22 de jul de 2011

Companhia de teatro de Belém inicia turnê de Corpo Santo no Teatro João do Vale

    O espetáculo Corpo Santo, primeiro monólogo da Cia. de Teatro Madalenas, de Belém (PA), que neste ano celebra 10 anos de fazer teatral, estará em cartaz no Teatro João do Vale (Praia Grande, Centro), no período de 5 a 7 de agosto.
    Corpo Santo parte da reconstrução dos sincretismos religiosos Afro-Ameríndios Amazônicos fortemente ligados ao mito e aos valores populares de São Jorge e Ogum, valendo-se de uma poética simbólica dos gestos lúdicos e orgânicos do ator.
    O espetáculo é um mergulho no universo mítico e sincrético do princípio da dança pessoal do ator, bem como a metáfora camuflada entre o homem e o trabalho, numa relação dialética de coexistência entre Jorge e o dragão.
    Marcado pelas canções e toques de umbanda e candomblé, o Mina-Nagô, a Capoeira Angola o espetáculo proporciona uma experiência sensorial e emotiva para o espectador que tem a oportunidade de conferir de perto a transfiguração do ator em cena, valendo-se das matrizes corporais aliadas às técnicas do teatro físico.
    Duas oficinas fazem parte do projeto de circulação do espetáculo Corpo Santo: a oficina Os Caminhos do Corpo do Ator Sagrado, com o ator Rodrigo Braga que abordará sobre a técnica e dança pessoal do ator que foi utilizada no processo de construção do espetáculo e a oficina Sons da Amazônia, com o músico Kleber Benigno (Paturi) que através da percussão apresentará a diversidade de sons e ritmos produzidos na Amazônia. As oficinas serão inteiramente gratuitas e antecederão a apresentação do espetáculo Corpo Santo.
    O espetáculo realizou temporada em Belém no ano de 2009, através do Prêmio Myrian Muniz, da FUNARTE na categoria montagem de teatro e participou de vários festivais na capital paraense e foi selecionado pelo Banco da Amazônia no programa de patrocínio cultural 2011 e também do Prêmio Myrian Muniz 2010 na categoria circulação.
Leitura corporal
    “Corpo Santo” é uma leitura corporal sobre São Jorge e Ogum, que oportunamente chega ao público na semana em que se homenageia essa entidade. Quatro personas são encarnadas no corpo do ator, entre o contador, a criança, o Santo, e Ogum, pontos de Umbanda e Tambor de Mina são entoados sob a batuta de Kleber Benigno, do Trio Manari.
    A direção do espetáculo é de Leonel Ferreira, um dos fundadores da Cia Madalenas. Mas Michele Campos, também matriarca do grupo, assina a assistência de direção e o belo texto que acompanha o programa de “Corpo Santo”.
    Na concepção de cenário e figurino, Aníbal Pacha; e na iluminação, Thiago Ferradas. Participam também da encenação um grupo de percussionistas formado por Valdeci Jr., Welerson Willians, e Welliton Barreto, que acompanha as cantoras Érika Nunes, Moahara Fagundes e Dina Mamede.

Cidades onde será realizada encenação:
São Luis/MA:
Teatro João do Vale
5 a 7 de agosto de 2011

Salvador/BA:
Teatro Martim Gonçalves
12, 13 e 14 de agosto de 2011

Rio de Janeiro/RJ:
Casarão Nós do Morro
9 a 11 de setembro de 2011

Belo Horizonte/MG:
Galpão Cine Horto
16 a 18 de setembro de 2011
Da Assessoria

Manchete do dia

Caixeiras da família Menezes lançam em São Luís novo CD dos Festejos do Divino Espírito Santo

