15 de mai de 2011

Rebeldes do PMDB se unem contra Sarney e Renan

Brasília - Antes reduzida a três rebeldes geralmente ignorados pela cúpula do PMDB no Senado - Jarbas Vasconcelos (PE), Pedro Simon (RS) e Mão Santa (PI), que não foi reeleito -, a bancada dos contrariados da sigla ganhou adeptos com a posse do novo Congresso e não parou de crescer. Ela se amplia a cada dia, por conta de questões regionais e dos problemas na relação com o governo e com o PT, embora o alvo principal seja a cúpula do Senado.
    Hoje, os insatisfeitos e independentes são majoritários no PMDB. Somam uma dezena entre os 18 senadores peemedebistas, o que pode complicar a vida do Palácio do Planalto, mesmo estando a mira voltada para a dupla que comanda a Casa e a liderança do partido: José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL). A atuação desse grupo deve ficar mais clara a partir da votação do Código Florestal, que terá como relator no Senado o independente Luiz Henrique da Silveira (SC).
    Luiz Henrique fez questão de mostrar a que veio logo na chegada, sinalizando que daria trabalho a Sarney. Na segunda semana de mandato, ele organizou uma reunião dos velhos companheiros de MDB que já vinham manifestando desconforto com a crise ética que desgastara a imagem do Senado e a liderança política de Renan e Sarney. Participaram desse primeiro encontro outros quatro senadores "históricos" do PMDB: Pedro Simon (RS), Jarbas Vasconcelos (PE), Roberto Requião (PR) e Casildo Maldaner (SC), que segue a liderança de Luiz Henrique no Estado. Começaram aí as críticas à dupla e os planos de reunir uma frente para tomar-lhes o poder no partido.
De O Estado de S. Paulo



Suplente de Lobão Filho não tem casa própria

    "Fiz parte de um grupo vitorioso e se as prerrogativas indicarem que deverei assumir, estarei a disposição para dar minha contribuição", comentou Herber Wando Silva Costa, 43, o Pastor Bel (PMDB), ao tomar ser indagado sobre o afastamento de Lobão Filho (PMDB) para tratamento de saúde após acidente que se envolveu na quinta-feira,12, em Paço do Lumiar, município da região metropolitana de São Luís (MA).
    Segundo suplente do senador eleito Edison Lobão (PMDB), ministro das Minas e Energia licenciado que abriu vaga para o filho, Lobão Filho, Pastor Bel, antes foi filiado ao PPS, partido que na Assembleia Legislativa tem como representante solitária a deputada estadual Eliziane Gama, integrante do Bloco Parlamentar de Oposição.
    Natural do município de Pedreiras, o pastor nas eleições de 2010 apresentou à Justiça Eleitoral declaração dando conta de possuir patrimônio de R$ 59 mil e não ter casa própria.
A declaração de bens do Pastor Bel
1 -UM AUTOMOVEL GM CELTA 2004 Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 16.000,00
2 -UM AUTOMOVEL GM CELTA Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 11.000,00
3 -MOTOCICLETA HONDA ANO 98 Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 4.700,00
4 -UM AUTOMOVEL FIAT PALIO 2008 Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. - R$ 20.000,00
5 -DINHEIRO EM ESPECIE Depósito bancário em conta corrente no País 8.000,00
Total: R$ 59.700,00

Maranhão e Ceará dividem o mesmo santo padroeiro: São José de Ribamar


Igreja de São José de Ribamar, em Aquiraz (CE)

Os estados do Maranhão e Ceará compartilham o mesmo santo padroeiro: São José de Ribamar. No primeiro a devoção ao santo foi acesa com a promessa de um navegador português diante das ameaças das águas oceânicas da baía que mais tarde seria batizada com o nome do Santo.

Igreja de São José de Ribamar, em São José de Ribamar(MA)

    No Ceará a crença nos poderes do santo em mandar chuvas para irrigar a lavoura se originou dos tempos coloniais.No Maranhão o santo protege os pescadores.
Imagem de São José de Botas, em Aquiraz
    O templo de devoção do santo de botas no Maranhão está localizado na zona metropolitana da capital, na ilha de São Luís.
Placa do Museu Sacro de São José de Ribamar, em Aquiraz(CE)
    Com poucos quilômetros de distância de Fortaleza, capital do Ceará, está a igreja de São José de Ribamar, no município de Aquiraz. Chamada São José de Ribamar de Aquiraz, entre 1720 e 1915, na língua tupi-guarani, Aquiraz significa “água logo ali”. Os potyguara eram predominantes no local onde habitavam índios de outras tribos do tronco tupi.

