31 de mar de 2011

Márcio Vasconcelos fica entre finalistas do Prêmio Conrado Wessel de fotografia

    Com o projeto “Na Trilha do Cangaço – O Sertão que Lampião pisou”, Márcio Vasconcelos foi um dos finalistas do concurso mais cobiçado pelos fotógrafos brasileiros. Este mesmo projeto foi vencedor do XI Prêmio Marc Ferrez de Fotografia. (www.natrilhadocangaco.com.br)
    A Fundação Conrado Wessel (FCW) anunciou em seu site www.fcw.org.br na quarta-feira, dia 30 de março, os três vencedores do Prêmio FCW de Artes, na categoria de Fotografia.
    Com o ensaio intitulado “TV P&B”, o fotógrafo gaúcho Luis Tadeu Vilani ficou com o primeiro prêmio no valor de R$ 114.285,74.
    O segundo colocado foi Guilherme Mohallem com o ensaio “Drom, o caminho Cigano”. O terceiro lugar ficou com o fotógrafo Denis Kenji Arimura com o ensaio “Índios Contemporâneos”. Ambos vão receber R$ 42.857,14.
    Os premiados foram escolhidos entre 15 finalistas de um universo de 207 profissionais inscritos no concurso, que abordou a temática “O Brasil e os Brasileiros”. A escolha foi feita por sete jurados coordenados pelo professor Rubens Fernandes Junior, crítico de fotografia, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e diretor da Faculdade de Comunicação da FAAP. Ele é ainda membro do conselho curador da Coleção Pirelli-MASP de Fotografia (Museu de Arte de São Paulo) e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
    Cerca de 100 fotos dos ensaios dos 15 finalistas serão publicadas no livro da Fundação Conrado Wessel e os ensaios premiados em 1º, 2º e 3º lugares serão expostos na noite da premiação, cerimônia marcada para o dia 13 de junho, na Sala São Paulo, na capital Paulista.
Fotógrafos finalistas do Prêmio FCW de Arte 2010:
ADRIANA MEDEIROS - Nascidos Brasileiros
ANDRÉ VIEIRA - Intérpretes da Roça Nova
ARAQUÉM ALCÂNTARA - Fotografias
BRENO ROTATORI - Manélud
LALO DE ALMEIDA - A Retomada
MÁRCIO VASCONCELOS - Na Trilha do Cangaço - O Sertão que Lampião Pisou
MARCO MENDES - Tribos Urbanas
PAULO PEREIRA - Corpo de Passagem
RICARDO TELES - A Estrada
RIPPER - Retrato Escravo
RODRIGO ZEFERINO - Arredores do Aço
YÊDA BEZERRA DE MELLO - O casamento





Deputado Rubens Júnior rechaça boatos sobreida para prefeitura de Castelo

    O deputado estadual Rubens Júnior (PCdoB) de forma elegante desmentiu durante entrevista à rádio São Luís que estaria embarcando na naufragada administração do prefeito João Castelo (PSDB). "Faço parte do grupo de oposição à governadora Roseana Sarney e do grupo de oposição ao prefeito João Castelo", afirmou peremptoriamente o deputado exercendo segundo mandato na Assembleia Legislativa do Maranhão.
    Para o deputado as especulações sobre uma suposta cooptação individual não faz qualquer sentido. "Sou um homem de partido. Compete a meu partido discutir a questão e o presidente do partido é o ex-deputado federal Flávio Dino, adversário de Castelo nas eleições de 2008", esclareceu o parlamentar. Dino disputou a prefeitura de São Luís com o tucano no segundo turno.
    Rubens Júnior alfinetou o prefeito durante trechos da entrevista. Indagou sobre o destino de parte do dinheiro que o governo Roseana não conseguiu confiscar de Castelo procedente de convênios firmado ainda na gestão do pedetista Jackson Lago.
    Para o deputado a solução para o caos do trânsito na capital deveria motivar parceria institucional entre o Estado e os municípios da região metropolitana de São Luís.