    O CD “O Divino Som Caixeiras da Família Menezes”, volume 2, com toques e cânticos da Festa do Divino Espírito Santo de tradição maranhense, será lançado às 19h desta sexta-feira (22), no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho (Rua do Giz, 221 - Praia Grande).
    Com entrada fraca, a programação contará com participação das caixeiras Dindinha, Zezé, Graça e Bartira, intérpretes maranhenses, responsáveis pela realização da Festa do Divino na cidade de São Paulo no Espaço Cachuera!, em parceria com a Associação Cultural Cachuera! desde o ano 2000.
    O novo CD das Caixeiras da Família Menezes e seu lançamento em São Luís, é uma realização da Associação Cultural Cachuera!, instituição voltada para a valorização e divulgação da cultura popular tradicional brasileira, em especial as manifestações de origem afro-descendente.
    O evento tem patrocínio da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e do Ministério da Cultura/Governo Federal (com incentivo da Lei Rouanet), e o apoio da Revista Caros Amigos, da Rádio Educadora AM 560 KHZ e da Secretaria de Estado da Cultura (Secma), por meio da Superintendência de Cultura Popular.
    Seguindo a tradição maranhense, a festa respeita o tempo do ritual nordestino e integra cortejos, ladainhas, música, dança e o oferecimento de refeições. As Caixeiras do Divino são responsáveis por conduzir os rituais desta manifestação do catolicismo popular.
    Presentes em todas as etapas dos festejos, elas cantam e tocam caixa (tambor) para homenagear o Divino Espírito Santo. Cânticos tradicionais, aliados a versos improvisados, tornam bela e original a musicalidade da Festa do Divino de tradição maranhense, e esta musicalidade também está presente no CD O Divino Som.
    Em 2011 foi realizada, no mês de maio, a 12ª Festa do Divino Espírito Santo no Espaço Cachuera!, em São Paulo. As caixeiras Dindinha, Zezé, Graça e Bartira encerraram o ciclo de festejos com o lançamento de segundo CD. No mesmo período ministraram uma oficina para mulheres, com ensinamentos de toques e cânticos relacionados à Festa do Divino.
    A Festa do Divino Espírito Santo no Espaço Cachuera! promove um intercâmbio cultural e religioso entre as cidades de São Paulo e São Luís do Maranhão, recriando em terras paulistanas a tradição que as caixeiras maranhenses cumprem em sua cidade natal. Demonstra, também, a força feminina na guarda e permanente transmissão oral do conhecimento vinculado à celebração do Divino.
    A festa nasceu a partir da realização de um ciclo de oficinas de cânticos e toques pelas quatro caixeiras maranhenses em São Paulo, no ano 2000. De lá para cá, foi incorporada ao calendário turístico da cidade e é reconhecida por grupos de cultura popular, pesquisadores da área, músicos e artistas em geral, além de interessados em religiosidade popular.
Importante manifestação cultural e religiosa do Maranhão
    A Festa do Divino Espírito Santo é uma antiga tradição luso-brasileira do catolicismo popular. No Maranhão, onde ainda é celebrada em diversos municípios, ela é considerada uma das mais importantes manifestações culturais e religiosas do estado, mobilizando milhares de devotos.
    Esse festejo chegou ao Maranhão no início do século XVIII na cidade de Alcântara, e de lá se espalhou por todo o estado.
    Em Alcântara esta é uma festa de rua, que toma a cidade com suas procissões rituais. Em São Luís, o festejo católico foi abrigado pela casas de Tambor de Mina, religião afrobrasileira de origem jêje, e é comemorado em geral no dia de Pentecostes.
    Os festejos do Divino na Casa Fanti-Ashanti, local de aprendizado e origem religiosa das Caixeiras da Família Menezes Dindinha, Zezé, Graça e Bartira, são altamente ritualizados, com momentos claramente demarcados.
    Tocando, cantando e compartilhando esta tradição, as caixeiras conduzem os rituais da festa que carrega o simbolismo atribuído ao Espírito Santo: a alegria, abundância e solidariedade.
    A Família Menezes é guardiã de muitas manifestações da cultura maranhense, entre elas a tradição dos toques das Caixas do Divino Espírito Santo, mantida por Dindinha, Zezé, Graça e Bartira.
    Parte da família reside em São Paulo há mais de 15 anos divulgando e recriando as tradições e festejos maranhenses e, assim, promovendo um intercâmbio cultural entre os dois estados.
CD das Caixeiras da Família Menezes
    O segundo CD das Caixeiras, O Divino Som - Caixeiras da Família Menezes, volume 2, apresenta Dindinha, Zezé, Graça e Bartira tocando e cantando um novo repertório do Divino Espírito Santo.
    O encarte abre com um texto de Renata Amaral, integrante do grupo paulista A Barca e caixeira aprendiz em São Paulo. O CD também apresenta um ensaio da antropóloga Maria Lúcia Montes, especialista em tradições afrobrasileiras.
    Os textos, em síntese, explicitam como acontecem os rituais da festa e valorizam o aspecto histórico e sociológico da Festa do Divino Espírito Santo no Espaço Cachuera!, que vem permitindo aos paulistanos conhecer a rica tradição maranhense e tem sido responsável pela 'formação' de várias Caixeiras do Divino aprendizes em São Paulo.
    Cópias do CD serão distribuídas gratuitamente a 1.450 instituições educacionais de São Paulo e São Luís.
Serviço
Evento: Lançamento do CD “O Divino Som - Caixeiras da Família Menezes”, volume 2
Data: Sexta-feira (22), às 19h
Local: Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho - Rua do Giz, 221 - Praia Grande - Telefone (98) 3218 9924
Entrada franca
Da SECMA

