27 de nov de 2010

Falta de patrocínio cancela realização da 2º Mostra de Dança Contemporânea do Maranhão

    O coordenador da 2ª Mostra de Dança Contemporânea do Maranhão, Abelardo Teles, informou hoje através de nota distribuída à imprensa o cancelamento do evento. Segundo Teles a "falta de patrocínio" foi a principal motivação do cancelamento.
    "Como é de ciência de todos os maranhenses os governos municipais e estaduais não estão liberando verba pra nenhuma atividade até o fim do ano", esclarece o coordenador.
    A mostra de dança foi o segundo evento do calendário de eventos culturais cancelado neste segundo semestre. O outro foi a mostra de teatro, que nos últimos anos incluiu o estado no roteiro de peças de qualidade.

Lula terá direito a oito funcionários quando deixar a Presidência

    Quando entrar para o grupo dos ex-presidentes da República, a partir de janeiro do próximo ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda poderá contar com oito funcionários públicos a seu dispor.A lista de itens aos quais os ex-presidentes têm direito inclui quatro seguranças e dois motoristas treinados pelo Gabinete de Segurança Institucional, além de dois carros oficiais. Lula, assim como os outros que o antecederam, também terá outros dois assessores. Todos os funcionários são custeados pela Presidência da República e lotados na Casa Civil e receberão gratificações além de seus salários básicos.
    Os presidentes não recebem nenhum tipo de pensão quando deixam o cargo. Em caso de morte, contudo, as viúvas têm direito a uma pensão equivalente às das viúvas de ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O valor é o mesmo do salário de um ministro do Supremo, atualmente R$ 26.723,13, e é vitalício. A viúva não poderá acumular esse rendimento com nenhum outro tipo de pensão pago pela União, podendo escolher com qual ficará, se for o caso. Da Tribuna da Bahia

Museu de Tudo: Hotel São Francisco,de Moacir Neves, na década de 70

Novas regras de venda de antibiótico entra em vigor neste domingo

    As novas regras para venda de antibióticos entram em vigor neste domingo, (28). A partir desta data, as farmácias e drogarias de todo o país só poderão vender esses medicamentos mediante receita de controle especial em duas vias. A primeira via ficará retida no estabelecimento farmacêutico e a segunda deverá ser devolvida ao paciente com carimbo para comprovar o atendimento. As receitas também terão um novo prazo de validade, de dez dias, devido às especificidades dos mecanismos de ação dos antimicrobianos. Os prescritores devem estar atentos para a necessidade de entregar, de forma legível e sem rasuras, duas vias do receituário aos pacientes.

Lobão conta "vida bandida" em livro

Depois de receber do pai um soco na cara, Lobão começou a gritar para que saísse do quarto enquanto terminava de fazer as malas. Estava sendo expulso de casa.
    O velho não saía. Avistou, então, os dois violões em cima da cama. Ainda pensou: "O preto ou o de nylon?''. O de nylon. Pegou o instrumento e fez dele uma clava.
    Deu com força na cabeça do pai repetidas vezes. O homem caiu no chão, arrastou-se para fora do quarto tentando fugir dos golpes, que continuavam. Apanhava em silêncio. Ensanguentado, conseguiu chegar à escada.
    Em última tacada, o filho o empurra pelos degraus. Só sossegou porque não havia mais violão para continuar batendo. Em seguida, chamou a irmã: "Vamos sair deste hospício''.Nunca mais voltou para casa. Tinha 19 anos.
    Hoje, aos 53, o músico reúne histórias como essa -algumas ainda mais pesadas- na volumosa autobiografia "Lobão - 50 Anos a Mil''.
     O livro foi escrito com o jornalista Claudio Tognolli. Enquanto o biografado ia fundo nas próprias lembranças, Tognolli fazia a pesquisa factual: compilava notícias publicadas nos últimos 30 anos, recolhia os inúmeros processos judiciais que Lobão teve de responder, entrevistava outros personagens.
    O material jornalístico não se mistura às memórias, só as completa. Vem intercalado em capítulos à parte que, segundo Lobão, estão lá "pra ninguém dizer que sou louco e estou inventando história''.
    O leitor impaciente pode pular esses capítulos sem nenhum prejuízo da narrativa. Mas é fato que, de tão extraordinárias, muitas das polêmicas peripécias narradas parecem mesmo pura invenção.
Indiana Jones
     Lobão conta que escreveu exatamente 871 páginas de memórias. Jogou fora dois terços delas na edição final.
    "Eu me tratei como um personagem'', diz. "No começo, estava seguindo um caminho mais existencialista. Depois, optei pela velocidade e intensidade. Como se eu fosse um Indiana Jones.''
    As aventuras do mocinho se confundem sempre com a do bandido. Incluem um período de três meses na cadeia, condenado por porte e consumo de drogas. E, após a saída da prisão, uma relação íntima com traficantes e outros marginais nos morros cariocas.
    Há contos divertidos, como o dia em que ele e a irmã obrigaram a mãe a fumar maconha. Ou o golpe que deu na Blitz, uma de suas bandas, escondendo deles que ia sair em carreira solo só para aparecer junto da turma numa capa de revista.
    Outros casos são trágicos. Somam-se crises de depressão, tentativas de suicídio dele (por overdose de Rivotril) e da mãe -que, por fim, conseguiu acabar com a própria vida e ainda deixou uma carta culpando ele, o filho.
    "O livro inteiro sou eu morrendo muitas vezes, de várias maneiras'', ele diz. "E depois, sempre, me reinventando.''
    É mais que isso. A partir de sua trajetória turbulenta, Lobão traça um painel daquela geração da música pop brasileira, construída e consagrada entre o final dos anos 1970 e meados dos 1980. Percorrem o livro, entre tantos, Marina Lima, Ritchie, Cazuza, Lulu Santos, Evandro Mesquita, os Titãs, a Gang 90, Herbert Vianna - os desentendimentos com este último mereceram espaço generoso. Lobão coleciona uma série de histórias que, segundo ele, comprovam uma "obsessão'' do líder dos Paralamas do Sucesso por sua pessoa -incluindo plágios e sabotagens.
    "Lobão - 50 Anos a Mil'' termina quando o cantor chega a São Paulo para morar, em 2008. É vida nova.
    "O que mais me deixou orgulhoso é que o livro está bem escrito'', diz. "Se, teoricamente, tudo o que eu contei ali fosse mentira, ele valeria como um bom romance.'
Da Folha de S. Paulo

Manchetes dos jornais

AQUI -MA - E agora? Bolsa Família bloqueado
JORNAL PEQUENO - Justiça suspende resultado da eleição para reitor na Uema
O DEBATE - Lula promete combater narcotráfico
O ESTADO DO MARANHÃO - Votorantim vai construir fábrica de cimento em São Luís
O IMPARCIAL - R$ 1 bi em emendas parlamentares para o Maranhão
TRIBUNA DO NORDESTE - Exército é recebe à bala no Rio