5 de fev de 2011

Na agulha: Miriam Makeba, primeira dama da canção africana

Escolha de Rei Momo em São Luís insufla homofobia


O presidente da Func coroa o Rei Momo Cadu Rodrigues
    A radialista Helena Leite protagonizou uma onda de homofobia neste sábado na Rádio Capital. Os ataques foram colocados no ar durante o programa vespertino apresentado pela radialista na emissora do ex-deputado federal Roberto Rocha (PSDB). Tudo por conta da escolha do rei momo Cadu Rodrigues da corte carnavalesca de São Luís, em concurso promovido pela Prefeitura de São Luís através da Fundação Municipal de Cultural.
    Leite levantou suspeita de fraude no concurso. Segundo ela a escolha obedeceu a orientação sexuais distanciada da tradição. Colaboradores da radialista chegaram a insultar o rei momo, com ataques pejorativos.  
    Além de Cadu Rodrigues a corte é formada pela Rainha, Paula Adriana Matias, e as princesas Thais Travassos e Marlete Soares, escolhidas no mesmo concurso realizado na noite de sexta-feira no Circo Nelson Brito, no Aterro do Bacanga.
    A ex-sambista e destaque da Escola de Samba Beija-Flor, Pináh Ayoub, participou da festa. Pináh Ayoub é dona de rede de lojas de produtos carnavalescos. Abastece boa parte das escolas de samba do país. Desta vez o prefeito João Castelo (PSDB) não prestigiou o evento.

No Radar on-line de VEJA

Queimou o filme
A propósito, a bancada do PMDB da Câmara acha que Edison Lobão pisou na bola por não ter costurado melhor as mudanças na direção de Furnas.
Por Lauro Jardim

Rita Ribeiro encanta em comemoração de sete anos de Tecnomacumba

Crolline Spillari
SÃO PAULO - Um clima de misticismo rondou o show de Rita Ribeiro na noite desta sexta-feira, 4, no HSBC Brasil em São Paulo. A cantora recebeu os amigos Chico César e Zeca Baleiro para um espetáculo, no mínimo interessante e cheio de detalhes. Rita comemora os sete anos do projeto Tecnomacumba, que segundo ela tem vida própria.
     Na abertura do show, Rita trajava uma gabardine com estampa parecida às páginas de jornal do cenário sobre o palco, Rita Ribeiro cantou Saudação, um ponto da umbanda em homenagem ao orixá Tranca Rua das Almas. "Lá na porteira eu deixei um sentinela, eu deixei seu Traca Rua tomando conta da cancela", diz a canção.

Rita e Chico César interagem no palco do HSBC Brasil
decorado com páginas de jornal

