19 de jan de 2011

Em redor do amor

    Roberto DaMatta
    Faz tempo. Depois num baile, um rapazinho tímido e elegante foi agraciado com uma promessa maravilhosa. A mocinha que ele amava com um amor de fazer doer o coração perguntou depois de um longo e delicioso beijo: o que você quer de mim? "Queria que você gostasse de mim para sempre!", disse o moço encostando a perna no muro cúmplice do apoio que precisava para outros abraços. Selaram o juramento com um segundo e um terceiro beijo. Uma estrela cadente confirmou a eternidade da promessa.
    Naqueles tempos antigos, a gente não dizia que amava. A gente dizia que gostava. O amor era uma palavra muito forte e tão removida das coisas do mundo diário que requeria controle e dava vergonha. Escrevíamos sobre o amor, mas usávamos o gostar nas nossas declarações. O amor era para os deuses, para as igrejas cheirando a vela e incenso e para as telas dos cinemas. O gostar era para aqueles rostos deliciosamente humanos, vermelhinhos de tesão e vergonha. Nas telas chatas dos cinemas, eles falavam um trivial "I love you"; nós falávamos tremendo: "Eu gosto muito de você!" Uma outra coisa: só víamos o rosto das nossas namoradas. Quando sentíamos seus corpos, era um atrapalho. A pressão dos seios, o arredondado das coxas e o sentimento do monte que margeava o vale e a fonte que desconhecíamos eram intrusos a serem imediatamente agasalhados nos abraços reveladores do maravilhoso desejo de se confundir com o outro.
    É possível um amor eterno? Um amor infinito? Um gostar com perenidade inabalável pelo tempo cujo papel é desmascarar a nossa transitoriedade e a nossa finitude? Quantas vezes me fiz essa pergunta e quantas vezes eu me achei abençoado pelo amor? Um lado meu que, como dizia Shakespeare, eu não sei se é o lado que pergunta ou o que pretende ter uma resposta, diz: o amor eterno dribla a nossa mortalidade. Somos enterrados, mas o amor triunfa nos seus impulsos que tocaram os que conhecemos. Neles fica essa memória do amor que trás de volta um encontro precioso da alma com o corpo (jamais contra ele), tornando essa convivência uma bênção porque, finalmente, eles não estão mais em guerra ou negociação. No amor, um precisa do outro e um se realiza por meio do outro.
    O que esperamos do amor e no amor? No amor físico há uma etiqueta e por isso ele seria, digamos, cordial na sua grata selvageria e milagrosa avidez. Todos experimentamos, como indicam os melhores pesquisadores dessa área - os grandes poetas e cantores -, uma coercitiva curiosidade própria do amor erótico. Esse amor que se prova a si mesmo na medida em que se vai realizando. Daí o sentimento que ele é, simultaneamente, céu e terra; fogo e água; pele e coração; suspiro e estertor. No amor eterno, que nada pede porque simplesmente deseja ter tudo, não há limite nem etiqueta. O outro é tudo e nele estamos perdidos com a intensidade do desejo que uma criança tem por um sorvete ou um político, por um cargo. Como regular um amor que sempre leva a perda e a resignação porque não pode se concretizar em rotinas? Pois a prova do amor não é o clímax, mas o dia a dia que transforma o beijo sequioso no beijinho suave com o qual o marido e a esposa dizem "boa noite" um para o outro. Esses beijinhos dados na porta do supermercado ou na hora de ir para o trabalho são o fim ou são a prova de um elo amoroso?
    No recalque do amor pelos códigos morais e religiosos, há uma disputa entre o amor incondicional devido ao Criador, ao Partido ou ao Mantenedor da Vida, e o amor pronto a ser vivido na carne. Esse amor personificado em uma criatura. Dir-se-ia que a segunda forma é uma deformação da primeira, mas pode-se perfeitamente inverter o argumento. O amor a Deus é um substituto do amor sensual que estamos sempre dispostos a sentir, mas que passa muito depressa. A teoria de um amor eterno (ausente em muitas sociedades, diga-se logo) compensa essa velocidade dos encontros com o ser amado, sempre fugazes e muito breves porque o corpo limita e aprofunda aquilo que a mente estende aos céus e às estrelas.
    Fly me to the moon - canta o poeta.
    Leve-me para a lua e deixe-me "tocar" entre as estrelas.
    Eis, na simplicidade enganadora da música popular, a fórmula que meus pais e tios usavam, quando falavam da visita a um dantesco "sétimo céu". Essa subida aos céus usando o próprio corpo e não a alma ou uma nave espacial sem morrer e, muito pelo contrário, sentindo o coração pulsar com intensidade inusitada, compete com os deveres coletivos, sobretudo com as tarefas mais duras que os cotidianos requerem. Amar ou cortar lenha? Beijar na boca ou estudar? Escrever ou sentir o corpo do outro junto ao nosso? Que relação pode haver entre prazer e dever, senão o do conflito, do recalque e do combate?
    Uma última pergunta: por que raios estou eu a escrever estas mal traçadas, quando todo mundo fala de política e de economia, dizendo sempre o mesmo do mesmo? Não sei. Só sei que essas questões fazem de mim um "homem humano", como dizia Setembrini, aquele habitante de uma certa montanha mágica inventada por Thomas Mann.
De O Estado de S. Paulo

