28 de jan de 2011

Quem comandará o Senado em 2011

A propósito, a mesa do Senado está (praticamente) definida para esta legislatura: José Sarney, (eterno) presidente; José Pimentel ou Marta Suplicy, 1º vice-presidente (essa disputa petista só será resolvida na segunda-feira); 2º vice, Wilson Santiago; 1º secretário, Cícero Lucena; 2º secretário, João Claudino; a 3º secretaria está entre PP e PR ; e 4º secretário será Ciro Nogueira.
Por Lauro Jardim

Rally Piocerá 2011 chega aos Pequenos Lençóis

Espectadores acompanham ds dunas o desempenho dos pilotos
Paulino Neves (MA) — As paisagens dos Pequenos Lençóis Maranhenses foram cenário do segundo dia de disputa do Rally Piocerá 2011. Diferentemente dos Grandes Lençóis, bem mais famosos por terem sido filmados em novelas e seriados brasileiros, essa região do Maranhão tem mais vegetação rasteira ao lado das dunas, o que a faz perfeita para a disputa do maior rali de regularidade da América Latina. Mas não são apenas os pilotos que aproveitam a volta aos Lençóis no Piocerá após vários anos longe do roteiro do evento. Para os moradores da inóspita região do Nordeste do país, a competição também é um momento especial.
    Para ver carros 4 x 4, motos, quadriciclos e bikes, os locais se amontoam em cima das dunas e acompanham o espetáculo com alto senso crítico. “Pula, pula, pula”, gritam as crianças a cada moto que passa. “Até agora (os pilotos) estão mais ou menos”, julga o vendedor Evaldo Marques, 28 anos, morador de Paulino Neves, cidade que é ligada a Barreirinhas pelos Pequenos Lençóis.
    Evaldo avisa que é fanático pelas motocicletas e sonha participar de futuras edições do Piocerá. Ele até mesmo arrisca dar umas dicas aos pilotos. “Ando demais de moto por essas dunas. Tem que tomar muito cuidado pra não subir nelas muito rápido. Pode ter um buraco do outro lado”, alerta.
    O estudante Neliélson dos Reis, 15 anos, vê o rali passar pelo meio do povoado de Morro Branco, rota do Piocerá entre Barreirinhas e Paulino Neves. Em cima de sua bicicleta e do topo das dunas, ele acompanha o evento pela primeira vez. “Quando soube do rali, fiquei muito animado. Quero ver todos os veículos, mas principalmente as motos”, conta.
    Conhecedor das dunas, Neliélson apenas sorri, tímido, quando perguntado se gostaria de participar da competição. Logo dispara em sua bike, mostrando que talento ele tem para se arriscar nos esportes radicais.
Do Superesportes

Na agulha: Canção de Jacques Brel na interpretação da rainha da fossa

Corregedoria da Câmara Federal vai analisar decisão do SFT sobre suplente de Pedro Novais

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, determinou nesta sexta-feira (28) que a Câmara dos Deputados dê posse a Francisco Escórcio (PMDB-MA), sexto suplente da coligação que elegeu Pedro Novais (PMDB-MA) deputado federal nas eleições de 2006. Ele está licenciado do cargo desde o início do ano, quando assumiu o Ministério do Turismo do governo Dilma Rousseff. Porém, ele não deve ser empossado para os três dias restantes de mandato, já que o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), pediu que a Corregedoria analise o caso.
   Francisco Escórcio entrou no STF com um mandado de segurança em 5 de janeiro pedindo para assumir na vaga deixada por Novais. No pedido de liminar, ele argumentou que a decisão do presidente da Câmara viola o entendimento do STF de que o suplente deve ser do mesmo partido do parlamentar que deixou o cargo. Ao analisar o caso, o presidente do Supremo acatou os argumentos do peemedebista.
    A decisão de Peluso segue o entendimento do Supremo de que o mandato pertence ao partido. Por conta disso, as coligações, na visão da maioria dos integrantes da corte, têm seus efeitos encerrados após as eleições. Portanto, quando um parlamentar se licenciar do cargo, quem deve assumir é o primeiro suplente da mesma legenda, e não o melhor colocado na lista elaborada pela Justiça Eleitoral.
Do Congresso em Foco

