31 de mar de 2011

Márcio Vasconcelos fica entre finalistas do Prêmio Conrado Wessel de fotografia

    Com o projeto “Na Trilha do Cangaço – O Sertão que Lampião pisou”, Márcio Vasconcelos foi um dos finalistas do concurso mais cobiçado pelos fotógrafos brasileiros. Este mesmo projeto foi vencedor do XI Prêmio Marc Ferrez de Fotografia. (www.natrilhadocangaco.com.br)
    A Fundação Conrado Wessel (FCW) anunciou em seu site www.fcw.org.br na quarta-feira, dia 30 de março, os três vencedores do Prêmio FCW de Artes, na categoria de Fotografia.
    Com o ensaio intitulado “TV P&B”, o fotógrafo gaúcho Luis Tadeu Vilani ficou com o primeiro prêmio no valor de R$ 114.285,74.
    O segundo colocado foi Guilherme Mohallem com o ensaio “Drom, o caminho Cigano”. O terceiro lugar ficou com o fotógrafo Denis Kenji Arimura com o ensaio “Índios Contemporâneos”. Ambos vão receber R$ 42.857,14.
    Os premiados foram escolhidos entre 15 finalistas de um universo de 207 profissionais inscritos no concurso, que abordou a temática “O Brasil e os Brasileiros”. A escolha foi feita por sete jurados coordenados pelo professor Rubens Fernandes Junior, crítico de fotografia, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e diretor da Faculdade de Comunicação da FAAP. Ele é ainda membro do conselho curador da Coleção Pirelli-MASP de Fotografia (Museu de Arte de São Paulo) e da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
    Cerca de 100 fotos dos ensaios dos 15 finalistas serão publicadas no livro da Fundação Conrado Wessel e os ensaios premiados em 1º, 2º e 3º lugares serão expostos na noite da premiação, cerimônia marcada para o dia 13 de junho, na Sala São Paulo, na capital Paulista.
Fotógrafos finalistas do Prêmio FCW de Arte 2010:
ADRIANA MEDEIROS - Nascidos Brasileiros
ANDRÉ VIEIRA - Intérpretes da Roça Nova
ARAQUÉM ALCÂNTARA - Fotografias
BRENO ROTATORI - Manélud
LALO DE ALMEIDA - A Retomada
MÁRCIO VASCONCELOS - Na Trilha do Cangaço - O Sertão que Lampião Pisou
MARCO MENDES - Tribos Urbanas
PAULO PEREIRA - Corpo de Passagem
RICARDO TELES - A Estrada
RIPPER - Retrato Escravo
RODRIGO ZEFERINO - Arredores do Aço
YÊDA BEZERRA DE MELLO - O casamento





Deputado Rubens Júnior rechaça boatos sobreida para prefeitura de Castelo

    O deputado estadual Rubens Júnior (PCdoB) de forma elegante desmentiu durante entrevista à rádio São Luís que estaria embarcando na naufragada administração do prefeito João Castelo (PSDB). "Faço parte do grupo de oposição à governadora Roseana Sarney e do grupo de oposição ao prefeito João Castelo", afirmou peremptoriamente o deputado exercendo segundo mandato na Assembleia Legislativa do Maranhão.
    Para o deputado as especulações sobre uma suposta cooptação individual não faz qualquer sentido. "Sou um homem de partido. Compete a meu partido discutir a questão e o presidente do partido é o ex-deputado federal Flávio Dino, adversário de Castelo nas eleições de 2008", esclareceu o parlamentar. Dino disputou a prefeitura de São Luís com o tucano no segundo turno.
    Rubens Júnior alfinetou o prefeito durante trechos da entrevista. Indagou sobre o destino de parte do dinheiro que o governo Roseana não conseguiu confiscar de Castelo procedente de convênios firmado ainda na gestão do pedetista Jackson Lago.
    Para o deputado a solução para o caos do trânsito na capital deveria motivar parceria institucional entre o Estado e os municípios da região metropolitana de São Luís.

Presidente da NCST vem ao Maranhão comemorar crescimento da central

    O presidente nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores,NCST, José Calixto Ramos, participa nesta sexta-feira, 1º de abril, em São Luís, de uma grande mobilização preparada pelos sindicatos filiados na sede do prédio da antiga Fetiema, na Praça da Biblica.
    Com apenas dois anos de existência a central vem abocanhando parte do movimento sindical do estado. O presidente estadual da NCST, Raimundo Henrique, do sindicato dos trabalhadores da construção civil, está eufórico com o crescimento da entidade.
    O movimento sindical no país cada vez mais é fatiado pela Força Sindical, CGTB, CTB,  UGT e Nova Central.

Manchetes dos jornais

AQUI-MA - Dezessete horas em alto mar
ATOS E FATOS - 39 mortes violentas são registradas em 23 dias
CORREIO DE NOTÍCIAS - Corpo de José Alencar será cremado às 14 horas em Belo Horizonte
JORNAL A TARDE - PDF gera R$ 10 bilhões para empresas maranhenses
JORNAL PEQUENO - Inquérito vai apurar interdição de terminal do aeroporto de São Luís
O ESTADO DO MARANHÃO - Crise no transporte é resultado da falta de projeto, aponta SET
O IMPARCIAL - Aeroporto: Só ANAC pode isentar taxa, dioz Infraero

NO PAÍS
CORREIO BRASILIENSE:Durval encara Justiça e deve perder escolta
FOLHA DE SÃO PAULO:CIA ajuda rebelde líbio após ordem de Obama
O ESTADO DE S. PAULO:Obama assina ordem secreta e CIA já ajuda insurgentes na Líbia
O ESTADO DE MINAS:PIB rural é o melhor da história
O GLOBO:BC vê pressão gigantesca sobre os preços em 2011
VALOR ECONÔMICO:Governo quer que a Petrobras faça as térmicas da Bertin
ZERO HORA:Jogo de empurra deixa ambulâncias paradas em 51 municípios
JORNAL DO COMMERCIO:IML volta ao normal
DIÁRIO DO PARÁ: Polícia pede novo prazo à justiça
MEIO-NORTE:
O POVO:Expulsos soldados que dormiram em viatura

Polícia paulista aposenta o "três-oitão"

