28 de set de 2011

Na agulha: Fafá de Belém canta "Bom dia, Belém" nos 40 anos do Grupo Experiência

Santo de casa

    O diretor do Teatro Arthur Azevedo, o cantor Roberto Brandão,reservou o dia 29 de outubro para apresentar o show Santas Canções, solo do vocalista da Cia Barrica e Bicho Terra. A produção do show é da Mário Jorge Produções, sombra do secretário de Estado da Cultura, Luiz Henrique Bulcão.
   Brandão e Bulcão foram vaiados pelo público na abertura da Semana Maranhense de Teatro em maio deste ano.

Semana do cinema russo homenageia Andrei Tarkovski

O dietor Andrei Tarkovski
    Começa nesta terça-feira,28, no Anfiteatro de Comunicação (CCSO – UFMA, Campus do Bacanga) e Ecci Museum  (Praia Grande- Centro) a Semana do Cinema Russo que homenagea o diretor  Andrei Tarkovski. O evento acontece até o dia 30 de setembro com palestras e exibições sobre o cinema russo, vida e obra de Tarkovski, além da sua influência em obras contemporâneas. A programação traz dois filmes do diretor: Solaris (1972) e O Espelho (1974).
    A Semana contará ainda com a presença do cineasta russo Evgeny Itskovich, que irá ministrar as palestras e apresentar seu filme "Caçada Selvagem". A participação na Semana do Cinema Russo é aberta ao público e não necessita de inscrições.
Quem é quem
Evgeny Itskovich  - Cineasta, pianista e compositor. Natural de Moscou (Rússia), nasceu em 1983. Começou sua trajetória aos 14 anos. Já compôs músicas e roteiros para filmes, além da direção de “Caçada Selvagem”.
Andrei Tarkovski - Cineasta russo (1932-1986), considerado um dos mais importantes diretores de sua época. Sua obra se caracteriza por planos longos e ritmo lento, como em" Stalker" (1979) e "Nostalgia" (1982). Termina o último trabalho, "O Sacrifício" (1986), gravemente doente. Morre em Paris.
Obras: Em 1954 cursa a Escola de Cinema de Moscou e, em 1962, realiza o primeiro longa-metragem, A Infância de Ivan, que lhe rende o Leão de Ouro do Festival de Veneza. Enfrenta problemas com as autoridades soviéticas com Andrei Rublev (1966). Considerada antinacionalista, a fita apresenta um retrato dessacralizado da Rússia medieval, chocando as autoridades russas. A censura política proíbe sua exibição no exterior por cinco anos. Quando liberado, é aclamado como o produto cinematográfico soviético mais importante da época. A ficção científica Solaris (1972) ganha prêmio especial do júri em Cannes. Por causa das dificuldades com o regime soviético, muda-se para a Itália no início dos anos 80.
Mais informações pelo telefone: 8812-3922