Retratos do Brasil

Ricardo Melo
SÃO PAULO - Edemar Cid Ferreira, diz sua biografia, militava no Partido Comunista lá pelos anos 50 do século passado. O gosto pelo teatro aproximou-o de Plínio Marcos.
    Chegou a participar da encenação da primeira peça do autor, "Barrela", cujo enredo tratava das desventuras de um rapaz violentado na prisão. Desde então, as artes, a política e a cadeia parecem nunca ter abandonado a vida de Edemar.
    O interior da casa do ex-banqueiro, revelado em reportagem memorável de Mario Cesar Carvalho, exibe fausto digno de um faraó. As obras espalhadas pela residência vão de peças de grande valor artístico a outras de gosto duvidoso.
    A miscelânea, de todo modo, cria um ambiente típico da revista "Caras", na qual, aliás, Edemar sempre foi presença assídua. Já os retratos de modelos nuas ou seminuas comparecem para dar um inevitável toque berlusconiano à propriedade.
    Foi fazendo política que o ex-banqueiro conseguiu reunir tamanho acervo. Graças a amizades como a de José Sarney, Edemar ergueu um banco vendido à opinião pública como exemplo de sucesso empresarial. A agenda de telefones se encarregava tanto de manter os cofres irrigados com dinheiro público como de afastar o livro caixa dos rigores da fiscalização.
    Edemar voltou a ter contato com a cadeia, ao vivo e não sobre um tablado, quando nem Brasília conseguiu impedir seu banco de desmoronar. Até hoje não se sabe direito a dimensão do rombo. Sabe-se só que foi de bilhões, e que dele escaparam amigos influentes informados com antecedência de que o negócio estava prestes a ruir.
    Condenado a 21 anos, Edemar recorre da sentença em liberdade, depois de alguns meses na prisão. É duvidoso que volte para lá, uma vez que a Justiça nacional é pródiga em artifícios para quem é bem relacionado, tem dinheiro e contrata um bom advogado. Conhecendo-se o Brasil, ninguém se surpreenda se, em breve, Edemar reaparecer em grande estilo nas colunas sociais.
Da Folha de S. Paulo

Ribamar Alves é um dos poucos do PSB que defende mandatos de Janete e João Capiberibe no Amapá

Chico Bruno
    Quem acompanha o sítio Justiça para os Capiberibes deve estar se perguntando, por que a liderança maior do PSB não se manifesta?
    Por onde anda, e de que lado está nessa batalha, o presidente nacional do partido e governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes.
    Aliás, poucas figuras do PSB se manifestaram publicamente em defesa dos mandatos de Janete e João Capiberibe.
    Até agora, a memória remete aos deputados federais Luiza Erundina (SP), Rodrigo Rollemberg (DF). Lídice da Mata (BA) e Ribamar Alves (MA), que se manifestaram publicamente.
    O abaixo-assinado on-line já atingiu mais de uma mil e quatrocentas assinaturas, mas nelas não estão incluídos, até agora, as principais lideranças do partido como, por exemplo, os governadores eleitos em 2010, com a óbvia exceção de Camilo Capiberibe.
    Fossem parlamentares do PT, João e Janete estariam sendo defendidos publicamente como são os parlamentares e dirigentes petistas acusados de um suposto envolvimento com o mensalão.
    Mas, o que mais encafifa é o silêncio de Eduardo Campos, que poderia reservar algumas horas de seu dia a dia para liderar o movimento em defesa dos mandatos de João e Janete Capiberibe, principalmente por se tratar de um embate político, que acabou incluindo João e Janete na Lei Ficha Limpa por um equívoco jurídico.
    Isso está claro no voto do ministro Marco Aurélio, que o leitor pode ler aqui.
    Aliás, o voto do presidente do TSE Ricardo Lewandowski pela negação do registro de João Capiberibe é um voto constrangido.
    Aqui se mata a cobra e mostra o pau. Leia o voto de Lewandowski:
    “Senhores Ministros, também peço vênia para a divergência para acompanhar a relatora em função, exatamente, da questão das datas, entendendo que esses oito anos não se exauriram, embora eu acompanhe em tese o Ministro Marco Aurélio, no sentido de entender que isso, realmente, poderia configurar o fato superveniente de afastar a inelegibilidade.”
Como se pode ver, o caso de João e Janete Capiberibe, desde a condenação de 2002, é impregnado por forte componente político.
    Por isso, é importante que o principal líder do PSB, Eduardo Campos, assuma a condução o movimento em defesa dos Capiberibe e convoque os filiados da legenda a participar desta batalha.
    Caso não o faça estará se alinhando ao lado dos adversários de João e Janete Capiberibe, os principais interessados em extirpá-los da vida pública do Amapá.