Presidente da NCST vem ao Maranhão comemorar crescimento da central

    O presidente nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores,NCST, José Calixto Ramos, participa nesta sexta-feira, 1º de abril, em São Luís, de uma grande mobilização preparada pelos sindicatos filiados na sede do prédio da antiga Fetiema, na Praça da Biblica.
    Com apenas dois anos de existência a central vem abocanhando parte do movimento sindical do estado. O presidente estadual da NCST, Raimundo Henrique, do sindicato dos trabalhadores da construção civil, está eufórico com o crescimento da entidade.
    O movimento sindical no país cada vez mais é fatiado pela Força Sindical, CGTB, CTB,  UGT e Nova Central.

Manchetes dos jornais

AQUI-MA - Dezessete horas em alto mar
ATOS E FATOS - 39 mortes violentas são registradas em 23 dias
CORREIO DE NOTÍCIAS - Corpo de José Alencar será cremado às 14 horas em Belo Horizonte
JORNAL A TARDE - PDF gera R$ 10 bilhões para empresas maranhenses
JORNAL PEQUENO - Inquérito vai apurar interdição de terminal do aeroporto de São Luís
O ESTADO DO MARANHÃO - Crise no transporte é resultado da falta de projeto, aponta SET
O IMPARCIAL - Aeroporto: Só ANAC pode isentar taxa, dioz Infraero

NO PAÍS
CORREIO BRASILIENSE:Durval encara Justiça e deve perder escolta
FOLHA DE SÃO PAULO:CIA ajuda rebelde líbio após ordem de Obama
O ESTADO DE S. PAULO:Obama assina ordem secreta e CIA já ajuda insurgentes na Líbia
O ESTADO DE MINAS:PIB rural é o melhor da história
O GLOBO:BC vê pressão gigantesca sobre os preços em 2011
VALOR ECONÔMICO:Governo quer que a Petrobras faça as térmicas da Bertin
ZERO HORA:Jogo de empurra deixa ambulâncias paradas em 51 municípios
JORNAL DO COMMERCIO:IML volta ao normal
DIÁRIO DO PARÁ: Polícia pede novo prazo à justiça
MEIO-NORTE:
O POVO:Expulsos soldados que dormiram em viatura

Polícia paulista aposenta o "três-oitão"

Após quase 90 anos de serviços prestados à Polícia Militar de São Paulo, o "canela seca" aposentou-se das ruas. Também chamado pelos praças e oficiais como "três-oitão", o revólver calibre 38 deixou de ser usado oficialmente em janeiro passado.
    Deu lugar à pistola .40, uma arma de uso restrito -não é vendida para civis-, mais moderna e eficiente, afirma o comando da polícia.
    O anúncio da aposentadoria do "três-oitão" foi feito pelo comandante-geral da PM, Álvaro Camilo, durante seminário de segurança na semana passada em São Paulo, ao falar da corporação e dos investimentos feitos por ela.
    Segundo o comandante, todos os quase 100 mil homens da corporação têm hoje uma pistola .40 no coldre.
    De acordo com o coronel Camilo, o novo armamento tem um maior poder de impacto contra o criminoso e, ao mesmo tempo, com menor risco de o projétil transfixar o alvo e acertar terceiros.
    Entre 2005 e 2010, a letalidade dos policiais militares em serviço cresceu 78% no Estado de São Paulo. Ela passou de 278 para 495 casos. Em relação a 2009, no entanto, o ano passado registrou um refluxo de 5,53%.
"EFICÁCIA"
    Especialistas em armamentos elogiam a "eficácia" da pistola .40 nas ruas. "Polícias do mundo inteiro estão optando pela .40 ou pela 45. Na Europa, por tradição, usa-se ainda a 9mm, mas é muito perfurante. O projétil atravessa e pode acertar alguém inocente. Para forças policiais, o .40 é um calibre "pau-pra-toda-obra'", diz Lincoln Tendler, editor-chefe da revista "Magnum", especialista em armamentos.
    A pistola tem também um maior poder de carga. Normalmente um revólver 38 é carregado com seis balas. Depois, precisa ser abastecido, na maioria dos casos, uma a uma, manualmente. Já a pistola chega a ter 17 munições. O especialista em segurança pública Paulo Sette Câmara critica a mudança. Para ele, a polícia deveria concentrar os investimentos em armas não letais porque a maioria das ocorrências da polícia é de casos simples.
"BANGUE-BANGUE"
    "O combate à violência precisa ser com a inteligência e não com um bangue-bangue que coloca pessoas inocentes no meio", diz Sette Câmara, ex-delegado da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança de Roraima e Pará.
    O deputado estadual Major Olímpio (PDT) diz acreditar que existam policiais que fazem serviços internos na polícia, ou que trabalham no interior, que ainda utilizam um revólver 38.
    Ele afirma, porém, que a troca pela pistola é correta e que ela é tão segurança quanto o revólver e, por isso, não há risco de haver maior letalidade de inocentes. "O revólver é um Fiat 147, a álcool. Por mais que esteja conservado, não é como os carros atuais, com injeção eletrônica, air bag e freios ABS."
DESTINO
    O ingresso da pistola na PM começou em 1999. Já o calibre 38 chegou às mãos dos policiais paulistas durante os anos 1920. A PM não informou o valor investido desde 1999 na compra de pistolas .40. A corporação também não informou o que foi feito com os revólveres agora aposentados.
Da Folha de S. Paulo

