceita pela Justiça, contra os ex-diretores Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi, subordinados à Mesa Diretora.
    João Alberto foi procurado nesta quinta-feira, 28, pelo Estado, mas a assessoria informou que ele havia viajado para o Maranhão. Seu telefone celular estava desligado. O chefe de gabinete do senador foi informado sobre o teor da reportagem, mas nenhuma resposta foi dada até a noite desta quinta.
De O Estado de S.Paulo

Câmara aprova data comemorativa do Maranhão

    A Comissão de Constituição e Justiça aprovou nesta quinta-feira o Projeto de Lei 942/03, do deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), que institui a data de 28 de julho de 1823 como data de adesão do Maranhão à Independência do Brasil.
    O autor ressaltou que foi somente com a transferência da família real para o Brasil, em 1808, e a criação, em 1815, do Reino Unido ao de Portugal e Algarves, que o Maranhão começou a se integrar no resto do Brasil, passando a subordinar-se pela primeira vez à administração do Brasil no Rio de Janeiro.
    O relator, deputado Sarney Filho (PV-MA), votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa da proposta. A proposta seguirá para análise do Senado, caso não haja recurso para que sua tramitação siga pelo Plenário.
Da Agência Câmara

Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Complexo portuário de São Luís poderá ser segundo maior do mundo
O IMPARCIAL - PF faz maior apreensão de cocaína em dois anos
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Enquanto a plebeia encanta o reino… STJ solta promotora acusada de corrupção

FOLHA DE SÃO PAULO:Correios poderão vender celular e comprar aviões
O ESTADO DE MINAS:Xeque-mate nos borrachudos
O ESTADO DE S. PAULO:Senador que preside Conselho de Ética assinou atos secretosO GLOBO:Após mudança.Vale ajudará governo a salvar Belo Monte

VALOR ECONÔMICO:Governo enfrentará a indexação
ZERO HORA:Falta de qualificação deixa 32 mil vagas em aberto no Estado
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Quebrado sigilo bancário da AL
MEIO-NORTE:Nova orla é alavanca do turismo,diz Wilson
JORNAL DO COMMERCIO:Clássico está fervendo
O POVO:Ônibus mudam rotas e viagens ficam mais longas

Sarney tem 13 aliados em Conselho de Ética

Rosa Costa
BRASÍLIA - O Conselho de Ética do Senado reiniciou na quarta-feira, 27, suas atividades sem dar sinal de que conseguirá recuperar a credibilidade. O colegiado estava desativado havia dois anos. Na nova composição, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), tem o apoio de 13 dos 15 integrantes, além de ter assegurado o comando do órgão ao senador João Alberto (PMDB-MA), de sua confiança.
    Na gestão anterior, o conselho arquivou todos as denúncias feitas contra Sarney, entre elas a responsabilidade pelos atos secretos e outros desmandos administrativos da Casa.
Iniciada com atraso de mais de uma hora, a sessão de instalação deixou claro que, na prática, pouco se deve esperar do conselho. O senador Mário Couto (PSDB-PA) chegou a fazer um discurso sobre a necessidade de o colegiado "começar com moral e terminar por moral".
    Como ninguém o aparteou, ele não conseguiu nem mesmo ouvir seus colegas sobre os motivos que os levariam a endossar a escolha de João Alberto para presidente e a do senador Jayme Campos (DEM-MT) como vice.
    No cargo pela terceira vez, João Alberto afirmou que não mudará o procedimento de antes, ou seja, as denúncias poderão continuar a ser arquivadas. Ele atribui essa prática pessoal ao fato de não ser "açodado".
De O Estadao

28 de abr de 2011

No claudiohumberto.com.br

PODER SEM PUDOR
QUESTÃO DE FÉ
José Sarney presidia o Senado, no governo FHC, quando uma jornalista contou que o então presidente FHC afirmara no exterior que Deus havia sido bom com o maranhense, por lhe dar mais um ano de mandato quando ele era presidente. Sarney reagiu com fina ironia, aludindo ao ateísmo militante de FHC:
– De fato, Deus é generoso com quem acredita nele...

