2 de jul de 2010

Em VEJA.com

Agora, pode sair
Bem, pelo menos agora pode sair sem probelmas o tal anúncio do Extra que a Folha de S. Paulo publicou por engano na quarta-feira após a vitória do Brasil, lamentando a desclassificação da seleção…
Por Lauro Jardim

O ANÚNCIO

Museu de Tudo: Calendário do período julho de 1978 a junho de 1979

+ Lidas na FOLHA.com

1.Ministro do STF suspende lei Ficha Limpa para deputada de Goiás
2.Empate entre Serra e Dilma permanece, aponta Datafolha
3.Serra não comenta Datafolha e diz que é mais fácil ser candidato que técnico da seleção
4.Governo tenta repatriar dinheiro de filho de Sarney
5.PV abre processo para apurar participação de filiados em evento de Dilma

No meio do caminho

Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Numa me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Marina Silva estima gastar R$ 90 milhões durante a campanha eleitoral

      A candidata do PV, Marina Silva, foi a primeira presidenciável a solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro da candidatura à sucessão presidencial. No pedido, apresentado ontem (1º), Marina estima gastar até R$ 90 milhões durante a campanha eleitoral.
     A senadora acreana declarou ter patrimônio de R$ 150 mil. O valor dos bens da ex-ministra do Meio Ambiente é 8,4 mil vezes inferior ao declarado por seu vice, o empresário Guilherme Leal, dono do grupo Natura. Guilherme informou patrimônio de R$ 1,26 bilhão.
    Marina possui uma casa em Rio Branco, no valor de R$ 60 mil, seis lotes avaliados em R$ 42.481,50 e saldo de R$ 46.782,88 em conta bancária. Entre os 30 itens apresentados pelo empresário, o de maior valor é uma aplicação de R$ 625 milhões num fundo de investimentos do Itaú.
     Em 2006, o candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, arrecadou R$ 62 milhões e gastou R$ 81,9 milhões durante a campanha. Já o presidente Lula, então candidato à reeleição, arrecadou e gastou R$ 94,4 milhões.
A candidata do PV também apresentou certidões que atestam que ela nunca sofreu uma condenação na Justiça. O processo de registro de Marina será relatado pelo ministro Hamilton Carvalhido.
     O prazo para a apresentação do pedido de candidatura se encerra na próxima segunda-feira (5). Outros dez candidatos vão disputar as eleições presidenciais deste ano: Américo de Souza (PSL), Dilma Rousseff (PT), Ivan Pinheiro (PCB), José Maria Eymael (PSDC), José Serra (PSDB), Levy Fidélix (PRTB), Oscar Silva (PHS), Plínio de Arruda Sampaio (Psol), Rui Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU).
Do Congresso em foco

Na Folha de S. Paulo: Governo tenta repatriar dinheiro de filho de Sarney

LEONARDO SOUZA

ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA
     O governo brasileiro tomou a primeira medida para tentar repatriar cerca de US$ 13 milhões que o empresário Fernando Sarney (foto), filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mantém na Suíça sem declarar à Receita Federal.
     Após a Folha revelar, em março, que os suíços haviam congelado a conta movimentada pelo empresário, o Brasil pediu às autoridades daquele país que transformassem o bloqueio de caráter administrativo em criminal.
     A Suíça havia adotado a medida de maneira preventiva e por iniciativa própria, por suspeitar da origem do dinheiro.
     Ao solicitar a conversão, o Brasil sustenta que os recursos resultam de atividades ilícitas, como corrupção, evasão de divisas e lavagem. Esse é o passo inicial para que o dinheiro possa ser repatriado no futuro.
     O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal no Maranhão, com autorização da Justiça Federal, e enviado à Suíça pelo DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), órgão do Ministério da Justiça responsável por esse tipo de iniciativa.
     A Folha não conseguiu confirmar se a Suíça já atendeu ao pedido. O Ministério da Justiça informou que não comentaria o assunto, por se tratar de caso sigiloso.
     Ontem, pela primeira vez, Fernando Sarney, por meio de seu advogado, Eduardo Ferrão, admitiu que mantém recursos na Suíça, ao afirmar que a origem do dinheiro é lícita. Em situações anteriores, o empresário negou ou não comentou quando questionado sobre movimentações financeiras no exterior.
     O bloqueio da conta é um desdobramento da Operação Faktor (ex-Boi Barrica), conduzida pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República no Maranhão.
     A investigação foi desdobrada em cinco inquéritos. Fernando foi indiciado sob acusação de formação de quadrilha, gestão financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
     Em um inquérito específico sobre a movimentação financeira no exterior, ele também foi indiciado sob acusação de evasão de divisas.
     Nesse caso, conforme revelado pela Folha, o governo chinês confirmou ao Brasil que o empresário remeteu das Bahamas, conhecido paraíso fiscal, US$ 1 milhão para Qingdao, na China --dinheiro também não declarado à Receita Federal.
     Segundo o inquérito, parte do dinheiro mandado por Fernando para fora do país teria sua origem em desvios da obra da ferrovia Norte-Sul, um dos projetos prioritários do PAC.
     Os depósitos bloqueados na Suíça estão em nome de uma empresa, mas eram movimentados exclusivamente por Fernando, que cuida dos negócios da família Sarney no Maranhão. O dinheiro não está declarado ao fisco.





















