5 de abr de 2010

Propaganda do governo sobre estradas além de ridícula é mentirosa

Fosse apenas ridícula, como afirmou o deputado Edivaldo Holanda (PTC), a musiquinha que o Governo do Estado encomendou para propagandear nas televisões a pavimentação de rodovias estaduais como parte do programa Viva Infraestrutura, lançado em julho do ano passado pela governadora Roseana Sarney, isso seria remediável.

Mas, o escárnio vai muito além. É mais uma fraude que Roseana Sarney no comando do Estado imprime como marca registrada desde sempre.

No pensamento do deputado Holanda, o governo desdobrou trechos de uma mesma estrada, ligando Chapadinha a Pirangi, na fronteira do Piauí, para mostrar serviço. Na realidade nada há de virtude no engodo televisivo. Em inserções até a náusea, diga-se de passagem.

Segundo os versos toscos do jingle caipira postiço, providenciado pela SECOM, o trecho entre Barro Duro, em Tutóia; e Tingidor, em Paulino Neves, “está todo terminado, o asfalto está novinho”.

Na verdade é mais uma mentira do Governo do Estado que colocou placas no local e máquinas que se movem no compasso dos cágados em dias ensolarados. À espera talvez do rigoroso inverno profetizado no começo deste ano pelo secretário de Infraestrutura, o deputado estadual Max Barros (DEM). Aí então, é certo que entrariam em cena os aditivos devidos para que a obra seja enfim concluída.


Na MA-034, entre Chapadinha e São Bernardo, os tapa-buracos e poucos trechos recapeados, alguns ainda precisando ser concluídos, consumiram milhões do Tesouro Estadual. São valores incalculáveis para a população maranhense, informada apenas que a obra de conservação e recuperação da MA 230/034 custaram R$ 12.555.019,68, gastos em quatro meses.

Entre São Bernardo e Pirangi, na MA-345, o estado da rodovia expõe parcela dos maltrapilhos maranhenses que tanta indignação causou ao ser citada, durante julgamento do governador Jackson Lago no Tribunal Superior Eleitoral, TSE, pelo ex-ministro Francisco Rezek. Meninos sem irem à escola tentam ganhar algum com os motoristas, em marcha lenta compulsória. Isso sim é vergonhoso e real.

Terra maranhense

                                               Navio na Praia da Baronesa, em Tutóia

Operário morre ao despencar de cabine na Alumar, Sindmetal denuncia exploração

O operador de máquina da Alumar, Jefferson dos Santos Alves, 48 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira depois de despencar de uma altura de mais de dez metros junto com a cabine carregadeira em que trabalhava. Com a queda, o operário teve várias perfurações pelo corpo e morte instantânea.


Jefferson dos Santos Alves fazia parte da turma que cumpre o turno da meia-noite, que tem início à zero hora e se prolonga até as seis da manhã. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Maranhão, Sindmetal, os operários que trabalham neste turno são sacrificados por cumprir uma tabela de seis dias consecutivos, com alternância de apenas dois dias. O Sindicato não concorda com o horário e não reconhece o turno em sua convenção trabalhista.


O Sindmetal anunciou que vai acompanhar a família no processo de indenização. Além do mais, integrantes da diretoria do Sindmetal voltaram a alertar sobre o turno que prejudica os trabalhadores.


No ano passado também na Alumar foi registrada uma morte em condições semelhantes com um operário do mesmo turno, só que do quadro de contratados. Jefferson dos Santos Alves era natural de Penalva, na Baixada Maranhense, aonde será enterrado nesta terça-feira pela manhã. O corpo do funcionário da Alumar foi velado na antiga sede do SESI, no bairro da Alemanha, em São Luís na tarde desta segunda-feira.

Manchetes dos jornais

O ESTADO DO MARANHÃO- Começa vacinação de jovens de 20 a 29 anos contra gripe A
O IMPARCIAL -Municípios são vítimas de golpe:TCU alerta