400 anos de São Luís, 40 de Sarney, 8 ou 3 milhões para Beija-Flor:números e realidade por trás deles

Eugênio Araújo (*)
    Mal terminou o carnaval 2011 e já se fala no de 2012 por conta da celebração do quarto centenário da cidade de São Luís, escolhida como enredo da tão afamada quanto suspeita Beija-Flor de Nilópolis, do Rio de Janeiro. Ouve-se discussões acerca do valor da cota de patrocínio do governo do estado para a escola, se de 8 ou de 3 milhões de reais, formam-se grupos contra e a favor, e grupos de artistas e produtores culturais para acompanhar o processo. Como especialista da área, gostaria de dar minha contribuição ao debate e convidar o leitor a algumas reflexões.
     Já sabemos que a cidade de São Luís chegará capenga aos seus 400 anos: envelhecida antes do tempo, corroída pelos transtornos das metrópoles (mesmo sem nunca ter sido uma), padecendo dos males dos aglomerados subdesenvolvidos: com favelas pululando e crescendo a cada dia sem esgoto, sem água encanada, sem vias transitáveis, sem iluminação e esquemas de segurança e saúde públicas que funcionem a contento. Não haverá o que comemorar e muito dessa dívida, deve-se ao grupo político que domina o estado há mais de 40 anos, a família Sarney e seus sustentáculos, que incluem artistas e produtores culturais.
    Os Sarney dizem já ter feito muito pelo Maranhão, mas a capital do estado não é uma prova disso. Aqui, mesmo aquelas estratégias que deveriam contribuir para melhoria deram errado. A titulação da cidade como “Patrimônio Mundial” parece não ter surtido nenhum efeito positivo: o centro histórico de São Luís nunca esteve tão decadente, com casarões e casinhas abandonados, ruindo sem qualquer atenção dos proprietários e do poder público; as ruas são um circuito de obstáculos para os carros, as calçadas para os pedestres; as praças estão desfiguradas e tomadas pelo comércio informal, tudo cheira à depressão. Andar pelo centro de São Luís é uma experiência difícil e triste, sobretudo para quem o conheceu nas décadas de 1970 e 80.
    Mas o tempo não pára. As classes médias sempre abandonam os centros das cidades quando se abrem novas áreas nobres de moradia. Em São Luís, isso se deu com os bairros praieiros, sobretudo depois da abertura da Avenida Litorânea. Mas não é só isso: a legislação coercitiva e os preços das reformas inibiram os particulares de cuidarem de suas próprias casas no centro de São Luís depois dos processos de tombamento – no plural porque foram três: o federal, o estadual e o municipal, abrangendo praticamente toda área central antiga e moderna da capital, e restringindo o poder de manipulação do proprietário sobre seu próprio imóvel. Não se podem abrir garagens nem modernizar os interiores, tudo isso é crime aos olhos do IPHAN. Por conta disso a classe média abandonou o centro de São Luís, mais que em outras cidades. Nos últimos 20 anos São Luís favelizou-se, arruinou-se e enfeiou-se sob os olhos guardiãs do IPHAN. Que política de conservação é essa cujos resultados são exatamente contrários aos que ela se propõe?
    Mas com certeza não é dessa São Luís que a Beija-Flor vai falar na avenida. Ela vai mostrar uma São Luís histórica idealizada, uma São Luís turística e repleta de atrações folclóricas e gastronômicas, uma São Luís onde tudo vai bem. É conveniente para isso que ela se associe ao grupo político que sustenta esse discurso, o grupo Sarney, que sempre divulgou que o Maranhão mudou para melhor a partir da sua atuação. O desfile da Beija-Flor vai ser uma farsa financiada pelo poder público e orquestrada pelos especialistas em farsas no Maranhão – é preciso mais uma vez fazer o Brasil acreditar que o Maranhão vai bem e que a capital é o melhor exemplo disso. Vamos patrocinar uma grande mentira!
    Lá se vão 3 ou 8 milhões para Rio! – um dinheiro mal investido num enredo tipo “cartão postal” que tem poucas chances de ganhar alguma coisa: todas as escolas cariocas que tem feito a opção de homenagear cidades, contando com patrocínio de prefeituras e governos de estado tem se dado mal. E São Luís não deve se achar especial por ser homenageada por uma escola que tem seu nome freqüentemente associado ao crime organizado e à corrupção, inclusive com a manipulação dos resultados oficiais dos desfiles. Há muito tempo a Beija-Flor vem sendo investigada pela polícia. E mais: ela não precisa do nosso dinheiro.
    O montante total que uma escola do Grupo Especial carioca recebe anualmente passa dos 5 milhões de reais – isso é mais que suficiente para fazer qualquer projeto de carnaval. Nossos 3 ou 8 milhões representam um “extra” que não vai ser aplicado exatamente na avenida.
    Enquanto isso, na São Luís de verdade, esta ilha perdida no Atlântico Norte, os planos para comemoração dos 400 anos caminham a passos lentos. Especificamente para o carnaval, ainda não ouvimos divulgação de nenhuma diretriz da festa pela prefeitura ou pelo governo do estado. Enquanto se manda para Beija-Flor um dinheiro que podia financiar o carnaval de todas as nossas escolas de samba, nem sequer sabemos sobre o que elas vão falar, quais serão os temas enredos, que aspectos da história da cidade irão abordar e como farão isso. É preciso ter cuidado para não fazermos feio na nossa própria festa de aniversário.
    Se houver planejamento, mesmo com os parcos recursos de que dispõem, nossas escolas de samba podem dar uma contribuição importante para a festa. Os desfiles têm melhorado nos últimos anos. Só que elas precisam de orientação.
    A Favela do Samba já divulgou uma proposta de enredo genérico: “São Luís, menina dos olhos do mundo” – uma colagem de informações rasteiras e lugares-comuns misturando história, folclore, artesanato, gastronomia, uma verdadeira salada mista sem sentido algum ou com todos os sentidos possíveis. Esse é o tipo de iniciativa que deve ser evitada. Se a Favela, com todas as suas virtudes, propõe um enredo desses, imagine se todas as escolas fizerem o mesmo: o desfile vai ser repetitivo, monótono e o que deveria ser uma festa excitante vai ser uma chatice com veios de idiotice. É mais interessante que a prefeitura, como promotora do evento, proponha um roteiro com várias opções de enredo, contemplando momentos e personagens distintos da história da cidade.
    Afinal de contas são 400 anos, não 40 anos ou 40 dias. Há muita coisa a ser explorada, os 400 anos podem divididos em fases e tópicos: a fase colonial, a fase imperial e provinciana, a fase republicana, a arquitetura, o folclore, a gastronomia, os grandes vultos da história política e cultural, etc... Cada ponto desses dá um enredo diferente e que pode se debruçar profundamente sobre cada assunto. Se todos quiserem falar de tudo ao mesmo tempo, a coisa não ultrapassa o nível superficial. Mas o processo de orientação e planejamento deve começar desde já.
    Certamente deve haver um aporte de recursos extra nesse ano de comemoração também para os grupos locais. Não será possível negar isso, quando aí já se vão 3 ou 8 milhões para Beija-Flor – isso prova que há dinheiro sim! E as escolas de samba ludovicenses devem recuperar seu poder de organização e barganha. Devem pressionar pelo aumento de verbas nesse ano especial. Se os cariocas merecem, nós maranhenses merecemos muito mais. Nós somos os donos da casa, somos nós que vivemos e aturamos essa cidade com todos os seus defeitos há 400 anos. E nada indica mudanças à vista.
(*) Prof. Dr. Do Departamento de Artes/UFMA