Entidade indica o juiz maranhense Marlon Reis para o STF

O juiz maranhense Marlon Reis
    Com o objetivo de modificar a forma como são indicados os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe) decidiu começar uma campanha para que o juiz maranhense Márlon Reis seja o próximo integrante da mais alta corte do país. Além de presidir a Abramppe, ele é um dos coordenadores do Movimento de     Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), rede que congrega 50 entidades e foi responsável pelo projeto que deu origem à Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10). A indicação de um ministro do STF cabe exclusivamente ao presidente da República. Depois da indicação, ele é aprovado após sabatina no Senado Federal.
    O que a Abramppe pretende é forçar uma participação maior da sociedade civil na escolha dos ministros do STF. No início da semana, após conversas informais pela internet e telefone, os integrantes da associação decidiram indicar o nome do coordenador do MCCE para a vaga no Supremo. Nesta quarta-feira (19), de acordo com o promotor catarinense Affonso Ghizzo Neto, Reis colocou seu nome à disposição do movimento. "Além da qualidade técnica e ética, o nome de Márlon significa trazer a pressão popular para a indicação do novo ministro do Supremo", afirmou o promotor, que integra a Abramppe.
    Desde agosto de 2010, o Supremo Tribunal Federal está com o quorum incompleto. Após a aposentadoria de Eros Grau, a corte tem julgado processos com dez integrantes. Isso, inclusive, causou impasses, como nas análises dos recursos de Joaquim Roriz e de Jader Barbalho contra a Lei da Ficha Limpa. No fim do ano passado, dava-se como certa a indicação do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, para a posição. No entanto, ele foi mantido no cargo pela presidenta Dilma Rousseff.
Leia reportagem do Congresso em foco

Em nota Sarney nega acordo para eleição à presidência do Senado

    O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), divulgou nota nesta quarta-feira para negar que tenha feito acordo com membros do governo federal em torno da eleição para a presidência da Casa.
    Pelo acordo, negado por Sarney, ele ficaria os próximos dois anos na presidência do Senado e o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), os dois anos seguintes --numa forma de compensar Renan por ter sido afastado da presidência da Casa em 2007, em meio a uma série de denúncias.
    Na nota, Sarney afirma que não fechou nenhum acordo de "compensação" para garantir a Renan o cargo de presidente do Senado. "O presidente José Sarney desmente a notícia e esclarece que não fez qualquer acordo no sentido descrito, desconhece sua existência, e jamais participou de conversa telefônica ou de reunião em que tal assunto tenha sequer sido levantado", diz a nota da assessoria de imprensa do Senado.
    Sarney diz, ainda, que desmente qualquer versão sobre o acordo. "Não levantei o tema da próxima sucessão no Senado com qualquer pessoa do governo", afirma o senador.
    O PMDB vai indicar Sarney para presidir o Senado por mais dois anos. O peemedebista é candidato único na Casa, já que os demais partidos decidiram respeitar o acordo de proporcionalidade das bancadas partidárias --pelo qual o partido com o maior número de senadores eleitos indica o candidato à presidência.
    A eleição para o cargo ocorrerá no dia 1º de fevereiro, depois que os novos senadores forem empossados no cargo. A votação é secreta. Além do presidente, os senadores elegem os novos membros da Mesa Diretora do Senado. O PT, segunda maior bancada eleita, decidiu ficar com a primeira vice-presidência da Casa.
   Os petistas estão divididos entre Marta Suplicy (PT-SP) e José Pimentel (PT-CE) para a primeira vice.
    O PSDB, terceira maior bancada eleita, estuda ficar com a primeira-secretaria --cargo responsável pela administração do Senado. Os tucanos, porém, temem assumir a função com a permanência de Sarney na presidência depois dos escândalos de corrupção que atingiram a Casa no ano passado.
    A bancada do PSDB reúne seus membros no dia 31 de fevereiro para decidir o cargo a ser ocupado na Mesa.
Da Folha On-line