Após quase 90 anos de serviços prestados à Polícia Militar de São Paulo, o "canela seca" aposentou-se das ruas. Também chamado pelos praças e oficiais como "três-oitão", o revólver calibre 38 deixou de ser usado oficialmente em janeiro passado.
    Deu lugar à pistola .40, uma arma de uso restrito -não é vendida para civis-, mais moderna e eficiente, afirma o comando da polícia.
    O anúncio da aposentadoria do "três-oitão" foi feito pelo comandante-geral da PM, Álvaro Camilo, durante seminário de segurança na semana passada em São Paulo, ao falar da corporação e dos investimentos feitos por ela.
    Segundo o comandante, todos os quase 100 mil homens da corporação têm hoje uma pistola .40 no coldre.
    De acordo com o coronel Camilo, o novo armamento tem um maior poder de impacto contra o criminoso e, ao mesmo tempo, com menor risco de o projétil transfixar o alvo e acertar terceiros.
    Entre 2005 e 2010, a letalidade dos policiais militares em serviço cresceu 78% no Estado de São Paulo. Ela passou de 278 para 495 casos. Em relação a 2009, no entanto, o ano passado registrou um refluxo de 5,53%.
"EFICÁCIA"
    Especialistas em armamentos elogiam a "eficácia" da pistola .40 nas ruas. "Polícias do mundo inteiro estão optando pela .40 ou pela 45. Na Europa, por tradição, usa-se ainda a 9mm, mas é muito perfurante. O projétil atravessa e pode acertar alguém inocente. Para forças policiais, o .40 é um calibre "pau-pra-toda-obra'", diz Lincoln Tendler, editor-chefe da revista "Magnum", especialista em armamentos.
    A pistola tem também um maior poder de carga. Normalmente um revólver 38 é carregado com seis balas. Depois, precisa ser abastecido, na maioria dos casos, uma a uma, manualmente. Já a pistola chega a ter 17 munições. O especialista em segurança pública Paulo Sette Câmara critica a mudança. Para ele, a polícia deveria concentrar os investimentos em armas não letais porque a maioria das ocorrências da polícia é de casos simples.
"BANGUE-BANGUE"
    "O combate à violência precisa ser com a inteligência e não com um bangue-bangue que coloca pessoas inocentes no meio", diz Sette Câmara, ex-delegado da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança de Roraima e Pará.
    O deputado estadual Major Olímpio (PDT) diz acreditar que existam policiais que fazem serviços internos na polícia, ou que trabalham no interior, que ainda utilizam um revólver 38.
    Ele afirma, porém, que a troca pela pistola é correta e que ela é tão segurança quanto o revólver e, por isso, não há risco de haver maior letalidade de inocentes. "O revólver é um Fiat 147, a álcool. Por mais que esteja conservado, não é como os carros atuais, com injeção eletrônica, air bag e freios ABS."
DESTINO
    O ingresso da pistola na PM começou em 1999. Já o calibre 38 chegou às mãos dos policiais paulistas durante os anos 1920. A PM não informou o valor investido desde 1999 na compra de pistolas .40. A corporação também não informou o que foi feito com os revólveres agora aposentados.
Da Folha de S. Paulo

Aquela aurora

Luiz Fernando Veríssimo
    Em São Paulo acabam de fundar um partido que se declara nem de esquerda, nem de direita nem de centro. Um partido de nada, a favor de tudo, ou exclusivamente a favor de si mesmo. Tudo bem. “Esquerda” e “direita” são termos obsoletos e “centro” hoje é sinônimo de PMDB, ou de uma névoa ideológica. O novo partido paulista não vem preencher um vácuo, vem institucionalizar o vácuo. Seu nome evoca o passado, quando o Getúlio, para não dizerem que o Brasil não era uma democracia, inventou dois partidos opostos, o PTB e o PSD. Justiça seja feita: o novo partido surge representando nada, mas com saudade de um tempo em que as siglas, mesmo falsas, significavam alguma coisa.
    Bom mesmo era o século dezenove, quando tudo isso começou. Como no texto do Paulo Mendes Campos que fala das primeiras horas do Gênese, com “o mundo ainda úmido da criação”, se poderia descrever com o mesmo encanto aquele outro início. Quando a História, por assim dizer, entrou na história e tudo recebia seus nomes verdadeiros. Uma segunda Criação. Hegel ainda quente, Marx lançando suas ideias explosivas como granadas, o passado e o futuro sendo redefinidos com rigor científico e a modernidade tecnológica e modernidade social (ou, simplificando, a máquina a vapor e a nova consciência proletária) prestes a se fundir para transformar o mundo. “Bliss it was in that dawn to be alive”, êxtase era estar vivo naquela aurora, escreveu o poeta Wordsworth sobre a Revolução Francesa. A esquerda poderia dizer o mesmo do século dezenove. Naquela aurora não havia dúvida sobre a inevitabilidade histórica do socialismo.
    Mas êxtase também espera a direita numa volta idílica ao século dezenove. Foi o século de reação à Revolução, da restauração conservadora na Europa depois do terremoto republicano e do nascente capitalismo industrial sem remorso. Os que hoje propõem a “flexibilização” dos direitos dos trabalhadores conquistados em anos de luta (como os que os ingleses defendiam nas ruas de Londres, há dias) babariam com o que veriam no velho século: homens, mulheres e crianças trabalhando 15 horas por dia, sem qualquer amparo, e sem qualquer encargo legal ou moral, fora os magros salários, para seus empregadores. A perfeição. Antes que a pregação socialista a estragasse.
    Século dezenove, terra de sonhos. Tanto para a esquerda quanto para a direita, antes que tudo virasse um mingau só.
De O Globo

30 de mar de 2011

Quase 90% dos Nordestinos têm medo de ser assassinado, diz Ipea

    No Nordeste do Brasil vivem as pessoas com mais medo de serem assassinadas. A afirmação é baseada em estudo feito no ano passado e divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que aponta que 85,5% da população dos Estados do Nordeste tem “muito medo” de ser assassinada. Segundo a pesquisa, essa sensação está relacionada à elevada taxa de homicídios dolosos (com intenção de matar) e ao pequeno investimento público em segurança. O estudo apontou que na região, em 2009, ocorreram 293 homicídios por milhão de pessoas.
    No outro extremo da pesquisa está o Sul do País, em que 12,8% da população afirma não ter “nenhum medo” de morrer assassinada. A taxa de homicídios dolosos na região é de 217 por milhão de habitantes, a segunda menor do Brasil.
    Segundo o estudo, na média brasileira, 97 em cada mil habitantes se sentem seguros. A taxa de homicídios dolosos no País é de 224 por milhão de habitantes.
Gastos com Segurança Pública
    Região mais insegura, no Nordeste também é registrado o menor gasto per capita com segurança pública do País, apenas R$ 139, 60. Por outro lado, a região lidera no quesito número de pessoas que confiam nas polícias militar e civil (5,8% da população) e é a segunda colocada em avaliações positivas do atendimento policial. De cada 100 mil atendimentos, 463 foram considerados bons, deixando o Nordeste atrás apenas do Sul, onde a cada 100 mil habitantes 496 consideraram o atendimento policial bom ou ótimo.
    No Brasil, em média, são gastos R$ 200,07 per capita com Segurança Pública, 297 de mil habitantes confiam nas polícias militar e civil e 435 avaliam positivamente o atendimento policial recebido.
    O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) tem a finalidade de verificar como a população de cada Estado do Brasil avalia serviços de segurança públicos e permite que o Estado atue de maneira mais eficaz nessas áreas.
Do IG

Na agulha: Alice Cooper juntando eros e tanatos

Procura-se um Luiz Gonzaga.

    A busca está sendo feita pelo diretor Breno Silveira, da Conspiração Filmes, que rodará, no segundo semestre deste ano, o filme Gonzagas (título provisório), sobre o Rei do Baião. Silveira, que esteve à frente do longa-metragem Dois filhos de Francisco, vai selecionar um ator ou cantor entre 25 e 35 anos, moreno ou mulato, que se pareça com o músico.
    Os interessados devem enviar nome completo, data de nascimento, endereço, telefone e e-mail, idade, peso, altura e duas fotos 10x15 (uma de rosto e outra de corpo inteiro) para a produtora de elenco Cibele Santa Cruz até 10 de maio. Vídeos também são aceitos.
    O material deve ser enviado pela internet (para o e-mail cibele@conspira.com.br) ou pelos Correios (Projeto Gonzagas, caixa postal: 38024, CEP: 22.440-970, Rio de Janeiro – RJ).

