4 de out de 2010

Com 23,87% de ausentes, Maranhão tem maior número de abstenções

     Com quase um quarto de eleitores que não foram às urnas, o Maranhão lidera o índice nacional de abstenções no pleito deste ano. A marca de 23,97% é mais de dez pontos percentuais superior aos 13,98% de Roraima, que aparece exatamente no outro polo da lista.
     A situação maranhense chama ainda mais atenção porque o Estado foi o que registrou a vitória mais apertada do país.
     Lá, a governadora Roseana Sarney (PMDB) só não foi para o segundo turno contra Flávio Dino (PC do B) graças a 0,08% dos votos. Em São Paulo, por exemplo, onde Geraldo Alckmin (PSDB) sofreu para antecipar o triunfo ante Aloizio Mercadante (PT), a margem foi de 0,63% --e a abstenção bem menor, de 16,44%.
   A média nacional foi de 18,12% ou cerca de 24,6 milhões de brasileiros. O número das eleições passadas, em 2006, ficou um pouco menor do que agora: 16,75%.
Veja, abaixo, o ranking completo:
1º Maranhão - 23,97%
2º Acre - 22,71%
3º Alagoas - 22,11%
4º Bahia - 21,56%
5º Rondônia - 21,51%
6º Pará - 21,18%
7º Mato Grosso - 20,96%
8º Ceará - 20,05%
9º Amazonas - 20,03%
10º Piauí - 19,83%
11º Pernambuco - 19,41%
12º Tocantins - 18,49%
13º Paraíba - 18,48%
14º Minas Gerais - 18,43%
15º Mato Grosso do Sul - 18,13%
16º Goiás - 17,97%
17º Espírito Santo - 17,40%
18º Rio de Janeiro - 17,37%
19º Sergipe - 16,87%
20º Paraná - 16,46%
21º São Paulo - 16,44%
22º Rio Grande do Norte - 16,37%
23º Distrito Federal - 15,44%
24º Amapá - 14,88%
25º Rio Grande do Sul - 14,86%
26º Santa Catarina - 14,03%
27º Roraima - 13,98%
Da Folha S. Paulo

Na agulha: Mistério do planeta com Os Novos Baianos

Sarney Filho antecipa que o PV vai apoiar Dilma no segundo turno

     O deputado federal Sarney Filho (PV), irmão da governadora Roseana Sarney (PMDB), reeleito para mais um mandato no domingo, 3, adiantou nesta segunda-feira, 4, que os verdes vão apoiar a candidata do PT, Dilma Rousseff, no segundo turno.
     Zequinha disse ainda que no primeiro turno trabalhou para Marina Silva, candidata do seu partido que obteve 19% dos votos no país, levando o pleito para o segundo turno.
     A votação obtida por Marina Silva no Maranhão ou desmente o deputado filho do senador José Sarney, ou mostra quão frágil é sua musculatura como apoiador. No estado em que o deputado concorreu à reeleição pela coligação "O Maranhão não pode parar", reunindo um aglomerado de partidos da base lulista, Marina Silva obteve apenas 13, 69% dos votos válidos. A diferença da votação de Serra e Marina no Maranhão foi de 1,5%.
     Ex-ministro do Meio Ambiente no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o ambientalista Sarney Filho como todo o clã, é lulista, e, por tabela, Dilma Rousseff desde criancinha. Tem no DNA o mimetismo político.

Mais pobres do Maranhão votaram em Dilma

     Quatro cidades do Maranhão no rol das dez cidades com menor Índice Municipal de Desenvolvimento Humano, IDH-M, do país deram votação à presidenciável Dilma Rousseff acima de 70% dos votos válidos: Em Araióses, Santana do Maranhão, Lagoa Grande do Maranhão e Centro do Guilherme. Nesta última - a décida entre os de menor IGH do Brasíl - a votação para a petista atingiu 89%, enquanto o candidato a presidente do PSDB obteve apenas 8% dos votos válidos.
     Nas cidades brasileiras de maior IDH, dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a votação a José Serra foi superior, mas não tão discrepante.