Raposas ou galinheiro?

BRASÍLIA - "O Congresso faz parte da sua história. Mudou para Você, Mudou para o Brasil", diz a campanha anunciada ontem pela equipe de Criação e Marketing do Senado Federal para "aproximar o cidadão à atividade legislativa".
    Já na internet, a campanha badala avanços aprovados pela Casa: adoção, licença-maternidade, proteção à infância e segurança no trânsito (homenagem a Aécio?).
    Tudo muito bom, tudo muito bem, não fosse a falta de oportunidade, que derruba qualquer peça de marketing. Não é que a campanha para aproximar o cidadão do Senado foi anunciada dois dias depois de Roberto Requião arrancar o gravador de um repórter e no dia em que João Alberto foi eleito presidente do novo Conselho de Ética?
    Encarregado de apurar acusações de falta de decoro de senadores, o Conselho ficou do jeitinho que José Sarney gosta. A começar do presidente, João Alberto (MA), tão inexpressivo quanto conveniente ao conterrâneo Sarney, alvo de 11 processos no órgão em 2010.
    A lista de membros é engraçada, se é possível ver alguma graça na tragédia: Renan Calheiros renunciou à presidência do Senado após denúncias, Romero Jucá saiu da Previdência por não explicar o inexplicável, Valdir Raupp responde a processo na Justiça, Gim Argelo é investigado em inquérito que está no Supremo, e vai por aí afora.
    A legitimidade que eles têm para analisar, julgar e eventualmente condenar algum colega é a mesma que a diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice Nascimento Souza, tem para multar e prender quem quer que seja por faltas no trânsito. Com 27 pontos na carteira, ela se fingiu de desentendida. Só devolveu a habilitação depois de tudo parar na TV e vai ter de fazer cursinho de reciclagem.
    É assim que o Conselho de Ética segue a sina das velhas e saudosas CPIs. Ele e elas vão, e as raposas ficam. Evidentemente, tomando conta do galinheiro.
Da Folha de S. Paulo