Altar de São José de Ribamar, no Maranhão
    
    Antes habitada pelos índios Gamela, as terras do que seria a cidade de São José de Ribamar no Maranhão foram doadas em 1627 aos jesuítas pelo governador Francisco Coelho de Carvalho. Mas somente a partir de 1755 com libertação dos índios e a chegada de 200 casais açorianos nasceu efetivamente a cidade.

Altar da Igreja de São José de Ribamar (CE)

    No Ceará o santo é festejado em 19 de março. Data em que a natureza prenuncia o cio da terra. O Papa Pio IX foi quem em 1870 proclamou São José como patrono da Igreja Universal. Desde então a data passou a ser cultuada.
    No Maranhão os festejos de São José de Ribamar acontecem em setembro e duram dez dias. É a lua cheia que determina a data. Durante o período em que esteve à frente da Igreja, o Padre Bráulio Ayres chegou a deslocar o calendário por conveniências da agenda oficial do governo do estado.

Fachada do Museu Sacro de São José de Ribamar


    Em Aquiraz, primeira capital do Ceará, a Igreja Matriz do santo está no centro de complexo composto pelo Museu Sacro São José de Ribamar, aberto em 1967 na antiga Casa de Câmara e Cadeia iniciada no século XVIII e concluída no ano de 1877. Uma coleção de anjos é a sessão mais curiosa do museu reaberto em 1980 depois de restaurado na gestão do gopvernador Virgílio Távora.
    Em 2001 foi inaugurado o santuário de São José de Ribamar tendo a igreja secular como centro e um conjunto de oito estátuas do artista goiano Sinval Floriano Veloso como uma das atrações.


Praia do Panaquatira, em São José de Ribamar (MA)

    Os dois municípios tem em comum as praias como atração. Em São José de Ribamar as praias do Caúra e Panaquatira são as mais famosas. Em Aquiraz além do Beach Park, a Prainha é a mais procurada pelos turistas.

Prainha, em Aquiraz (CE)


Carta para um amigo nordestino diferenciado

Caro Xico Sá,
As coisas andam muito confusas em São Paulo. Eu sei, elas nunca foram fáceis para os nordestinos nem para os que sonham com uma cidadania decente nesta metrópole. Se uma presidente/presidenta do Brasil é eleita contrariando os desejos de uma grande parte dos paulistanos, a culpa é de quem? A cidade é suja, culpa de quem? Com a sujeira, bueiros entopem e quando chove, a cidade inunda, a culpa é de quem? O trânsito é infernal, culpa de quem? A violência não para de crescer, culpa de quem? É meu amigo, o nordestino é o novo judeu em São Paulo. Bom, nem sei se novo, porque esse preconceito é bem antigo.
    Mas mudando um pouco de assunto, essa metrópole está um abandono. Para poder ir na casa de uma amiga no Pacaembu, eu que estava na Consolação, percebi que o meio mais rápido era... Um táxi. O motorista foi conversando comigo, foi bem claro ao assumir - pelo menos isso! - que odeia esse "pessoal do Norte" e que as ruas de São Paulo parecem atualmente uma estrada rural.
    Fomos vendo o matagal alto, sem corte, muito lixo na rua e eu disse: “São Paulo está esquecida, mas os nordestinos nunca abandonaram essa cidade. Aliás, fizeram a memória desse lugar de Piratininga. Vieram, tiveram filhos, famílias, músicas e poesia e nunca nos deixaram. Nunca trataram essa cidade como o português colonizador que vinha, fazia seu lucro e voltava para sua terra. Eles ficam e eles fazem essa cidade uma pouco mais cosmopolita, a presença deles – em geral pobres economicamente, mas nem todos - é uma afronta aos muros cada vez mais altos dos condomínios fechados e ao elitismo cafona quatrocentão de alguns frustados (decadentes nunca, pois para isso precisariam ter passado pela civilização)".
    O motorista quis continuar o assunto sobre os absurdos que vivemos na cidade de hoje e já foi metendo o pau nos moradores de Higienópolis: “Aqueles judeus desgraçados, onde já se viu, impedirem o metrô de chegar até o bairro deles”. Novamente, vendo lá perto do cemitério do Araçá lugares escuros, repliquei: “Os judeus nem os moradores de Higienópolis são os responsáveis por esse dessarranjo. Os governantes é que ainda têm uma mentalidade longe do conceito de cidadania. Para o pessoal de M´Boi Mirim que quer ampliar a avenida que dá acesso á região central, nada. Para uma associação de Higienópolis, tudo. A culpa não é dos endinheirados do bairro nobre, mas da falta de nobreza de nossos governantes”.
    Nobreza essa que eu aprendi vendo um caboclo ponta de lança, nobreza essa que está nas mãos que construíram literalmente essa cidade, nobreza essa que li em seus textos sempre e na sua amizade, Xico. Parafraseando e modificando a frase: O nordestino não é um forte, é um nobre.
    Conclusão, o problema é com os pobres e como os nordestinos na cidade - nem todos – são pobres, eles ganham uma carga dupla de burrice histórica por parte dos chamados paulistanos. Quero deixar claro que nasci nessa cidade. E, Xico, como paulistano que gosta de receber as pessoas de fora em casa, quero te convidar para no sábado, 14, às 14 horas irmos lá em Higienópolis, que é a minha casa também, como é a sua, e fazermos um churrascão. Vai ter algo na Vilaboim e em frente ao Shopping Higienópolis. Depois, vamos comer baião de dois lá no largo de Pinheiros, que tem metrô.
De Victor Angelo, do Blogay da Folha de S. Paulo

