3 de out de 2010

Governadora Roseana vota prometendo fazer melhor governo

Roseana Sarney vota no Santa Tereza
     “Sempre me mantive forte para superar os obstáculos. Sou uma pessoa preparada, sou uma pessoa experiente, sou política por ideal e quero fazer o melhor governo da minha vida”, afirmou Roseana Sarney governadora e candidata à reeleição pela coligação “O Maranhão não Pode Parar”.
     A filha do senador José Sarney (PMDB-AP) votou por volta das 11h, no colégio Santa Teresa, no centro de São Luís. Após digitar seu voto na seção nº 154, a peemedebista garantiu que continuará a administração que planejou para o Maranhão.
     Acompanhada pelos candidatos a vice-governador, Washington Luiz (PT), e ao Senado, Edison Lobão (PMDB), a peemedebista foi recebida calorosamente por eleitores na entrada do colégio Santa Teresa. Muitos tiraram fotos, a abraçaram e falaram palavras de encorajamento.

Promotor manda fechar posto que distribuiu gasolina para correligionários de Roseana


Posto Piauí em Timon

     O promotor da Justiça Eleitoral, Antônio Borges, pediu hoje(3) pela manhã o fechamento do posto Piauí, que foi flagrado ontem à noite pela Polícia Federal fornecendo combustível para veículos e motos de partidários da candidatura de Sétimo Waquim(PMDB) para deputado federal e Roseana Sarney para governadora. Foi neste posto, que o elemento que se diz “próspero empresário” Ramon da R.A Viagens, tentou matar o jornalista Edmundo Moreira, empurrando-o covardemente, por trás, contra os veículos que passavam no momento pela avenida Francisco Carlos Jansen.
     Doutor Antônio Borges disse que, na operação realizada ontem à noite no “Posto do Artur”, a Polícia Federal apreendeu dezenas de notinhas de autorização de abastecimento das mãos dos frentistas e fez até flagrantes.
     Por volta das 23 horas de ontem surgiu a informação de que a Polícia Federal havia prendido o dono do Posto Piauí, mas, hoje pela manhã, o delegado Leonardo Portela Leite, que comandou a operação, disse para o repórter do Portalhoje.com que não havia encontrado ainda motivos para prender o dono do posto, mas que a investigação continua, agora com o apoio do Ministério Público Eleitoral, através do promotor Antônio Borges e da promotora Elda Maria Moureira.
Diligência até em velório
     Hoje pela manhã, quando concluía a petição ao juiz eleitoral pedindo o fechamento do posto Piauí, o promotor Antônio Borges informou para a reportagem que nos últimos tem recebido dezenas de denúncias de compra de votos ou comportamento ilegal de políticos, mas em sua maioria elas não têm sido constatadas pela Polícia Federal, responsável pelas diligências.
     “Somente ontem recebemos 34 denúncias anônimas e, quando fomos apurar, eram denúncias vazias”, disse o promotor, acrescentando que uma delas foi hilária. “Denunciaram uma movimentação muito grande numa casa da periferia mas quando chegamos lá havia era um velório”, contou Borges.
     O promotor não revelou, entretanto, as investigações que obtiveram êxito, como esta do Posto Piauí. E prometeu fazer um levantamento da operação nesta segunda-feira.
Do Portal Notícas de Timon

Jackson Lago faz visita de solidariedade ao prefeito de Santa Rita

     O candidato ao governo do Maranhão, Jackson Lago, pela coligação “O povo é maior” formada pelos partidos PDT-PSDB-PTC, embarcou por volta das 13h15 deste domingo (03) para a cidade de Rosário, onde fará uma visita de solidariedade ao prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo.
     Jackson reagiu com indignação à notícia sobre a prisão do prefeito. “Isso é um ato de violência contra o prefeito Hilton porque ele não se vendeu e é nosso aliado. Não tiveram coragem de deixá-lo na delegacia de Santa Rita porque sabiam que o povo da cidade iria reagir”, disse Jackson Lago.
     Segundo as primeiras informações, Hilton teria sido preso em Santa Rita sobre a acusação de ter permitido carreata por até 20 minutos depois das 22h deste sábado. Ele foi levado para a delegacia de Rosário, onde permanece preso.
     Hilton Gonçalo é um dos prefeitos de melhor avaliação do país e apesar de várias tentativas de cooptação, não aceitou apoiar a candidata Roseana Sarney.
Da Assessoria

