3 de jul de 2011

Sarney, Collor e Lula no velório de Itamar Franco

    Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor de Mello e o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, chegaram juntos, por volta das 12h15, ao velório do corpo do senador e ex-presidente Itamar Franco, na Câmara Municipal de Juiz de Fora. Na chegada, Lula foi aplaudido pelos populares que acompanham o velório do lado de fora, enquanto Collor recebeu vaias.
Da Agência Estado

Bia Aroso Venâncio será julgada na terça-feira no Fórum do Maiobão

    A prefeita Bia Aroso Venâncio (PDT) vai a julgamento na terça-feira,5, no Fórum do Maiobão, do município de Paço do Lumiar. No processo ela é acusada de improbidade administrativa e má versação financeira, com prejuízo aos cofres públicos. A Corte de Justiça inicia os trabalhos às 9h.
    O Movimento SOS Paço de Lumiar, formado por 19 entidades, realizará uma grande concentração, com o objetivo de mostrar a população e a opinião pública do Maranhão os desmandos feitos, nos últimos anos, pela prefeita de Paço do Lumiar. Está sendo aguardada no julgamento a presença de centenas de representantes e lideranças do município que exigiram justiça e a saída de Bia Aroso Venâncio da administração luminense.

Maranhense de Coelho Neto brilha no Botafogo

O meia Elkeson
    Autor de quatro gols no Campeonato Brasileiro da Série A pelo Botafogo, o último deles na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo na quarta-feira, o meia Elkeson de Oliveira Cardoso, de apenas 21 anos, é destaque no cenário nacional. Aproveitando a boa fase, Irene Pires de Oliveira Cardoso, mãe do jogador, esteve em Marabá nos últimos dias, quando visitou as escolinhas Studantil e Camisa 10, responsáveis pela revelação do meia-atacante. Na oportunidade, entregou alguns presentes enviados pelo filho, entre eles, camisas oficiais do time carioca.
    Segundo dona Irene, Elkeson é maranhense de Coelho Neto, mas tem Marabá no seu coração, pois foi a cidade que o revelou ao futebol nacional após chegar aqui com oito anos. “Venho em nome do meu filho agradecer ao João Alves Campelo, do Studantil, que foi o primeiro clube dele, e ao professor Bira Ramos, do Camisa 10, que foi a escolinha que o levou para o Vitória (BA)”.
    Os pais de Elkeson, assim como os irmãos Edinéia e Eli Wilson, estão morando atualmente em Salvador (BA), mas sempre que podem ficam ao lado do atleta. Baseados no talento e na força de vontade do jogador, eles acreditavam que o sucesso na profissão chegaria. Ela não revelou quanto o meia-atacante ganha atualmente, mas destaca que o filho hoje é a base da família. “Hoje temos um apartamento próprio dado pelo nosso filho, que é um menino humilde e batalhador. Sofremos muito quando ele saiu para jogar na Bahia, mas hoje estamos colhendo os frutos”.
    No próximo dia 13 de julho, Elkeson completa 22 anos. Segundo a mãe, o jogador realizou um grande sonho no último jogo contra o São Paulo, já que o Tricolor é o time de coração do jogador. Após a partida, o meia-atacante trocou de camisa com o goleiro Rogério Ceni. Paixão à parte, a revelação marabaense não poupou nem mesmo o seu grande ídolo, o defensor do time paulista, marcando o primeiro gol da vitória por 2 a 0. “Meu filho é muito profissional. Somos são-paulinos de coração, mas sempre vamos torcer pelo clube onde o Elkeson estiver jogando, no caso o Botafogo”.
    O Botafogo é o quarto colocado no Brasileirão da Série A e joga na próxima quinta-feira (7) contra o Atlético Goianiense (GO), às 19h30, no Engenhão. A família de Elkeson sonha em vê-lo na Seleção Brasileira, mas sabe que ainda haverá o tempo certo para isso acontecer. Segundo Irene, o jogador do Botafogo deve vir a Marabá no fim deste ano para curtir férias e rever amigos e familiares.
Do Diário do Pará

Magno Malta: "Eu sei que Deus criou macho e fêmea"