    Um pouco antes do início, o público aguardava ansioso. A personal trainner Katia Furlan, 36 anos, chegou acompanhada de um grupo de mais três pessoas, todos ligados a umbanda. Ganhou o primeiro CD no ano passado, e é primeiro show que assiste de Rita Ribeiro. Igualmente, pela primeira vez no show da cantora maranhense, a nutricionista técnica Luciana Martins, 47 anos, falou de seu respeito pela história dos orixás e sobre curtir a mistura de ritmos. Luciana, que afirmou ter crenças religiosas, foi assistir a apresentação com mais três amigos.
    Por baixo da capa, Rita usava um vestido vermelho que lembrou a energia de uma pomba gira, a orixá que traz à tona a sexualidade da mulher. Na cabeça, tinha um cocar metálico. Logo cantou Moça Bonita, música sobre uma figura feminina que traja rosa cor de sangue, com uma cigarrilha na boca e conhece o bem e o mal de quem quiser amar.
Acaso. Silvana Buerger, 36 anos, comissária de bordo, soube de Rita Ribeiro por intermédio de uma amiga conhecida por convencer até os envagélicos da famíllia a escutarem Tecnomacumba. Ela resolveu que iria ao show, uma hora antes, quando acho um folder de divulgação em um bar.
    A artista buscou levar o universo dos orixás para dentro do show. E para isso, foi original. Trouxe a figura de Xangô, o orixá da Justiça, e de Oxum, a dama da riqueza e das cachoeiras para o palco, interpretados por Nelceu Oliveira e Cridomar Aquino, em perfomances a caráter.
Zeca Baleiro fez a primeira aparição embalado por Domingo 23, de Jorge Ben Jor. "Olhar sereno de cavaleiro e justiceiro..." Depois vieram as músicas Jurema e Xangô, O Vencedor.
A banda de acompanhamento misturou música eletrônica, rock e percussão e foi formada por Lucio Vieira (na programação eletrônica e bateria), Alexandre Katatau (contrabaixo e vocais), Paulo He-Man (percussão), Pedro Milman (tecladista) e Israel Dantas (direção musical e guitarra).
    Nesta celebração de sete anos de tecnomacumba, Rita disse ter entendido que as coisas tem um tempo certo para acontecer. "É respirar profundamente e ter calma", refletiu. Pouco antes do final do show, foi agradecendo aos parceiros de trajetória musical e de vida. O trio, formado Zeca Baleiro, Chico César e Rita Ribeiro, cantou Tempo de Caetano Veloso. Na sequência foi a vez de Iansã ser homenageada com A Deusa dos Orixás, e também Oxum.
    Com Zeca, continuou a homenagem a Oxum. "Eu vi mamãe Oxum na cachoeira, sentada na beira do rio...", música de domínio público, de acordo com a cantora, sem um autor. Com sua irreverência, Chico César, apresentou uma nova canção que falava do catimbó, um ritmo nordestino. "Vai ter catimbó, vai ter catimbó...".
O público que compunha a plateia era todas as idades e as referências no canto ainda homenageavam as senhoras mais velhas com Cocada e as crianças com Cosme e Damião. Rita distribuiu dúzias de rosas vermelhas para o público e agradeceu a todos os deuses e deusas pelos sete anos Projeto Tecnomacumba. Deixa a Gira Girar e Cavaleiro de Aruanda encerraram o show após o pedido de bis de uma plateia emocionada.
De O Estado de S. Paulo

Unidade do HUUFMA Presidente Dutra atesta a saúde do SUS no Maranhão

      
    Porta de entrada do Hospital Universitário Presidente Dutra, a Unidade de Marcação de Consultas é um exemplo de mau atendimento ao público. Impressa em jato de tinta e afixada ao vidro da saleta que separa o público dos servidores uma placa informa o horário de atendimento: das 7 às 16 horas. Na prática, porém, o atendimento fica à mercê dos funcionários. O controle é combinado entre os atendentes do guichès e o funcionário da seguradora prestadora de serviço no hospital administrado pela UFMA.

Unidade do HUUFMA Presidente Dutra em São Luís
    Na sexta-feira, 4 de fevereiro, em média quinze pessoas permaneciam em pé - independente da idade ou enfermidade -, aguardando atendimento para abertura de prontuário e expedição de carteira do Sistema Único de Saúde, SUS. Dona Célia, uma senhora de 76 anos, fumante com suspeita de enfizema pulmonar, aguardava sua vez do lado de fora, nas cadeiras de plástico enfileiradas. Uma acompanhante guardou a vez da idoso no parte interna do suposto atendimento. Nesse período do ano a chuva bafeja as pessoas.
Avisa aos usuários do SUS
    Em completo desacordo com o Estatuto do Idoso, no Hospital Univeritário Presidente Dutra não há fila preferencial. A organização da fila de espera do lado de fora fica à critério dos pacientes.
    Caso seguisse a tabela de horário informada, o atendimento de segunda a sexta exigiria uma jornada de trabalho de 40 horas na semana, sendo a hora extra compensada no fechamento aos finais de semana e feriados.
    Na verdade, por conta própria os servidores estabeleceram o fechamento para o almoço. Entre meio-dia e duas horas da tarde o atendimento é suspenso. A jornada é reduzida então para 35 horas semanais. Isso sem considerar que os trabalhos são iniciados efetivamente às 8 horas. A flexibidadade do intervalo também fica à critério do humor do servidor.
Público aguarda boa vontade de servidores na Unidade do HUUFMA
    Na sexta-feira Dimas e Chiquinho -servidores públicos - atendiam de cara amarrada os pacientes do SUS. Sem dar satisfação à ninguém Chiquinho fechou o guichê às 11h30 e deixou o público apenas em uma fila. Arvorado em uma autoridade inexplicável e  arrotando a lei do servidor público, Dimas vilipendiava os pacientes a seu modo. Aos que pediam informação sobre carteira do SUS sentenciava: só mais tarde. O funcionário responsável pelo serviço não apareceu durante o dia.
    Um banner prendurado torto na parede da sala informa que todo o serviço oferecido pelo hospital é gratuito e assegurado pelo SUS. Vale quanto pesa, pois ali as pessoas,na maioria de baixa renda, não têm seus direitos assegurados na mínima instância.
Restaurante no muro do HUUFMA na rua do Jenipapeiro
    O banner revela a existência de uma ouvidoria  que constamos mouca. Ninguém atende ao telefone (98) 2109 -1033. Dentro da estrutura do hospital é notória a deficiênia da Unidade. "Aquilo é um horror", resume uma servidora.
    Do lado de fora do hospital um exemplo da negligêwncia da saúde pública no Maranhão. Por volta das 11 horas, uma barraca é montada para venda de comida. Sem ser importunada pela vigilância sanitária o restaurante ao ar livre funciona regularmente de segunda a sexta. Muitos servidores do HUUFMA Presidente Dutra utilizam o serviço. Atestam a qualidade do produto. E é tudo verdade.