Nordeste cresce e aparece

Eliane Cantanhêde
BRASÍLIA - A Telecom Italia fechou as portas na Alemanha, na Espanha e na Turquia, assim como no Chile, na Venezuela, no Peru, na Bolívia e em Cuba. Mas, em vez de sair ou de reduzir seus negócios no Brasil, só faz aumentá-los. Com um detalhe: 40% dos novos investimentos até 2013, de R$ 8,5 bi, vão para Norte e Nordeste.
    Não é um fato isolado. Há meio século, Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília no Planalto Central pensando na integração física, política e econômica do país. O Nordeste, porém, manteve os estigmas, o flagelo da seca e os paus-de-arara rumo ao "sul maravilha".
    Isso está mudando. Norte e Nordeste não escapam do ciclo virtuoso nacional de quase 20 anos. Com taxas de crescimento superiores à média, tornam-se mercados apetitosos e atraem investimentos.
    A impressão é que o mundo está descobrindo um Brasil para além de Rio e São Paulo e mirando o Nordeste. Quem conversar com um, dois, três embaixadores, se prepare. Todos vão comentar o crescimento sobretudo nordestino e fazer mil e uma perguntas sobre a região.
    O da Itália acaba de voltar do Pará e do Maranhão. O da Coreia do Sul, de uma maratona com empresários do seu país ao Nordeste. E, segundo o da Alemanha, boa parte dos 60 executivos que vieram com o presidente Christian Wulff tinham como foco projetos de infraestrutura no Nordeste.
    Além disso, a Embaixada dos EUA teve ação decisiva para a abertura de voos entre capitais nordestinas e norte-americanas. E não só por causa do trânsito de turistas.
    Se algum desavisado chegar a Fortaleza, Recife, João Pessoa... pode repetir o vexame de Lula na Namíbia: "Tão limpinho, nem parece o Brasil!". Isso é só um reflexo.
    Atacada a desigualdade regional, é hora de aprofundar o combate estruturante à desigualdade social. Esta continua uma vergonha, não do Norte e do Nordeste, mas nacional. A luta continua!
Da Folha de S. Paulo

No Painel da Folha de S. Paulo

contraponto
Tinindo de novo
Ao encontrar José Sarney no Senado, dias atrás, Gabriel Chalita contou-lhe da recente viagem que fez ao Vaticano, em companhia de Michel Temer, para assistir à cerimônia de beatificação de João Paulo 2º.
O deputado, que no próximo 4 de julho trocará o PSB pelo PMDB de Sarney e Temer, aproveitou para comentar que muitos jovens e acadêmicos prometem acompanhá-lo e ingressar na sigla.
-Renovação no PMDB? Pois então é o segundo milagre de João Paulo 2º!- comemorou Sarney.
Por Renata Lo Prete