Da Folhaonline

Lambe-lambe: Balão murcho da logomarca da prefeitura de São Luís

Flávio Dino: “Não roubarei, não deixarei roubar, não empregarei parentes”.

     O deputado federal e candidato ao governo do Estado pela coligação PCdoB, PSB e PPS, Flávio Dino, disse ontem em entrevista coletiva que considera fundamental a discussão do seu programa de governo com a sociedade. Afirmou que irá lutar para por em prática a Lei 12.034/2009, da qual foi relator, que obriga ao pleiteante ao mandato do Executivo registrar o programa de governo junto com a candidatura da chapa majoritária.
     Não passa de retórica de Dino. Como termina no dia 5 o prazo para os candidatos às eleições de outubro, tanto majoritárias como proporcionais, solicitem à Justiça Eleitoral (TRE-MA) o registro para concorrer a cargos, não há tempo para isso.
     Mesmo porque, segundo o próprio candidato afirmou, pretende ouvir os movimentos sociais e a população para, somente então, preparar a peça.
     O registro de propostas de campanha que agora lei não é novidade no Maranhão. Quando candidato ao governo, o senador e ex-ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), registrou em cartório tudo que pretendia fazer na administração estadual. Se há registro de cobrança por parte de alguém é de desconhecimento público.
     Inteligente, Flávio Dino repetiu um lugar-comum da política brasileira e, notadamente, dos ludibriadores do eleitorado: “Buscamos o desenvolvimento das múltiplas vocações econômicas do estado, o desenvolvimento das políticas sociais, da saúde e da educação”, disse.
     Embora saibamos da enorme distância entre Flávio Dino – um homem de formação política na esquerda – e Roseana Sarney, a filha do senador José Sarney (PMDB-AP), hoje aliado de Lula, há pontos convergentes nas propostas, de tão genéricas que as mesmas encerram.
     No mais, Dino pontuou diretrizes que pretende nortear seu governo, antes mesmo da elaboração do plano, quais sejam: priorizar o apoio à produção regional, citou como exemplo o pólo gesseiro de Grajaú e da cerâmica em Itapecuru, ameaçado pela Refinaria Premium da Petrobras; criar escolas profissionalizantes estaduais e universidades regionais; e, sobretudo, executar tudo que o governo federal planejar no Maranhão. Esta última, na convicção de que o próximo mandato do governo federal estará sob o comando da petista Dilma Rousseff. A mesma hipótese trabalhada pela filha de José Sarney.
     Por fim, afirmou: “Não roubarei, não deixarei roubar, não empregarei parentes”. Sobre a primeira creio ser ele detentor de postura ilibada comprovada ao longo da carreira. Não deixar roubar é um esforço hercúleo que supera funções do Executivo, embora não prescinda deste.
     Já a terceira assertiva da frase de efeito do candidato tem largo alcance. Nesta terra natal de Deus em que o nepotismo remonta à fase neonatal, a cobrança pode vir por via cartorial, diante da súmula vinculante do STF que proíbe contratação de parentes no serviço público. A não ser que juízes tenham outro juízo da lei, como num lapso ocorreu com o presidente do Conselho Nacional de Justiça, CNJ, Cezar Peluzzo, que refutou como mal entendida a sua interpretação sobre afrouxamento das regras.

Na agulha: Jr Gaiatto e Bate Chinela tocam Beatles for all

TSE suspende decisão que contrariava presidenciáveis

     O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, resolveu nesta quinta-feira (1º) suspender a decisão que proibia o uso de imagem e voz dos presidenciáveis em programas eleitorais de partidos que tenham alianças diferentes nas disputas regionais. Na sessão da última terça-feira (29), os ministros decidiram, por maioria dos votos, responder negativamente à consulta feita pelo PPS, que questionava a possibilidade de os presidenciáveis aparecerem nas campanhas de outros partidos nos estados.
     A decisão de Lewandowski ocorreu durante a sessão de hoje, a última antes do início do recesso legislativo. Os ministros começaram a analisar uma consulta feita pelo senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que fez questionamentos similiares ao do PPS. Por conta da repercussão negativa da primeira decisão, que suscitou polêmica entre partidos da base aliada de Lula e da oposição, Lewandowski decidiu pedir vista antecipada da consulta. Além disso, determinou que a publicação do acórdão do julgamento de terça-feira seja suspensa.
     Com a decisão anterior, os partidos ficariam proibidos de usar nos estados imagens ou depoimentos dos presidenciáveis caso estivessem coligados com siglas adversárias no plano nacional. No Rio de Janeiro, por exemplo, Fernando Gabeira (PV), por estar coligado com o PSDB, estaria proibido de ter, na sua campanha, tanto Marina Silva (PV) quanto José Serra (PSDB).
     Em São Paulo, outro exemplo: Geraldo Alckmin (PSDB) não poderia mostrar imagens de Serra por estar coligado, regionalmente, com partido nanico que também lançou candidato à Presidência. O PHS, que está junto com os tucanos na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, tem Oscar Silva como seu nome ao Palácio do Planalto.
     “Recentemente respondemos consultas de propaganda eleitoral, matéria controvertida que comporta uma série de perspectivas. Precisamos fazer uma segunda reflexão sobre essa matéria oportunamente no mês de agosto”, disse Lewandowski, de acordo com a Agência Brasil. O presidente do TSE afirmou que a matéria voltará a ser discutida na primeira sessão após o recesso forense, que termina em 2 de agosto. A propaganda no rádio e na televisão começa em 17 de agosto.
Do Congresso em foco