Roseana admite segundo turno e diz não temer disputa

     A governadora e candidata à reeleição ao governo do Maranhão, Roseana Sarney, votou nesta manhã em um colégio em São Luiz e disse que não teme um segundo turno.
     "Não temo nada. Já fui duas vezes para o segundo turno", disse Roseana que, em seguida, foi visitar o pai, o senador José Sarney, que está internado desde ontem no UDI Hospital. O adversário de Roseana, Flávio Dino (PCdoB) não quis comentar a possibilidade de disputar o segundo turno com Roseana. "Vamos aguardar", afirmou.
     O presidente do Senado, José Sarney, continua internado, depois de constatada uma "discreta" infiltração nos pulmões. Ele foi internado ontem à tarde, com quadro de arritmia cardíaca.

Sarney tem quadro de saúde estável e recebe visita de Roseana

SÃO LUÍS - A governadora Roseana Sarney (PMDB), que disputa a reeleição ao governo do Maranhão, chegou há pouco ao hospital UDI, na capital do Estado, para visitar o pai, José Sarney (PMDB-AP). O senador foi internado ontem à tarde e diagnosticado com arritmia cardíaca. Ele realizou exames e tem quadro estável, segundo o boletim médico divulgado pelo hospital hoje pela manhã. De acordo com o boletim, assinado pelo médico Carlos Gama, que trata de Sarney no Maranhão há anos, o senador está em fase de recuperação após a reversão da arritmia cardíaca e que os exames mostraram um discreto infiltramento pulmonar, o que tornou necessária sua permanência no hospital.
     Roseana chegou ao hospital com o marido, Jorge Murad, e com um de seus filhos, após votar no Colégio Santa Teresa, no centro de São Luís. Acompanhada do senador Edison Lobão (DEM-MA), que também tenta a reeleição, ela votou e posou para fotos fazendo o "V da vitória" ao lado de Lobão e do candidato a vice Washington Luiz (PT). "Sou uma pessoa preparada, que tenho experiência, e quero fazer o melhor governo de minha vida se for eleita governadora do Maranhão", disse.
     As pesquisas eleitorais apontam Roseana à frente de Flávio Dino (PcdoB) e de Jackson Lago (PDT), mas a diferença entre o percentual dos votos válidos alcançados por ela e pelos demais candidatos somados é pequena, o que deixa em dúvida a necessidade de segundo turno nas eleições ao governo do Maranhão. "Fizemos de tudo para resolver a disputa no primeiro turno, mas se não resolver, vamos adiante", afirmou Roseana.
     Roseana deixou a escola cercada por militantes e cabos eleitorais, que não vestiam camisetas da candidata, apenas tinham adesivos. Eles saudaram a governadora cantando o "jingle" da campanha ao governo do Estado.
Do Valor Online