"A oposição do Maranhão continuará a existir", diz Flávio Dino

Em entrevista coletiva concedida hoje no hotel Holiday Inn, o candidato ao governo do Maranhão, Flávio Dino, reafirmou a sua crença no campo da mudança política do Maranhão. Ele disse que, com a vitória da atual governadora Roseana Sarney em primeiro turno, fica reservado a ele e ao seu grupo politico o campo da oposição no Maranhão.
     "Se ela foi eleita governadora, eu fui eleito oposição. A oposição continuará a existir e vai cumprir o seu papel, que é de acompanhar, fiscalizar e cobrar o cumprimento dos projetos do governo eleito", disse Flávio Dino, que afirmou ainda que esse campo político se manterá forte no estado. "Não há risco de rendição ou capitulação da esquerda no Maranhão", garaintiu, sob aplausos de lideranças políticas e de movimentos sociais que o acompanhavam.
     Flávio Dino concedeu a entrevista coletiva acompanhado da candidata a vice-governadora, Miosótis; do presidente do diretório estadual do PPS, Paulo Matos; do ex-governador e candidato ao Senado pelo PSB, José Reinaldo Tavares; do coordenador geral da campanha, Márcio Jerry Saraiva Barroso, e dos deputados eleitos pela coligação Muda Maranhão Rubens Pereira Jr (PCdoB), Marcelo Tavares (PSB), Bira do Pindaré (PT) e Eliziane Gama (PPS).
Resultado
     O candidato disse que se orgulha do resultado obtido nas eleições. Após a contagem final dos votos, Flávio Dino teve 859.402 votos, que representam 29,4% dos votos válidos no Maranhão. Ele lembrou que as eleições foram encerradas no primeiro turno por uma diferença inferior a um décimo. "É um resultado inédito no Maranhão e, até onde me lembro, em toda a história brasileira nas eleições para governador", comentou Flávio Dino. Ele lembrou ainda que a sua campanha foi feita em condições extremamente adversas, tanto na conjuntura nacional quanto estadual.
     Flávio Dino disse ainda que a assessoria jurídica está analisando e avaliando o resultado das eleições, mas que até o momento, não há intenção de contestar os números do pleito. "Aceitamos o resultado, consideramos que este foi bom e desejamos boa sorte à governadora Roseana Sarney", disse.
     O deputado federal disse ainda não se arrepender de ter disputado o governo do Estado. "Posso ir dormir em paz com a minha consciência e andar de cabeça erguida. É importante que o povo saiba que aqui há vencedores. Continuarei a ser um servidor do povo do Maranhão e do Brasil, um militante da Justiça sem perder a esperança", afirmou.
Da Assessoria

Poema Da mente

Affonso Romano de Sant`Anna

Há um presidente que mente,
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele mente sincera/mente,
Mais que mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão nacional/mente,
Que acha que, mentindo história afora,
Vai nos enganar eterna/mente.

Sem choro, nem vela, Flávio Dino falará sobre pleito encerrado domingo

     O deputado federal Flávio Dino (PCdoB), ex-candidato ao governo do estado pela coligação "Muda Maranhão" vai comentar o resultado do pleito e seu desempenho durante entrevista coletiva hoje à tarde, às 15h30, no Holiday Inn, hotel localizado na Avenida Mal. Castelo Branco, em São Luís.

Governo com rótulo de "ficha limpa"

     Dia desses na conversa de cerca  lourenço entre jornalistas e parlamentares o ex-prefeito de Matões, ex-deputado estadual e ex-secretário do governo Jackson Lago, Rubens Pereira, lançou o desafio: "Será que, se eleito, o Flávio Dino vai chamar alguém que não seja de ficha limpa para compor sua equipe de governo?", inquiriu Pereira pai.
     Eleita governadora por um triz no domingo passado, a pergunta não cala: "Será que a aliada de Lula e Dilma vai chamar alguém  que não seja de "ficha limpa" para fazer 'o melhor governo de sua vida'?"
     De saída, Cleber Verde está descartado.

