7 de fev de 2011

Concurso do Banco do Brasil inscreve até quarta

    Foram prorrogadas, até a próxima quarta-feira (09/02) de as inscrições para o concurso do Banco do Brasil, que formará um cadastro de reserva para o cargo de escriturário. A exigência é de nível médio completo. As oportunidades estão distribuídas por 48 cidades dos estados do Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Sergipe. O salário é de R$ 1.280,10, mais gratificação, para jornada de 30 horas semanais. Os interessados devem acessar o site www.concursosfcc.com.br, ler o edital e pagar a taxa de R$ 40.

Executivo do PT proíbe deputados estaduais de participação em blocos de oposição a Roseana

   A Comissão Executiva Estadual do PT reunida nesta segunda-feira,7, na sede do partido em São Luís, deliberou que a bancada petista na Assembleia Legislativa não integrará bloco parlamentar que tenha em sua constituição partidos de oposição ao governo do Estado. A resolução é assinada pelo presidente do PT-MA, Raimundo Monteiro.
   O PT elegeu três deputados estadual na eleições de 2010: Bira do Pindaré, José Carlos"da Caixa" Silva e Franscisca Primo.
    Segundo a executiva, as bancadas parlamentares estão subordinadas às deliberações das instâncias partidárias de direção, conforme o Estatuto do Partido.
    A comissão entende que o partido compõe o governo do estado, com o vice-governador e alguns secretários, repetindo no Maranhão a aliança nacional entre PMDB e PT definida pelo diretório nacional.
    Na gestão passada, do deputado federal Domingo Dutra, a  mesma comissão  executiva deliberou que petistas não participariam do governo Roseana Sarney (PMDB) que assumiu mandato por determinação do Trribunal Superior Eleitoral. Mesmo assim, o secretário José Antonio Heluy desobedeceu a instância e desde o primeiro momento passou a integrar a equipe do governo, com apoio da Executivo Nacional.

Clodomir Paz tem problema até com guincho para organizar trânsito em São Luís


O secretário de Trânsito e Transporte, Clodomir Paz
     O secretário municipal de Trânsito e Transportes de São Luís, Clodomir Paz, pensa que mandato e gestão não têm prazo de validade. Há mais de mês no cargo o gesto mais ousado que fez foi colocar lâmpadas Leds nos semáforos do centro da cidade. Nos que estão de pé, pois muitos tombaram e a providência tomada foi retirá-los. Quer um exemplo: o do retorno do Renascença em frente ao antigo Shopping São Marcos.
    Seus problemas são cumulativos. Embora, plante no jornal do ex-parceiro que a defasagem no número de agentes seja o maior problema do trânsito na capital do Maranhão, não precisa ter elevado QI (não aquela indicação política costumeiramente condenada, mas praticada pelo PDT) para constatar  que são demais os pecados da gestão de Castelo. Na São Luís intrafegável, além dos buracos há também as lacunas da lei do trânsito.
Carro estacionado sobre calçada na Rua do Jenipapeiro
    Também não precisa ir muito longe para tirar a prova dos nove. Diariamente em frente a sede da prefeitura, carros de poderosos fazem filas duplas, dominam calçadas, desobedecem sinalizações verticais, horizontais, ignorando completamente o Código de trânsito.
    A inadimplência com a empresa de guinchos, favorece o caos e a corrupção. Na sexta-feira, um automóvel de luxo permaneceu durante parte do dia estacionado sobre uma calçada na Rua do Jenipapeiro. Outros seguiam o exemplo. Cumprindo suas funções, os agentes do SMTT distribuíram multas a torto e direito, por conta da infração - prevista no código.
    O automóvel de luxo, no entanto, foi excluído da notificação.  Tudo por conta de uma conversa de compadre entre o proprietário e os agentes com interveniência do guardados de carros. Em plena praça Deodoro, outro carro de luxo permanece durante todo o dia ocupando uma calçada bastante disputada por pedrestres. Inquiridos, os agentes respondem: ele já levou quatro multas, mas não tem guincho. Não podemos fazer nada.
    Poucos dias depois de assumir a SMTT, Clodomir Paz anunciou a volta da faixa azul, uma máfia que funcionou no tempo de Tadeu Palácio e depois desfez-se sem deixar saudade. No escritório em que atendia, no Apicum, centro da cidade, a empresa não tinha uma cadeira para receber os infratores ou compradores de bottons de estacionamento.
   Efetivamente a volta da faixa não se concretizou. De forma capenga em alguns trechos do centro seu retorno é fiscalizado pelos flanelinhas com credenciamento tão suspeito quanto o destino das taxas.
Currículo
    Ex-deputado estadual, ex-secretário municipal de governo na gestão Tadeu Palácio, e ex-diretor da CEMAR (na gestão de Fernando Sarney), o pedetista Clodomir Paz tem rastro político suficiente para afastar a pecha de inexperiente. Tem tanta ixpirência quanto seu chefe. 
    Paz ficou com Tadeu Palácio até enxergar maiores chances em Castelo na corrida pela prefeitura de São Luís em 2008. Ainda mais, sabendo que todo o staff pedetista, inclusive o então governador Jackson Lago, torciam por baixo e por cima dos panos para que o tucano chegasse ao Palácio La Ravardière. Jogou certo. Eleito, Castelo pareceu não lhe retribuir à altura o apoio. Na época, o ex-auxiliar de Tadeu Palácio foi socorrido pelo governador que o colocou no Detran. Lá teve papel importante na denúncia sobre a máfia da Euromar comandada por Alexandro Martins.
    Não se tem notícias de que alguém do Detran tenha respondido por crime de formação de quadrilha. Martins, por outro lado, teve o processo suspenso e hoje é um dos milionários deste Brasil.
    A ida de Clodomir Paz para a prefeitura de São Luís tem propósito políticos preponderante. Sua missão é costurar uma aliança com o tucano, quem sabe assim assegurando novamente um lugar ao sol para os pedetistas no La Ravardière. Nome com robustez suficiente para concorrer ao Executivo municipal não existe no âmbito do PDT pós Jackson. Nesse trânsito Paz tem carteirinha.

