13 de abr de 2010

Museu de Tudo - Calendário da fábrica de cerveja


Jornal Extra desnuda o Santo de Casa

Prefeito em exercício de Serrano está inadimplente no TSE como presidente da Câmara

Uma semana depois da prisão do prefeito de Serrano do Maranhão, Vagno Pereira (PR), vice que assumiu o mandato em lugar do prefeito Leocádio Rodrigues (PDT), o vereador Hermínio Pereira Gomes Filho (foto), o Hermininho (PSDB), tomou posse no cargo, depois de convocar às pressas a Câmara Municipal. A sessão ordinária foi realizada numa sexta-feira à noite, em desobediência ao Regimento Interno do legislativo de Serrano do Maranhão.

Nem bem assumiu a prefeitura de Serrano, Hermininho mostrou a que veio. Como presidente da Câmara Municipal de Serrano deixou de apresentar ao Tribunal de Contas do Estado sua prestação de contas relativa ao exercício de 2009. Em sessão realizada na quarta-feira da semana passada, tanto Hermininho como Vagno Pereira, ainda recolhido na Penitenciária de Pedrinhas, passaram a fazer parte da relação de inadimplentes do TCE.

Sob o argumento de que o município estaria acéfalo, já que tanto o prefeito eleito como o vice empossado estariam fora do cargo – o segundo na condição de impedimento por cerceamento de liberdade -, Hermininho assumiu o mandato sem nem mesmo consultar a justiça.

Leocádio Rodrigues foi afastado do mandato a pedido do Ministério Público, sob a alegação de irregularidades e suposto desvio de verbas públicas no valor de 3.831.149,46. Quando foi preso na boca do caixa da agência do Banco do Brasil em Cururupu pela Polícia Federal, em 19 de abril deste ano, Vagno Pereira argumentou que estaria fazendo saques com cheques avulso para efetuar o pagamento da Câmara Municipal. Os recursos eram provenientes do programa Piso de Atenção Básica (PAB) do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Cena de "Saló-120 dias de Sodoma", filme de Pasolini: todas as vertentes do fascismo

Manifesto do Vaticano: Homossexualidade leva à pedofilia

LUCIANA COELHO
DE GENEBRA



O Vaticano lançou uma dupla frente de defesa ontem no escândalo das suspeitas de abusos sexuais de menores por padres, com a divulgação de suas diretrizes internas sobre o tema, nas quais recomenda a denúncia à Justiça civil, e com a declaração de seu número dois, no Chile, de que a pedofilia não tem ligação com o celibato e sim com o homossexualismo.

O secretário da Vaticano, Tarcisio Bertone

"Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram que há entre homossexualidade e pedofilia", disse o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, em entrevista coletiva em Santiago reproduzida por agências de notícias.

"Essa patologia [pedofilia] aparece em todos os tipos de pessoas e, nos padres, em um grau menor em termos percentuais", disse o religioso italiano. "O comportamento dos padres, nesses casos, é negativo, é grave e é escandaloso."

Teólogos reputados como o suíço Hans Küng têm apontado o celibato como uma das razões para exacerbar o problema da pedofilia na igreja.

Desde que um relatório da Igreja Católica na Irlanda, publicado no ano passado, trouxe à tona que cerca de 15 mil crianças sofreram abusos nas mãos de padres e religiosos entre os anos 30 e 90, denúncias e investigações pipocaram pela Europa e voltaram a surgir nos EUA. Uma linha telefônica para denúncias anônimas por vítimas aberta no fim do mês passado na Alemanha -terra natal do papa- recebeu quase 15 mil ligações em uma semana.

Uma das principais acusações ao Vaticano é a omissão dos bispos e de outros superiores na hierarquia católica. Documentos do Vaticano revelados pela imprensa americana indicam que, quando comandava a Congregação para a Doutrina da Fé, o próprio Bento 16, então cardeal Joseph Ratzinger, atuou para abafar ao menos dois casos.

Bertone disse que a igreja nunca freou investigações e que o papa em breve tomará novas iniciativas "surpreendentes" contra os abusos.