Garota do "Último Tango"

Ruy Castro
RIO DE JANEIRO - Dezembro de 1972. O ditador era Médici e vivíamos sob censura. Mas da Europa vinham ecos de um filme que Bernardo Bertolucci acabara de lançar, "Último Tango em Paris", com Marlon Brando e uma novata, Maria Schneider, 19 anos. Pelos relatos, que falavam de nudez frontal, práticas heterodoxas e sexo quase explícito, sabíamos que tão cedo não o assistiríamos por aqui. E, de fato, "Último Tango" foi proibido no BRASIL assim que estreou em Paris.
    Foi proibido, mas nada nos impedia de encher páginas com as fotos de Brando e da garota, como fizemos em "Manchete" -muitos homens perdiam o sono por causa da bela Schneider. Com isso, todo mundo no BRASIL sabia que "Último Tango em Paris" existia, e que a censura brasileira, zelosa da nossa menoridade, o proibira.
    Em janeiro de 1973, deixei "Manchete" e o BRASIL, e fui trabalhar em Portugal. Lá, surpresa: a ditadura salazarista, mesmo sem Salazar, não se limitava a proibir certos filmes -não deixava também que se falasse deles nos jornais e muito menos que estavam proibidos. Donde, para o povo português (que não lia revistas estrangeiras), "Último Tango" nem sequer existia.
    Poucos meses depois, fui a Londres e assisti ao filme num CINEMA em Piccadilly. Não me abalou particularmente -tinha amigos no Rio que levavam uma vida mais agitada que a daquele casal. Lamentei que, no BRASIL e em Portugal, não nos deixassem ser adultos e decidir o que achávamos do filme.
    Dali a um ano, a 25 de abril de 1974, Portugal fez a "Revolução dos Cravos", liquidou a censura e liberou tudo. "Último Tango" estreou em Lisboa cinco dias depois. No BRASIL, com a abertura "lenta, gradual e segura", o filme só seria exibido em 1979 -quando seu poder de choque se tornara zero e as acrobacias de Maria Schneider (morta esta semana, aos 58 anos) já não tiravam o sono de ninguém.
Da Folha de S. Paulo

Charge do dia

O Imparcial esconde Nenzim na tradição de Chateaubriand

    Nenhum linha é registrada no site de O Imparcial, jornal das empresa Pacotilha, braço dos diários Associados no Maranhão, sobre a Operação Astriages, que prendeu sete em barra do Corda na quinta-feira por desvio de R$ 50 milhões. Fosse uma saidinha no Bairro do Anjo da Guarda, o jornal com título sugestivo e impraticável daria espaço privilegiado e estenderia a manchete para letras garrafais no apêndice Aqui-MA.
    Mas, um dos forgidos é o prefeito Manoel Mariano, Nenzim, pai de deputado, aliado da governadora, amigo do Senador Sarney (PMDB-AP). Daí o tratamento ser tão imparcial.
    Aos milhares, zilhões de leitores(????), o jornal com mais de 80 anos de história, prefere fazer coro com um regozijo inteligente, como a nomeação do terceiro ministro do Maranhão para a equipe de Dilma Rousseff. Quem acompanhou pelas páginas do jornal o embate entre Zé Reinaldo e José Sarney sobre quem contribuiu com quem para ocupar cargos na esfera federal, sabe que escolha de ministro não é por corrículo. Caro editor, ministro não é aprovado em concurso, como gosta de manchetear o jornal na caça aos leitores. A caça do jornal deveria ser Nenzim, mas parece que o níquel tilinta mais alto como em toda a sua história. Que Viva Chateaubriand, o canalha genial!!!!!!