Vereador exige que o prefeito João Castelo exonere o presidente da Func

    Por ter se sentido agredido com declarações do presidente da Func (Fundação Municipal de Cultura), Euclides Moreira, publicadas em veículos de comunicação e por uma nota assinada pelo mesmo encaminhada ao PDT solicitando a sua expulsão do partido, o vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), fez um contundente pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de São Luís, na manhã desta segunda-feira, (07), dizendo-se indignado e pedindo ao prefeito João Castelo a imediata exoneração do dirigente da Func.
    O parlamentar pedetista afirmou que Euclides Moreira “é um despreparado, um desqualificado, que não tem sensibilidade política, e é lamentável que um homem como ele em um lugar estratégico tenha a insensatez, e não tenha equilíbrio para tratar com o parlamento”. Ele fez essa afirmação para enfatizar estar indignado, e que com a crítica dirigida a sua pessoa como vereador, a Câmara Municipal também tenha sido atingida, ao tempo que pediu o apoio de seus colegas “para que não seja desmoralizado, pois se eu for a Câmara também vai ser desmoralizada”.
    Ivaldo Rodrigues disse ainda que da sua parte foi feita uma crítica construtiva sobre o corte dos recursos financeiros destinados ao Carnaval, ao tempo que lembrou ter falado que a Func deveria ser transformada em uma Secretaria de Cultura, “pois nada mais justo que um município como São Luís tenha a sua Secretaria de Cultura, já que a cidade é detentora de uma grande diversidade cultural”.
Desagravo
    Por sua vez, o presidente do Legislativo Ludovicense, Antonio Isaias Pereirinha (PSL), informou que a Câmara Municipal de São Luís vai emitir uma nota de desagravo sobre o assunto, e pediu para que todos os vereadores subscrevam o documento. Sobre o tema, já o vereador Francisco Viana (PSDB) falou que ao dar declarações à imprensa Euclides Moreira “ofendeu gravemente o vereador Ivaldo Rodrigues, e nós deveríamos ir mais além”.
Da Assessoria da Câmara

