19 de abr de 2011

Na Agulha: Cavalo cansado, de Sérgio Habibe, com Doroty Marques (1980)

Empresas italianas vão investir no Maranhão e Pará

    Empresas italianas do ramo de alimentação e de energia renovável, da região da Toscana, estão interessadas em investir no Maranhão. A informação foi dada pelo embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, após encontro com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
    Pelo menos sete empresas italianas devem investir no estado do Pará ainda este ano. São projetos para produção de alimentos e criação de animais, principalmente porcos, e fabricação de embutidos. De acordo com ele, o projeto, que terá início neste ano, inclui ainda produção de leite.
    La Francesca informou que, entre as interessadas em atuar no Pará, há também empresas do ramo de energias renováveis. “Parte desse interesse deve-se aos investimentos anunciados pela Vale do Rio Doce, de US$ 40 bilhões num prazo de quatro anos, e, ainda, à previsão de crescimento das demandas locais.”
     "Elas atuam nas áreas de construção civil, de energia renovável e de agronegócio”, antecipou o embaixador, que não disse quanto os empresários de seu país pretendem investir no Brasil
    Na reunião com o ministro Fernando Pimentel, La Francesca conversou também sobre a indicação dos dez empresários italianos e dez brasileiros que vão formar um grupo que formulará sugestões aos governos dos dois países incrementar as relações comerciais.
    No ano passado, o Brasil exportou US$ 4,23 bilhões para a Itália e importou US$ 4,83 bilhões. Com isso, a balança comercial entre os dois países registrou déficit de US$ 602 milhões para o Brasil. Entre os principais produtos exportados destacam-se celulose, café, minério de ferro, soja e couro bovino. Entre os importados, peças e produtos ligados ao ramo automobilístico.
Com informações da EXAME

TJ recebe denúncias contra prefeito de cidade onde casas do Minha Casa Minha Vida foram demolidas

    O Tribunal de Justiça do Maranhão recebeu denúncia nesta terça-feira,19, contra o prefeito de Trizidela do Vale, Jânio de Sousa Freitas (PDT), o Jânio Balé. No município maranhense casas do programa Minha Casa Minha Vida tiveram que ser demolidadas por apresentarem rechaduras.
 Jânio Balé é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de apresentar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) contas irregulares referentes ao exercício financeiro de 2007. O julgamento aconteceu na sessão desta terça-feira, 19, pela 1ª Câmara Criminal do TJ.
    De acordo com o processo, Balé sonegou documentos exigidos pela legislação, fracionou despesas e burlou a lei de licitações, ao deixar de realizar procedimentos licitatórios para despesas de valores expressivos e de diversas origens.
    Nas eleições de 2010, Balé deixou de apoiar o candidato do seu partido, Jackson Lago (falecido no dia 4 de abril), para apoiar a candidata à reeleição Roseana Sarney. Dizia à população que assim procedia para garantir recursos para obras no município. Haviam interesses imbricados na história.
    Na semana passada um debate entre o deputado estadual Edilázio Júnior (PV), genro da desembargadora Nelma Sarney, e o ex-secretário de Cidades e Desenvolvimento, Filuca Mendes, resvalou em Balé. O advogado responsabilizou o ex-secretário no caso das casas de Trizidela do Vale.  Filuca se defendeu, dizendo que ao assumir a Secid encontrou convênio assinado entre o governo anterior e a prefeitura de Trizidela. No fim, diz ter colocado a prefeitura em tomada de contas por não ter cumprido as metas do convênio.
     Roseana Sarney quando assumiu o terceiro mandato suspendeu mais de mil convênios por considerá-los ilegais. Jânio Balé apoiou no município a reeleição da filha do senador José Sarney (PMDB-AP) e do filho de então secretário, o deputado estadual Victor Mendes (PV), atual secretário de Estado de Meio Ambiente.
    Segundo o último relatório da Defesa Civil no estado, divulgado nesta terça-feira, em Trizidela do Vale as chuvas desalojadoram 1.615 pessoas e desabrigaram outras 1.830. Desde o dia 1º de março foi decretado situação de emergância no município da região do Mearim.
Irregularidades
    Dentre as irregularidades apontadas pelo TCE estão a contratação de maquinários no valor de R$ 96.000,00 e a aquisição e locação de veículo no total de R$182.000,00; gêneros alimentícios em R$44.400,00 e R$24.568,00 em material de construção.
    De acordo com a denúncia do MPE, todas as referidas aquisições de bens e serviços foram efetivadas de maneira fracionada, a fim de eliminar a concorrência e concentrar as compras em um número pequeno de pessoas físicas e jurídicas.
    A defesa de Freitas considerou como hipóteses os fatos atribuídos ao prefeito, reforçando que as provas não tiveram amparo real. Motivo pelo qual pediu a rejeição da denúncia e a declaração de inocência do gestor.O relator do processo, desembargador José Luiz Almeida, recebeu a denúncia e foi acompanhado pelos desembargadores José Bernardo Rodrigues e Raimundo Nonato Souza.
Com informações da Assessoria de Comunicação do TJ-MA