Cadete da Marinha desmaia ao lado de caixão de Alencar

Um cadete da Marinha desmaiou e bateu a cabeça no chão ao lado do caixão do ex-vice-presidente José Alencar, no Palácio do Planalto. Ele foi imediatamente atendido por socorristas que estão de prontidão no Salão Nobre, onde acontece o velório. Eles levantaram as pernas do militar e em seguida ele foi retirado do salão em uma cadeira de rodas.


Tribunal de Justiça do Maranhão restabelece pensão vitalícia de ex-prefeito de Coelho Neto

    Na sessão jurisdicional desta quarta-feira, 30, o Pleno do Tribunal de Justiça decidiu, por maioria, determinar o restabelecimento de pensão mensal do ex-prefeito de Coelho Neto, Afonso Augusto Duque Bacelar, suspensa desde 2009 por ato do prefeito. Afonso Bacelar exerceu o cargo de 1973 a 1977.
   A decisão se deu em reclamação ajuizada pelo ex-prefeito, contestando o indeferimento de pedido de execução pelo juízo da 1ª Vara de Coelho Neto. A reclamação foi relatada pelo desembargador Joaquim Figueiredo, que foi seguido pela maioria dos membros no entendimento de que a suspensão da pensão vitalícia, concedida por lei anterior à Constituição Federal de 1988, fere direito adquirido.
    O caso já havia sido apreciado pela 2ª Câmara Cível do TJ, em maio de 1985, quando foi garantido ao ex-prefeito o recebimento da vantagem, prevista na Lei Municipal n° 152/1981. A lei garante aos ex-prefeitos a pensão vitalícia de 60% das vantagens do chefe do Executivo municipal.
    A maioria votou pela procedência da Reclamação, a fim de garantir a autoridade da decisão de 1985 e “em respeito à segurança jurídica”.
Divergência - Em voto divergente, alguns membros da Corte votaram pela improcedência do pedido, considerando que a vantagem foi extinta pela Lei Orgânica do Município de Coelho Neto, fato que não foi contestado pelo ex-prefeito. Eles também entendiam que a vantagem vitalícia não é compatível com o atual sistema constitucional brasileiro, face a princípios como o da moralidade.
Da Assessoria do TJ-MA

Todos contra o deputado federal Jair Bolsonaro

    Mais de dez mil pessoas confirmaram presença em ato de repúdio que a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) fará, nesta quarta-feira, a partir das 16h, no Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro (CEERJ), na rua dos Inválidos, no Centro da Cidade,  às declarações racistas e homofóbicas do deputado federal Jair Bolsonaro a um programa de televisão. Em um perfil criado no Facebook, vários manifestantes mostraram estar revoltados com o deputado. O protesto acontece durante o terceiro aniversário da Comissão.
Assista Bolsonaro no CQC:

São Bernardo testa meninos do Maranhão

Deborah Moreira
    O sonho ainda não acabou para os dez meninos do Maranhão que chegaram no Grande ABC há dez dias para tentar uma chance nos clubes de futebol da região. Na quinta-feira,31, os jovens terão uma chance de mostrar seu talento em uma peneira do São Bernardo Futebol Clube, às 8h.  Nesta terça-feira, 29, eles fizeram treino para garantir condicionamento mínimo para o teste.
    Na quinta e sexta-feira, eles foram pegos tentando tirar documento de identidade com idade inferior, apresentando certidões de nascimento falsas no Poupatempo São Bernardo, de modo a terem mais chances nos testes. A prática é conhecida como gato.
    Segundo a Fundação Criança, para onde foram encaminhados nove deles por serem menores, o MP (Ministério Público) concedeu remissão aos adolescentes, uma espécie de perdão. Agora, falta o juiz da Vara da Infância e Adolescência do município apreciar o caso e confirmar a remissão. O MP não se pronunciou por se tratar de segredo de Justiça.
    Na noite de terça, A.F.S.F., 18 anos, detido na quinta-feira em flagrante, ganhou liberdade provisória. Ele ainda não sabe, no entanto, se poderá retornar para seu Estado.
    O objetivo dos aspirantes a jogador de futebol era participar das peneiras de sub-15 e sub-17, segunda-feira.
    O clube abrirá as portas para eles atendendo a um pedido do prefeito da cidade, Luiz Marinho (PT), e pela história dos amigos, que há três anos jogam no Tigres do Lago, time da escola municipal de futebol de Lagoa da Pedra, há cerca de 300 quilômetros de São Luís.
    "Eles vão passar primeiro por treino físico para se soltarem e se ambientarem. Na quinta-feira (amanhã) eles serão avaliados", explicou o presidente do clube, Luiz Fernando Teixeira Ferreira.
    Os dez rapazes chegaram acompanhados pelo diretor de Esportes do município, Joemias Dias Rodrigues, que chegou a ser preso na sexta-feira, mas foi liberado no dia seguinte. Ele não foi localizado. O grupo se instalou em uma casa de quatro cômodos no Parque São Bernardo e pretendia permanecer na região por cerca de dois meses
Do Diário do ABC

Coronel da PM diz que arrombamento de igreja se deve à falta de investimentos em segurança

    O comandante do policiamento metropolitano de São Luís, coronel Jefferson Teles, culpa os párocos da Igreja de São João, no centro da cidade, pelo arrombamento ocorrido na madrugada de terça-feira. "Eu culpo os padres pelo que aconteceu na Igreja de São João", afirmou o coronel da Polícia Militar do Maranhão.
    Teles entende que os donos do patrimônio devem se utilizar de segurança privada, de cerca elétrica e câmara para se proteger da ação dos bandidos. Segundo ele, à policia cabe a segurança na rua. Acredita que a Ronda Comunitária seja eficaz e pronto. Afirma que no centro as rondas são frequentes e satisfatórias. Embora reconheça, de maneira contrastante, que o efetivo é insuficiente e o número de veículos, também.
    A lógica do coronel é ancorada em uma experiência recente. Ao alardear que o Maranhão teve o carnaval mais seguro dos últimos anos, ganhando manchetes dos veículos afiliados à Secretaria de Comunicação do Estado, Teles esqueceu que o reforço das operações contou com um batalhão de seguranças privados contratados por prefeituras. Em São José de Ribamar foi notório o aparato privado.
    Esgueirando-se de suas atribuições Jeferson Teles apenas corrobora a ineficácia de um sistema corroborado em números. São as estatísticas que desmontam seus oráculos.

Lambe-Lambe- Mulher Babaçu denuncia devastação na mata fechada do Rio Calhau, em São Luís (MA)

AQUI-MA tripudia o Estatuto da Criança e do Adolescente

    O jornal , da Empresa Pacotilha S.A., na edição desta terça-feira,30 de março, fere o Estatuto do Adolescente. Sob a manchete Última Assalto, o tabloide sensacionalista comete infração administrativa ao  diulgar o nome da menor de 15 anos de idade assassinado durante tentativa de Assalto no bairro Santo Antonio (Veja reproduções - cometendo o mesmo crime).