Uma dúzia de filhos de...se deu bem nas urnas

     Dos 22 filhos de pais políticos ainda no exercício de mandatos ou queixaram recentemente a cadeira que concorreram às eleições – excluindo os suplentes – que concorreram nas eleições deste ano, uma dúzia teve êxito nas urnas.
     Em carta explicita o senador José Sarney (PMDB-AP) deu seu recado na capa do seu jornal. “Ela deve ficar” titulava o artigo definido pelo continuísmo. Dono de uma fortuna calculada por baixo em mais de R$ 230 milhões, o senador contribuiu com uns trocados para a campanha milionária da filha. Nada que apareça na prestação de contas, afinal não é de seu feitio.
     Nos outros casos o apoio veio da máquina ou acumulado do erário. Sim, porque parte deles tem problemas com prestação de contas, rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União, TCU. Alguns deles com "ficha suja".
Vejamos a lista dos pimpolhos eleitos:
Roseana Sarney (PMDB)– Governadora - Filha do senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado Federal e ex-presidente da República.
André Fufuca (PSDB)- Deputado estadual. Filho do deputado estadual Fufuca Dantas, ex-secretário de Minas e Energia do governo Roseana Sarney.
Camilo Figueiredo (PDT) –Deputado estadual. Filho do ex-prefeito de Codó, Biné Figueiredo.
Eduardo Braide (PMN) – Deputado estadual. Filho do deputado estadual Carlos Braide. Ex-presidente da CAEMA na gestão de José Reinaldo Tavares.
Gardênia Castelo (PSDB) – Deputada estadual. Filha do ex-governador e atual prefeito de São Luís, João Castelo. Deputada estadual que assumiu na suplência.
Luciano Leitoa (PSB) – Deputado estadual. Filho do deputado estadual e ex-prefeito de Timon, Chico Leitoa. Ex-deputado federal.
Neto Evangelista (PSDB)  –Deputado estadual. Filho do ex-deputado estadual João Evangelista, falecido em 2009.
Rigo Teles (PSDB)–Deputado estadual. Filho do prefeito de Barra do Corda, Nenzim.
Rubens Pereira Jr (PCdoB)  –Deputado estadual. Filho do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Matões, Rubens Pereira, barrado desde as eleições de 2006 pelo TCU.
Victor Mendes (PV) –Deputado estadual. Filho do ex-prefeito de Pinheiro e secretário de Cidades do governo Roseana, Filuca Mendes.
Sarney Filho (PV) – Deputado federal. Filho do senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado Federal e ex-presidente da República.
Edvaldo Holanda Júnior (PTC) – Deputado federal. Filho do deputado estadual Edvaldo Holanda. Vereador de São Luís.

Filha de Gastão Vieira ocupa diretoria do TJ do Maranhão sem concurso

     Mais votado entre os candidatos a deputado federal com  mais de 134 mil votos, correspondente a 4,43% dos válidos, o deputado federal Gastão Vieira (PMDB) deve acomodar em posto maior a filha Graziela, ora ocupando sem concurso alta diretoria do Tribunal de Justiça do Maranhão. Bastião da educação de qualidade, Vieira que já foi secretário de Educação e de Planejamento do estado e vai para o quarto mandato  não deve ser favorpavel aos atos secretos da vida.

Cinco novos nomes vão compor representação do Maranhão na Câmara Federal a partir de janeiro


     A representação do Maranhão na Câmara Federal sofreu uma renovação de 27% em seu quadro de 18 deputados federais. Entraram Luciano Moreira, Alberto Filho, Hélio Santos, Edvaldo Holanda Jr. e Lourival Mendes, substituindo Davi Alves Silva Junior, Julião Amim, Flávio Dino (que concorreu ao governo), Clovis Fecury (suplente de João Alberto no Senado) e Roberto Rocha (que concorreu ao Senado).
     Incluído na “Ficha Limpa”, o deputado reeleito Cleber Verde pode sofrer o revés com decisão do Superior Tribunal Federal.
     O ex-secretário de Administração do estado, Luciano Moreira (PMDB), também está enlaçado com a justiça: responde a processo por crime eleitoral no caso da prisão da médica Silva Teixeira, presa no bairro do Recanto dos Vinhais dando consulta em troca de votos. Tem juiz da corte eleitoral do estado que acredita que o processo tem conseqüência desfavorável a Moreira.
     Na eventualidade de uma mudança de nomes, com maior tendência para Verde, certo é que o grupo de parlamentares alinhado ao Palácio dos Leões e umbilicalmente ao grupo do senador José Sarney é preponderante. São onze, excluindo Zé Vieira que na campanha fechou a mão para aplaudir a filha do senador. Cinco deles filiados ao PMDB, mesmo partido da governadora reeleita.
     Na que pode ser chamada oposição estão seis. Nem tão convictos como Pinto Itamaraty ou Hélio Santos, nome egresso de Açailândia. Como água e óleo são Dutra, Edvaldo Holanda Jr. (vereador de São Luís) e Ribamar Alves. Este último na chapa quente.