Forró de plástico

Khalil Gibran
CHICO CÉSAR SOLTA O VERBO E ABRE CAMINHO PARA A DISCUSSÃO SOBRE A INDÚSTRIA CULTURAL DAS ATUAIS BANDAS DE FORRÓ DO NORDESTE – E SOBRE A INFLUÊNCIA DO JABÁ NO SEU SUCESSO
    Estava eu na cidade de São Paulo, em 2005, quando surgiu, durante uma palestra sobre o mercado fonográfico com o querido Ronaldo Lemos, representante do Creative Commons no Brasil, em meio à exposição de exemplos bem sucedidos da música independente, uma explanação sobre o quão sofisticada era a maneira de trabalhar das bandas de forró do Nordeste. Começava aí um dos grandes equívocos da música brasileira.
    Para iniciarmos este assunto, vale ressaltar que nem sei até que ponto podemos chamar de “forró” essas manifestações musicais. Uma vez que os elementos que caracterizaram o ritmo ao longo da nossa história, na maioria dessas produções, inexistem ou são totalmente coadjuvantes. É o caso da sanfona, do triângulo, do pandeiro, do zabumba e, principalmente, dos elementos culturais tão singulares da região Nordeste que permeavam com sintaxe ímpar as letras das canções.
    Outra coisa que queria deixar bem clara é que não tenho nada contra nenhum tipo de produção musical. O que acho injusto é quando há a exclusão de uma grande maioria de bons artistas em detrimento de uma indústria, como é o caso que vou tentar esclarecer aqui.
    Meus queridos leitores, a manifestação cultural do atual forró nordestino é uma falácia. Não existe essa manifestação. Existe uma indústria bem montada, que aprendeu direitinho a lição do jabá e do jogo de influência. Então, sugiro que tirem as crianças da sala para os casos que vou contar.
   Um grande número de rádios comunitárias se instalaram no interior do Nordeste nos últimos anos. O problema é que de comunitárias muitas dessas rádios não têm nada. Uma vez que uma grande parcela foi concebida por políticos para seus fins eleitoreiros. Nestas, é comum a prática de escandalosos contratos com “bandas de forró” para garantir a execução das suas músicas. O mesmo acontece com as rádios oficiais que, não custa lembrar, funcionam com uma concessão pública. Essa prática também se estende às tvs locais de várias grandes cidades da região.
    A outra parte da história pode parecer piada, mas Freud explica. Uma ação encabeçada pelos chamados “paus pequenos” – como são identificados pelos que os repudiam – divulga essas produções em grandes equipamentos de som, conhecidos popularmente como “paredões”. Nesse caso, as músicas, em geral, fazem apologia ao comportamento machista e ao consumo desmedido de álcool, tudo para combinar com a personalidade dos atores que tentam chamar a atenção das pessoas ligando seus sons no último volume, a qualquer hora, em qualquer lugar e dançando bêbados e imbecis na carroceria de suas pick-ups. Para “quem” e o “que” eles querem provar? Não me perguntem. Porém, agem como verdadeiros soldados do exército do mau gosto e da falta de respeito.
    Diante de toda essa presença nos meios de comunicação existe para o restante do país uma falsa impressão de que tudo é um belíssimo movimento espontâneo cultural. Uma mentira. A indústria que existe em torno dessas bandas é bem articulada e excludente.
    Recentemente, o secretário da cultura do Estado da Paraíba, o cantor e compositor Chico César, causou grande polêmica ao afirmar que o governo não contrataria as bandas de “forró de plástico” para tocar nas tradicionais festas juninas do estado. O secretário explicou em várias entrevistas que artistas locais da cultura paraibana já eram excluídos por essa mesma indústria o ano inteiro, lembrando que as rádios muitas vezes não cumpriam com seu papel social, mesmo tendo uma concessão pública. Afirmando ainda que essas bandas de forró já se beneficiam do próprio mercado, não necessitando de apoio governamental. Chico esclareceu ainda que nomes como Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina e outros grandes artistas paraibanos, ficam totalmente fora de todas as programações. “A gente precisa trazer poder para esses artistas nas nossas festas, valorizá-los, e precisamos trazer poder também para os grupos de cultura popular”, afirmou o secretário, enfatizando que muitos desses músicos são tratados como se fossem “qualquer coisa” quando, na verdade, são gênios da nossa música.
    Diante da polêmica, gerada obviamente por aqueles que têm interesses extremamente comerciais nos eventos paraibanos e nordestinos, vários artistas se manifestaram em favor de Chico César. Nomes como Alceu Valença, Arleno Farias, Chrystal e Zeca Baleiro declararam apoio pela internet ao artista e secretário.
   Aqui no Ceará cresci vendo acontecer exatamente o mesmo processo. Artistas locais sendo sempre desvalorizados em detrimento de projetos forjados com jabás e mídias televisivas. Eventos como o famoso “Férias no Ceará” gastam uma quantidade exorbitante do dinheiro público com bandas que vêm do sudeste do país, enquanto os artistas cearenses são escalados para abrir seus shows, muitas vezes covers das mesmas bandas que tocarão depois deles.
    Sendo eu um conhecedor não passivo de todo esse descaso e enquanto artista e produtor cultural brasileiro, resolvi, após falar com o próprio Chico, também declarar publicamente meu apoio ao cantor, compositor e secretário da cultura. Não se trata de protecionismo ou de preconceito, trata-se de responsabilidade cultural e compromisso com a memória, difusão e produção cultural brasileira.
Parabéns ao Estado da Paraíba. Nosso Brasil precisa de mais secretários da cultura com coragem de fazer o que tem que ser feito e, principalmente, de enfrentar as turbulências que essas transformações podem provocar.
Khalil Gibran é cantor e compositor

Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Assembeia baixa Resolução para criar municípios
O IMPARCIAL - Silêncio! Polícia faz plantão contra o barulho
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:De doida, promotora não tem nada, diz IML
FOLHA DE SÃO PAULO:Arma ilegal entra pela fronteira ate por motoboy
O ESTADO DE MINAS:Nós precisamos de soluções. E não podemos mais esperar...
O ESTADO DE S. PAULO:Facções rivais palestinas anunciam reconciliação
O GLOBO:Empresas já se preparam para disputar aeroportos
VALOR ECONÔMICO:Mínimo de 2012 eleva em R$ 10 bi o déficit do INSS
ZERO HORA:Argentina e China tiram força do setor de máquinas do RS
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Pai torturava o próprio filho
MEIO-NORTE:186 agressões contra mulheres em 30 dias
JORNAL DO COMMERCIO:Falta leito até em hospital particular
O POVO:Bateu? Retire o carro

27 de abr de 2011

Banda londrina Man of Kin tem show programa para 13 de maio em São Luís (MA)

    A banda londrina Man of Kin estará no Brasil no mês de maio para realizar 11 shows. São Luís (MA) está no roteiro. As apresentações no país fazem parte de uma turnê mundial Heality Check Wordwid Tour, que já passou pelos EUA e ainda seguirá para outros locais da América do Sul, além de Europa, Ásia e Oceania.
    É a segunda vez que a banda vem ao Brasil e será a primeira vez a tocar em São Luís. O show vai ser dia 13 de maio e conta com a participação de bandas locais.
    A excursão tem início em São Paulo no dia 6 de maio. No dia 27 eles encerram a turnê no Rio de Janeiro. A Man of Kin fará shows em cinco capitais do Nordeste do Brasil.
Datas e locais dos show da Man of Kin
06/05 (sexta-feira) – São Paulo/SP
07/05 (sábado) – Palmas/TO
08/05 (domingo) – Belém/PA
13/05 (sexta-feira) – São Luiz/MA
14/05 (sábado) – Teresina/PI
15/05 (domingo) – Fortaleza/CE
20/05 (sexta) – Natal/RN
21/05 (sábado) – Salvador/BA
22/05 (domingo) – Vila Velha/ES
26/05 (quinta-feira) – Curitiba/PR
27/05 (sexta-feira) – Rio de Janeiro/RJ
Com informações do site Full Rock