O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente:
Capítulo II
Das Infrações Administrativas
Art. 247. Divulgar, total ou parcialmente, sem autorização devida, por qualquer meio de comunicação, nome, ato ou documento de procedimento policial, administrativo ou judicial relativo a criança ou adolescente a que se atribua ato infracional:
Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.
§ 1º Incorre na mesma pena quem exibe, total ou parcialmente, fotografia de criança ou adolescente envolvido em ato infracional, ou qualquer ilustração que lhe diga respeito ou se refira a atos que lhe sejam atribuídos, de forma a permitir sua identificação, direta ou indiretamente.
§ 2º Se o fato for praticado por órgão de imprensa ou emissora de rádio ou televisão, além da pena prevista neste artigo, a autoridade judiciária poderá determinar a apreensão da publicação ou a suspensão da programação da emissora até por dois dias, bem como da publicação do periódico até por dois números. (Expressão declara inconstitucional pela ADIN 869-2).





O político humano

Merval Pereira
O ex-vice-presidente José Alencar humanizou a imagem do político com sua simpatia natural e, sobretudo, pela luta que travou em público contra a doença que acabou matando-o já fora do poder. O destino foi injusto com ele, não permitindo que descesse a rampa ao lado de Lula ao fim dos oito anos de governo em que foi uma figura política relevante, tanto nas negociações de bastidores quanto na pregação permanente contra a alta taxa de juros.
    Mesmo sendo a antítese da figura do vice ideal, que seria aquele que não aparece, Alencar conseguiu ajudar Lula desde o início da candidatura, quando surgiu como o empresário que avalizava aquele líder operário que colocava medo nos seus companheiros capitalistas.
    O PL, que terminou na oposição a Fernando Henrique, surgiu como solução para a composição de uma chapa que indicasse a mudança ideológica da candidatura de Lula à Presidência.
    Foi uma sinalização fundamental para garantir segurança a uma parte do eleitorado. Coube a Alencar compor uma chapa inédita unindo trabalho e capital que viabilizou a vitória de Lula na sua quarta tentativa de chegar à Presidência da República.
    E fez isso com habilidade de político mineiro, fechando na undécima hora, em 2002, um acordo polêmico do PT com o PL, partido a que estava filiado então.
    Trancados no quarto de um apartamento, José Dirceu e Valdemar da Costa Neto negociaram tenebrosas transações, enquanto na sala, oficialmente alheios aos acertos finais, Alencar e Lula conversavam.
    Esse acerto teria consequências desastrosas mais adiante, quando surgiu o escândalo do mensalão, mas nem Lula nem Alencar foram atingidos por seus estilhaços.
    O PL do bispo Macedo acabou tornando-se uma sigla manchada pelo escândalo, e Alencar mudou-se em outubro de 2005 para o Partido Municipalista Renovador (PMR), hoje Partido Republicano, também ligado à Igreja Universal, uma manobra do católico Alencar para continuar garantindo o apoio dos evangélicos ao governo Lula.
    Indemissível, pois tinha mandato, Alencar seria uma pedra no sapato da equipe econômica até o fim do primeiro governo de Lula com suas reclamações sobre a política de juros, que atribuía ao então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e chegou a ser cogitado como candidato à Presidência em oposição a Lula, o que jamais foi possível devido à amizade crescente que surgiu entre os dois.
    A escolha do vice-presidente José de Alencar para acumular o cargo de ministro da Defesa foi considerada pelos especialistas em segurança na ocasião um agrado do governo Lula aos militares, diante da evidente resistência dos militares a um comando civil.
    Os militares, com isso, se considerariam tratados como se tivessem uma situação acima das demais áreas do governo.
    O vice-presidente, um empresário nacionalista, também era visto como o ideal para negociar com o governo investimentos para reequipamento das Forças Armadas, mas teve uma passagem apagada pelo ministério e acabou sendo substituído por Waldir Pires.
    Alencar tinha orgulho de ser um empresário nacionalista e dizia que sua pregação contra os juros era um trabalho de "catequese, de formação, uma cruzada".
    Às suas pregações contra os juros altos, uma bandeira altamente popular, José Alencar adicionou críticas mais amplas à política econômica do governo e chegou a se aproximar de economistas de esquerda, ligados ao Conselho Federal de Economia.
    Houve um momento em que, devido à doença de José Alencar e também às suas críticas, foi aventada a troca do vice na chapa da reeleição de Lula, para incorporar o PMDB à base do governo com mais força.
    Mas a ligação pessoal entre ele e o presidente Lula, que àquela altura já ultrapassava os interesses partidários, impediu que se desfizesse a dupla, que continuou pelo segundo mandato.
    A dimensão humana do político foi ganhando pouco a pouco maior relevância, enquanto ele lutava estoicamente contra o câncer, numa sucessão espantosa de cirurgias.
    Sua obstinada luta pela vida passou a ser acompanhada por todo o país, e seu exemplo de superação emocionou tantos quantos viam e ouviam suas declarações, a cada dia mais filosóficas à medida que o fim ficava mais próximo.
    Dizia, por exemplo, que mais do que temer a morte devia-se temer a desonra. Ou que Deus dispunha de seu destino e que, se o quisesse levar, "nem precisava do câncer".
    Aos que se espantavam com seu bom humor depois de uma das tantas cirurgias a que se submeteu, comentou: "Eu sou assim mesmo, mas a coisa está preta."
    Recebeu de todo o país um mar de correspondências, com mensagens de apoio e até receitas para livrá-lo do câncer.
    Atribuía a essa mobilização dos brasileiros eventuais melhoras de seu ânimo, e houve momentos em que se entusiasmou com os efeitos de um medicamento experimental que parecia estar reduzindo o tamanho dos tumores em seu abdômen.
    Sua empatia com o brasileiro comum resistiu até mesmo a uma atitude polêmica, a de rejeitar de público fazer exame de DNA para verificar se era mesmo sua uma filha que reclamava sua paternidade.
Da Folha de S; Paulo

Manchetes dos jornais

AQUI-MA- Último assalto
ATOS E FATOS - Deputados ouvem professores e querem reunião com Roseana
CORREIO DE NOTÍCIAS - Morre o ex-vice presidente da República José Alencar
JORNAL A TARDE - Governo convoca novos professores
JORNAL EXTRA- Equipe da prefeitura é autuada pela polícia por cortar pau no rangedor
JORNAL PEQUENO - TSE recebe recurso contra diplomação de Roseana Sarney
O ESTADO DO MARANHÃO - Governo do estado quer suspensão da taxa de embarque no aeroporto
O IMPARCIAL - Ele resistiu o quanto pôde

NO PAÍS
CORREIO BRASILIENSE:Alencar, um brasileiro
FOLHA DE SÃO PAULO:Crédito cresce, apesar de medidas do governo
O ESTADO DE S. PAULO:Coalizão articula dar armas aos rebeldes contra Kadafi
O ESTADO DE MINAS:Adeus, guerreiro
O GLOBO:Combustíveis sobem mais e pressionam a inflação
VALOR ECONÔMICO:Crédito terá aperto com IOF maior para dinheiro de fora
ZERO HORA:Após escândalo, Estado anuncia devassa no Daer
JORNAL DO COMMERCIO:Governo reage e vai contratar legistas
DIÁRIO DO PARÁ: Ibama multa Duciomar e Prefeitura
MEIO-NORTE:Vai-se um símbolo da esperança
O POVO:Zé Alencar, um brasileiro

Dica de leitura: Antropóloga mergulha nas redações em "O mundo dos Jornalistas"