Charge do dia

O encantamento do jornalismo

Carlos Alberto Di Franco
    Gay Talese, um dos fundadores do New Journalism (novo jornalismo), uma maneira de descrever a realidade com o cuidado, o talento e a beleza literária de quem escreve um romance, é um crítico do jornalismo sem alma e sem graça. Seu desapontamento com a qualidade de certa mídia pode parecer radical e ultrapassada. Mas não é. Na verdade, Talese é um enamorado do jornalismo de qualidade. E a boa informação, independentemente da plataforma, reclama competência, rigor e paixão.
    Segundo Talese, a crise do jornalismo está intimamente relacionada com o declínio da reportagem clássica. "Acho que o jornalismo, e não o Times, está sendo ameaçado pela internet. E o principal motivo é que a internet faz o trabalho de um jornalista parecer fácil. Quando você liga o laptop na sua cozinha, ou em qualquer lugar, tem a sensação de que está conectado com o mundo. Em Pequim, Barcelona ou Nova York... Todos estão olhando para uma tela de alguns centímetros. Pensam que são jornalistas, mas estão ali sentados, e não na rua. O mundo deles está dentro de uma sala, a cabeça está numa pequena tela, e esse é o seu universo. Quando querem saber algo, perguntam ao Google. Estão comprometidos apenas com as perguntas que fazem. Não se chocam acidentalmente com nada que estimule a pensar ou a imaginar. Às vezes, em nossa profissão, você não precisa fazer perguntas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. É aí que você descobre a vida como ela realmente é vivida", observa Talese.
    A crítica de Gay Talese é um diagnóstico certeiro da crise do jornalismo. Os jornais perdem leitores em todo o mundo. Multiplicam-se as tentativas de interpretação do fenômeno. Seminários, encontros e relatórios, no exterior e aqui, procuram, incessantemente, bodes expiatórios. Televisão e internet são, de longe, os principais vilões. Será?
    É evidente que a juventude de hoje lê muito menos. No entanto, como explicar o estrondoso sucesso editorial do épico O Senhor dos Anéis e das aventuras de Harry Potter? Os jovens não consomem jornais, mas não se privam da leitura de obras alentadas. O recado é muito claro: a juventude não se entusiasma com o produto que estamos oferecendo. O problema, portanto, está em nós, na nossa incapacidade de dialogar com o jovem real. Mas não é só a juventude que foge dos jornais. A chamada elite, classes A e B, também tem aumentado a fileira dos desencantados. Será inviável conquistar toda essa gente para o mágico mundo do jornalismo? Creio que não. O que falta, estou certo, é ousadia e qualidade.
    Os jornais, equivocadamente, pensam que são meio de comunicação de massa. E não o são. Daí derivam erros fatais: a inútil imitação da televisão, a incapacidade de dialogar com a geração dos blogs e dos videogames e o alinhamento acrítico com os modismos politicamente corretos. Esqueceram que os diários de sucesso são aqueles que sabem que o seu público, independentemente da faixa etária, é constituído por uma elite numerosa, mas cada vez mais órfã de produtos de qualidade. Num momento de ênfase no didatismo e na prestação de serviços - estratégias úteis e necessárias -, defendo a urgente necessidade de complicar as pautas. O leitor que precisamos conquistar não quer o que pode conseguir na TV ou na internet. Ele quer qualidade informativa: o texto elegante, a matéria aprofundada, a análise que o ajude, efetivamente, a tomar decisões. Quer também mais rigor e menos alinhamento com unanimidades ideológicas.
    A fórmula de Talese demanda forte qualificação profissional: "A minha concepção de jornalismo sempre foi a mesma. É descobrir as histórias que valem a pena ser contadas. O que é fora dos padrões e, portanto, desconhecido. E apresentar essa história de uma forma que nenhum blogueiro faz. A notícia tem de ser escrita como ficção, algo para ser lido com prazer. Jornalistas têm de escrever tão bem quanto romancistas". Eis um magnífico roteiro e um formidável desafio para a conquista de novos leitores: garra, elegância, rigor, relevância. Matéria especial de Fernando Gabeira sobre a Venezuela, publicada na edição dominical do Estado, 23 de janeiro, foi um belo exemplo de informação precisa e saborosa.
    O nosso problema, ao menos no Brasil, não é de falta de mercado, mas a incapacidade de conquistar uma multidão de novos leitores. Ninguém resiste à matéria inteligente e criativa. Em minhas experiências de consultoria, aqui e lá fora, tenho visto uma florada de novos leitores em terreno aparentemente árido e pedregoso. O problema não está na concorrência dos outros meios, embora ela exista e não deva ser subestimada, mas na nossa incapacidade de surpreender e emocionar o leitor. Os jornais, prisioneiros das regras ditadas pelo marketing, estão parecidos, previsíveis e, consequentemente, chatos.
    A revalorização da reportagem e o revigoramento do jornalismo analítico devem estar entre as prioridades estratégicas. É preciso encantar o leitor com matérias que rompam com a monotonia do jornalismo declaratório. Menos Brasil oficial e mais vida. Menos aspas e mais apuração. Menos frivolidade e mais consistência. Além disso, os leitores estão cansados do baixo-astral da imprensa brasileira. A ótica jornalística é, e deve ser, fiscalizadora. Mas é preciso reservar espaço para a boa notícia. Ela também existe. E vende jornal. O leitor que aplaude a denúncia verdadeira é o mesmo que se irrita com o catastrofismo que domina muitas de nossas pautas.
    Perdemos a capacidade de sonhar e a coragem de investir em pautas criativas. É hora de proceder às oportunas retificações de rumo. Há espaço, e muito, para o jornalismo de qualidade. Basta cuidar do conteúdo. E redescobrir uma verdade constantemente negligenciada: o bom jornalismo é sempre um trabalho de garimpagem.
* Doutor em comunicação, é professor de ética e diretor do master em jornalismo
De O Estado de S.Paulo