Turista de São Paulo morre durante acidente em Barreirinhas

    Barreirinhas, localizada a 260km de São Luís, é um dos principais Pólos Turísticos e de Lazer do País, principalmente, por ser portão de entrada para os Lençóis Maranhenses - verdadeiro santuário da natureza, com 155 mil hectares de dunas, rios, lagoas e manguezais.
    Apesar da beleza e singularidade, dois fatos desagradáveis ocorreram nesse final de semana envolvendo turistas que visitavam a cidade. Segundo informações apuradas pelo Blog, um toyoteiro bêbado atropelou uma turista nas dunas de Barreirinhas e um carro de um grupo de turistas do estado de São Paulo, que voltava de uma excursão aos Lençóis Maranhenses, capotou na estrada e caiu em um igarapé nas proximidades do município de Humberto de Campos.
    Feridos, os turistas foram levados para o Hospital de Humberto de Campos, mas devido a estrutura inadequada do local para prestar atendimento, Raul Melo Jr., 48 anos, veio a falecer. Naquele momento, não havia sequer uma ambulância para transportar os feridos a São Luís. A vítima fatal visitava os Lençóis acompanhado da esposa, filha e genro.
    Isso é inadmissível! Onde estão as autoridades competentes para colocar limites? Um bom destino turístico passa também pelo enfrentamento e fiscalização constante a esse tipo de prática. Talvez se tivesse um atendimento de urgência e emergência eficaz bem como profissionais preparados para trabalhar no destino turístico, a vida de Raul Melo Jr. fosse poupada.
    Pensemos nisso: A luta por um turismo de qualidade, sustentável, passa por todas essas questões, envolvendo diretamente a qualidade de vida em todos os aspectos e relações bem construídas com os outros.
Do Blog Cazombando 

Novo Conselho de Ética tem Renan e aliados de Sarney

Os senadores José Sarney (à esq.) e Renan Calheiros, durante sessão
Gabriela Guerreiro
    Depois de responder a cinco processos por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito ontem membro titular do órgão, responsável por investigar a conduta dos 81 senadores.
    Ao lado de Renan, foram escolhidos para compor o colegiado outros 14 senadores -grande parte com processos na Justiça.
    Amigo de Renan e do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o senador João Alberto (PMDB-MA) foi indicado para presidir o conselho. O peemedebista deve ser eleito hoje para o comando do órgão.
    Apesar da ligação com Sarney, que respondeu a 11 processos no conselho em 2010, Alberto promete independência. "O conselho é cortar na nossa própria carne", disse. "Já estou preparado, exerci o cargo duas vezes."
    A vice-presidência do conselho deve ser ocupada por Gim Argello (PTB-DF), que é investigado em inquérito que está no STF (Supremo Tribunal Federal) por ter alugado computadores por valor superfaturado quando era deputado distrital em Brasília.
Entre os indicados para o Conselho de Ética estão os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO), que também respondem a processos judiciais. Foram indicados seis líderes partidários, depois que muitos senadores se recusaram a ocupar cadeiras no conselho temendo futuros desgastes políticos.
    Único a votar contra as indicações para o conselho, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse que Sarney escolheu sua tropa de choque para controlar o órgão.
"Quem vai mandar alguma coisa para um conselho que tem pessoas amigas do presidente da Casa?", perguntou.
    O conselho estava sem seu quadro completo desde agosto de 2009, quando a oposição se retirou do colegiado em protesto contra o arquivamento dos processos contra Sarney. Criado em 1993, o órgão analisou desde então mais de 20 representações contra senadores, das quais 15 foram arquivadas.
    No caso de Renan, o conselho chegou a aprovar o pedido de cassação do parlamentar, que foi rejeitado pelo plenário. Renan respondeu a uma série de denúncias em 2007, quando foi acusado de ter recorrido a um lobista para pagar aluguel e pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.
"BULLYING"
    As indicações para o Conselho de Ética foram feitas um dia depois de o senador Roberto Requião (PMDB-PR) tomar o gravador de um repórter que o questionou sobre a aposentadoria que recebe como ex-governador.
    Requião foi ontem à tribuna do Senado para fazer novas acusações à mídia. "Temos que acabar com o abuso, o bullying que sofremos nas mãos de uma imprensa às vezes provocadora e muitas vezes irresponsável."
Sem se desculpar por ter tomado o gravador e apagado a entrevista, o senador reconheceu que "não deveria ter perdido a paciência" com o repórter, mas acusou o jornalista de tentar acuá-lo com "perguntas agressivas".
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Colaborou JOÃO CARLOS MAGALHÃES, de BRASÍLIA
Da Folha de S. Paulo