    Muito se fala sobre a imprensa, mas pouco se conhece sobre o trabalho do jornalista. Visando preencher essa lacuna, a antropóloga Isabel Travancas faz um mergulho nas redações de jornais, rádios e TVs para acompanhar repórteres desde sua chegada ao trabalho até a produção da notícia.
    Nesse percurso, descortina uma carreira que, para muitos, é cheia de glamour e ligações com o poder, mas, na realidade, exige devoção extrema dos profissionais que a ela se dedicam. Recheado de depoimentos de jornalistas iniciantes e de veteranos como Janio de Freitas e Zuenir Ventura, o livro O mundo dos jornalistas (168 p., R$ 40,90), lançamento da Summus Editorial, em edição revista, mostra que a profissão de repórter demanda, ao mesmo tempo, habilidade de correr contra o relógio, capacidade de gerenciar o estresse e, acima de tudo, paixão pelo que se faz.
    "É uma reedição com sabor de primícias, um observatório que vale a pena compartilhar", afirma o jornalista Alberto Dines, que assina o prefácio do livro. Para ele, a obra oferece um olhar sobre um recanto muito especial da sociedade moderna, onde a realidade transforma-se em notícia e o relato do acontecido em nova realidade.
A autora
Isabel Travancas é jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ e doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-doutora em Antropologia pelo Museu Nacional/UFRJ, é autora de O livro no jornal (Ateliê, 2001) e Juventude e televisão (FGV, 2007). É ainda organizadora de Novas seletas - Lima Barreto (Nova Fronteira, 2004) e Antropologia e comunicação (Garamond, 2003, com Patrícia Farias).
Título: O mundo dos jornalistas - 4ª edição revista
Autora: Isabel Travancas
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 40,90
Páginas: 168
ISBN: 978-85-323-0655-5
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890

29 de mar de 2011

Dilma sanciona lei que garante aos avós direito de visita aos netos de pais divorciados

    A presidente Dilma Rousseff sancionou, na segunda-feira (28), a lei que garante aos avós o direito de visita aos netos em caso de pais divorciados. A sanção presidencial foi publicada nesta terça-feira (29), no Diário Oficial da União.
   Segundo a norma, o direito de visita se estende a qualquer dos avós, a critério do juiz, observados os interesses da criança ou do adolescente. A guarda e a educação dos filhos também pode, a critério do juiz, ser extensivo a cada um dos avós.
   O projeto de lei do Senado que modifica o Código Civil havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em 2 de março. A matéria dependia apenas da sanção presidencial. Na Câmara, a matéria foi aprovada com o apoio da oposição que retirou obstrução.
O que diz a lei :
LEI Nº. 12.398, DE 28 DE MARÇO DE 2011:
Acrescenta parágrafo único ao art. 1.589 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, e dá nova redação ao inciso VII do art. 888 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, para estender aos avós o direito de visita aos netos.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º O art. 1.589 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, passa a vigorar acrescido
do seguinte parágrafo único:
“Art. 1.589. ……………………………………………………………………
Parágrafo único. O direito de visita estende-se a qualquer dos avós, a critério do juiz, observados os interesses da criança ou do adolescente.” (NR)
Art. 2º O inciso VII do art. 888 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 888. ………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………….
VII – a guarda e a educação dos filhos, regulado o direito de visita que, no interesse da criança ou do adolescente, pode, a critério do juiz, ser extensivo a cada um dos avós;
…………………………………………………………………………………..” (NR)
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 28 de março de 2011; 190º da Independência e 123º da República.
DILMA ROUSSEFF
Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto
Maria do Rosário Nunes

Na agulha: Salve Gal Costa e Jards Macalé sob o manto do poeta Torquato Neto

Chico Escórcio quer prender prefeito Balé e conta com apoio de Zé Carlos da Caixa



Casas são demolidas em Trizidela do Vale
    Em entrevista-pronunciamento à Mirante AM, Francisco Escórcio, secretário de Representação Institucional em Brasília do governo do Maranhão, esbravejou que o caso das casas demolidas em Trizidela do Vale é de polícia. "Deveriam prender os responsáveis", trombeteou o suplente de deputado federal, acusado de fazer espionagem para chantagear os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO).
    Chico Escórcio, que em quatro anos multiplicou por dez sua fortuna, esquece os aliados das eleições de 2010. São eles os mesmos criminosos que por anos a fio contribuem para que o Maranhão se estagne na miséria.
    O prefeito de Trizidela do Vale, Jânio Balé (eleito PDT), é o mesmo que em setembro de 2010 demitiu uma diretora de escola em represália por ter participado de ato público com participação do candidato ao governo Jackson Lago. Agente da SS de Roseana Sarney, Balé passou asfalto na cidade às vésperas do pleito propagandeando os feitos do governo que destronou na Justiça seu ex-correligionário, eleito governador em 2006.
    Com viés eleitoreiro, a então governadora em terceiro mandato promoveu uma reunião entre o superintendente da Caixa Econômica, o hoje deputado estadual "Zé Carlos da Caixa", para amarrar o programa Minha Casa, Minha Vida com os prefeitos e o agente financeiro que, de forma direta, representava um braço de Lula.
    O escândalo da demolição de casas no estado com maior déficit habitacional do país não arrefeceu a parceria de Zé Carlos da Caixa com a aliada do peemedebê, como querem crer e fazer disse uma crença os petistas de bigode. em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, o ex-superintendente da Caixa, cujos contratos estão sendo investigados pelo Ministério Público Federal sob suspeita de irregularidades e fraudes, enxergou apenas o que quis o empenho do governo em resolver o problema dos flagelados do Maranhão.
    Essa manifestação de subserviência é contagiosa. Inoculou também o deputado estadual Raimundo Louro, com raízes eleitorais fincadas em Pedreiras e Trizidela do Vale. Na semana passada em entrevista á Rádio Educadora, Louro disse que nada sabia sobre as casas, mas que iria investigar. soube através da televisão. Fica mais fácil e as cores são mais nítidas que a realidade. Afinal, essa é a real política do estado com índices de desenvolvimento do estado de corar desavergonhados.

TSE recebe recurso contra diplomação de Roseana Sarney

    O Tribunal Superior Eleitoral informou nesta terça-feira que recebeu um recurso ontra a diplomação da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e de seu vice, Washington Oliveira (PT). A ação, que pede novas eleições, foi movida pelo candidato a deputado estadual pelo PRTB no Maranhão José Maria da Silva Fontinele. Segundo ele, a governadora teria utilizado os meios de comunicação de forma irregular para se reeleger.
    Fontinele afirma a marca do Estado foi afixada locais como escolas e ambulâncias durante o período eleitoral. "Não se pode permitir que a máquina administrativa seja usada para reforçar ou alavancar campanha eleitoral de qualquer candidato, em verdadeiro atentado ao princípio republicano", argumenta Fontinele. "A situação de ilícita vantagem em relação aos demais concorrentes é, pois, evidente", sustenta o candidato na ação.
    Além da propaganda, Fontinele diz que Roseana tomou posse em abril de 2009, sem se afastar para a reeleição, e "desta forma ela estaria inelegível". "O governador empossado por assunção, como foi o caso, teria o dever de desincompatibilizar seis meses antes do pleito para concorrer para o exercício subsequente", afirma Fontinele.
Do Terra

Secretaria de Cultura do Maranhão inclui "blocos fantasmas" no orçamento do carnaval 2011

    O orçamento do carnaval de 2011 ainda estás aberto na Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão. Quase um mês depois da quarta-feira de cinzas o secretárui Bulcão resolveu botar asas nas costas. A título de patrocínio ainda recebe e encaminha ao setor responsável oficios de blocos e brincadeiras que só existem no papel. Os blocos fantasmas lavam a burra da SECMA.
    O lava pratos dos recursos da SECMA rateia entre os "grupos" entre R$ 500 e R$ 1.000. Sem nunca ter divulgado quanto o governo do estado destinou ao carnaval, o secretário é ansiosamente esperado no fim das tarde pelos "donos" de brincadeiras carnavalescas.
    Nos bastidores correu a notícia de que o carnaval de 2011 custou ao erário estadual mais de R$ 20 milhões. Era voz corrente entre os "brincantes" de que a permanência de Bulcão na pasta estaria com os dias contados.O comentário dá conta  que teria sido Jorge Murad, o marido da governadora Roseana Sarney, o consultor direto sobre os repasses a políticos.