Caso do Hospital do Câncer – Sofisma de Ricardo Murad

Por Chico Viana
    Em entrevista às rádios da capital, o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, eximiu o Estado da responsabilidade de qualquer atendimento de pacientes no Hospital Aldenora Bello, em especial os prejudicados pelo convênio existente entre o Estado e o hospital, com recursos próprios do Estado, que foram suspensos em setembro de 2010.
    Ricardo Murad, em evidente sofisma e eventual má fé, não conseguiu explicar como o Estado mantinha o convênio até aquela data e só depois de anos de vigência tomar a decisão de suspendê-lo.
    Em suas declarações, o secretário estadual de Saúde, tenta passar à população que os recursos para a saúde do Estado são exclusivamente os do SUS (Sistema Único de Saúde), e que é a verba do SUS do Município de São Luís que deve bancar toda despesa com assistência médica na Ilha, inclusive aquelas realizadas nas unidades de saúde do Estado, que tem sido cobradas implacavelmente.
    Acontece que o Estado, por dispositivo Constitucional, tem que disponibilizar para gastos com a saúde 15% de sua receita e foi com este recurso, que não tem a ver com o SUS que o governo anterior estava mantendo o convênio suspenso.
    Os procedimentos pactuados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) não foram os mesmos pactuados pelo Município e, segundo a direção do Hospital Aldenora Bello, têm custo superior ao da tabela do SUS. Entre esses procedimentos estão biópsia de próstata guiada por ultrassom, biópsia esterotáxica de mama, mediastinoscopia, Serviço de Pronto Atendimento 24 horas, (Serviço de Tratamento de Dor), visitas domiciliares de apoio a pacientes, pleuroscopia e reabilitação.
    No pacto, a Secretaria de Estado da Saúde assumiu o compromisso de garantir esses serviços com valores superiores aos da tabela do SUS, com seus próprios recursos.
    Mesmo com recursos do SUS nada impediria de haver o repasse Fundo a Fundo, para cobrir tais despesas.
    Deste modo, o que se está pedindo em uma petição pública é que o Estado reative o convênio com seus recursos, para que os pacientes voltem a ser atendidos em sua plenitude.
    É inconcebível que um Estado que vai gastar este ano R$ 45 milhões, com Publicidade, não possa arcar com R$ 165.000,00 (cento e sessenta e cinco mil reais) mensais para amenizar o sofrimento dos pacientes com câncer ou fazer a prevenção com os exames que foram comprometidos. Estes 40 milhões pagariam este convênio por 27,2 anos. Já os R$ 8 milhões contratados com a Escola Beija-Flor para cantar São Luis nas passarelas do Rio, fariam estes serviços funcionarem por 48 meses, ou seja, quatro anos.
    A reivindicação está sendo feita com todo respeito e civilidade, com petição eletrônica já perto de quatro mil (4.000) assinaturas, coletada em praça pública e pela internet com sensibilização pacífica da sociedade para que o Estado se solidarize com a causa. Esperamos e confiamos que tudo seja resolvido a bom termo.
*Chico Viana é médico, jornalista e vereador de São Luís pelo PSDB