Flávio Dino afirma ter confiança em disputar segundo turno

     Candidato ao governo do estado pela coligação ""Muda Maranhão" (PCdoB-PSB-PPS), o deputado federal Flávio Dino (PCdoB) esperou mais de uma hora na fila na Escola Clarindo Santiago, localizada na rusa Matos Carvalho no bairro do Olho D´água.
      O comunista chegou ao local às 11h10 da manhã deste domingo, 3, acompanhado da mulher e dos dois filho, da candidata a vice, Miosótis Lúcio, do ex-governador do estado e candidato ao Senado, José Reinaldo Tavares, do presidente regional do PCdoB, Gerson Pinheiro, da vereadora de São Luís, Rose Sales(PCdoB), de militantes do PCdoB e petistas como Márcio Jardim, candidato a deputado estadual pelo partido. Flávio Dino votou às 12h15 na 59ª Sessão da 88ª Zona Eleitoral.
     Ele foi o quinto dos seis candidatos ao governo do estado a votar, depois de Marcos Silva (PSTU), o primeiro a votar, Saulo Arcangeli (PSOL), Jackson Lago (PDT) e Roseana Sarney (PMDB).
     Antes de votar revelou confiança em disputar o segundo turno das eleições. "Estou tranquilo e acredito que estarei disputando o segundo turno", afirmou.
     Em relação aos crimes eleitorais denunciados pela imprensa local e nacional, Flávio Dino disse que a assessoria jurídica da coligação está acompanhando toda a movimentação eleitoral no estado.
     "Todo eleitor deve ser um fiscal da eleição", recomendou Dino.

Apuração deve sair até a meia-noite de hoje

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) pretende concluir a apuração de todas as urnas do Estado até a meia-noite de hoje. Segundo a estimativa do tribunal, feita com base em eleições anteriores, até as 21h30, 80% das urnas já terão sido apuradas.
     As eleições no Maranhão têm 5.267 locais de votação distribuídos em 111 zonas eleitorais com 15.393 seções. Os eleitores aptos a votar somam 4.320.748 no Estado, sendo que 668.817 votam na capital. A transmissão dos votos será feita por 108 postos avançados.

Site do TRE do Maranhão é parcialmente desativa

     Desde o meio-dia de ontem o site do Tribunal Regional do Maranhão está parcialmente desativado. Segundo informa em sua página principal, a retirada limitação dos recursos se deu por motivos de segurança. O órgão da Justiça Eleitoral do Maranhão foi o único a adotar a medida.
     Por outro lado, serviços prestados pelo sítio aos eleitores, como locais de votação e dúvida do eleitorado, estão sendo lincados para o www.tse.jus.com. A suspensão deve durante todo o dia da eleição do primeiro turno. Veja abaixo o que diz o TRE-MA:
     Alteração no site do TRE-MA Por motivos de segurança e visando otimizar a utilização dos recursos computacionais disponíveis, o site do TRE do Maranhão tem a maior parte de suas funcionalidades desativadas durante o período compreendido entre o meio dia do sábado (dia 02 de outubro) até o final da totalização.
     Os principais serviços da Justiça Eleitoral, como a Consulta a Local de Votação, Locais de Justificativa Eleitoral e Certidão de Quitação Eleitoral, estão disponíveis no menu ao lado ou no site do TSE, http://www.tse.jus.br/.

Clientelismo resiste e Sarney tenta manter poder com Roseana

Eugênia Lopes, enviada especial ao Maranhão
SÃO LUÍS - "O voto é secreto e ninguém tem como saber em quem você votou." O alerta, com ares de redundância para tempos democráticos, foi feito pela procuradora eleitoral do Maranhão, Carolina da Hora Mesquita Hohn. É extemporâneo, mas sintetiza a praga de clientelismo e fisiologismo que assolou a reta final da campanha eleitoral no Estado, destravando uma enxurrada de denúncias de compra de voto por candidatos ao governo estadual.
     As acusações são as mais variadas e vão desde a suspeita de troca de voto por doação de gasolina, geladeiras novas e distribuição de uniformes escolares até a promessa de empregos numa futura refinaria a ser construída em Rosário, cidade a 67 km da capital. "As denúncias se intensificaram nos últimos dez dias", resumiu ao Estado a procuradora.
     A maioria das denúncias que chegam ao Ministério Público Eleitoral atinge a governadora e candidata à reeleição, Roseana Sarney (PMDB). "É natural que isso aconteça porque ela está na frente nas pesquisas", observa Carolina. Mas os adversários de Roseana na corrida pelo governo maranhense, os candidatos Flávio Dino (PC do B) e Jackson Lago (PDT) também são alvos de acusações de abuso de poder econômico e compra de votos.
     O tiroteio entre as campanhas é um retrato do clima de tensão na política do Estado. O resultado da eleição servirá de parâmetro para o futuro. A manutenção de Roseana Sarney no governo representará a permanência no poder de um grupo político liderado pelo ex-presidente da República e senador José Sarney (PMDB-AP), que há praticamente 44 anos comanda o Estado. Já Lago, governador cassado em 2009, aposta todas as suas fichas na eleição de hoje para voltar ao comando do Maranhão.
     Neófito na política maranhense, Flávio Dino viu seu cacife político aumentar nos últimos dias diante da indefinição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em validar a candidatura de Lago. Tanto é assim que hoje disputa o segundo lugar em um eventual segundo turno com o pedetista. Ele conta com "uma onda" contra a família Sarney em todo o Estado. Aos 42 anos, Dino disputa pela segunda vez uma eleição majoritária: em 2008, foi candidato à prefeitura de São Luís, mas acabou derrotado.
De O Estado de S. Paulo