Jornalista do Informe JB lança "Corra que a política vem aí..." em São Luís

    O jornalista Leandro Mazzini, que responde pela coluna Informe JB e apresenta o programa Frente a Frente da Rede Vida, estará em São Luís dia 1º de abril para lançar o seu livro de crônicas sobre a política brasileira Corra que a política vem ai .....
    Será às 16h no anfiteatro do Curso de Comunicação da UFMA e às 19h no auditório da Faculdade São Luís. Antes, ele falará sobre os bastidores da cobertura política em Brasília.

Vereador Pereirinha pede para secretário "ajeitar as coisas" para seu amigo da empresa Raio de Sol

    O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Antonio Isaías Pereirinha (PSL), se superou durante o painel para debater a crise dos transportes, trânsito e o diabo a quatro entre os vereadores da capital maranhense, realizado nesta segunda-feira,28.
    Entre um e mais discursos sobre a "ixperiente" administração de Castelo, Pereirinha lascou: "Secretário (Clodomir Paz), eu tenho um amigo, da empresa Raio de Sol, que reclama sobre uma sobretaxa cobrada pela SMTT. Ele é o empresário Anrtonio Macedo. Acontece que ele emvelopa os veículos que compra e depois a secretaria cobra novamente para envelopar no padrão. Eu queria que o senhor visse essa situação", solicitou.
    Exibicionista de poder nos últimos tempos,  a começar pelo vistoso harém que adotou como séquito, Pereirinha não se constrangeu em fazer o pedido particular à maneira contumaz daquele: "ajeita isso lá pra mim".

Charge do dia: Sponholz

Manchetes dos jornais

ATOS E FATOS - Chuvas e buracos geram protestos contra Castelo
CORREIO DE NOTÍCIAS - Mais de 250 mil pés de maconha são destruídos
JORNAL A TARDE -Risco de morte no trânsito é maior no Maranhão e Piauí
JORNAL PEQUENO - Dilma manda suspender concursos e nomeações
O ESTADO DO MARANHÃO - Infraero reduz tarifa de embarque no aeroporto
O IMPARCIAL - Trânsito do Maranhão é o mais perigoso do país

NO PAÍS
CORREIO BRASILIENSE: As 12,4 mil vagas que o governo cortou
FOLHA DE SÃO PAULO:Coalizão amplia ofensiva e discute Líbia pós-Gaddafi
O ESTADO DE S. PAULO:Juízes federais marcam greve por reajuste de 14,79%
O ESTADO DE MINAS:Procuram-se 44 mil hóspedes até 2014
O GLOBO:Planalto: Saúde e Educação não agem contra as fraudes
VALOR ECONÔMICO:Petroleiras não cumprem índices de conteúdo local
ZERO HORA:Álcool no RS é o mais caro do país
JORNAL DO COMMERCIO:Leão volta ao G-4
DIÁRIO DO PARÁ: 22 condenados por fraude na CDP
MEIO-NORTE: Eletrobras ameaça elevar tarifas de 250 mil
O POVO: Cearenses terão 105 mil vagas em cursos gratuitos

28 de mar de 2011

Agenda dos professores da rede pública estadual

Celso Borges é entrevistado no programa Leituras da TV Senado

Prefeitura de São Luís ajuda Taguatur manter monopólio do transporte no Itaqui-Bacanga

  A prefeitura de São Luís colabora com o monopólio da EmpresaTaguatur na região do Itaqui-Bacanga,buscando ser eficiente na fiscalização do transporte coletivo clandestino. A informação foi dada pelo secretário municipal de Trânsito e Transporte, Clodomir Paz, durante painel realizado pela Câmara Municipal de São Luís por solicitação do vereador Astro de Ogum, presidente da Comissão de Transporte do legislativo. Ogum é contra o monopólio.
    Durante menos de uma hora o secretário ocupou a tribuna da Câmara para ler um relatório sobre a situação do trânsito e transporte públicos da capital do Maranhão. Segundo Paz, a oferta de ônibus está muito acima do crescimento de usuários. Ao crescimento da frota de 13% entre 2008 e 2011, houve um aumento de passageiros foi de apenas 5,26%, afirmou o secretário no relatório que não quis distribuir para a imprensa.
    Precisou que o presidente da Câmara, vereador Antonio Isaías Pereirinha, acudisse o auxiliar do prefeito João Castelo (PSDB) para conter os protestos da galeria. Pelo regimento interno, durante painel apenas vereador pode se manifestar. Ninguém mais.
    Há mais de três décadas a Taguatur chegou ao Maranhão para explorar em regime de monopólio o transporte na área Itaqui-Bacanga. Região portuária da ilha de São Luís, o crescimento da população foi acelerado até final da década de 90 do século passado. Além de São Luís a empresa serve a cidade satélites em Brasília, Goiás e Teresina. Vem da capital do Piauí a frota que circula em São Luís
    Quando o ex-prefeito Tadeu Palácio estava deixando o Palácio La Ravardière, mandou para a Câmara um projeto que abria a licitação para exploração do transporte público de São Luís. Presidente da comissão, Astro de Ogum afirma que foi decisivo para rejeição do projeto.
    Desde que assumiu o mandato em janeiro de 2009, Castelo promete fazer licitação. O secretário Clodomir Paz afirma que o processo será feito durante a gestão do tucano. "A concorrência pública será de caráter nacional, conforme as regras, com o devido contrato entre as parte e de forma duradoura", revela o segredo da pólvora o secretário Paz.
    Atualmente a exploração do serviço é feito através de ordem de serviço. Um estudo sobre linhas de transportes em São Luís foi encomendado pela prefeitura de São Luís a uma universidade do Rio de Janeiro.
    O vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), vice-líder do governo na Câmara, acha que a cidade não comporta mais ônibus. Reconhece o déficit de 400 ônibus em circulação para atender aos usuários, mas acha que não há vias para comportam a frota. Rodrigues propõe uma PPP (Parceria Público Privada) para viabilizar um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Por conta da riqueza de pensamentos, levou vaia da galeria.
    A contribuição maior veio do vereador Chaguinha, "aliado", mas não comparsa de João Castelo. Segundo ele, a resolução do trilema (neologismo de sua genialidade) do transporte está na metropolização do serviço. Isso geraria o transporte clandestino. Alertou para o fato de São Luís ter 2 mil táxis licenciados e outros 2 mil clandestinos, rodando, segundo Clodomir Paz. Para se ter uma ideia da complexidade da chamada problemática do transporte, os táxis do município de São José de Ribamar podem trazer passageiros para São Luís, mas tem que voltar batendo nos buracos. Em mais ou menos isso se resume o painel do transporte coletivo.
As linhas da Taguatur:
Vila Nova• Alto da Esperança• Gancharia• Fumacê• Anjo da Guarda• Piçarra• Porto Grande• Rio dos Cachorros• Cajueiro• Gapara• Vila Isabel• Residencial Paraíso• Vila Embratel• Sá Viana• Campus• Itaqui• Vila Maranhão• Porto Grande• Circular/Feira

Ato público em protesto contra a exploração e crise no transporte público será dia 1º na Praça Deodoro

    O Comitê Padre Josimo junto com várias organizações sociais organizam ato público na próxima sexta-feira, 1º de abril, na Praça Deodoro (Centro), em protesto contra os graves problemas do tgransporte público em São Luís.
    A programação começa às 15 horas com exibição de filmes. No local será instalada uma tribuna livre para que a população manifeste sua opinião sobre os problemas e apresente sugestões para melhoria do sustema.