Canindé Barros diz que secretário da SMTT não entende nada de trânsito

    O ex-secretário municipal de Trânsito e Transporte de São Luís, Canindé Barros, colaborou para a antecipação do debate eleitoral nesta terça-feira,19, em entrevista à rádio Capital. Barros destratou seu ex-colega de administração, Clodomir Paz, ao afirmar que não foi à Câmara Municipal de São Luís para participar de um painel sobre trânsito da cidade  por não reconhecer entre os debatedores alguém que soubesse algo sobre engenharia de trânsito. "Não vou rasgar meu diploma",debochou.
    Barros foi convidado por vereadores desavisados para participar do painel. Como ex-secretário o convite era incabível, a não ser pelo cunho político. Paz bateu o pé na condição de ser único. Dobrou com argumentos infalíveis os vereadores alinhados ao Palácio La Ravardière e rifou Barros. "Não tinha nada a dizer lá. Sou ex. Meu tempo já passou", brincou Canindé Barros.
    Na entrevista à emissora de rádio, Barros disse ainda que no "seu tempo" tinha equipamento para verificar se os ônibus comprados pelas empresas eram novos. Ironizou a proposta de Paz aos que duvidaram do estado dos veículos, de se jogar ao chão para constatar a veracidade da compra dos carros sem uso.
    A certa altura desdenhou da competência do pedetista que ocupou a Secretaria de Governo na administração do prefeito Tadeu Palácio (2002-2006). "É demais em pleno século XXI estarmos discutindo sobre semáforos", enfatizou Canindé Barros. "Falta inteligência", insinuou adiante o ex-secretário municipal de Trãnsito e Transporte de São Luís. Sem brilhatismo, culpou a quantidade de carros emplacados, cerca de 16 mil nos três primeiros meses do ano no estado, como fator principal do problema do trânsito caótico da capital.
    Na câmara, Clodomir Paz disse aos vereadores no dia 28 de março que o sistema de transporte da cidade conta com 191 linhas, operando com 1056 ônibus numa frota de 1208 veículos, formado por cinco terminais de integração num total de 550 mil usuários diários. Da frota 50 ônibus foram adquiridos na adiministração Castelo, sob o argumento de ter selo de zero quilômetros. Canindé faz escárnio da situação. Desafia alguém suspeitar de que não entregou em sua gestão 150 ônibus novos.
    O ex-secretário de Palácio tem planos de voo políticos altos. Quer ser prefeito, mas, mensurando sua estatura eleitoral com a métrica da realidade, deve se contentar com uma vaga de edil. O próprio não acha a saída vexaminosa.

Escolas do interior do estado retratam abandono da Educação pelo governo Roseana

    Um dos méritos do governo José Reinaldo Tavares (2002-2006) foi ter exposto a situação da educação no estado do Maranhão. Rompido com o senador José Sarney e filhos, Tavares mostrou que anos de domínio havia uma razão direta: a depaupérrima educação pública no estado.
    No quarto mandato a governa Roseana Sarney (PMDB) tergiversa quando o assunto é educação. Mostrando seu desleixo com a pasta colocou sua secretária particular para dar solução às demandas acumuladas em décadas.
    A lástima vai além dos números dos testes que mensuram o conhecimento. Falta de professores, salas de aulas abarrotadas, escolas depredadas; esse é o quadro mais próximo da realidade da educação no Maranhão.
Para ilustrar mostramos abaixo três escolas do interior do estado:

Centro de Ensino Antonio Carlos Beckman (Bandeirantes), em Açailândia. A mais antiga escola da rede estadual do municipio da região tocantina nunca passou por reforma.

Centro de Esnino Terezinha de Jesus Coelho Rocha, em Itinga. A escola que leva o nome da ex-primeira dama do estado encontra-se em total abandono.

Centro de Ensino Sarah Kubitschek, em Açailândia. Professores e alunos em meio à imundície.

Presidiários do Maranhão imploram por socorro

Um diagnóstico produzido pela Associação do MP do Maranhão (AMPEM) mostrou que o sistema carcerário do estado está um caos. A superlotação e o déficit de agentes penitenciários - 357 agentes para mais de 7 mil presos - estão entre os principais problemas. O último concurso foi realizado há onze anos. Das 45 delegacias da capital, apenas 22 possuem cela. A AMPEM sugere a construção de 11 presídios regionais, separação dos presos primariedade e grau de periculosidade, atividades laborais internas e a instalação de laboratório de informática no presídio da capital, cuja estrutura já está pronta. O relatório foi entregue ao Departamento Penitenciário Nacional no último dia 12 de abril.
Com Clélia Lima
Do Informe JB, por Leandro Mazzini