Dilma recebe ministro do Turismo pela 1ª vez e pede explicações sobre contratos com ONG


Novais:"O Ministério do Turismo não assina contrato com pessoas"
Maria Lima e Jailton de Carvalho
BRASÍLIA - O ministro de Turismo, Pedro Novais, precisou esperar seis meses e 21 dias para ter um encontro, nesta quinta-feira à tarde, a sós, com a presidente Dilma Rousseff. Mas, antes, acordou com um chamado da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que tinha um recado da presidente: responder à denúncia, publicada na quarta-feira pelo GLOBO , de que seu ministério assinou três contratos, no total de R$ 52,2 milhões, com o suspeito Instituto Brasileiro de Hospedagem (IBH).
    A ONG é dirigida por César Gonçalves, envolvido em escândalos de malversação de verba pública e alvo de ação do Ministério Público, que pede a devolução de R$ 480 mil. Gonçalves deixou o cargo na estatal Brasiliatur em meio a uma série de denúncias durante a gestão do governador José Roberto Arruda, que renunciou após o escândalo do mensalão do DEM no DF.
    No encontro com Dilma, Novais apresentou documentação sobre o Plano Nacional de Turismo, mas a conversa com Gleisi, mais cedo, foi delicada. Dilma decidiu intervir em qualquer pasta que sofra denúncias de corrupção.
    Os R$ 52,2 milhões foram entregues à ONG para a realização de cursos à distância. Os dois primeiros contratos com a entidade foram feitos na gestão Lula, mas o maior deles, de R$ 25,5 milhões, foi apresentado e aprovado em meia hora, no último dia 6, com anuência de Novais.
    Após o encontro com Dilma, o ministro divulgou nota explicando que sua pasta se comprometeu, no programa Bem Receber Copa, a qualificar 306 mil pessoas. Mas Novais não faz referência ao nome do empresário dono da ONG.
    - O Ministério do Turismo não assina contrato com pessoas, assinou com uma ONG - disse a assessoria de Novais.
    Sobre o contrato de R$ 25,5 milhões, o ministro afirmou que "pensou-se, ainda, em razão da necessidade e garantia do cumprimento da meta global, em conveniar a 3ª fase. Mas isso não foi levado adiante", conclui a nota.
    A nota do ministério não informa se os contratos serão cancelados, ou se alguma investigação será aberta para fiscalizar a aplicação dos R$ 52,2 milhões
De O Globo

Emigrante do Maranhão que deu certo por milagre é destaque na Folha Universal

De mendiga a empresária
Depois de fazer sacrifício, maranhense viu sua vida mudar completamente
Ivonete Soares
    Uma vida marcada pelo sofrimento e pela angústia de não ter um teto para abrigar-se, uma roupa para vestir e o alimento para suprir as necessidades diárias. Assim viveu a ex-moradora de rua, e hoje bem-sucedida empresária, Deuza Gomes Coutinho, de 61 anos. A transformação radical que ocorreu em sua vida se deu quando se revoltou contra aquela situação degradante pela qual passara durante quase 2 anos, tempo em que viveu na mendicância e dependendo de favores de terceiros.
    Nascida no sertão do Maranhão, Deuza conta que veio para São Paulo “tentar a sorte”. Sem saber ler ou escrever, morou na casa de uma família que, num determinado momento, a mandou embora, dando início ao seu dilema. “Como não tinha onde ficar, acabei perambulando pelas ruas, onde vivi os piores momentos. Batia de porta em porta, pedindo comida; muitas vezes, as pessoas me davam uma marmita pronta, cujos alimentos estavam azedos. Mesmo assim, eu comia, porque não tinha alternativa”, revela.
    Foi nesta situação humilhante que, um dia, andando pela região central de São Paulo, Deuza passou em frente ao Cenáculo do Espírito Santo, no Brás, e decidiu entrar. “Na época, acontecia a Fogueira Santa e o pastor que me atendeu, deu apenas uma palavra: ‘Senhora, trabalhe e faça o seu sacrifício.’ Eu absorvi aquele espírito. Saí dali e fui pedir emprego como sempre fazia, porém, ninguém me dava uma oportunidade. Nesse dia em especial, o dono de um bar entregou em minhas mãos um balde, uma vassoura e um pano e ali eu comecei a trabalhar. Juntei tudo que recebi e no dia da entrega do voto, coloquei tudo no altar de Deus”, conta.
    Desse dia em diante, garante, entendeu o verdadeiro significado do sacrifício. “Entreguei a minha vida ao Senhor Jesus e, por conta disso, tenho sido honrada. Estou sempre agindo a minha fé, porque, se eu parar, eu caio. Hoje sou proprietária de uma clínica de estética e beleza situada em um bairro nobre de São Paulo, em prédio próprio, entre outros bens. Mas o essencial é nunca deixar de agir a fé, estar sempre bem espiritualmente, porque esse é o segredo das conquistas”, finaliza.