O Estado do Maranhão dá uma "suíte" ridícula para caso Nenzim

    Em quase uma nota de rodapé o jornal O Estado do Maranhão, de propriedade da governadora Roseana Sarney e sua família,  noticia que o sete presos pela Polícia Federal na Operação Astriages realizada em Barra do Corda - quase todos da família Teles -, cumprindo ordem judicial do Tribunal Regional Federal que rastreou o desvio de R$ 50 milhões de verbas públicas no município do Maranhão.
    Os presos estão agora engaiolados na Penintenciária São Luís, no Complexo de Pedrinhas.
    O prefeito Manoel Mariano de Souza, o Nenzim (PV), e a esposa "Santinha" continuam foragidos. Nenzim é apontado como o cabeça do esquema de desvio milionário. A operação capturou parte dos bens acumulados nos últimos cinco anos pela família e laranjas.
    Fosse qualquer adversário a "suite" - termo jornalístico que designa a sequência de cobertura de uma notícia - no jornal dos Sarney mereceria manchete de primeira página e espaço privilegiada em alguma editoria. Se possível, aberta ocasionalmente para cobrir o fato.
    Nenzim, pai do deputado estadual Rigo Teles(filiado ao mesmo partido do pai e do deputado federal Sarney Filho), é aliado histórico da governadora Roseana Sarney. Tem por esta uma devoção canina. Há afinidades medonhas entre o primeiro e a filha do senador que está na presidência do Senado pela quarta vez.  Por outro lado, há diferenças imunidades.
    Sendo de propriedade dos Sarney ingenuidade seria esperar que o jornal desse cobertura honesta ao fato mais importante da semana. Não precisa ser nenhum ombudsman para notar o tratamen to jornalístico que o sistema deu ao fato. Peças inusitadas foram produzidas em matérias de rádio, tevê e jornal sobre a operação que caça Nenzim e seus aliados de desvio de R$ 50 milhões. Algumas dessas materiais podem ser classificadas como features - aquele texto que beira o entretenimento.

No claudiohumberto.com.br

“Não houve apagão, mas uma interrupção no sistema”
MINISTRO EDISON LOBÃO (MINAS E ENERGIA), AFIRMANDO QUE HAVIA ENERGIA SUFICIENTE.
GRUPO TÉCNICO AVALIA SISTEMA DE TRANSMISSÃO
A pedido da presidente Dilma, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) constituiu um grupo técnico para avaliar a manutenção do sistema, para afastar ameaças de apagão. Para ela, o desligamento que deixou o Nordeste às escuras não se repetirá. Dilma conhece bem o assunto: como ministra de Minas e Energia, implantou o modelo que interliga todo o País em mais de 100 mil km de transmissão de energia.
INTERLIGAÇÃO
No era FHC, a energia abundante no Norte poderia ter socorrido o Sul, durante o apagão, mas o sistema não era interligado. Dilma fez isso.
SEGURANÇA
Hoje, o sistema de transmissão de energia está interligado, capaz de levar energia de uma região para outra, em caso de apagão.
NO COMANDO
Dilma, expert em energia, pilotou com Lobão as ações do governo. Ele se falaram três vezes ao telefone e despacharam por 2h, à tarde.
DEMISSIONÁRIOS
Edison Lobão pediu aos cinco diretores da estatal Furnas que coloquem seus cargos à disposição, mas alguns poderão permanecer.

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO - Três assaltantes são mortos em confronto com a polícia
O ESTADO DO MARANHÃO - Bandidos morrem em tiroteio com a polícia em Pirapemas
O IMPARCIAL - Concursos oferecem 2.112 vagas no estado