Gal Costa irrita fãs ao dizer que baianos são preguiçosos

   Gal Costa, que voltou a morar em Salvador há alguns anos, se irritou nesta quarta-feira (19) e desabafou via Twitter dizendo que, às vezes, a preguiça que alguns baianos têm a deixa louca. A declaração no sistema de microblogs foi mal interpretada e lhe rendeu a pecha de racista entre os fãs e seguidores da cantora.
    "Como na Bahia as pessoas são preguiçosas! Técnico do ar-condicionado não pode terminar o trabalho por que está com dor de cabeça. Essa é a Bahia!", escreveu Gal na internet. Prontamente, recebeu uma avalanche de críticas, mas em nenhum momento recuou da opinião ou pediu desculpas a quem leu a frase. "Não é racismo, meu filho, é realidade!"
   Depois de tempo fazendo as vezes de vidraça para as pedras, a cantora desistiu do debate e saiu do ambiente virtual, ainda sem esboçar arrependimento. "Gente, chega! Acabou o assunto da preguiça. Não se pode falar nada aqui que tudo vira polemica. Sou baiana e falo por que posso. Vou sair. Tchau."
Do Politica Hoje

Empresário de Shaolin cancela temporada que comediante faria no Teatro Arthur Azevedo


O comediante Shaolin
     O empresário do humorista "Shaolin" (Francisco Josenilton Veloso), de 39 anos, internado no Hospital Antonio Targino, na Paraíba, após sofrer acidente de carro, cancelou as duas apresentações que o comediante faria no Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, nos dias 18 e 19 de fevereiro. Ricardo Bulhões acredita que será no mínimo de seis meses o afastamento do comediante dos palcos. Em coma induzido, Shaolin corre risco de perder o braço esquerdo quase decepado no acidente envolvendo um caminhão e o carro que dirigia.
     Essa seria a segunda vez que Shaolin se apresentaria em São Luís. Na primeira vez se apresentou no Circo da Cidade para uma grande plateia. A produção local foi da Opera Night Produções.
    Na próxima semana teria início a divulgação da curta temporada de Shaolin em São Luís. Na chamada para TV que o comediante enviou para a produção ele satirizava o ex-presidente Lula. As alusões ao petista incluiem a indefectível caixa de isopor e numa tirada de humor negro fazai gracejos com o fato do ex-torneio mecânico ter quatro dedos na mão esquerda.

Irmão de Kleber Pereira diz ser assediado por pais de atletas maranhenses

     Daniel Pereira é sempre procurado por pais de meninos maranhenses interessados em fazer carreira no futebol. Ele é irmão e empresário do atacante Kléber Pereira, que foi artilheiro do Brasileiro de 2008 e é considerado um dos melhores jogadores maranhenses da história.
    "Eles sabem que eu conheço muita gente [de clubes]. Mas ainda não encontrei nenhum garoto que me enchesse os olhos", conta o agente, que procura um clube para seu irmão, desempregado desde que saiu do Vitória.
    Para Daniel, a carreira de Kléber tem grande influência sobre a família. "Todo mundo depende dele, ele ajuda a maioria de nós", afirma.
Com informações do Tudoagora Notícias

