21 de fev de 2011

Murad quer fazer barreira para conter enxame de ambulâncias do interior nas UPAs em São Luís

    Antes de pedir ao Ministério Público do Estado que interceda junto aos prefeitos para que eles segurem seus doentes nos municípios onde a saúde é de gestão plena, o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, usou de uma estratagema ditatorial: distribuiu circular aos gestores para que eles não mais enviassem enfermos para a rede estadual da capital.
    Com a medida, Murad pensava em resgardar as Unidades de Pronto Atendimento da capital. Quando inaugurou a UPA do Anjo da Guarda a propaganda afirmava que a capacidade de atendimento seria de 500 pacientes por dia. O objetivo era desafogar os socorrões.
    Murad cobra de Castelo R$ 8 milhões referente ao atendimento dado aos pacientes de todo Maranhão entre setembro e dezembro de 2010.
    As UPAs ainda estão no terreno da promessa. Uma delas,  já pronta mais ainda não entregue, é a do Parque Vitória. A da Cidade Operaria emperrou numa reforma interminável. E por vai....para o beleléu.

"Exílio" com Zeca Baleiro é quase desconhecida dos ouvintes brasileiros

    Disco em que o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro participa cantando "Exílio" continua quase desconhecido pelo grande público brasileiro."Brizzi do Brasil", CD lançado em 2002 (Eldorado/Sony Brasil) foi uma idea do maestro italiano Aldo Brizzi, radicado em Salvador (BA) desde 1999. Todas as músicas e arranjos do disco são de Brizzi.
    O disco reúne Gilberto Gil que abre o trabalho com "Meninas de Programa", Caetano Veloso cantando poema de Augusto de Campos ("Ao"), Carlinhos Brown, Virginia Rodrigues, Arnaldo Antunes, Teresa Salgueiro, Margareth Menezes, Tom Zé e Ala dos Namorados
    "Exílio" é inspirada no axé baiano misturada com hip hop. A letra cita trechos do poema de Gonçalves Dias. "Canto o afeto que se encerra, minha terra tem palmeiras" canta Zeca Baleiro, que toca guitarra faz backing vocal e recita, acompanhado ao fundo por uma bateria frenética quebra o clima meio soturno de "Exílio".
    O disco teve lançamento em temporada na Bahia em 2003 e no ano seguinte a Amiata Record o colocou no mundo. Clique aqui para ouvir o CD.

Charge do dia

Ratinho Júnior diz que no Congresso tem palhaço, cidadão de bem e bandido


Ratinho Júnior
 Em entrevista ao site Bella Mafia o deputado federal Ratinho Júnior, filho do apresentador de TV Ratinho, disse não se sentir a vontade para julgar o modus operandi do deputado federal recém-eleito, José Antônio Reguffe, que deu publicidade recentemente ao fato de renunciar a dois subsídios anuais, equivalentes ao 14º e 15º salários, pagos pela Câmara dos Deputados, a título de custeio de vestuário parlamentar; além de reduzir as cotas com assessorias e verbas de gabinete.
    No entanto, o deputado explicou que o colega, sendo morador do Distrito Federal não faria juz a verba de moradia, o equivalente a R$ 3 mil/mês, e o considerou "um gastão", se confirmada a previsão de gastos mensais de R$ 4 mil com combustíveis. "Morando a dois kms da Câmara, ele não tem necessidade de gastar R$ 4 mil/mês com combustível. Se isso for verdade, ele é gastão e um demagogo", criticou.
    Ratinho Júnior também não poupou adjetivos para classificar a composição do Congresso Nacional. "Tiririca é a cara do Congresso, onde se tem palhaço, cidadão de bem e bandido. Tiririca teve 1,3 milhões de votos e merece estar lá dentro porque ele conhece a necessidade de 12 milhões de brasileiros analfabetos", advogou, argumentando que "se o Tiririca levou a campanha na brincadeira, ao ser eleito e perceber a pressão da sociedade e da imprensa, ele sentiu que não é fácil. Agora, precisa ser um deputado sério", teorizou.
Do Bella Mafia