Aquela aurora

Luiz Fernando Veríssimo
    Em São Paulo acabam de fundar um partido que se declara nem de esquerda, nem de direita nem de centro. Um partido de nada, a favor de tudo, ou exclusivamente a favor de si mesmo. Tudo bem. “Esquerda” e “direita” são termos obsoletos e “centro” hoje é sinônimo de PMDB, ou de uma névoa ideológica. O novo partido paulista não vem preencher um vácuo, vem institucionalizar o vácuo. Seu nome evoca o passado, quando o Getúlio, para não dizerem que o Brasil não era uma democracia, inventou dois partidos opostos, o PTB e o PSD. Justiça seja feita: o novo partido surge representando nada, mas com saudade de um tempo em que as siglas, mesmo falsas, significavam alguma coisa.
    Bom mesmo era o século dezenove, quando tudo isso começou. Como no texto do Paulo Mendes Campos que fala das primeiras horas do Gênese, com “o mundo ainda úmido da criação”, se poderia descrever com o mesmo encanto aquele outro início. Quando a História, por assim dizer, entrou na história e tudo recebia seus nomes verdadeiros. Uma segunda Criação. Hegel ainda quente, Marx lançando suas ideias explosivas como granadas, o passado e o futuro sendo redefinidos com rigor científico e a modernidade tecnológica e modernidade social (ou, simplificando, a máquina a vapor e a nova consciência proletária) prestes a se fundir para transformar o mundo. “Bliss it was in that dawn to be alive”, êxtase era estar vivo naquela aurora, escreveu o poeta Wordsworth sobre a Revolução Francesa. A esquerda poderia dizer o mesmo do século dezenove. Naquela aurora não havia dúvida sobre a inevitabilidade histórica do socialismo.
    Mas êxtase também espera a direita numa volta idílica ao século dezenove. Foi o século de reação à Revolução, da restauração conservadora na Europa depois do terremoto republicano e do nascente capitalismo industrial sem remorso. Os que hoje propõem a “flexibilização” dos direitos dos trabalhadores conquistados em anos de luta (como os que os ingleses defendiam nas ruas de Londres, há dias) babariam com o que veriam no velho século: homens, mulheres e crianças trabalhando 15 horas por dia, sem qualquer amparo, e sem qualquer encargo legal ou moral, fora os magros salários, para seus empregadores. A perfeição. Antes que a pregação socialista a estragasse.
    Século dezenove, terra de sonhos. Tanto para a esquerda quanto para a direita, antes que tudo virasse um mingau só.
De O Globo