6 de fev de 2011

Galeria - Coleção do cartunista e desenhista Cordeiro Filho (2002)

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Livro de Sarney

Vai se chamar “Sarney, a biografia” o livro que a coleguinha Regina Echeverria lança dia 24 de março pela editora portuguesa Leya.
É o resultado de uma pesquisa de muitos anos sobre a vida do ex-presidente.
No Alcelmo Góis




Quem tem medo do Lobão mau?

Faltou eletricidade em oito Estados, três usinas hidrelétricas foram automaticamente desligadas, mas segundo o ministro das Minas e Energia, Édison Lobão, não houve um apagão: apenas uma falha técnica. A presidente Dilma Rousseff, que foi ministra das Minas e Energia, mandou investigar os motivos do apagão. Tadinha: ela não deve ter ouvido a erudita explicação de seu ministro.
    Dizem que foi uma cartela, componente eletrônico de proteção, que apresentou defeito. Mas, no duro, quem apresenta defeito é o comando político da geração e distribuição de energia no país, todo ele nas mãos do senador José Sarney (PMDB-AP) e de seu circuito mais próximo de aliados — o que inclui o novo presidente de Furnas, escolhido nesta quinta-feira, Flávio Decat.
    Talvez um ou outro até entenda de energia elétrica (o que, definitivamente, não é o caso do ministro Edison Lobão, que precisa de assessores para acender a luz), mas saber trocar sozinho uma lâmpada não é algo levado em conta na hora da nomeação.
    Deve-se admitir, entretanto, que a equipe Sarney de eletricidade tem gosto pela simetria: já produziu apagões em 2007, 2009 e, agora, 2011. Só que, à medida em que o tempo passa, a situação vai-se complicando: já não dá para culpar a herança maldita de FHC (que, aliás, também teve seu apagão, atribuído a um raio que atingiu a cidade paulista de Bauru num dia quente, ensolarado e seco).
    E é cedo para culpar a herança maldita do Governo Lula. Por isso, Lobão nega o apagão.
    Faltou luz, mas por que não estavam todos dormindo, como ele?
LEMBRANÇA OPORTUNA
    O ex-deputado Fernando Gabeira lembra que, nos Estados Unidos, o ministro da Energia é Steven Chu, Prêmio Nobel de Física. No Brasil é o Lobão. A entrega da execução da política energética a Sarney não acaba aí. “Tanto Furnas, com Flávio Decat, e a Eletronorte, com José Antônio Muniz, tudo fica com Sarney”.
O MOTIVO DA BRIGA
O setor federal de energia elétrica manipula verbas de 12,5 bilhões reais por ano, aproximadamente. É por isso que ninguém admite largar o osso.
Na coluna do Ricardo Setti, de Vejaonline