Os segredos da Turma do Quinto


Porta bandeira e mestre sala da Turma do Quinto
 Wesley Péricles (*)
    Em recente artigo, procurei analisar e trazer a público os motivos que levaram a Favela do Samba a se tornar a grande campeã do carnaval maranhense, a partir da década de 1990. Acabava ali a hegemonia das duas grandes escolas que dominavam o carnaval até então. No caso, a Flor do Samba e a Turma do Quinto. Ao elencar as virtudes da Favela, uma indagação surgiu em nosso horizonte: o que teria acontecido com aquelas agremiações? Que situações aconteceram para que entrassem em processo de franca decadência, chegando inclusive a não participarem de vários desfiles consecutivos. Tentarei responder a este questionamento, em parte, pois não detenho informações aprofundadas a respeito da Escola do Desterro.
    Em compensação, conheço, e bem, a escola da Madre Deus. Nasci no bairro e carrego o “DNA quintista”, integrando uma família tradicional dentro da escola. Nela, cheguei a ocupar alguns cargos em diretorias passadas. Portanto, falo com conhecimento de causa sobre os motivos que levaram a Turma do Quinto ao ocaso dos últimos anos.
    A Escola paga preço alto até hoje pela política implementada em meados dos anos 1990, que excluiu o Quinto dos concursos, fazendo-o desfilar em ridícula proposta de arrastão, ou seja, nada de alegorias, fantasias, passistas ou algo que lembrasse uma escola de samba, e sim um bloco de sujos e bêbados na avenida. Tais arrastões, além de prejudicarem os desfiles da Escola, acabaram contribuindo para que a agremiação perdesse torcedores por toda a cidade. Pior: os perdeu principalmente dentro da própria comunidade. Será que os gênios criadores dessa aberração estética não perceberam que tentar transformar uma escola vitoriosa em bloco de sujo, seria prejudicial não somente para o Quinto, mas também para toda a Madre Deus? Ou será que havia interesses escusos por trás desta transformação? O fechamento da sede da escola também contribuiu de forma intensa para aumentar os problemas da Escola. Aquela que não movimenta a sua sede acaba perdendo sua essência. É na quadra que os diversos segmentos que a compõe se encontram se confraternizam e conversam. Enfim, mantém a agremiação viva.
    Lamentavelmente, a Turma do Quinto passa também por uma crise de identidade. Os enredos irreverentes e criativos que sempre marcaram sua trajetória foram substituídos por enredos, diríamos, tradicionais que nunca foram à linha da escola. Quem teve o prazer de conhecer enredos como Alcântaratlântida, Quintostituinte e Ali babão e o Sete Ladrão não pode se conformar com Difusora, Caixinha de segredos e outras bobagens que foram apresentadas nos últimos anos.
    Não houve no Quinto renovação de quadros. Dirigentes que comandaram a escola no apogeu seguiram seus caminhos e a deixaram de lado; outros, que poderiam facilmente assumir suas responsabilidades, preferem usar os seus inocentes epígonos para fugirem dos seus deveres. A Turma do Quinto sofre de um perigoso complexo de superioridade que, infelizmente, parece ser também de toda a Madre Deus. Enquanto a concorrente se abre para o mundo, o Quinto se fecha em copas, com decisões esdrúxulas, como acabar com seu concurso de samba enredo, ou, pior, fazer concurso somente entre compositores “madredivinos”, como se fôssemos os escolhidos por Deus para sermos os maiores compositores da terra de João do Vale.
    Por fim, e não menos importante, ocorre dentro da Escola uma tremenda indisciplina. A guerra de egos ali existente só atrapalha o desenvolvimento do Quinto. Fazer uma autocrítica é indispensável. Por que não chamar todos os segmentos da comunidade para dentro da escola, sem ressentimentos? Lembremos que carnavalescos vaidosos vem e vão e que somente a comunidade unida poderá salvar o Quinto. Caso isso não aconteça, fatalmente sucumbiremos. Sinceramente, queremos ver a Turma do Quinto transformada numa Portela maranhense, vivendo apenas do passado grandioso?
    Avante TQ! Os teus verdadeiros guerreiros continuam vivos.
 (*) Graduado em História, professor da rede pública estadual e municipal, pesquisador e estudioso do carnaval maranhense e do Brasil