Manchete histórica: Jornal Extra (21/07/2011)

No Painel da Folha de S. Paulo

Fila
Com a audiência de ontem entre Dilma e Pedro Novais (Turismo), Moreira Franco (Assuntos Estratégicos) é o único na Esplanada que até hoje não teve reunião oficial e individual com a presidente. O ministro está em missão oficial a Roma.
Bloqueio
O governo do Maranhão perdeu R$ 7 milhões de recursos federais, da Secretaria de Direitos Humanos, destinados à construção e reforma de unidades para adolescentes infratores. O Estado não teria apresentado projeto e contrapartida.
RANIER BRAGON (interino) - painel@uol.com.br

Duda Mendonça diz trabalhar de graça em prelbiscito do Pará

Duda (de boné) no lançamento da campanha separatista no PA
FELIPE LUCHETEDE BELÉM
    Recebido com honras em um hotel de Belém, o publicitário Duda Mendonça disse ontem que não cobrará cachê para comandar a campanha pela criação do Estados de Carajás e Tapajós, hoje pertencentes ao Pará.
    Ele é dono de terras em Carajás, cuja elite pretende gerir sozinha as riquezas geradas pelos recursos minerais e pela agropecuária na região.
    Duda disse que fará o serviço de graça por acreditar na causa e reclamou da forma como é retratado nos jornais.
    "O Duda que não é o da imprensa é um cara legal, que gosta de ajudar."
    O marqueteiro é réu no processo do mensalão pela suposta prática de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele já prestou serviços ao ex-presidente Lula e ao deputado Paulo Maluf (PP-SP), entre outros políticos.
    O material publicitário apresentado ontem é o mesmo para as duas regiões. Adesivos e bandeiras são ilustrados por um gesto de positivo com as cores verde e amarela, já presentes na bandeira extraoficial de Carajás.
    O jingle sertanejo, que começa de mansinho e segue numa toada cheia de "diga sim", afirma que "um dia todo filho cresce, um dia chega a hora da emancipação", mas que a família segue unida "num só coração". A letra evita a palavra separação.
    A campanha aposta no mote "dividir para multiplicar" e diz que os novos Estados aumentariam a representatividade da região Norte no Congresso.
    Integrantes do movimento disseram que ainda não têm estimativa de gastos da campanha. O lançamento ocorreu primeiro em Belém, onde há mais resistência à ideia.
Da Folha de S. Paulo

Manchetes dos jornais

Maranhão
CORREIO DE NOTÍCIAS - Roseana assina ordem de serviço para construção da via expressa
JORNAL A TARDE - Governadora assina ordem de serviço pra construção da via expressa hoje
JORNAL PEQUENO - IBAMA nega licença para instalação de usina na divisa do Piauí com o Maranhão
O DEBATE - Governadora assina início de obra da via expressa
O ESTADO DO MARANHÃO - Autorizada licitação para obra do Italuís
O IMPARCIAL - Codomar faz contrato com emrpesa irregular
TRIBUNA DO MARANHÃO - Roseana não respeita nem reserva ecológica
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Três vidas soterradas pelo descaso
FOLHA DE S. PAULO:Europa aprova socorro que deve levar Grécia ao calote
O ESTADO DE S. PAULO:Dnit libera verba de estradas para fazer casas
ESTADO DE MINAS:Impasse na mesa de bar
O GLOBO:Portos inaugurados há dois anos afundam na Amazônia
VALOR:Aditivos param trechos de obras no São Francisco
ZERO HORA:Inundação
Regional
JORNAL DO COMMERCIO:Justiça ordena fim da greve no Detran
MEIO-NORTE:70% dirigem ônibus escolar sem carteira
O POVO:Escândalo derruba presidente do TCE