O melhor que se faz é rir

Ferreira Gullar
FOI UMA pancada difícil de suportar a notícia de que meu amigo e parceiro Dias Gomes (1922-1999) havia morrido naquela noite de maio de 99, em São Paulo, num desastre de automóvel. Na verdade, o chofer do táxi que o levava -ele e Bernadete, sua mulher- para o hotel fez uma manobra insensata e foi abalroado por um ônibus.
    Mas por que em São Paulo? É que fora assistir à estreia de uma peça teatral e, após o espetáculo, decidira jantar num restaurante próximo. Terminado o jantar, ele pediu que lhe providenciassem um táxi. O chofer, que parecia bêbado, dobrou onde não podia, colidiu com o ônibus e Dias, impelido para fora do carro, bateu com a cabeça numa mureta que separava as duas pistas. E tudo acabou para ele.
    Lembro com frequência desses detalhes que determinaram a tragédia. E penso: se em vez daquele chofer tivessem chamado outro, Dias ainda estaria aqui, entre nós, vivo, brincalhão, escrevendo para a televisão e para o teatro. Mas como por mero acaso o chofer foi aquele e não outro, e também por acaso, naquele exato momento, veio o ônibus em alta velocidade... Seria mais fácil aceitar se ele tivesse morrido num hospital, vítima de uma doença incurável.
    Fomos amigos e parceiros. A primeira parceria deu-se em "Dr. Getúlio, Sua Vida e Sua Glória" (1968). Ele já havia sacado a ideia básica da peça, que teria a estrutura narrativa de um desfile de escola de samba. Aliás, ele me chamou precisamente por causa de minha proximidade com as escolas de samba e porque a peça teria, como eixo, um samba-enredo, coisa que ele não saberia fazer.
    Essa parceria nos aproximou tanto que, anos depois, quando voltei do exílio, ele, que era então roteirista da TV Globo, me convidou para colaborar na roteirização de seriados, minisséries e novelas.
    Devo dizer que foi ele quem me ensinou a escrever para a televisão, já que minha experiência até então era apenas teatral. Esse convite, porém, era diferente daquele primeiro: agora, seu propósito era conseguir-me um meio de suprir as necessidades da família, agravada pela doença de dois filhos.
    E foi também por isso que aceitei o convite, uma vez que escrever para a televisão não fazia parte de meus planos. Pelo contrário. Só então, por razões profissionais, passei a ver novelas e aprender os macetes necessários à sua roteirização. Sempre deixei claro que aquela não era a minha praia e isso talvez explique o fato de que, alguns meses após a morte do Dias, fui demitido. Era ele quem garantia minha permanência ali, exigindo me ter como parceiro.
    Mas os anos que trabalhei na televisão muito me ensinaram de teledramaturgia e sobre o próprio veículo. Ao ser demitido, levei um susto, mas, ao constatar que sobrevivera 40 anos sem aquele salário, ganhei alma nova e convidei a Cláudia para um jantar comemorativo de minha demissão. Como sempre fui demitido dos empregos que tive, sei que ser demitido sempre faz bem.
    Mas voltemos ao Dias, a quem tanto deve nossa teledramaturgia. Trabalhando com ele, pude observar o seu domínio da técnica narrativa e a capacidade de ir fundo nos problemas, de que são exemplos "Roque Santeiro" (1985), "O Bem-Amado" (1973) e "Saramandaia" (1976), entre muitas criações suas.
    É que, por trás do teledramaturgo, estava o que Dias essencialmente era: homem de teatro. Algumas de suas criações para a televisão foram originalmente obras teatrais. Apesar dessa preciosa contribuição, inventando personagens que passaram a integrar nosso cotidiano, nenhum teatro ou logradouro público do Rio, cidade onde viveu a maior parte de sua vida, traz seu nome. Por quê, não sei.
    Mas não importa. Ele se mantém presente na memória das pessoas que se comoveram com suas histórias e se identificaram com seus personagens. A toda hora, ouvem-se menções a Odorico Paraguaçu, à viúva Porcina, a Roque Santeiro e aos arapongas.
    Uma das suas melhores qualidades era o senso de humor, cada vez mais raro em nossas telenovelas. Nele, sobrava. Quando surgiram duvidosos cursos para ensinar teledramaturgia, comentou, brincalhão: "Quem sabe faz e quem não sabe ensina".

Na coluna do Ilimar Franco

Índice Sarney
Em reunião do partido, o deputado Stédile (PSB-RS) reclamou do tamanho da sigla no governo Dilma. Disse que corresponde a 1,6% da participação de José Sarney e a menos de 0,5% do Orçamento da União. Segundo ele, o PDT administra orçamento dez vezes maior. O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, pediu cópia do levantamento e vai levá-lo para o ministro Antonio Palocci (Casa Civil), na negociação do segundo escalão.

OS PETISTAS querem que o vice Michel Temer convide o ex-deputado Flávio Dino (PCdoB), derrotado para o governo do Maranhão, para ser seu consultor jurídico. Temer topou, mas desde que a governadora Roseana Sarney (PMDBMA) não vete

Ueba! Sarney usa Koleston Corvo!