Ontem, o Vaticano publicou em seu site suas diretrizes para lidar com o problema. Nelas, a Santa Sé recomenda explicitamente que casos com suspeitas fundamentadas sejam tratados pela Justiça canônica e levados aos tribunais civis.

"A diocese local investiga todas as alegações de abuso sexual de um menor por um clérigo", afirma o texto. "Se a alegação tem traços de verdade, o caso é levado à Congregação para a Doutrina da Fé (...) A lei civil relativa à comunicação de crimes às devidas autoridades deve sempre ser seguida."

Embora as regras sigam uma bula de abril de 2001, o Motu Proprio Sacramentorum sanctitatis tutela, e o Código Canônico de 1983, elas nunca haviam sido levadas a público.

A divulgação é um esforço do Vaticano para mostrar que tem agido contra o problema. Há três semanas, Bento 16 divulgou uma carta aos fiéis da Irlanda em que exortava os culpados a "responder diante de Deus, assim como diante de tribunais devidamente constituídos".

Outro ponto que fora ressaltado no texto do papa e que as diretrizes explicitam mais é a responsabilidade dos bispos.

Segundo as regras recém-divulgadas, "o bispo local sempre retém o poder para proteger as crianças por meio da restrição das atividades de qualquer padre em sua diocese".

"Isso faz parte de sua autoridade ordinária, que ele é incentivado a exercer na medida necessária para assegurar que as crianças não sejam prejudicadas, poder este que pode ser utilizado antes, durante e depois dos procedimentos canônicos", emenda o texto.

De acordo com as denúncias que têm surgido, porém, nem todos os bispos agiram conforme essa regra.

Da Folha de S. Paulo

Na Quebrada

História natural de Codó: Mecânico "comemora" 13 anos de morte

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELÉM

Luís Henrique Bayma (foto) vai comemorar no próximo dia 22 o aniversário de 13 anos de sua morte -"natural" e "sem assistência médica", segundo o atestado de óbito que o mecânico, de 48 anos e bem saudável, guarda em sua casa em Belém.
Bayma, que apelidou a si próprio de "fantasma", acredita que sua morte foi forjada pela ex-mulher, com quem tem três filhos, para que ela recebesse pensão vitalícia. Um defensor público abriu para ele uma ação -ainda não apreciada- para anular o atestado de óbito.

No futuro desenrolar do processo, deve reencontrar numa audiência a ex-mulher, a quem não vê desde a separação, em 1995. A ex terá de levar três testemunhas dizendo que ele morreu. Bayma levará as dele.

O mecânico só descobriu que era um "morto-vivo" em 2004, quando saiu do Pará em direção a Codó (MA), onde nasceu, para conseguir a segunda via de sua certidão de casamento.

O documento, exigido para a inscrição num curso supletivo, não fora encontrado em uma repartição pública paraense.

Semanas antes, Bayma também não havia conseguido localizar seu cadastro de seguro-desemprego. Estranhou a coincidência, mas achou que fossem apenas dois enganos.

A sensação ruim começou a se tornar real no cartório de registro civil de Codó, onde, antes de pegar o documento, foi encaminhado à juíza de paz.

Ela o encarou, com ar grave, e pronunciou uma espécie de sentença de morte tardia.

"Rapaz, a tua mulher te matou. Tem que ter paciência, porque você não existe mais, e seu documento daqui para a frente é o atestado de óbito."

Lendo o atestado de óbito, Bayma ficou sabendo que, para o Estado brasileiro, era um cadáver, morto em 22 de abril de 1997, num bairro chamado "Invasão Criminosa", em Imperatriz (MA), de "causas naturais".

A teoria da juíza era que a ex-mulher -em conluio com um médico (que assinou o atestado), uma funerária (que confirmou ter feito o enterro) e um funcionário do INSS- havia "assassinado" Bayma para conseguir a pensão vitalícia.

"É uma máfia, mas ela fez isso por pura maldade", disse a juíza. Bayma concorda, mas vê na ganância de uma "mulher que casou por dinheiro" o real motivo para a "sacanagem".