GIl Cutrim que copiar Marafolia no Lava Pratos em São José de Ribamar

    O prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim, não é uma unamidade no município. Muitos acham que a falta de experiência do filho do presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Edmar Cutrim, poderá até mesmo assolar a administração do seu antecessor, Luiz Fernando Silva.
    Dentre as medidas mais criticadas entre sua equipe de governo está a intenção de construir um camarote especial no local de realização do tradicional Lava Pratos do Carnaval para receber seus chegados. É a síndrome do Marafolia que deve ter acometido Gil desde criancinha.

Cemar continua desrespeitando consumidor

Não é de hoje que a Companhia Energética do Maranhão, a tão decantada Cemar, destrata seus consumidores. Foi preciso muita pressão para que a companhia, depois de vendida pelo Governo do Estado na segunda administração de Roseana Sarney abrisse escritórios de atendimento no Maranhão.

A solução para o bom atendimento não se concretizou com a medida. Comum é o cliente ser informado ao chegar a uma dessas agências que o "sistema está fora".  Os funcionários são treinados para encaminhá-los para as casas lotérias, numa total falta de respeito. Ocorre que estando o "sistema fora" não há como as casas lotéricas efetuarem o atendimento. É uma manobra, digamos, "inteligente", tomando como parâmetro o tipo de comportamente que os negócios do setor elétrico se emaranham no estado e no país. Viva José Antonio Muniz, Silas Rondeau, José Jorge, Fernando Sarney,  o Viva Luz, o Luz para Todos capenga no Maranhão, e todas a mazelas que o setor obscurece.

Marcelo Tavares estreia na TV Assembleia revelando que não sabe quanto ganha a governadora Roseana

    Na linha da "honestidade" preconizada como lema a TV Assembleia inaugurou o programa Em Foco entrevistando o presidente do legislativo maranhense, deputado estadual Marcelo Tavares (PSB). Em clima descontraído e com falhas técnicas no áudio, o presidente se alongou por quase duas horas em falas.
    Um trecho da entrevista de Marcelo Tavares merece destaque - como costumeiramente se lê no portal da Assembleia Legislativa do Maranhão. Indagado sobre o reajuste no limite dos salários dos deputados estaduais, Marcelo Tavares fransciscamente comparou os ganhos dos parlamentares com os dos chefes dos outros poderes constitucionais.
    Numa mesura esperada reconheceu como elevado, "mas justo", os salários do Judiciário. Não citou números para não milindrar vossas excelências desembargadores. Sobre a chefe do Executivo, de quem se diz adversário, revelou que "soube pela imprensa" que Roseana Sarney abdicou do salário que a partir de 1º de janeiro passou a ser de R$ 14.409,95  pelo Projeto de Lei nº 225/10, aprovado pelos deputados da atual legislatura.
    Como presidente da Assembleia Legislativa esperava-se que o deputado, no mínimo, detivesse a informação de maneira legal e formal. Afinal de contas não deve ter sido de boca que a governadora Roseana pleiteou pelo salário de governadora aposentada.
    Embora apregoe o rodízio entre os integrante do bloco de oposição, Marcelo Tavares é candidato a líder. Sua postura institucional na Casa, não o habilita a tal posto. Respeitoso com a família Sarney, Tavares nem de longe demonstra a verve do tio, José Reinaldo Tavares, que negociou sua indicação para a presidência do Legislativo com o governador deposto pelo TSE, Jackson Lago.
     Há porém um mérito no comportamento do deputado: a honestidade com os telespectadores.

Na coluna do Ilimar Franco

Caiu para cima
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está radiante. O presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz, vai deixar o cargo, mas voltará para a presidência da Eletronorte. O governo planeja construir 61 hidrelétricas na região.

Manchetes dos jornais

AQUI-MA -Ciúme mortal
ATOS & FATOS - Castelo desobedece leis, desafia MP e a população
JORNAL PEQUENO - Castelo lança pacto em prol do centro histórico de São Luís
O ESTADO DO MARANHÃO - Justiça mantém reitor da Uema
O IMPARCIAL - Desconto em salário surpreende servidores
O QUARTO PODER - Castelo altera a lei de zoneamento de São Luís