9 de mai de 2011

Réquiem para Carlos de Lima (1920-2011)

Poluição em comunidades de Açailândia provocada pelo Programa Grande será tema de audiência

    O relatório de estudo realizado pela Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH), Justiça Global e Rede Justiça nos Trilhos sobre os impactos de empreendimentos do Programa Grande Carajás nas comunidades e Piquiá de Baixo e Califórnia, no município de Açailândia (MA), será apresentado durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa do Maranhão no dia 19 de maio, às 15 horas, no Palácio Manoel Bequimão, no bairro do Cohafuma, em São Luís.
    A audiência vai tratar do tema “Impactos em saúde e meio ambiente em Açailândia - Paradigma para o questionamento do modelo de desenvolvimento proposto pela Vale ao Estado do Maranhão”. Os deputados estaduais Bira do Pindaré (PT) e Eliziane Gama (PPS) vão coordenar a audiência.
    As comunidades de Piquiá de Baixo e Califórnia sofrem há anos as consequências da poluição, do degrado ambiental e social, tornando-se dessa forma um paradigma para diversos outros conflitos que a cadeia de mineração e siderurgia provocou no território do corredor de Carajás.
    A pesquisa da FIDH dá visibilidade a várias violações de direitos humanos e se conclui com uma série de recomendações formais para as autoridades da União, do Estado do Maranhão e do Município de Açailândia, para a Vale e siderúrgicas da região e para o BNDES.
    As entidades que assessoraram a pesquisa dizem-se extremamente preocupadas pelos projetos atuais de duplicação dos trilhos ao longo de toda a Estrada de Ferro Carajás.
    “Além de estarmos questionando oficialmente a legitimidade dos licenciamentos ambientais desse enorme empreendimento, perguntamo-nos, em nome de várias comunidades tradicionais e locais que estamos acompanhando, quais serão os benefícios reais para as famílias e territórios e quais, ao contrário, os novos impactos necessários para garantir o dobro de escoamento e lucro para uma única grande multinacional”, afirma Danilo Chammas, advogado da Rede Justiça nos Trilhos.
Com informação da Justiça nos Trilhos

Câmara votará projeto que proíbe cobrança de estacionamento em shoppings, etc

PARADA OBRIGATÓRIA
A Câmara dos Deputados pode votar até o fim do mês um projeto que proíbe a cobrança de estacionamento em shoppings, hipermercados e aeroportos, entre outros estabelecimentos de prestação de serviços.
NA GAVETA
O projeto, apresentado pelo deputado João Paulo Cunha (PT-SP) há 14 anos, rodou por várias comissões no Legislativo, recebeu dezenas de apensos e chegou a entrar na pauta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), presidida por Cunha, na semana passada, mas não foi apreciado por falta de quorum. Os setores atingidos, em especial os shoppings, fazem forte pressão para que ele seja rejeitado.
PONTO MÁXIMO
A proposta prevê que os clientes estacionem por até quatro horas de graça -desde que façam compras ou utilizem os serviços oferecidos.
Na coluna da Mõnica Bergamo, da Folha de S. Paulo