Sarney faz novo exame, fica internado e não vai ao AP votar

Hudson Corrêa
     O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), 80, vai continuar internado no UDI Hospital em São Luís (MA).
     "Exames radiológicos realizados hoje mostraram discreto infiltrado pulmonar, tornando necessária a sua permanência no hospital", diz boletim médico divulgado há pouco.
     O deputado federal Sarney Filho (PV-MA) visitou o pai há pouco e disse que ele não vai a Macapá (AP), seu colégio eleitoral, para votar, pois ficará internado até amanhã.
     O primeiro boletim médico divulgado ontem pelo hospital afirmou que o senador passou por exames cardiológicos e tinha sido submetido a tratamento. Segundo a nota, a arritmia foi controlada e revertida ainda no domingo.
     Na edição de hoje, o jornal "O Estado do Maranhão" publicou na capa um texto de Sarney em que ele pede voto à filha, a governadora Roseana Sarney (PMDB), candidata à reeleição no Maranhão.
     Em abril, o senador passou por cirurgia para retirar de um tumor benigno no lábio superior. A operação foi realizada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Da Folha de S. Paulo

'Não é piada, é a realidade', diz Tiririca sobre slogan de campanha

Fernando Gallo
De São Francisco
     Francisco Everaldo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, 45, provoca risos e indignação desde que a campanha eleitoral começou na TV.
Com o slogan "Vote Tiririca, pior que tá, não fica", ele vai às urnas para tentar uma vaga como deputado federal pelo Estado de São Paulo.
É a grande aposta do PR no pleito, tanto que ganhou a legenda de mais fácil memorização: 2222.
Folha - Por que você decidiu se candidatar?
Tiririca - Eu recebi o convite há um ano. Conversei com minha mãe, ela me aconselhou a entrar porque daria pra ajudar as pessoas mais necessitadas. Eu tô entrando de cabeça.
Folha - De quem veio o convite?
Tiririca - Do PR.
Folha - Como foi?
Tiririca - Por eu ser um cara popular, eles acreditaram muito, como eu também acredito, que tá certo, eu vou ser eleito.
Folha - Sabe o que o PR propõe, como se situa na política?
Tiririca - Cara, com sinceridade, ainda não me liguei nisso aí, não. O meu foco é nessa coisa da candidatura, e de correr atrás. E caso vindo a ser eleito, aí a gente vai ver.
Folha - Quais são as suas principais propostas?
Tiririca - Como eu sou cara que vem de baixo, e graças a Deus consegui espaço, eu tô trabalhando pelos nordestinos, pelas crianças e pelos desfavorecidos.
Folha - Mas tem algum projeto concreto que você queira levar para a Câmara?
Tiririca - De cabeça, assim, não dá pra falar. Mas como tem uma equipe trabalhando por trás, a gente tem os projetos que tão elaborados, tá tudo beleza. Eu quero ajudar muito o lance dos nordestinos.
Folha - O que você poderia fazer pelos nordestinos?
Tiririca - Acabar com a discriminação, que é muito grande. Eu sei que o lance da constituição civil, lei trabalhista... A gente tem uma porrada de coisa que... de cabeça assim é complicado pra te falar. Mas tá tudo no papel, e tá beleza. Tenho certeza de que vai dar certo.
Folha - Quem financia a sua campanha?
Tiririca - Então... o partido entrou com essa ajuda aí... e eu achei legal.
Folha - Você tem ideia de quanto custa a campanha?
Tiririca - Cara, não tá sendo barata.
Folha - Mas você não tem ideia?
Tiririca - Não tenho ideia, não.
Folha - Na propaganda eleitoral você diz que não sabe o que faz um deputado. É verdade ou é piada?
Tiririca - Como é o Tiririca, é uma piada, né, cara? 'Também não sei, mas vote em mim que eu vou dizer'. Tipo assim. Eu fiz mais na piada, mais no coisa... porque é esse lance mesmo do Tiririca.
Folha - Mas o Francisco sabe o que faz um deputado?
Tiririca - Com certeza, bicho. Entrei nessa, estudei para esse lance, conversei muito com a minha mãe. Eu sei que elabora as leis e faz vários projetos acontecer, né?
Folha - O que você conhece sobre a atividade de deputado?
Tiririca - Pra te falar a verdade, não conheço nada. Mas tando lá vou passar a conhecer.
Folha - Até agora você não sabe nada sobre a Câmara?
Tiririca - Não, nada.
Folha - Quem são os seus assessores?
Tiririca - Nós estamos com, com, com.... a Daniele.... Daniela. Ela faz parte da assessoria, junto com.... Maionese, né? Carla... É uma equipe grande pra caramba.
Folha - Mas quem te assessora na parte legislativa?
Tiririca - É pessoal do Manieri.
Folha - Quem é o Manieri?
Tiririca - É... A, a, a.... a Dani é que pode te explicar direitinho. Ela que trabalha com ele. Pode te explicar o que é.
Folha - Por que seu slogan é 'pior que tá, não fica?
Tiririca - Eu acho que pior que tá, não vai ficar. Não tem condições. Vamos ver se, com os artistas entrando, vai dar uma mudança. Se Deus quiser, pra melhor.
Folha - Esse slogan é um deboche, uma piada?
Tiririca - Não. É a realidade. Pior do que tá não fica.
Folha - Você pretende se vestir de Tiririca na Câmara?
Tiririca - Não, de maneira alguma.
Folha - Quem é o seu espelho na política?
Tiririca - Pra te falar a verdade, não tenho. Respeito muito o Lula pelo que ele fez pelo nosso país. Ele pegou o país arrasado e melhorou pra caramba.
Fora ele...
Quem ele indicar, eu acredito muito. Vai continuar o trabalho que ele deixou aí.
Folha - Então você vota na Dilma.
Tiririca - Com certeza. A gente vai apoiar a Dilma. Ele tá apoiando e a gente vai nessa.
Folha - Não teme ser tratado com deboche?
Tiririca - Não, cara. Não temo nada disso. Tô entrando de cabeça, de coração. Tô querendo fazer alguma coisa. Mesmo porque eu sou bem resolvido na minha profissão. Tenho um contrato de quatro anos com a Record. Tenho minha vida feita, graças a Deus. Tem gente que aceita, mas a rejeição é muito pouca.
Folha - Se for eleito, vai continuar na TV?
Tiririca - Com certeza, é o meu trabalho. Vou conciliar os dois empregos.
Folha - Em quem votou para deputado na última eleição?
Tiririca - Pra te falar a verdade, eu nunca votei. Sempre justifiquei meu voto.
Da Folha de S. Paulo