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO - Homicídios com características de execução começam a ser apurados
O ESTADO DO MARANHÃO - Prefeituras têm 7 dias para prestar contas

NO PAÍS
CORREIO BRASILIENSE:Violência: GDF quer fechar bares mais cedo para reduzir criminalidade
FOLHA DE SÃO PAULO:Rebeldes vão rumo a bastião de Gaddafi
O ESTADO DE S. PAULO:Rebeldes avançam rumo à cidade de Kadafi
O ESTADO DE MINAS:Brecha do INSS permite abuso nas pensões
O GLOBO:Angra planeja obras para ter plano de fuga pelo mar
VALOR ECONÔMICO:Emissões de letra financeira de longo prazo deslancham
ZERO HORA:Definido o trajeto do metrô de Porto Alegre
JORNAL DO COMMERCIO:Leão volta ao G-4
MEIO-NORTE: Piauí vai comandar ações do Nordeste
O POVO:Mulher resgata marido de cela de superintendência

27 de mar de 2011

Cacuriá do Laborarte ganha prêmio de dança da Funarte

Grupo maranhense está entre os 40 selecionados
    Com o projeto 'Vamos Cacuriá Brasil" o Laborarte foi contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2010. A relação foi divulgada na semana passada pela Funarte que também comunicou que os recursos destinados aos projetos estavam disponíveis até sexta-feira,25. Os contemplados terão 250 dias para executar o projeto, a contar da data do depósito.
    Do Maranhão apenas o Laborarte vai receber investimentos. Dez projetos do Norfeste foram escolhidos, Entre eles, três do estado do Ceará.Quarenta projetos referentes à circulação nacional de espetáculos e a outras atividades de dança receberão prêmios de até R$ 100 mil.Mais de 650 projetos foram inscritos no programa. A análise do material coube a uma comissão formada por especialistas das cinco regiões do país
   Com investimento total de R$ 3 milhões, o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2010 foi concedido a 40 projetos da área de dança, submetidos por pessoas físicas ou jurídicas de todo o país. As propostas podem se referir à circulação nacional de espetáculos e a outras atividades de dança. A lista de projetos classificados foi divulgada em 19 de novembro de 2010.

Filho de Jackson Lago ataca Flávio Dino em artigo

O imbróglio acabou
Igor Lago
Um ministro, o recentemente nomeado, o senhor Fux, deu o seu voto sobre a questão da aplicabilidade da lei ficha limpa já para as eleições de 2010.
    Reconheceu, como todos nós, a importância da lei para o combate à corrupção brasileira.
    Votou contra! Apesar de toda a pressão das corporações jurídicas que tem atuado de forma que deixa a desejar em muitos aspectos, especialmente o ético e o moral.
    Mas, como muitos de nós, respeitou a Constituição Federal -esse pedaço de papel que, com seus artigos e coisas e tal, nos garante muitas coisas, dentre elas, os direitos e deveres de cidadão. Seja feia ou bonita, completa ou incompleta, conservadora ou progressista, esse pedaço de papel- o nosso maior papel-, deve ser cuidado e tratado com carinho e afeição. Não pode ser alterado ao bel prazer de uns e outros, mesmo que os motivos sejam justos.
    Me vem à memória uma máxima que o grande pensador italiano Norberto Bobbio gostava de citar: ” O fim bom salva até os piores meios ou os meios maus corrompem até os piores fins?”. Cabe a cada um de nós julgar!
    Agora, neste exato momento, congratulo a decisão do STF. Me junto à felicidade do casal Capiberibe que foi injustamente cassado no ano de 2004 numa manobra rasteira(como sempre!) de senhores da estirpe de um José Sarney, Nelson Jobim e Renan Calheiros.
    Me junto à felicidade do governador Cunha Lima, que foi vítima da perseguição sarneysista, a fim de encobrir o que viria logo a acontecer naquele Tribunal Superior Eleitoral a respeito do Maranhão no final de 2009. A estratégia era cassar primeiro o governador da Paraíba e, logo a seguir, o do Maranhão. Assim, acreditavam os senhores de nossos destinos que seria mais assimilável à opinião pública a cassação de um governador que derrotara a mais atrasada oligarquia brasileira.
    Essa decisão torna o Brasil menos pequeno, pois aqui, nesta terra feita para os outros, desde sempre, aos trancos e barrancos, pois fomos feitos para atender aos portugueses, depois ingleses e americanos, às vêzes, tomamos o nosso destino nas nossas mãos(como agora), em decisões e disposições como esta.
Infelizmente, as eleições já se passaram. Não tivemos esse julgamento antes das mesmas.
    No Maranhão, esse imbróglio afetou em cheio a candidatura daquele cidadão que tinha a maior legitimidade de ser candidato ao governo, pois fora vítima de um dos piores erros de um Tribunal jurídico brasileiro. Tribunal Superior, digamos de passagem! Afetou as candidaturas do Ministro Vidigal e do deputado federal Roberto Rocha que poderiam ser melhor avaliados e votados.
    Lembro do oportunismo de algumas figuras que usaram e abusaram desse imbróglio como mote principal de suas campanhas. Lembram dos senhores Zé Reinaldo e Flávio Dino? O que eles diziam nas suas reuniões pelo estado? Que o Jackson não pode ser candidato! O voto no Jackson não vale! O Jackson foi cassado e é ficha suja!
    Mero oportunismo de figuras gatunas loucas e sedentas pelo poder. A primeira acabou e, a segunda, desfila como uma espécie de Rei Luis XIV da França na oposição (?), o inesquecível Rei Sol? De novo, só a idade, pois a forma como tentou entrar na política em anos anteriores e, como finalmente entrou em 2006, usando de sua toga de juiz e as mesas do Palácio dos Leões, após ter caído nas graças do governador de então – o senhor Zé Reinaldo-, tornou-se um deputado federal eleito ao estilo dos piores representantes da oligarquia maranhense.
    Destacou-se no Congresso como representante das corporações jurídicas, mas não me lembro de nenhum discurso do senhor Flávio Dino denunciando as mazelas da oligarquia, assim como não li nenhum de seus prolixos artigos de quarta-feira no Jornal Pequeno(que se transformou num panfleto do senhor Tavares) tratando a respeito da cassação do governador perseguido pela Oligarquia que lhe apoiou nas eleições de 2008 em tudo e de todas as formas.
    Pois aí está, senhores, o resultado final de seu oportunismo! Uma vitória da Oligarquia no primeiro turno que vocês ficam alegando somente às costumeiras fraudes; mas, eu acrescento que também foi resultado das manobras sujas e chulas usadas por vocês durante a campanha eleitoral para atingir a candidatura Jackson Lago. Induziram o eleitor anti-sarney a votar no candidato Dino com as estórias já citadas e, com isso, também levaram muitos eleitores e líderes políticos a votar na candidata Roseana. Foi um resultado circunstancial! Acredito que a organicidade das oposições não está representada nesse resultado de 2010, pois o mesmo foi deturpado violentamente pelo imbróglio Ficha Limpa e a esperteza dos concorrentes.
    Política com “P” maiúsculo não se faz só com conversa. Se faz com retidão, com respeito à Moral e à Ética, com respeito à Democracia e seus mais elementares valores.
Até breve.
Do Jornal EXTRA