Fetiche intelectual

Luiz Felipe Pondé
Há duas semanas (A burca), eu disse que era a favor da lei francesa contra a burca (que muita gente confunde com o véu, que não é proibido na França). Aliás, com aquele véu, a mulher muçulmana parece uma Afrodite em versão corânica. Uma deusa de sensualidade. Andam pelas ruas juntas, como um vento que varre nossos olhos com seus olhos.
    São a prova viva de que a invisibilidade da forma do corpo (ou a visibilidade apenas pressentida) é muito mais sensual do que a obscena explicitação da forma.
    Um mar de e-mails e protestos contra a minha "intolerância com o outro". Obrigado.
    Mas adianto: de todos os argumentos dos tranquilos defensores do "direito à burca" (acho a expressão engraçada por si só), um me parece o mais absurdo. Já vou dizer qual é.
    Digo àqueles que discursam a favor da burca desde seus apartamentos com TV a cabo, de seus cursos de história da arte, de seus direitos de ir e vir e praticar sexo sadomasô, se assim o quiser, enfim, da condição de adorar Elvis, ETs, o nada, a mãe-natureza (pra mim está mais pra madrasta) ou seu próprio e pequeno "eu", que não acredito que nenhuma mulher use uma burca porque "quer".
    O argumento mais absurdo é "as mulheres usam a burca porque querem". Não acredito nesse papinho multiculturalista.
    O argumento "fulana nasceu na cultura X, a cultura X implica Y, logo fulana quer Y" é um sofisma barato. Quer ver?
    Acho que um desses assinantes de TV a cabo, defensores do "direito à burca" provavelmente defenderia hoje o direito a "ser escravo" na medida em que "alguém foi acostumado pela cultura a isso". Será?
    Que tal a "lapidação" (corte ritual do clitóris) que alguns praticam por aí? Também algo que devemos "achar objeto do direito da cultura". Azar de quem nasceu num lugar desses?
    O debate contemporâneo é como uma guerra de trincheiras. Ninguém consegue ver muito longe, não existe mais nenhuma teoria grandiosa e definitiva, mas nem por isso é menos sangrento e sério. De minha parte, não tenho dúvida de qual lado da trincheira estou: daquele contra o fundamentalismo religioso seja qual ele for.
    E fundamentalismo não é a mesma coisa que terrorismo islâmico (que alguns dizem que está acabando...). Muitas vezes o fundamentalismo é silencioso e invisível em seus modos de tortura. Fundamentalismo religioso é uma forma de reação aos "costumes modernos".
    Nos dias seguintes a esse meu texto sobre a burca, uma mulher me abordou contando o seguinte. Em férias num país de maioria muçulmana, ela vira lado a lado uma alemã de férias com um shortinho desses de parar o trânsito e uma mulher com uma dessas burcas de mau gosto (o "de mau gosto" é por minha conta, ou melhor, minha culpa, minha máxima culpa).
    Isso seria índice de como as "culturas" são diferentes. Uso as aspas aqui para a palavra "culturas" porque "cultura" virou um segundo grande fetiche da burguesia (o primeiro, segundo Theodor Adorno, seria a ciência). A inteligência burguesa blasé gosta de citar a "cultura" como prova de sua "generosa aceitação do outro" e de ausência de preconceitos. Quem diz que não tem preconceito é mentiroso.
    A questão, caros defensores do "direito à burca", é que, no mundo do fundamentalismo religioso (e tem gente que acha que não existe fundamentalismo religioso...), a menina alemã não teria o direito de usar seu shortinho que para o transito. Ela também teria que usar a burca (claro, mas ela aceitaria porque afinal, a "cultura" a faria aceitar, ou a sua filha, no futuro).
    A burca é o fundamentalismo religioso. Só cego não vê isso. Os talibãs (essa gente democrática, doce e respeitadora do "outro") adoravam as burcas e, de certa forma, a "inventaram".
    Mas esses relativistas assinantes de TV a cabo, na realidade, são como gente de 18 anos que diz para o professor "cada um é cada um" a fim de que ele pare de encher o saco com perguntas difíceis.
     No fundo, o segredo de dizer "é a cultura dela", ou "cada um tem um ponto de vista", é soar chique. É posar de estar em dia com o "respeito ao outro". Puro fetiche.
Da Folha de S. Paulo

Karine Melancia: "O mundo ensina, né?!"

A dançarina Karine Melancia
    A mais nova integrante do grupo de funk MC Creu, do Rio de Janeiro, a maranhense Karine Melancia, em entrevista no Salada Cultural (copyright da TV Impar de oimparciaonline), contou como nasceu sua vocação para o mundo artístico.
    Nascida Darleane Silva, em Santa Luzia do Tide há 21 anos, Karine Melancia ingressa na galeria das celebridades com 140 centímetros de quadril e 1,64m de altura.
    Em resposta a três perguntas formuladas pelo apresentador Joellson Braga, da web tv  do Diários Associados, Karine repete dez vezes seu bordão preferido: aí.
Confira techos da entrevista:
JB- Eu gostaria de saber como surgiu o convite para você participar do MC Creu?
Karine Melancia - Obrigado(sic) Joellson Braga, o prazer é todo meu de estar participando do programa Salada Cultural. Eu tava em Imperatriz, no show deles. Aí, eles me convidaram.Me viram dançando, aí gostaram, me acharam muito parecida com Andreza Soares, a mulher melancia, e pediram para mim (sic) fazer um teste para dançar com eles. Aí eu falei que podia. Eles falaram que se fosse por eles, eles me levavam até na mesma hora, entendeu. Só que aí tive que resolver minhas coisas, conversar com a minha família. 
JB - Legal. Agora, eu queria que você falasse um pouco da sua experiência enquanto dançariana. Como é que você descobriu o talento pra dança?
Karine Melancia - Antigamente eu dizia assim: ah, quando eu crescer quero estudar e quero me formar pra ser médica. Aí depois, com um tempo, o mundo ensina, né?!, aí com o tempo, eu disse: não, quero ser dançarina. Aí desde pequena eu via a Sheila Carvalho dançando e me deu aquela empolgação de dançar, entendeu. Aí depois saiu a "mulher melancia". Aí eu olhava ela dançando na televisão. Aí eu ia pra frente da televisão, ensaiava, dançava.
    Em novembro do ano passado, Karine apareceu como dançarina no Programa de Televisão de São Luís, Balanço Geral, acompanhando o Dj Clayton Collins.
Assista Karine Melancia no Balanço Geral

Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO
- Acidente mata três em Perizes

Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Obama diz que Bin Lader teve ajuda no Paquistão
FOLHA DE SÃO PAULO:Estudo inclui corrupção policial entre motivos de ataques do PCC
O GLOBO:Apenas 8% dos homicídios são solucionados no Brasil
VALOR ECONÔMICO:Veículo brasileiro é dos mais caros do mundo
ZERO HORA:Estádios para Copa já estão 15% mais caros
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Presidente da Vale denuncia esquema
MEIO-NORTE:Tiroteio mata dois jovens após festa de reggae
O POVO:Campão Arrastão!