O senador Magno Malta (PR-ES)
    Em entrevista concedida ao Congresso em Foco na última quarta-feira (29), um dia movimentado de deliberações no Plenário do Senado, o senador Magno Malta (PR-ES), que presidiu até há poucos meses a CPI da Pedofilia, apressou-se em reafirmar que é frontalmente contra qualquer modalidade de sexo que não seja entre homem e mulher. Confira trechos da entrevista:
O senhor teme ser comparado com o deputado Jair Bolsonaro?Não. Acho que o homem é a sua decisão, é o que ele defende. E cada qual tem o direito de defender o que quer e o que acredita.
O que o senhor acha do deputado Bolsonaro?Eu o respeito, porque ele tem posição. Só não respeito quem não tem posição, quem é camaleão, que fica da cor da situação para tirar proveito. Agora, ele é um sujeito incisivo, duro. Eu não. Eu sempre respeitei os homossexuais. Os homossexuais pagam imposto, trabalham, tem muitos prestando serviços a esse país, e precisam do nosso respeito. Eu trabalho na recuperação de drogados há 30 anos, e está cheio de drogados homossexuais. Eu sempre os recebi. Eu sou presidente de um partido que, em meu estado, tem travesti.
O senhor acha que homossexualismo é questão de doença?Eu não entraria nesse mérito. Eu sei que Deus criou macho e fêmea. Fulana está grávida de um menino ou de uma menina. Você não diz que fulana está grávida de um homossexual, não existe isso! Agora, se o homem, por conta da sua cultura, quer se envolver com outro homem, isso é velho! No capítulo 1º de Romanos, a Bíblia diz o seguinte: “Por que se inflamaram na sua homossexualidade?”. Eu sou um homem cristão, e acredito nos moldes de Deus, macho e fêmea. Eu não acredito [em desvios sexuais], vou lutar até o final. Esse Senado da República não vai criar um terceiro sexo.
O senhor está certo, então, de que o projeto não será aprovado?Completamente certo. Eu estou inclusive propondo banir essas audiências públicas e sugerir que se coloque em votação. Bota pra votar. Vamos enterrar esse defunto de uma vez, jogar terra em cima dele. E, se quiserem, vamos discutir um texto genérico só pra dar satisfação à consciência.

E a diamba, hein, quem diria!

Ferreira Gullar
    Senti um arrepio quando soube que o Supremo Tribunal Federal aprovou a Marcha da Maconha. O Supremo! É que, nesta cabeça maranhense, maconha se liga a meus antigos companheiros da praia do Caju e não aos garotões de Ipanema. Senti-me, de certo modo, homenageado, não por mim _que não me dei bem com a diamba (nome dela no Maranhão) ao experimentá-la_, mas por Maninho e Pereba, fumantes inveterados.
    Num primeiro momento, pareceu-me que o Supremo aprovara o uso da maconha, mas, lendo com atenção, vi que os ministros só aprovaram a marcha em favor dela, não fumá-la, já que isso é crime. Ah, bom, disse a mim mesmo, pois estava achando estranho um tribunal supremo sair em defesa de uma droga que deixa o cara doidão.
    Já eu, ligadão no vício da indagação, não pude deixar de me perguntar: mas a marcha não é para fazer valer o direito do cidadão puxar o seu fumo dentro da lei? Quer dizer que o Supremo é a favor da marcha, mas contra seu objetivo.
    O relator da matéria, ao propor a aprovação da tal manifestação, esclareceu que não permitia aos manifestantes fazerem a apologia da maconha. E aí fiquei sem entender direito porque, se a marcha visa a legalizar o seu uso, realizá-la é proclamar a público que a maconha é uma coisa boa, inofensiva e, mais que isso, um barato.
    Veja bem, não estou contra nem a favor, estou apenas procurando entender a lógica do Supremo. E por isso me pergunto: iria alguém para a rua para defender algo que considerasse pernicioso? Claro que não. Logo a marcha é, implicitamente, uma apologia da maconha, ou não haveria por que fazê-la.
    Houve mesmo um ministro que, empolgado, defendeu o direito de todo cidadão manifestar-se a favor das drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas, o que torna possível, democraticamente, a realização amanhã de marchas da cocaína e do crack. Espero que o leitor não conclua daí que sou contra essas marchas. Como o Supremo, me oponho apenas à apologia. A única marcha a que me opus, faz muitos anos, foi aquela de 1964, a da família com Deus pela liberdade. E me dei mal.
   Voltando à praia do Caju e ao Beco do Precipício dos anos 1940, quando maconha era coisa de marginal, lamento que Maninho e Pereba não tenham vivido o suficiente para assistirem à prestigiosa ascensão da erva, hoje objeto da atenção de ministros e ex-presidentes da República e até de um Prêmio Nobel de Literatura. Se aqui ainda estivessem, certamente se sentiriam antecipadores de uma revolução dos costumes. Mas, como passaram da maconha à cocaína, um terminou louco num hospício e o outro foi morto pelo tráfico.
    Quanto a mim, que sobrevivi, não mereço as honras devidas aos precursores e mártires, pois, já naquela época, ´careta´ por vocação, tentei convencê-los de que o chope do Motobar também dava barato e era menos perigoso. É verdade que não fiquei no chope, pois logo descobriria o barato da poesia, a que me entrego até hoje.
    Troquei São Luís pelo Rio, o Motobar pelo Vermelhinho e pude, muitos anos depois, assistir à internacionalização da maconha, arrastando consigo, já não os Maninhos e os Perebas, mas jovens da classe média do mundo inteiro.
    De novo, os vi passarem da maconha à cocaína e endoidarem. Está certo ou errado? Foi escolha deles e cada um, como se sabe, tem o direito de dar à vida o rumo que quiser, no que, tenho certeza, os ministros do Supremo concordarão comigo.
   Só espero que os traficantes não se valham disso para cobrir a cidade com grandes outdoors, afirmando que ´cheirar é um direito de todo cidadão´. Ou seja, se você acha que cheirar faz mal, não cheire, mas não queira impedir o outro de fazê-lo. Cada um é dono de seu nariz.
    Como tenho a mania de meter o nariz onde não devo, ponho em questão também essa tese. Sem dúvida, cada um faz o que quer com seu nariz, desde que, com isso, não crie problemas para o nariz alheio.
    Pois a verdade é que, se o garoto adere às drogas e não tem grana para comprá-las, mete a mão na bolsa da mamãe. Drogado, pode sair doidão com o carro do papai e atropelar alguém. Por essas e outras é que não participo da Marcha da Maconha, mas, se promoverem marchas pela melhora do atendimento psiquiátrico, contem comigo.
Da Folha de S. Paulo