Greve dos professores da rede estadual de ensino no Maranhão já dura 50 dias

     O Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública no Maranhão, Sinproesemma, promove nesta terça-feira,19, uma assembleia geral para discutir os encaminhamentos da greve iniciada em 1º de março.
    A assembleia está marcada para as 15 horas no auditório da Fetiema, na Praça da Bíblia, centro de São Luís.
    Em greve há 50 dias os trabalhadores da rede pública de educação do estado reivindicam a implantação do Estatuto do Educador, a adoção do piso salarial, previsto em Lei e mais 21 ítens da pauta apresentada ao governo do estado.
    No artigo postado no site do Simproessema, o presidente do sindicato Júlio Pinheiro analisa a campanha para desmoralizar a categoria. Confira abaixo o artigo de Pinheiro:
A tropa de choque da governadora
    O Governo do Estado, desde o início da greve dos educadores, tenta, a todo custo, enfraquecer o movimento grevista, numa demonstração de autoritarismo que só se viu em momentos de exceção - atos de tanta brutalidade e repressão, só na Ditadura Militar. Em quase 50 dias de greve, nunca fomos recebidos pelo governo para discutirmos nosso pleito. Não houve uma sinalização de qualquer membro desse governo autoritário, que quando se manifestou, foi para pedir o fim da greve e constranger os trabalhadores.
    Percebendo a repercussão negativa que pode gerar com o desgaste do seu governo, se a greve durar por mais tempo, a governadora mobilizou todo seu pessoal, do alto escalão, e mais o deputado Roberto Costa para acabar, a qualquer custo, com a greve justa e legal dos trabalhadores da educação. Como instrumento, usa os veículos de mídia do estado, a maioria nas mãos de sua família e de seus aliados políticos.
    Os caciques do governo estão se lixando para educação do Maranhão. A história é fiel. A revolução pregada na campanha eleitoral de Roseana é fantasia, engodo, falácia da governadora, que não recebeu o sindicato para negociar, em nenhum momento da greve, e ainda se fez de desentendida, durante todo esse tempo.
    Para o governo, é melhor desmoralizar a categoria, porque fica mais fácil para eles sucatearem a educação e, ao mesmo tempo, manter os trabalhadores sob braço de ferro, pois podem perder a esperança no seu sindicato e ficar com trauma de qualquer greve. No discurso deles, “o mal tem que ser cortado pela raiz”, ou seja, no começo do governo. Fazem isso como demonstração de força e para evitar dar fôlego ao sindicato, que pode manter o governo Roseana, sob sua mira e vigilância constante, como foi nos governos Zé Reinaldo e Jackson Lago.
    Todos os itens da pauta de reivindicação dos educadores são de conhecimento da governadora Roseana, porque o governo é o mesmo há 50 anos. As pessoas são as mesmas no comando do Estado e os métodos de autoritarismo também são os mesmos. O Estatuto que queremos aprovar, com a lei do piso, é o mesmo que nunca foi cumprido pela Roseana. As progressões, titulações, e promoções são as mesmas, garantidas em Lei, mas que a governadora Roseana nunca concedeu, de forma automática, aos trabalhadores.
Professor Julio Pinheiro
Presidente do SINPROESEMMA

Abastecer com gasolina é mais vantajoso em todo país

    Abastecer com etanol continua sendo desvantajoso em relação à gasolina em todos os Estados do Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pela Agência Estado, referentes à semana terminada no dia 16. Nos 26 estados e no Distrito Federal, a gasolina está mais competitiva.
    A vantagem do etanol é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores à gasolina. No cálculo, são utilizados valores médios coletados em postos em todos os Estados e no Distrito Federal. Quando a relação aponta um valor entre 70,00% e 70,50%, é considerada indiferente a utilização de etanol ou de gasolina no tanque de combustível.
Preços
    Os preços do etanol hidratado praticados nos postos brasileiros subiram em 21 Estados, e caíram em apenas quatro e no Distrito Federal, na semana terminada no dia 16. No Amapá, o preço do etanol permaneceu estável. As cotações caíram em Goiás, Rio Grande do Norte, Roraima e São Paulo. A maior alta foi registrada no Ceará, de 5,55%, seguido da Paraíba (5,17%), Mato Grosso (4,99%) e Alagoas (4,69%). A maior queda foi verificada no Distrito Federal, de 8,95%.
Da Agência Estado

Manchetes dos jornais

Maranhão
ATOS E FATOS - Populaçãoestá comendo pescado junto com formol
JORNAL A TARDE - 400 anos de São Luís serão cantados pela Beija-Flor
JORNAL EXTRA - Camarão com formol invade o mercado da ilha 
JORNAL PEQUENO - Roseana se reúne com Beija-Flor e artista protesta no palácio
O ESTADO DO MARANHÃO – Ministro anuncia expansão do Portto do Itaqui
O IMPARCIAL - Ministro garante ampliação do Itaqui
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Corram, homens, corram
FOLHA DE SÃO PAULO:Lula gastou 70% mais em publicidade que FHC
O ESTADO DE MINAS:É preciso saber viver
O ESTADO DE S. PAULO:Advertência sobre a dívida dos EUA abala mercados
O GLOBO:Projeto do governo dificulta controle de obras pelo TCU
VALOR ECONÔMICO:Despesas com juros atingem 5,6% do PIB e vão a R$ 230 bi
ZERO HORA:Pesquisa alerta para o sobrepeso e o vício do cigarro entre gaúchos
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Álcool sobe 22% e afeta gasolina
JORNAL DO COMMERCIO:Grávidas penam na Encruzilhada
MEIO-NORTE:Nova campanha quer todos contra o crack
O POVO:Estamos mais gordos