Plantio de maconha ressurge na reserva biológica do Gurupi

PARAGOMINAS (PA) - No último maciço de Floresta Amazônica em direção ao interior do Brasil, na divisa dos estados do Pará e do Maranhão, a ilegalidade prospera e dilapida o que deveria ser um santuário ecológico. O mosaico formado pela Reserva Biológica do Gurupi (MA) - área de preservação permanente - e três terras indígenas é povoado por madeireiras; agora, o Ibama identificou que o plantio de maconha também ressurge na área, após anos de trégua. A reserva biológica, unidade que, em tese, deveria ser intocada, transformou-se nos últimos anos em uma imagem esburacada, em que a extração ilegal de madeira é a principal fonte de renda para centenas de trabalhadores da região.
    Não é à toa que, entre os fiscais, a área é considerada um "barril de pólvora". Há quatro anos, a cidade de Buriticupu (MA), uma das principais rotas para o escoamento da madeira ilegal, foi cenário para um confronto sangrento, com uma morte e dezenas de feridos, durante operação de combate ao desmatamento. Em 2010, das 30 serrarias fiscalizadas na cidade, 80% eram clandestinas. Agora, a fiscalização identificou novos clarões de desmatamento encravados na reserva biológica.
    "Naturalmente, esse deveria ser um local intocado. É o último maciço florestal, que está sendo dilapidado pelas madeireiras ilegais situadas no entorno", afirma o coordenador de Operações do Ibama, Roberto Cabral.
    Não bastasse o crime ambiental, cuja a pena varia de um a cinco anos de reclusão, o desmatamento é alimentado pela crise fundiária e pela produção de maconha.
    No Pará, o local está se transformando numa das maiores áreas para o plantio de maconha. É área de tráfico e consumo da droga. Essa é uma das regiões mais perigosas para a fiscalização - explica o superintendente substituto do Ibama no Pará, Alex Lacerda.
    Apesar da tensão e da fragilidade da reserva de 272.349 hectares, apenas cinco fiscais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e dez policiais militares do Maranhão protegem permanentemente a área. Esporadicamente, o Ibama atua na região. Porém, o próprio órgão admite que não tem capacidade operacional para fazer valer a inviolabilidade da terra protegida por lei.
De O Globo

OGX vai perfurar poços em busca de gás e petróleo em Capinzal do Norte e Santo Antonio dos Lopes

    A OGX Maranhão Petróleo e Gás Ltda, empresa do grupo EBX de Eike Batista, requereu junto á Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão, licença prévia para perfuração de poços de exploração de petróleo e gás nas fazendas Gurujuba, no município de Santo Antonio dos Lopes; e Retiro, em Capinzal, ambas localizadas na bacia do Parnaíba, no estado do Maranhão.

Prefeitos não seguem exemplo de "Nenzim" na realização do carnaval

    Ao menos três prefeituras não se espelharam no exemplo do prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o "Nenzin", apontado como chefe de uma quadrilha que desviou R$ 5 milhões da administração municipal entre 2005 e 2010. 
    As prefeituras de Satubinha, Governador Luiz Rocha e Coroatá lançaram edital de licitação para contratação de empresa para locação de palco, iluminação, gerador de energia e trio elétrico para realização de eventos carnavalescos 2011 nos municípios.
    A prefeitura de Barra do Corda entendeu a inexigibilidade do procedimento administrativo.Na segunda-feira passada, 14, a 3ª Câmara Criminal do TJ absolveu o prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, de acusação do Ministério Público Estadual ,, em razão da reprovação das contas municipais pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), referentes ao exercício financeiro de 1997.
    O MPE informou que Manoel de Sousa teria cometido irregularidades na contratação de um grupo musical, no valor de R$ 90 mil, durante o período de carnaval de 1997, no primeiro mandato do prefeito Nenzim. Ele teria deixado de cumprir formalidades referentes à dispensa de licitação para a contratação do grupo.

CAEMA discute alienação de terreno para União de Moradores do Sacavém

    O Conselho Deliberativo da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão, CAEMA, se reúne nesta segunda-feira, 21, na sede da empresa na Rua Silva Jardim, 107, centro, a partir das 9 horas para apreciar parecer da Procuradoria Geral do Estado sobre alienação (venda) de terreno para União de Moradores do Bairro do Sacavém. O presidente do Conselho é o engenheiro civil Jorge Luiz Mendes. A  convocação dos conselheiros foi feito por edital datado do dia 10 de fevereiro.

No claudiohumberto.com.br

Novela aérea
Fará três anos no Supremo, em novembro, a ação bilionária de defasagem tarifária da Varig com o Plano Sarney, após a Advocacia-Geral da União concluir que a dívida é maior que o eventual crédito com a União. A última movimentação, dia 17, foi de juíza do Trabalho.

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO - OAB denunciará na ONU caos nos presídios no Maranhão
O ESTADO DO MARANHÃO - Dilma pode poupar NE de cortes no orçamento
O IMPARCIAL - Dilma se reúne hoje com governadores do Nordeste