Hora do Planeta - Os Pedreirenses apagam as luzes para ver um Mundo melhor

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Dia Internacional do Teatro

Teatro Arthur Azevedo em São Luís (MA)
 

No Painel da Folha de S. Paulo

contraponto

Pequeno e estridente
Deputados foram convidar Marco Maia (PT-RS) e José Sarney (PMDB-AP) para o ato de instalação da Frente Parlamentar pela Reforma Política. O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) resolveu brincar:
-E então, presidente Marco Maia: a bancada do PSOL está dando muito trabalho ao senhor?
Diante dos deputados do partido, o petista brincou:
-E como! Você nem imagina...
-E eles são três. Imagine se fossem 30...
-Se eles fossem 30, seriam mais moderados.
De Renata Lo Prete

Bethânia

Caetano Veloso
Não concebo por que o cara que aparece no YouTube ameaçando explodir o Ministério da Cultura com dinamite não é punido. O que há afinal? Será que consideram a corja que se "expressa" na internet uma tribo indígena? Inimputável? E cadê a Abin, a PF, o MP? O MinC não é protegido contra ameaças? Podem dizer que espero punição porque o idiota xinga minha irmã. Pode ser. Mas o que me move é da natureza do que me fez reagir à ridícula campanha contra Chico ter ganho o prêmio de Livro do Ano. Aliás, a "Veja" (não, Reinaldo, não danço com você nem morta!) aderiu ao linchamento de Bethânia com a mesma gana. E olha que o André Petry, quando tentou me convencer a dar uma entrevista às páginas amarelas da revista marrom, me assegurou que os então novos diretores da publicação tinham decidido que esta não faria mais "jornalismo com o fígado" (era essa a autoimagem de seus colegas lá dentro). Exigi responder por escrito e com direito a rever o texto final. Petry aceitou (e me disse que seus novos chefes tinham aceito). Terminei não dando entrevista nenhuma, pois a revista (achando um modo de me dizer um "não" que Petry não me dissera - e mostrando que queria continuar a "fazer jornalismo com o fígado") logo publicou ofensa contra Zé Miguel, usando palavras minhas.
    A histeria contra Chico me levou a ler o romance de Edney Silvestre (que teria sido injustiçado pela premiação de "Leite derramado"). Silvestre é simpático, mas, sinceramente, o livro não tem condições sequer de se comparar a qualquer dos romances de Chico: vi o quão suspeita era a gritaria, até nesse pormenor. Igualmente suspeito é o modo como "Folha", "Veja" e uma horda de internautas fingem ver o caso do blog de Bethânia. O que me vem à mente, em ambas as situações, é a desaforada frase obra-prima de Nietzsche: "É preciso defender os fortes contra os fracos." Bethânia e Chico não foram alvejados por sua inépcia, mas por sua capacidade criativa.
    A "Folha" disparou, maliciosamente, o caso. E o tratou com mais malícia do que se esperaria de um jornal que - embora seu dono e editor tenha dito à revista "Imprensa", faz décadas, que seu modelo era a "Veja" - se vende como isento e aberto ao debate em nome do esclarecimento geral. A "Veja" logo pôs que Bethânia tinha ganho R$1,3 milhão quando sabe-se que a equipe que a aconselhou a estender à internet o trabalho que vem fazendo apenas conseguiu aprovação do MinC para tentar captar, tendo esse valor como teto. Os editores da revista e do jornal sabem que estão enganando os leitores. E estimulando os internautas a darem vazão à mescla de rancor, ignorância e vontade de aparecer que domina grande parte dos que vivem grudados à rede. Rede, aliás, que Bethânia mal conhece, não tendo o hábito de navegar na web, nem sequer sentindo-se atraída por ela.
    Os planos de Bethânia incluíam chegar a escolas públicas e dizer poemas em favelas e periferias das cidades brasileiras. Aceitou o convite feito por Hermano como uma ampliação desse trabalho. De repente vemos o Ricardo Noblat correr em auxílio de Mônica Bergamo, sua íntima parceira extracurricular de longa data. Também tenho fígado. Certos jornalistas precisam sentir na pele os danos que causam com suas leviandades. Toda a grita veio com o corinho que repete o epíteto "máfia do dendê", expressão cunhada por um tal Tognolli, que escreveu o livro de Lobão, pois este é incapaz de redigir (não é todo cantor de rádio que escreve um "Verdade tropical"). Pensam o quê? Que eu vou ser discreto e sóbrio? Não. Comigo não, violão.
    O projeto que envolve o nome de Bethânia (que consistiria numa série de 365 filmes curtos com ela declamando muito do que há de bom na poesia de língua portuguesa, dirigidos por Andrucha Waddington), recebeu permissão para captar menos do que os futuros projetos de Marisa Monte, Zizi Possi, Erasmo Carlos ou Maria Rita. Isso para só falar de nomes conhecidos. Há muitos que desconheço e que podem captar altíssimo. O filho do Noblat, da banda Trampa, conseguiu R$954 mil. No audiovisual há muitos outros que foram liberados para captar mais. Aqui o link: http://www.cultura. gov. br/site/wp-content/up loads/2011/02/Resultado-CNIC-184%C2%AA.pdf. Por que escolher Bethânia para bode expiatório? Por que, dentre todos os nossos colegas (autorizados ou não a captar o que quer que seja), ninguém levanta a voz para defendê-la veementemente? Não há coragem? Não há capacidade de indignação? Será que no Brasil só há arremedo de indignação udenista? Maria Bethânia tem sido honrada em sua vida pública. Não há nada que justifique a apressada acusação de interesses escusos lançada contra ela. Só o misto de ressentimento, demagogia e racismo contra baianos (medo da Bahia?) explica a afoiteza. Houve o artigo claro de Hermano Vianna aqui neste espaço. Houve a reportagem equilibrada de Mauro Ventura. Todos sabem que Bethânia não levou R$1,3 milhão. Todos sabem que ela tampouco tem a função de propor reformas à Lei Rouanet. A discussão necessária sobre esse assunto deve seguir. Para isso, é preciso começar por não querer destruir, como o Brasil ainda está viciado em fazer, os criadores que mais contribuem para o seu crescimento. Se pensavam que eu ia calar sobre isso, se enganaram redondamente. Nunca pedi nada a ninguém. Como disse Dona Ivone Lara (em canção feita para Bethânia e seus irmãos baianos): "Foram me chamar, eu estou aqui, o que é que há?"
De O Globo