Deputados federais eleitos no dia 3 de outubro de 2010
Gastão Vieira (PMDB) - 134.658 -4,43%
Sarney Filho (PV)- 134.281 -4,41%
Cleber Verde (PRB)-134.281 – 4,17%
Luciano Moreira (PMDB) 125.915 – 4,14%
Pedro Fernandes (PTB) 113.503 – 3,73%
Waldir Maranhão (PP) 106.635 – 3,50%
Edvaldo Holanda Jr (PTC)104.012 – 3,42%
Nice Lobão (DEM) 96.129 -3,13%
Alberto Filho (PMDB) 69.704 – 2,95%
Pedro Novais (PMDB) 89.646 – 2,95%
Sétimo Waquim (PMDB) 86.399 – 2,84%
Domingos Dutra (PT) 81.101 – 2,67%
Pinto Itamaraty (PSDB) 80.177 – 2.63%
Carlos Brandão (PSDB) 77.733-2,58%
Zé Vieira (PP) 76.598 – 2,52%
Ribamar Alves (PSB) 62.63 – 2,26%
Hélio Santos (PSDB) 58.413 – 1,92%
Lourival Mendes (PTB) 3.036 – 0,99%

Com 1,35 mi de votos, Tiririca quase bate recorde no país

     Com 99,80% dos votos apurados até as 23h deste domingo (3), o candidato a deputado federal Francisco Everardo de Oliveira (PR), o palhaço Tiririca, tinha 1.350.438 votos, o maior número já obtido desde a eleição do candidato Enéas Carneiro (Prona), morto em 2007, que em 2002 recebeu 1,571 milhão de votos.
     Tiririca, estreante na política, obteve mais que o dobro do segundo candidato a deputado federal mais votado, Gabriel Chalita (PSB), que tinha até o horário 559.118 votos. 
     Chalita já foi secretário de Educação do Estado de São Paulo, quando ainda era coligado ao PSDB.
Suposto analfabetismo
    A escolaridade de Tiririca, no entanto, chegou a ser objeto de investigação: a PRE-SP (Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo) questionou a documentação que informava a respeito da escolaridade do candidato.
     Como a candidatura foi deferida no dia 19 de agosto, no entanto, a procuradoria decidiu que a presença dele na disputa seria mantida.
     No entanto, Tiririca pode não assumir o cargo de deputado federal mesmo se vencer as eleições, se a procuradoria constatar irregularidade nos documentos que informam a escolaridade dele.
     Se for comprovado que Tiririca é analfabeto, ele pode ser vetado por inelegibilidade constitucional, conforme artigo 14, parágrafo 4º da Constituição Federal.
R7

Com 50,08%, Roseana Sarney é reeleita no primeiro turno no Maranhão

BRASÍLIA - Roseana Sarney, do PMDB, se reelegeu governadora do Maranhão no primeiro turno com uma diferença de aproximadamente 3 mil votos (0,08 ponto percentual) sobre os demais candidatos. Ela aparecia com menos de 50% dos votos válidos quando mais de 90% das urnas já haviam sido apuradas, mas cresceu e reverteu a situação. O segundo colocado, Flávio Dino (PCdoB), chegou a 29,5%, e Jackson Lago (PDT), a 19,5%.
     Roseana também foi a candidata que obteve mais votos para o governo do Maranhão em 2006 - 47,2% - mas teve que disputar o segundo turno com Jackson Lago (PDT), que acabou eleito. Em 2009 Lago foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político econômico na eleição de 2006 e Roseana assumiu o posto, sendo reeleita agora.
     Mais cedo, ainda temendo um segundo turno, Roseana disse que não teria problemas e lembrou que já passou por duas disputas com embate final de segundo round.
- Não temo (ir para o segundo turno). Já disputei dois segundos turnos. Um, ganhei. Outro, perdi. Se tiver outro, será o desempate - disse.
Desabafo
     Após votar no colégio Santa Tereza, no centro de São Luís (MA), Roseana fez um desabafo em reação às críticas de pertencer a um grupo político que domina a política no Maranhão e ser filha do ex-presidente da República José Sarney (PMDB).
     - É muito difícil. Ser mulher, nordestina e filha de uma grande liderança política (José Sarney). Querem desvirtuar. Tenho o meu trabalho. Ando com os meus próprios pés. Tenho minha personalidade e minha consciência política. Tô firme e forte. Não vão me acuar. Sou preparada - disse Roseana.
Flávio Dino estava otimista
     Antes da apuração, Flávio Dino estava otimista e apostava numa "onda vermelha" constatada nas últimas semanas, que o fizeram a sair do terceiro para o segundo lugar na disputa.
- No segundo turno, estaremos unidos para combater a oligarquia que comanda o Maranhão há décadas - disse Dino.
     O jornal "O Estado do Maranhão", que pertence à família Sarney, publicou ontem, na capa, um artigo de José Sarney em defesa da candidatura de sua filha, com o título "Ela merece ficar". No artigo, Sarney afirmou que Roseana "merece seu voto, seu apoio". Para a procuradora regional eleitoral, Carolina da Hora, o texto de Sarney num veículo da família, no dia da eleição, pode caracterizar abuso do meio de comunicação.
De O Globo