Quanto mais livre, mais arbítrio


 Fereira Gullar
No livro "O Roubo da Mona Lisa" (ed. Campus), Darian Leader levanta uma série de questões relacionadas com a criação artística a partir desse fato inusitado que chocou o mundo artístico.
    O roubo ocorreu no dia 22 de agosto de 1911 e foi perpetrado por Vincenzo Peruggia, pintor de paredes, italiano que disse, assim, recuperar para seu país a obra-prima que lhe havia sido tomada por Napoleão Bonaparte. Um equívoco, já que o quadro foi levado para a França pelo próprio Da Vinci, quando para lá se mudara a convite de François I.
    Ela terá sido uma desculpa inventada por Peruggia, já que, mais tarde, tentou vender o quadro, em Florença, ao antiquário Alfredo Geri, por meio milhão de liras. Este o denunciou à polícia, que encontrou a famosa obra-prima dentro de um baú velho, envolto em roupas sujas e junto com dois pares de sapatos.
    Além desse episódio, há no livro observações instigantes e informações que o induzem a refletir sobre os mistérios da criação artística. Sucede que, como psicanalista que é, tende a explicar esses mistérios a partir das teorias de Freud e Lacan, de que resultam interpretações que nem sempre têm a ver com questões estéticas propriamente ditas.
    Como se sabe, Leonardo da Vinci deixou algumas de suas obras por terminar. Na visão psicanalítica, esse fato decorreria do mau relacionamento do artista, quando menino, com seus pais; a verdade, porém, é que o pintor teimava em usar, na realização dos afrescos, experimentos técnicos que não deram certo.
    Como a pintura sobre barro fresco tinha que ser executada com rapidez, Da Vinci, interessado em efeitos sofisticados, que exigiam realização demorada, passou a misturar à tinta tradicional novos ingredientes que ou não deixavam a pintura secar ou faziam com que se apagasse em seguida. Foi o que ocorreu, por exemplo, com "A Batalha de Anghiari", cuja tinta não secava e a qual ele abandonou pela metade. O que os problemas de Leonardo com os pais teriam a ver com isso é difícil de entender.
    Mas o livro aborda outras questões, às quais raramente os críticos dão importância, como o relacionamento de Picasso e Braque, no início do cubismo que, não só os levou a pintar de modo tão parecido, como o fato de um perguntar ao outro se o quadro estava terminado. É sintomático que isso tenha ocorrido com os dois artistas responsáveis pela mais radical ruptura de que se tem notícia em toda a história da arte. É que essa ruptura pôs à mostra um fato decisivo inerente à criação artística: a importância do fator acaso.
    Até o final do século 19, antes da ruptura da linguagem pictórica provocada por Paul Cézanne, a função do acaso, por ser menor, era pouco percebida pelos pintores.
    É que o compromisso com a representação da realidade já por si limitava as opções possíveis. Quando Cézanne libera a pincelada do contorno figurativo, ela vira mancha e, assim, o grau de opções arbitrárias aumenta amplamente.
    E aumentará muito mais ainda quando, na fase final do Cubismo, a própria linguagem pictórica é implodida: a colagem de diversos materiais - de recortes de jornal a barbante e areia - se juntam às formas pintadas.
    Os limites da linguagem da pintura se dissolveram e com eles as normas que orientavam o trabalho do pintor. Na execução do quadro, as probabilidades de realizá-lo são tantas e inesperadas que o artista mal sabe se ele está concluído. Por isso, talvez de brincadeira, Picasso e Braque pedem um ao outro que digam se o quadro está pronto.
    O que significa essa piada? Que o próprio pintor já não domina sua expressão? Que não é mais possível ser mestre de sua arte? Ou, em face do número ilimitado de probabilidades, já não importa buscar a forma única e inevitável da obra?
    Essas questões determinaram o surgimento do Dadaísmo, que, por assim dizer, na sua expressão mais extremada, negou o fazer artístico (vide o urinol de Marcel Duchamp) e fez surgir, depois, a tendência conhecida como arte contemporânea.
    No entanto, à parte do radicalismo dadaísta, a verdade é que, na realização da obra de arte, os fatores casuais sempre desempenharam papel essencial. O autor nunca sabe ao certo se a obra está pronta. Dá-la por terminada é uma decisão até certo ponto arbitrária.
Da Folha de S. Paulo

Manchetes dos jornais

Maranhão
ATOS E FATOS - Professores pressionam e governo volta a negociar
CORREIO DE NOTÍCIAS - Transporte público será licitado pela prefeitura
GAZETA DA ILHA - O dia da caça
JORNAL EXTRA - Transporte público: Castelo cria comissão para acabar monopólio
JORNAL PEQUENO - Castelo entrega projeto de corredor de transporte ao governo federal
O DEBATE- Empresas apostam no programa Maranhão profissional em 2011
O ESTADO DO MARANHÃO - Arquivados processos para criação de 83 municípios
O IMPARCIAL - Prefeitura fará corredor urbano de 12,3 quilômetros
TRIBUNA DO NORDESTE -Prefeitura vai licitar linhas de ônibus de S,.L
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Brasília mais cara que Nova York ou Paris
FOLHA DE SÃO PAULO:Palocci multiplica seu patrimônio por 20 em 4 anos
O ESTADO DE MINAS:Como conviver com a inflação
O ESTADO DE S. PAULO:BNDES já liberou R$ 1,9 bi para Copa
O GLOBO:Congresso abdica do poder e deixa de votar 30 mil leis
ZERO HORA: Estudo mostra onde a reforma agrária vinga
Regional
JORNAL DO COMMERCIO:No calor das multidões
MEIO-NORTE:Servidores envelhecem e Estado sofre impasse
O POVO:Geração Z. Eles já nasceram conectados