José Simão
    BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! E os dois personagens da semana: Sarney e Mubarak. E eles usam a mesma tinta de cabelo. Koleston Corvo! Rarará!
   E um festival de predestinados. É que em BH tem um urologista chamado doutor Reginaldo MARTELO. Será que ele martela os pudendos dos outros? E sabe como se fala partes pudendas lá na Bahia? Partes por dentras. Rarará!
   E direto de Chapecó: Clínica de Cirurgia Plástica Rafael TIRAPELLE! E em Fortaleza tem um engenheiro de antenas chamado Antenor. Rarará!
    E o Eramos6 revela que uma das pragas do Egito sobrevive. No Brasil: Sarneykamon. O avô do Tutankamon! Sarneykamon, a Múmia Brasileira! Vamos enfaixar o Sarney e despachar pro Egito. Mas enterra bem fundo! O Morimbundo de Fogo. O Finado Vivo! Ele parece mesmo uma coruja empalhada!Eu cresci vendo o Sarney pela TV!
    E na reprise de "Vale Tudo", no canal Viva, já tinha uma foto do Sarney pendurada no escritório da Odete Roitman! E diz que a família Sarney tem um embrião congelado. Pro Senado de 2030! E o Brasil quer saber: quando o Sarney morrer, se ele morrer, na hipótese remota de ele morrer, o Maranhão fica pros filhos ou volta pro povo? Rarará!
    E o Mubarak? Eu acho que ele gastava todo o dinheiro da corrupção em tintura. E eu vi a foto do ditador do Iêmen. Que é a cara do Mubarak. Tudo de cabelo tinto negro corvo. A Koleston deve exportar todo o estoque pros ditadores árabes! Koleston Negro Corvo! E o Mubarak lançou um plano de saúde pros egípcios: o MORRAMED! E foram saqueadas duas múmias! Já sei, a Hebe e o Nelson Rubens. Rarará!
    E manchete do Sensacionalista: "Ronaldinho Gaúcho se poupa na estreia pra não prejudicar a noitada". Rarará. E o Timão? Toliminado. Tolima 2, Togordo 0! O gramado reclamou das péssimas condições do Ronaldo. Rarará! O Corinthians já foi eliminado da Libertadores, da Pré-Libertadores e, no ano que vem, será eliminado NO SORTEIO!
    E o calendário de 2011: o Carnaval caiu em março e o Corinthians caiu em fevereiro! E um leitor me disse que, quando o Timão ganhar a Libertadores, "a minha gata vai botar ovo, todos os planetas estarão alinhados e a Angelina Jolie vai trocar o Brad Pitt por mim". Rarará!
    A situação tá ficando egípcia.
    Nóis sofre, mas nóis goza.
    Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Da Folha de S. Paulo

Governo pode tudo

Iranildo Azevedo
    Não pretendia opinar sobre o episódio mais importante da semana política no Maranhão - a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa - até porque está bem claro para mim que o que aconteceu ali foi simplesmente uma ação de Governo executado por meio do chamado "fogo amigo". Para que me meter em briga de compadres?
    Acontece, no entanto, que poucas vezes vi duas posições tão diferentes de dois parceiros diletos sobre um mesmo tema. Estou me referindo ao artigo de Zé Reinaldo para o Jornal Pequeno, do dia 2, e o texto de "Machadinho" postado no blog de John Cutrim.
    O ex-governador até pode ter sido muito contundente. Mas seu ex-secretário de comunicação, o experiente jornalista José Machado, dizer que aquilo ali foi atitude da juventude rebelde que agora chega ao Legislativo, é brincadeira.
    Fufuquinha, filho de Fufucão de Pinheiro, Edilázio, genro da dona Nelma Sarney, Rogério Cafeteira, de quem não vale a pena comentar, e o Jota Pinto.
    Ah, J. Pinto!E, entre os menos notáveis, nem o Arnaldo Melo se rebelou contra ninguém. Hélio Soares teria tanta longevidade no Legislativa sem os bons préstimo do padrinho, ou compadre, Fernando?
    No atual quadro político em que se encontra o Maranhão, cujo lado teoricamente mais oposicionista, o PDT, votou fechado com uma das chapas governistas, vai-se dizer o que dos "rebeldes aliados"?
Tais "rebeldes", exceto Bira do Pindaré, faça-se justiça, estariam, pela lógica teórica, loucos para atender a um pedido do Palácio dos Leões.
    Pinto, por exemplo, que nunca foi prestigiado do lado que sempre militou politicamente, recebeu uma estrutura para sua campanha de deputado estadual somente comparada a de candadato ao cargo de Executivo. Para dar uma ideia concreta, certa manhã de um domingo de agosto, início da campanha eleitoral passada, fui visitar uma família da minha relação no bairro da Liberdade.
    Sai à rua atraído pelo desfile barulhento de grande caminhonetes equipadas com som e a propaganda eleitoral de J. Pinto e Roseana Sarney. Assustei-me, claro, mas ainda conferi 14, quando já haviam passado algumas caminhonetes.A história se repete. Não é a primeira vez que o Executivo decide tudo o que quer. Não foi assim quando Clodomir Paz, praticamente eleito presidente dessa mesma Mesa Diretora, teve que tirar para fora para outro se sentar na cadeira nº 1 do Poder Legislativo no Maranhão? Curioso na verdade são as disssimulações. Ora, quem tem dúvida da causa de surpresa que representa o deputado Ricardo Murad em qualquer situação? "É, é melhor deixar Ricardo sob nossas asas aqui no Executivo dop que lhe dar asas para voar", assim teria pensado o Governo.
* Economista, adminstrador, consultor sde Marketing E-mail:iranaldoazevedo@yahoo.com.br
Do Tribuna do Nordeste

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