Ele diz que é atormentado pela saudade dos filhos, com quem perdeu o contato.

Com uma renda máxima mensal de R$ 900, ganha consertando fogões, Bayma diz que quase não enfrenta problemas pela condição de cadáver ambulante -afora não poder ter a carteira de trabalho assinada.

A morte, afirma ele, tem sido uma época feliz: conseguiu terminar o ensino médio, leu seis vezes a Bíblia e se tornou um personagem conhecido na propaganda política no Pará.

Nas duas últimas eleições, o PT chamou Bayma para cantar na TV e no rádio um poema seu, elogiando o programa, implantado por petistas, no qual estudou. Nos versos, diz: "Minha vida é engraçada / mas parece tirania / pois sempre que me alegro / sou posto na enxovia [masmorra, calabouço]".

Serra tenta colar Sarney e Collor em Dilma

"Fico intrigado por que ex-presidentes que são aliados da Dilma são bem tratados", afirma, em reação à tática do PT de ligá-lo a FHC


BRENO COSTA

DA REPORTAGEM LOCAL

Numa mudança de estratégia nas reações à tática do PT de vinculá-lo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, buscou colar a imagem dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor de Mello em sua rival Dilma Rousseff (PT) .

"Esta eleição tem a ver com o futuro. Porque o Lula não é candidato, nem o Fernando Henrique é candidato, nem o Collor e o Sarney, que apoiam a Dilma, são candidatos", disse Serra. "Às vezes eu fico intrigado por que ex-presidentes que são aliados da Dilma são bem tratados, não têm problema nenhum. Mas quando não são aliados, são muito criticados pelo PT e tudo o mais."

As declarações foram dadas durante entrevista de quase duas horas à rádio Jovem Pan, com transmissão para mais de 1.500 municípios.

Uma das apostas centrais do PT e partidos aliados para as eleições é transformar a disputa em uma espécie de plebiscito, em que os eleitores, na prática, escolheriam entre o herdeiro do governo Fernando Henrique ou a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente do PSDB e coordenador nacional da campanha de Serra, senador Sérgio Guerra, negou que essa será uma estratégia recorrente na campanha como forma de neutralizar os ataques do PT.

Serra evitou dar declarações que soassem como pressão para que Aécio Neves aceite o posto de vice em sua chapa, mas não conseguiu esconder o desejo de contar com o nome do mineiro. No lançamento de sua pré-candidatura, no sábado, em Brasília, Aécio foi aclamado aos gritos de "vice".

"Não vou dizer que tenho uma expectativa ou não tenho. É um assunto sobre o qual eu não vou me manifestar nas próximas semanas. Acho que há outras prioridades agora e, por outro lado, cada um poderá tomar suas decisões de maneira bem pensada", disse.

O engajamento de Aécio também foi abordado por Serra, ao dizer que o voto "Dilmasia" em Minas -híbrido de Dilma com o governador de MG, Antonio Anastasia (PSDB)- "parece nome de doença".

A maior parte da entrevista foi pontuada por avaliações de Serra sobre políticas públicas e suas realizações em São Paulo. No quesito economia, se disse contrário às privatizações do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e, ao criticar juros altos e câmbio desfavorável às exportações, disse que mudanças na área têm de ser "responsáveis" e "graduais".
 
Da Folha de S. Paulo

Manchetes dos jornais

AQUI-MA - Guerra de gangues
ATOS & FATOS - Prefeitura e Câmara de luto pela morte de vereador do PV
CORREIO DE NOTÍCIAS -Moto ameaça se afastar dos jogos da Copa União
JORNAL PEQUENO - José Serra cola imagem de Zé Sarney e Collor a Dilma
O DEBATE -Governo amplia ações e entrega obras no MA
O ESTADO DO MARANHÃO – comoção no enterro de Augusto Serra
O IMPARCIAL – Vacina será vendida em clínicas por R$ 80
O QUARTO PODER – Bandidos explodem caixa do Bradesco