Curso de direito da UFMA está entre os dez mais procurados no SISU

    O curso de direito da Universidade Federal do Maranhão , Ufma, continua entre os dez cursos mais procurados entre as inscrições no Sistema de Seleção Unificado do Ministério da Educação. Até as 18h30 de ontem 3.111 já haviam se inscrito para concorrer as 140 vagas oferecidas pela instituição de ensino federal no estado.
    A lista é encabeçada pelo curso de ciência e tecnologia da Universidade Federal do ABC, Ufabc. Disputam até agora as 1.500 vagas 9.384 candidatos inscritos.
    Os cursos de medicina da Universidade Federal do Ceará, Ufc; de ciências biológicas da Universidade Federal de Pernambuco, Ufpe; e de ciências e tecnologia da Universidade Federal do Semi-Árido, Ufersa (Mossoró-RN) e são os outros da região Nordeste na lista dos dez mais concorridos.
Com informações do Ministério da Educação

Charge

No José Simão

E o Paredão do Big Podre Brasil? Uma trans, uma biba e uma negra! Uns disseram: o paredão do preconceito. Outros perguntaram: isso é paredão ou uma ONG? Eu acho a cara do Brasil. Paredão Brasil! E a trans? O Brasil pagou pau pra operada? Diz que a operada já foi cabo. O quê? Então ela cortou o passado! Literalmente! E já imaginou se, na hora da saída, em vez dum selinho no Bial, ela grita: "Eu quero o meu pinto de volta!" Rarará.

Prefeitura de São Luís paga R$ 145 mil por "puxadinho" em posto salva-vidas do Olho D´Água

    A construção de um "puxadinho" no Posto Salva-Vidas do Olho D´Água feito pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos, Semosp, da prefeitura de São Luís se arrasta por cinco meses e está longe de ser concluída.
    Inicialmente prevista para custar R$ 120 mil e ser realizada em 120 dias, a obra sob responsabilidade da Construtora Centauro sofreu majoração do preço  e ganhou novo prazo de conclusão. Com dispensa de licitação, o valor  do início ganhou aditivo de R$ 25 mil. Depois de mais de quase duzentos dias parado, o prazo para conclusão da obra agora é de 90 dias.
    No local operários são vistos sazonalmente. Com a chegada das chuvas o ritmo da construção do "puxadinho" ficou ainda mais lento. A obra é realizada com recursos próprios da Prefeitura . A placa de identificação da Centauro ainda identifica como responsável pela obra o engenheiro maranhense José Anibal Brandão, falecido no mês passado. A empresa é dirigita atualmente pelo filho do engenheiro.

Para ajudar as vítimas das enchentes no Rio

     Quem quiser ajudar as vítimas das enchentes pode procurar a Cruz Vermelha da cidade onde mora. A prioridade é alimentos não-perecíveis, água e produtos de limpeza. Além disso, foram abertas diversas contas bancárias para doações em espécie. Veja a seguir:

SOS Teresópolis – Donativos
Banco do Brasil
Agência: 0741-2
C/C: 110000-9
CNPJ – 29.138.369/0001-47
SOS Teresópolis – Donativos

Caixa Econômica Federal:
Agência: 4146
C/C: 2011-1
CNPJ – 29.138.369/0001-47

Prefeitura de Nova Friburgo
Banco: Banco do Brasil
Agência: 0335-2
Conta: 120.000-3

Defesa Civil – RJ
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0199
Operação: 006
Conta: 2011-0

Viva Rio (organização não-governamental)
Banco: Banco do Brasil
Agência:1769-8
Conta-corrente: 411396-9
CNPJ: 00343941/0001-28

Manchetes dos jornais

ATOS & FATOS - Presos acusados de roubar 2 deputados e esposa de PF
JORNAL A TARDE-Maranhão vai emitir novas carteiras de identidade a partir de fevereiro
JORNAL EXTRA-Ladrões levam computadores com multas da SMTT
JORNAL PEQUENO - Professores cobram nomealção de excedentes e ameaçam greve
O DEBATE- Denunciados por contratação de fantasmas
O ESTADO DO MARANHÃO - Governo prepara medidas de prevenção a enchentes
O IMPARCIAL - Chuvas ameaçam 82 municípios no Maranhão
TRIBUNA DO NORDESTE - Maranhão define ações para prevenir enchentes