Sobre Barra do Corda e os Teles

"Não existe organização criminosa mais bem-sucedida do que a que conta com apoio estatal"
Misha Glenny, em "McMáfia - Crime sem fronteiras"

Sarney tenta agora virar ‘patrono’ da reforma política

Josias de Souza
Retratado no noticiário ora como símbolo das mazelas do Senado ora como abre-alas da invasão fisiológica ao setor elétrico, José Sarney quer mudar de assunto.
    O tetrapresidente do Senado disse ao ministro José Eduardo Cardoso (Justiça) que vai constituir um grupo suprapartidário para elaborar projeto de reforma política.
    Não especificou datas, mas deu a entender que tem pressa. Quer finalizar uma proposta antes do início do recesso parlamentar do meio do ano.
    No segundo semestre, deseja levar a reforma a voto. Por que a correria? Sarney alega que é preciso aproveitar o embalo do início da gestão Dilma Rousseff.
    Segundo o raciocínio do morubixaba pemedebê, se ficar para 2012, a reforma política não sai. Ou se faz no primeiro ano ou não se faz, diz Sarney.
    Para não partir do zero, Sarney recomendará à comissão que recupere nos arquivos do Congresso projetos já apresentados sobre a matéria, compilando-os.
    A iniciativa chega nas pegadas da mensagem em que Dilma expôs ao Legislativo as prioridades de seu governo para o ano de 2011.
    O texto foi lido pela presidente há seis dias, em sessão presidida por Sarney. A certa altura Dilma disse, sob aplausos:
    "Trabalharemos em conjunto com essa Casa para a retomada da agenda da reforma política". Animada com as palmas, ela repetiu a frase.
    Todos os presidentes do Brasil pós-redemocratização, incluindo o próprio Sarney, prometeram coisa parecida. E a reforma jamais saiu.
    Nessa matéria, qualquer mudança que se pretenda profunda e séria tem de contrariar interesses dos parlamentares incumbidos de votá-la.
    A coisa sempre começa como um tour-de-force (expressão de origem francesa que significa grande esforço) e termina num enorme tor-de-farsa.


PMDB reserva para Dilma a política do ‘cá te espero!’
    Ao arrancar Furnas das mão$ de Eduardo Cunha para acomodá-la no colo de José Sarney, Dilma Rousseff virou uma página do PMDB. Para trás.
    Em articulação que consumiu todo o segundo reinado de Lula, Michel Temer obtivera o impensável: unificara os interesse$ de dois PMDBs, o da Câmara e o do Senado.
    Num único lance, reabriu-se o fosso. Um grão-pemedebê que detesta Cunha e odeia Sarney acha que
Dilma comprou uma encrenca:
    “Lula fez mal em entregar Furnas à turma do Eduardo Cunha. Dilma fez bem em interromper o baile antes do Carnaval...”
    “...O problema é que ela desbaratou o bloco dos sujos e levou à avenida o cortejo do bumba-meu-boi barrica...”
    “...O Flávio Ducat é personagem do folclore maranhense. Deve seu prestígio ao Fernando Sarney, cujos negócios no setor elétrico nem a PF ignora...”
    “...O pessoal do Eduardo Cunha se pergunta: por que o Maranhão pode e o Rio de Janeiro não? Um pedaço do PMDB da Câmara aguarda Dilma na curva...”
    “...Esse grupo virou adepto da política do 'cá te espero'. Se o Temer tiver forças, talvez consiga evitar que o troco venha na votação do salário mínimo...”
    “...Mas, cedo ou tarde, a resposta virá. É coisa certa, contratada. Se queria uma solução técnica, Dilma deveria ter tomado distância da família Sarney”.

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO - Pesos pela PF em Barra do Corda ganham "Habeas Corpus" do STJ
O ESTADO DO MARANHÃO - STJ solta acusados de desvio de dinheiro em Barra do Corda
O IMPARCIAL - Janeiro: Violência contra a mulher: 322 casos