Vidigal vota e reafirma compromisso com o Maranhão

     O candidato ao Senado Edson Vidigal votou na manhã deste domingo no colégio Novo Mundo, no bairro do São Francisco, onde acompanhado do candidato ao governo, Jackson Lago, reafirmou a confiança na vitória dos candidatos da coligação O Povo é Maior.
     - É hora de darmos o troco e mostrar para o Brasil que o Maranhão não tem dono. Confio na decisão do eleitor, vamos nos eleger neste domingo e eleger Jackson no segundo turno – garantiu o candidato.
     Ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, Vidigal diz que fez uma campanha limpa, propositiva e por isso mesmo espera uma grande votação.
     - Por onde passo, a população tem me saudado e confirmado voto na minha candidatura. É impressionante o desejo de mudança da população depois desses mais de 40 anos de domínio em nosso estado – ressalta.
     Vidigal reafirmou o seu compromisso de ser um advogado do Maranhão no Senado, exercendo a fiscalização constante da aplicação dos recursos públicos, como também legislando em favor da maioria da população, promovendo uma verdadeira revisão das leis no País.
     - A própria Constituição ainda precisa de uma centena de leis complementares, que ainda não foram aprovadas, como também é preciso fazer uma ampla revisão de algumas leis injustas, que beneficiam os poderosos contra a grande maioria da sociedade brasileira – explica.
Da Assessoria

Levantamento da UOL aponta segundo turno no Maranhão

     Em seu blog o jornalista Fernando Rodrigues, da UOL(Folha de S. Paulo), informa que de acordo com pesquisas de intenção de voto divulgadas até a noite de hoje (sábado, 2.out.2010) a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) não está entre os que serão eleitos neste domingo ( 3.set.2010), já no 1° turno. Na matemática de Rodrigues, com base em pesquisas de vários institutos, o número de governadores reeleitos será de 15, abaixo do recorde registrado em 2006, quando 17 candidatos se elegeram no 1° turno.
     Os prováveis eleitos estão na condição necessária para vencer no 1° turno: têm percentual de intenção de voto superior à soma dos percentuais de todos seus adversários. Lei mais aqui.

Jackson Lago diz que população dará o troco à injustiça

“Percorri o interior do estado e senti que a população quer dar o troco à maldade e ao desrespeito que fizeram com ela há quatro anos”, disse Jackson Lago (PDT), candidato ao governo do estado pela coligação “O povo é maior”, ao chegar ao Instituto Divina Pastora, no bairro do Anil, em São Luís, onde votou.
Por volta das 9 horas, Jackson chegou ao local acompanhado da mulher, Clay Lago, dos filhos, Igor, Luciana e Ludmila, do prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), do candidato ao Senado, Edison Vidigal (PSDB), e do deputado federal Julião Amim (PDT), candidato à reeleição, e do coordenador da campanha da coligação, Clodomir Paz.
Depois de votar na 18ª Sessão da 10ª Zona Eleitoral, Jackson Lago demonstrou otimismo em relação ao processo eleitoral. “Hoje é um dia de atitude cívica. Participo dela com muito entusiasmo e confiança do dever cumprido. Vamos vencer no primeiro turno e também no segundo turno”.
O candidato a governador comentou sobre as pesquisas de intenção de votos divulgadas pela imprensa do Maranhão. “O Ibope sempre errou em São Luís em todas as eleições das quais participei, tanto como nas eleições municipais como nas eleições para governador. Como disse o deputado federal cearense Ciro Gomes, o dono deste instituto é capaz de vender a própria mãe por dinheiro ”, afirmou Jackson Lago.
Depois de votar, o candidato seguiu com a comitiva para acompanhar o candidato ao Senado, Edison Vidigal votar no bairro do São Francisco. “Espera que a vontade do eleitor desta vez seja respeitada”, ratificou o pedetista.