O Brasil de hoje é o Maranhão de 66

José Nêumanne
    Nesta semana, este Estadão ainda não se livrou da censura imposta pelo Judiciário às notícias a respeito da Operação Boi Barrica, na qual a Polícia Federal(PF) investigou negócios suspeitos da família Sarney. Esta também foi aliviada com a notícia de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) invalidou as provas que a referida autoridade policial levantou na dita investigação. O YouTube revelou a cinéfilos e interessados em política um curta metragem de propaganda feito pelo baiano Glauber Rocha, ícone do Cinema Novo e da sétima arte no Brasil, por encomenda do então jovem governador do Maranhão, registrando o início de uma carreira política que, contrariando as previsões mais otimistas, o levou à Presidência da República. E a um poder, na presidência do Senado, que ora lhe permite substituir no Ministério do Turismo um indicado, Pedro Novais, afastado por suspeita de corrupção e evidências de má gestão, por outro, Gastão Vieira, cuja única virtude notória é a de ser mais um ilustre desconhecido e leigo nos assuntos da pasta a assumi-la.
    O filme de Glauber Rocha,Maranhão 66, suscitou um debate inócuo em torno das intenções e dos verdadeiros interesses do cineasta e da notória sagacidade do político profissional que patrocinou um comercial da própria posse e terminou por financiar um documentário vivo e cru da dura realidade do País e de seu Estado miserável. Questionou- se se o cineasta foi leal a seu patrocinador ou se se aproveitou do patrocínio dele para, com imagens chocantes,denunciar o abismo existente entre o discurso barroco do empossado e a revoltante miséria de seu eleitorado.
    Também foram levantadas dúvidas sobre o papel do protagonista do filme no relativo ostracismo em que a obra mergulhou, não merecendo a fortuna crítica que obras como Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe viriam a ter. Glauber foi um militante de esquerda, mas aderiu à ditadura em seus estertores quando voltou ao Brasil, chegando a chamar o ideólogo da intervenção militar contra a pretensa República sindicalista, general Golbery do Couto e Silva, de "gênio da raça". O Sarney por ele filmado era da "Bossa Nova" da UDN, com tinturas pink, mas aderiu ao regime autoritário e, depois,se afastou dele para entrar na chapa que lhe pôs fim no colégio eleitoral.
    Personagem e autor podem, assim, alinhar-se na galeria das "metamorfoses ambulantes" em que Luiz Inácio Lula da Silva se introduziu, inspirando-se em Raul Seixas, para justificar na prática sua adesão ao lema de Assis Chateaubriand,segundo o qual "a coerência é a virtude dos imbecis". Mas, com todo o respeito às boas intenções de quem entrou no debate, não é a incoerência do material do curta-metragem que interessa, e sim exatamente o contrário: a permanência das práticas denunciadas com a imagética bruta da fita sob a gestão do orador inflamado e empolado, que as usava para de tratar seus antecessores, dos quais assumiu os mesmos vícios ao tomar-lhes o lugar nos braços do povo que, "bestializado", na definição de José Murilo de Carvalho,o ouvia e aclamava.
    O autor deste texto é glauberiano de carteirinha: presidio Cine Clube Glauber Rocha em Campina Grande um ano depois de o curta ter sido produzido, mas nunca me interessei por ele. Graças ao mesmo YouTube que trouxe de volta obras-primas perdidas da música para cinema no Brasil, como as trilhas de Sérgio Ricardo para Deus e o Diabo na Terra do Sol e de Geraldo Vandré para A Hora e a Vez de Augusto Matraga, Maranhão 66 emergiu. E despertou o debate errado: não importa se Glauber exaltou ou execrou Sarney nem se este foi elogiado ou ludibriado pelo cineasta contratado. Interessa é perceber a genialidade da peça cinematográfica no que ela tem de mais poderoso: a constatação de que a cena de um homem fazendo um penico de prato antecede outra em que urubus sobrevoam um lixão, ao som da retórica barroca e vazia de um demagogo, retratando o Maranhão daquela época e, sem tirar nem pôr, o Brasil de agora.
    Sarney, que preside o Senado e o Congresso e põe no Ministério do Turismo de Dilma Rousseff quem lhe apraz, é o símbolo vivo do Brasil em que, no poder, o PT da presidente, associado ao saco de gatos do PMDB do senador pelo Amapá, mantém incólume "tudo isso que está aí" e que Lula prometeu a seus devotos exterminar. O problema do filme feito para exaltar a esperança no jovem político que assumiu o poder prometendo mudar tudo não é ter seu diretor traído, ou não, o acordo feito com o financiador ao expor as mazelas que ele garantiu que acabaria e não acabou. A tragédia é que nada mudou.
    E não é o caso só de Sarney. A vassoura com que Jânio Quadros varreria o Brasil terminou sendo posta atrás da porta do Palácio do Planalto para expulsá-lo do poder.O caçador de marajás Fernando Collor foi defenestrado sob a acusação de ter executado com desenvoltura as práticas daninhas que usou como chamarizes para atrair eleitores incautos e,depois do período sabático fora do poder, voltou ao Congresso para bajular os novos guardiães dos cofres da viúva.
    E estes também desempenharam com idêntico cinismo o papel de restauradores da moralidade que engrossaram o caldo sujo da malversação do erário, primeiro, sob Luiz Inácio Lula da Silva e, depois, sob Dilma Rousseff,cuja meia faxina em nada fica devendo aos arroubos de falso moralismo de antanho.
    Desde sempre, vem sendo cumprida a verdadeira missão dos políticos no poder no Brasil sob qualquer regime e com qualquer bandeira partidária:"O Estado brasileiro usa as leis para manter os maus costumes",definiu, magistralmente,o antropólogo Roberto Da Matta na entrevista das páginas amarelas da Veja desta semana. Foi por isso que aqui se inverteu o aforismo de Heráclito de Éfeso: o rio em que nos banhamos tem sido emporcalhado a jusante por quem promete limpar a água - Sarney, Jânio, Collor, Lula, Dilma, etc.
De O Estadão

Manchetes dos jornais

Maranhão
Jornal A Tarde: AL aumenta para 75 tempo de aposentadoria
O Estado do Maranhão: Assembleia aprova "PEC da bengala"
O Imparcial: Limite para aposentadoria passará a ser de 75 anos
Região
Diário do Pará: É hoje que o Pará e a América vão tremer
Jornal do Commercio:Só o Náutico faz a festa
Meio-Norte: Mineração: Incentivo fiscal só com mineração
O Povo: Por unanimidade, Fortaleza é absolvido
País
Correio Braziliense: Pizza, não! Acabou a farra do queijo
Folha de S. Paulo: Justiça aprova o PSD, novo partido de Kassab
Estadão: Juízes reagem a crítica de corregedora que vê 'bandidos de toga'
O Globo: No país da impunidade - Punição a juízes abre guerra na cúpula do Poder Judiciário
Valor: Unidos, bancos pequenos vão ao varejo vender CDB
Zero Hora: Nova Ponte do Guaíba sairá do papel com recursos privados