Maçaranduba no Senado

Fernando de Barros e Silva
SÃO PAULO - Fico na dúvida se Roberto Requião (PMDB-PR) deveria ser encaminhado a algum posto de polícia ou ao departamento médico do Senado. Sua agressividade é crônica. Os espetáculos de truculência que protagoniza são recorrentes.
    O senador arrancou o gravador das mãos de um repórter que insistia em saber se ele abriria mão da aposentadoria que recebe como ex-governador (R$ 24.117). Ao tomar o aparelho, Requião ainda ameaçou: "Já pensou em apanhar, rapaz?".
    Isso se deu no plenário do Senado. Logo a seguir, pelo Twitter, Requião fez a apologia da própria delinquência: "Acabo de ficar com o gravador de um provocador engraçadinho. Numa boa, vou deletá-lo".
    O senador aceitou devolver o objeto que havia subtraído à força do jornalista só depois que a direção da rádio Bandeirantes acionou seu gabinete. Mas devolveu sem o cartão de memória. Foi preciso que a Secretaria de Comunicação do Senado intercedesse para que Requião entregasse o cartão -com a entrevista devidamente apagada.
    Diante desse enredo de filme de gângster, José Sarney conseguiu ser fleumático: "Requião é um cavalheiro". Além de minimizar o episódio, o presidente do Senado rendeu homenagem à figura do machão brasileiro, gentil ou brutal de acordo com seus caprichos.
Procurada pela vítima, a Polícia Legislativa alegou não ter competência para cuidar do caso. A Casa também não tem corregedor desde a morte de Romeu Tuma. O Senado de Sarney e Requião se vê em avançado processo de sucupirização.
    Ontem, de volta à tribuna, o senador disse ser vítima do "bullying de uma imprensa às vezes provocadora e muitas vezes irresponsável". Nem sempre ele usou a boca para se expressar. Em 2004, torceu o dedo de um repórter com quem se irritou.
    Espera-se que desta vez o Senado tome alguma providência para punir o Maçaranduba do Paraná. Caso contrário, seus acessos coléricos podem ser incorporados ao cardápio de atrações do Circo do Sarney.
Da Folha de S. Paulo

Ministério autoriza concurso para mais de 4 mil vagas nos Ifets

    O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão autorizou, através de portaria divulgada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (25), a realização de concursos públicos para provimento de cargos do quadro de pessoal de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, vinculados ao Ministério da Educação. Foram autorizadas 2.867 cargos de professor da carreira de educação básica, técnica e tecnológica e 1.816 postos de técnico-administrativo em educação, totalizando 4.683 oportunidades.
    Segundo a portaria, a realização dos concursos e a verificação prévia das condições para nomeação dos aprovados serão de responsabilidade do dirigente máximo do Instituto Federal. O provimento dos cargos está, segundo a portaria, condicionado à existência de vagas na data da nomeação e à adequação das novas despesas à lei orçamentária anual. Confira neste link a portaria completa.
Da Agência Brasil

No claudiohumberto.com.br

“Temos que acabar com o abuso, o bullying que sofremos...”
SENADOR ROBERTO REQUIÃO, CHAMADO NO PARANÁ DE “MARIA LOUCA”, CULPANDO A VÍTIMA

QUESTÃO DE ÓTICA...
...Ou de ética? Para o presidente do Senado, José Sarney, o senador Maria Louca “não agrediu a liberdade de imprensa” tomando gravador de repórter. Para Sarney, certamente, o agredido foi o gravador...

Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Superintendente do SMTT é exonerado após denúncias
O IMPARCIAL - Gasolina: preço volta a baixar
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Dilma vai privatizar aeroporto de Brasília
FOLHA DE SÃO PAULO:Ex-investigado, Renan vai cuidar de ética no Senado
O ESTADO DE MINAS:Extraordinário: Acabou a farra
O ESTADO DE S. PAULO:Governo fará concessão de aeroportos a empresas
O GLOBO:Dilma abandona dogma do PT e privatiza aeroportos
VALOR ECONÔMICO:Crédito de fundo de Reserva à Eletrobras soma R$ 4,4 bi
ZERO HORA:Obras para Copa são insuficientes, alertam companhias aéreas
Regional
MEIO-NORTE:Wilson quer fim da Polícia Civil do Piauí
O POVO:Cemitérios clandestinos ameaçam saúde pública