Partidos da base de apoio a Jackson definem nome da coligação até dia 5

     Representantes das três legendas da coligação do candidato ao governo do Estado, Jackson Lago (PDT), se reuniram nesta quinta-feira, 1º de julho, para debater sobre questões práticas envolvendo a legislação eleitoral e suas implicações. Entre os assuntos tratados, primeiramente com participação dos parlamentares candidatos à reeleição e a direção da campanha do pedetista, está a definição do nome que batizará a coligação entre PDT, PSDB e PTC.
     Os deputados estaduais Camilo Figueiredo e Pavão Filho, ambos pedetistas; Gardênia Gonçalves (PSDB) e Edivaldo Holanda (PTC) participaram da primeira rodada de conversas que deverá se estender até a próxima segunda-feira 5 de julho, prazo final para as coligações registrarem as candidaturas majoritárias e proporcionais ao pleito de outubro deste ano. Até lá, os representantes partidários da coligação manterão uma agenda de encontros para desenhar com precisão o quadro da corrida eleitoral.
     Segundo o coordenador da campanha de Jackson Lago, Clodomir Paz, é preciso que todas as dúvidas sejam esclarecidas para que a coligação seja a mais coesa possível e com chances reais de alcançar a vitória nas urnas. “Estamos conversando para que haja um entendimento consensual e cristalino entre os partidos da base de apoio à candidatura de Jackson Lago”, explicou o coordenador.
     A previsão de Clodomir Paz é que, no mais tardar até sábado, 3, os entendimentos entre os dirigentes das legendas que integram a coligação estejam sedimentados nesse período de preparação do pedido de registro. Nesta sexta-feira eles voltam a se reunir para avançar nas conversações sobre o nome da coligação. Os candidatos à eleição majoritária da coligação devem participar do encontro.
     Clodomir Paz também adiantou que na pauta de assuntos debatidos entre representantes dos partidos coligados em torno da candidatura de Jackson Lago também foi incluída a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, que vetou o uso de imagem e voz de presidenciáveis e militantes em programas eleitorais de partidos com coligações diferentes nas disputas nacional e regional.
     “Foi uma decisão abrupta que nos tomou de surpresa. Agora, vamos consultar nossa assessoria jurídica para verificarmos todas as consequências dessa medida”, disse o coordenador da campanha de Jackson Lago.
Da Assessoria de Jackson Lago

No Jornal Extra

Só pra rir

     No melhor estilo rir ainda é o melhor remédio, o advogado e radialista stand by César Belo diz ter identificado algo em comum entre o jogador da Seleção Brasileira, Luis Fabiano, e o deputado estadual e ex-secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad (PMDB): "Ricardo age como Luis Fabiano. Mete a mão, depois sai abraçado com o juiz".

Dilma e Serra estão empatados segundo o Datafolha

     Depois das convenções que oficializaram suas candidaturas à Presidência e às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão tecnicamente empatados, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem em todo o país.
     O tucano tem agora 39%, contra 38% de Dilma. Marina Silva (PV) aparece com 10%.Entre os 2.658 entrevistados, 5% responderam que pretendem votar em branco ou nulo. Outros 9% disseram não saber. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.”

Manchetes dos jornais

AQUI-MA - Levaram a égua
ATOS & FATOS - Dono da Euromar é foragido da jiustiça
JORNAL A TARDE -- Castelo garante invesimento de R$ 4,5 milhões para São Luís
JORNAL EXTRA - Polícia caça empresário Alessandro Martins
JORNAL PEQUENO - Castelo diz que governo do estado discrimina São Luís
O ESTADO DO MARANHÃO - Empresas anunciam prospecção de gas em Capinzal do Norte
O IMPARCIAL -Polícia caça Alessandro Martins
O QUARTO PODER - Justiça determina: Cadeia para o dono da Euromar
TRIBUNA DO NORDESTE - Ladrão não terá vz no governo de Flávio Dino