Apuração em tempo real

     O vice-prefeito de Imperatriz, Jean Carlo confirmou ontem à noite que os militantes, apoiadores e simpatizantes da coligação O Povo é Maior, de Jackson Lago (PDT) assistem a apuração na Praça da Cultura, tradicional ponto de reuniões políticas em Imperatriz.
     Por meio de parceria com a Google Inc.,Justiça Eleitoral, Correio Braziliense, Open Door Comunicação ITZ, Blogue do Frederico Luiz e com apoio da CoveritLive.com, a partir das 17h de hoje estaremos disponibilizando os resultados oficiais do TSE da apuração das urnas.
     A apuração será interativa, ao acessar o Blogue, o internauta percebe do lado direito, o quadro onde ele vai acessar ao vivo por meio de contas de e-mail, tuiter ou facebook. Depois, pode comentar a vontade, sem censura, ou perguntar para o Blogueiro como está a sua cidade, e nós vamos postando aqui para você os resultados oficiais do TSE.
     Emissoras de rádio e de TV estão livres para usarem nossos números da apuração em Tempo Real. A Band Imperatriz, canal 4 e a RedeTV!, canal 5, ambas de Imperatriz confirmaram como parceiras na divulgação em tempo real do Blogue do Frederico Luiz.
Do Blogue do Frederico Luiz