26 de abr de 2011

Confira a entrevista que fez Requião perder a estibeira

    Depois de arrancar o gravador do repórter Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) divulgou em seu Twitter o áudio da entrevista que concedeu ao jornalista. Após algumas horas, o senador devolveu o gravador a Boyadjian, mas recortou o arquivo com a entrevista do cartão de memória do repórter, que ficou sem o áudio da conversa. O episódio aconteceu na segunda-feira (25/4).
    “Ele pegou o gravador e saiu resmungando, dizendo que queria bater no ‘moleque’. O filho dele, que estava no gabinete, me devolveu o gravador, mas não estava com a gravação”, contou o repórter.
Na ocasião, o repórter questionou se Requião abriria mão da aposentadoria como ex-governador do Paraná. Antes de tomar o gravador das mãos do repórter ele diz: “Já pensou em apanhar, rapaz?”.
    O senador ainda alegou que não tomou o aparelho, apenas pegou emprestado para evitar a edição do áudio. “Não tomei, foi rápido empréstimo para evitar edição. Logo em seguida publiquei a entrevista na integra no meu site”, disse em seu perfil no Twitter.
Abaixo a entrevista:
Boyadjian: Essa questão da pensão que o senhor pode receber, vitalícia, o senhor pretende abrir mão?
Requião: Por que que eu abriria mão? Essa pensão no Paraná existe há 40 anos, todos os ex-governadores recebem. Recebe a mãe do Beto Richa, governador do Paraná; recebe o Paulo Pimentel o ex-governador; o Jaime Canet Jr. Eu recebo essa pensão porque durante o governo quando eu chamei de ladrões os que haviam roubado o erário, que haviam predado o patrimônio do Estado do Paraná, como eles não tinham sido ainda condenados, eu passei a ser condenado em multas porque os ladroes ainda não tinham sido condenados em estância final. Estou usando essa pensão para pagar as multas que me foram injustamente impostas na defesa do patrimônio público.
Boyadjian: O salário do senhor como senador já não é suficiente para esse pagamento de multas?
Requião: O salário do senador é um bom salário, no meu gabinete é o menor. Todos os funcionários de carreira do Senado ganham mais que o senador, e não é só no meu gabinete que acontece isso. Mas eu estou dizendo a você que estou usando essa pensão para pagar multas que me foram impostas injustamente na defesa do interesse público.
Boyadjian: Mas, mesmo se houver uma pressão inflacionária, os gastos do governo do Estado do Paraná estiverem comprometidos o senhor também mesmo assim não abriria mão...
Após a insistência do repórter, o senador toma o gravador e questiona se o jornalista “já pensou em apanhar”. Ouça a entrevista. O questionamento de Boyadjian sobre a aposentaria de Requião pode ser ouvido a partir dos 02:44 de gravação.
Do Comunique-se

São Luís tem quarto maior número de fotossensores e terceiro maior volume de multas de trânsito do NE

Barreiras: velocidade de 40km/h rendeu mais de 100 mil multas
    São Luís é a quarta capital do Nordeste com maior número de fotossensores, equipamentos eletrônicos utilizados para flagrar infrações no trânsito. No ranking do recolhimento de multas, porém, ocupa a terceira posição entre as nove capitais nordestinas, já que Aracaju (SE) com 100 equipamentos instalados não recolhe recursos ao erário municipal através desse meio. Em João Pessoa (PB) o sistema ainda não funciona a ponto de fornecer dados.
    Na capital maranhense são 67 equipamentos instalados, superada de longe por Fortaleza (CE), com 248 aparelhos, Aracaju(SE) com 100, e Salvador (BA) com 96. Os fotossensores são eficientes em flagrar infrações por excesso de velocidade.
    Em consequência do elevado número de equipamentos há crescimento no recolhimento de multas. No ano passado graças às geringonças, foram expedidas 103.789 multas pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de São Luís, uma média de dez mil por mês.
    Com excessão dos controladores de velocidades instalados nas avenidas dos franceses e Santos Dumont, quase todos equipamentos são herança bendita do ex-prefeito de São Luís Tadeu Palácio ao prefeito João Castelo (PSDB).
    Em 2009, no primeiro ano da gestão do tucano foi elevada a velocidade máxima permitida, de 30 para 40 km/h, e canceladas 24 multas, por um erro na emissão e envio das multas. A SMTT, na gestão do pedetista Clodomir Paz não tem na ponta do lápis o número de multas expedidas no primeiro trimestre deste ano.
    Apesar do número elevado, alguns condutores de veículos acham que o número de fotossensores em São Luís é irrisória e defendem maior fiscalização através de equipamentos eletrônicos na campeã Fortaleza. O motorista de ônibus, Valdinor da Costa, 37, emprego em empresa de transporte que faz linha entre São Luís e Fortaleza é um deles.
    Em Maceió (AL), os nove equipamentos funcionaram até o ano passado. Foram desativados este ano. Com 100 equipamentos instalados,Sergipe não expediu nenhum multa de trânsito a partir das ifnormações recolhidas pelos fotossensores.