Na coluna do Élio Gaspari

REGISTRO SOCIAL
    Há muito tempo o Rio não via festa tão bonita. Quem conhece as belezas da cidade garante que o Copacabana Palace só teve festa de casamento igual em 1985, quando Antonia Mayrink Veiga tornou-se sra. Guilherme Frering. Ele era o herdeiro do império mineral do empresário Augusto Trajano Antunes.
    No último dia 25, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu mil convidados para o casamento de sua filha Danielle. A festa ocupou todos os salões do grande hotel, lindamente decorados com flores. No Golden Room, que já foi iluminado por Rita Hayworth, Marlene Dietrich, Kirk Douglas e Maurice Chevalier, brilhavam Edison Lobão (PMDB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR), Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e Hélio Costa (PMDB-MG).
De O Globo

Bolsonara responde a leitores da revista Época

O deputado federal Jair Bolsonra (PP-RJ)
Confira algumas das pergntas/respostas:
O senhor acha que um deputado federal precisa ser desprendido de preconceitos para avaliar com mais imparcialidade as leis? Suzan Vitorino, PE Bolsonaro - O Congresso é formado por pessoas de todas as vertentes da sociedade e cada parlamentar tem o dever de defender as ideias que o seu eleitorado lhe confia. Se lutar para impedir a distribuição do kit-gay nas escolas de ensino fundamental com a intenção de estimular o homossexualismo, em verdadeira afronta à família é ser preconceituoso, então sou preconceituoso, com muito orgulho.

O senhor acha que um deputado federal precisa ser desprendido de preconceitos para avaliar com mais imparcialidade as leis? Suzan Vitorino, PE Bolsonaro - O Congresso é formado por pessoas de todas as vertentes da sociedade e cada parlamentar tem o dever de defender as ideias que o seu eleitorado lhe confia. Se lutar para impedir a distribuição do kit-gay nas escolas de ensino fundamental com a intenção de estimular o homossexualismo, em verdadeira afronta à família é ser preconceituoso, então sou preconceituoso, com muito orgulho.

Várias vezes o senhor comentou em entrevistas que era a favor de uma possível volta do governo ditatorial no Brasil. Por quê? Rafael Lima de Oliveira, CE Bolsonaro - É mentira que o regime militar foi uma ditadura. Foi uma necessidade para aquele momento, e a adoção do regime foi motivada por anseios de todos os segmentos da sociedade, incluindo a mídia em geral e a igreja. Essa afirmativa pode ser comprovada com a leitura de jornais e revistas da época. Há 25 anos os militares são vilipendiados diuturnamente, inclusive acusados de torturadores, e as Forças Armadas permanecem como uma das instituições mais confiáveis do país, o que induz ao entendimento de que fizeram um bom governo.

O deputado avalia que suas declarações são divulgadas corretamente ou distorcidas? Ednilson Souza, DF Bolsonaro - Acontece de tudo. Minhas declarações vendem jornais e revistas e dão audiência no rádio e na TV. As distorções são apenas detalhes.

Manchetes dos jornais

Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Morre o ex-presidente Itamar Franco, 81 anos
O IMPARCIAL - Concorra a supersalários em dois concursos no MA
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:O anjo torto da política
FOLHA DE S. PAULO:Dívida externa aumenta 43% em menos de 2 anos
O ESTADO DE MINAS:Nunca haverá um outro Itamar
O ESTADO DE S. PAULO:Empresa de senador leva R$ 57 mihões da Petrobras sem licitação
O GLOBO:Agenda econômica de Dilma não sai do papel
ZERO HORA:Itamar Franco 1930-2011
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:MPF pede condenação de Maioranas
JORNAL DO COMMERCIO:País de luto por Itamar
MEIO-NORTE:Ficha suja é vetado em cargos públicos
O POVO:Seu emprego