‘País corre, sim, o risco de cair no autoritarismo', diz Boris Fausto

Gabriel Manzano
     Eleição é sempre uma boa coisa, mas o historiador Boris Fausto, veterano estudioso da política brasileira, acha que a de hoje chega marcada pelo desencanto. Com um eleitorado em sua maioria despolitizado, que nada espera dos políticos. Debates que não esclarecem nem ajudam o cidadão a fazer escolhas. Propagandas que provocam enfado. E além de tudo, o historiador e cientista político da USP vê na candidata Dilma Rousseff (PT), grande favorita a vencer neste primeiro turno, "um nome que não se afirma sozinho", pois "saiu do bolso do colete do presidente da República".
     Se ela vencer, diz o professor, os precedentes mostram que "o País corre, sim, o risco de cair no autoritarismo". Mas a sociedade "chegou a um ponto de alta complexidade e tem condições de enfrentar e conter esses avanços". E a oposição? "Tem de avaliar os erros e recomeçar a assentar tijolos."
Como o sr. vê o País, às vésperas da sexta eleição presidencial seguida?
Uma eleição a mais é sempre algo positivo, mas dá pra perceber, por todo lado, uma certa frieza. Mesmo um partido como o PT não entusiasmou a militância como em outros tempos. Acho que o que há é um desencanto mesmo.
A que se deve isso?
A várias razões. Uma campanha carregada de promessas que despertam um certo enfado, já que a política não é vista como instrumento real de solução dos problemas. As propagandas no rádio e na TV viraram um enlatado, uma chave que qualquer um usa para dizer qualquer coisa. E, além disso, uma candidatura predominante, a da Dilma Rousseff, que saiu do bolso do colete do presidente Lula e que não se afirma sozinha. Do outro lado um adversário, o José Serra, que teve muitos problemas. Grande parte de seus votos é de gente que se habituou a votar na social-democracia ou que é contra o PT. A Marina até trouxe uma certa novidade, mas a estrutura de seu partido é frágil e sua proposta é para o longo prazo.
Percebe-se uma forte despolitização. Isso não foi construído?
A despolitização é o dado predominante. Uma grande parte das pessoas não vive a vida de cidadão, apenas a de eleitor, que a cada quatro anos vai à seção eleitoral e vota. A forma de se debater não permite aprofundar os temas - educação, saneamento, segurança, as desigualdades. O candidato aparece, anuncia a criação de um órgão que vai coordenar e resolver tudo... e pronto. O debate fundamental, que não se vê, é o das instituições. Que instituições estamos criando? Estamos desmontando as que temos? Pois o Lula torna tudo um ato entre pessoas, eu e você, ele é o pai, a Dilma vai ser a mãe. Nunca um convívio entre governo e cidadãos.
Os adversários de Dilma dizem que ela, se vitoriosa, dará espaço a fórmulas autoritárias. Se puder contar com maioria na Câmara e no Senado, poderá também alterar a Constituição, introduzindo formas de democracia direta. O sr. partilha dessa visão?
Acho, sim, que existe uma tendência autoritária em marcha. O que é grave, porque idêntico processo está em marcha no Equador, na Bolívia, na Venezuela. Não é segredo que o PT tem dentro dele um setor ponderável que pratica uma "dialética" amigo-inimigo. Quando falam em "controle social" dos jornais, o que não dizem é: "o controle social somos nós".
No que isso vai dar?
Apesar dessas investidas, acho que a sociedade brasileira já chegou a um ponto de alta complexidade, tem uma opinião pública amadurecida, que saberá conter esses avanços.
Que papel pode ter o PMDB nesse processo?
O PMDB vai é brigar por cargos. A Dilma, se eleita, precisará ter muita habilidade para se compor. Lembro que o Lula, há oito anos, tinha um cacife enorme para montar suas alianças. A Dilma não tem, ela carece de legitimidade para grandes avanços. E, se ela vencer no primeiro turno, já estou ouvindo petistas perguntando: "Como carece de legitimidade?" Não falo de legitimidade legal, mas de legitimidade política. Porque ela não tem luz própria, não tem carreira na política. E, a julgar pelo caso Erenice Guerra, chegaria ao Planalto com a marca de quem não sabe escolher auxiliares.
Há diferentes visões do Estado em jogo. A linha Dilma é por um Estado forte na economia e na política. Serra não rejeita um Estado forte, mas ele dá ênfase aos controles e ao papel regulador, com espaço para o empresariado e para a sociedade.
Acho que Dilma, se eleita, vai acentuar esse seu modelo. Ele inclui coisas que já se desenham no momento, como as alianças com grandes corporações públicas e privadas, para tocar grandes projetos. E tudo vem misturado com uma alteração no modelo inicial do governo Lula, que simplesmente continuava o modelo de FHC. Nessa inflexão, o poder federal derivou para aumento de gastos públicos e para relaxar a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Getúlio Vargas impôs um Estado forte, no passado. Haveria uma retomada desse modelo? Qual seria hoje o tamanho adequado do Estado brasileiro?
Recorro à máxima latina, "in medio virtus", a virtude está no meio. O Estado não é só imprescindível: em alguns setores ele é insubstituível. Como fazer política energética, ou cuidar da segurança sem ele? Também não sou contra o papel indutor do Estado na economia, por exemplo no pré-sal. O problema é quererem cuidar de tudo, não deixar espaço para a sociedade atuar e decidir, misturar governo e partido, invadir direitos dos cidadãos, ignorar a Constituição.
Se derrotada, o que pode fazer a oposição?
Seja qual for o resultado hoje, ela tem de avaliar os seus erros. Eles começaram lá atrás, quando o papel do Fernando Henrique foi aviltado e eles deixaram. Também não reagiram aos ataques à privatização. Perderam o discurso e a grandeza.
Que estratégia deviam seguir?
As oposições estão no ponto de assentar tijolo, parar para pensar. Elas podem até sofrer derrotas eleitorais, mas precisam preservar o seu papel, o seu espaço. Podem aprender com o PT, que viveu isso. Seria importante que a oposição caísse de pé, mas acho que não é o que está acontecendo. O mesmo acontece na Argentina, onde o casal Kirchner consegue se manter no poder porque as oposições estão fragmentadas, em pedacinhos.
De O Estado de S. Paulo

Eleição 2010: Propaganda brinca com imagens de presidenciáveis

Vestido e caracterizado de Dilma Rousseff, Plínio Sampaio Arruda, José Serra e Marina Silva, o garoto Bombril segue a linha do humor para dar graça a campanha valendo-se da linguagem típica das campanhas eleitorais: “Pesquisas apontam: 1001% dos brasileiros preferem Bom Bril”.