22 de mai de 2011

Bonecos gigantes de Aracati (CE) vão participar do "Carnaval das Culturas" na Alemanha


"Cabeçudos" do artista plástico Hélio Santos
Limoeiro do Norte - Há pelas ruas de Aracati um colorido para além do azulejo dos casarões antigos. Têm pernas, braços e cabeças bem grandes. Têm alegria e movimento. Os "cabeçudos", bonecos gigantes feitos pelo artista plástico Hélio Santos, agora vão colorir as ruas de Berlim, na Alemanha. Com mais de 50 anos de carreira, o ´mestre´ dos bonecos não para de produzir em seu ateliê, e embora seja um dos protagonistas da história cultural de Aracati, ainda é sustentado pelo que suas próprias mãos são capazes de fazer.
    Alguns dos bonecos produzidos por suas mãos vão atravessar o Oceano Atlântico até o velho continente. Participar do "Carnaval das Culturas", uma festa que reúne mais de 100 grupos folclóricos de vários países do mundo. O Brasil sempre tem seus representantes, e daqui vai parte do bloco dos cabeçudos, com seu "universo negro", uma homenagem à negritude brasileira que está em negros, índios e brancos. Para Hélio, é como se as cores de pele e traços étnicos fossem baldes de tinta. O seu trabalho começa quando terminam as diferenças. Tudo se mistura e colore.
Autodidata
    Hélio Santos, 66 anos, é daqueles homens que dedicam sua vida à arte e vive de um tostão. A vida inteira na mesma cidade, faz de tudo um muito, afinal, artista não se dá ao luxo de limitar o significado do termo: autodidata, ainda criança gostava de pintar, e criava seus próprios brinquedos. Com 15 anos já pintava com óleo sobre tela, e ali já retratava seus anseios de menino do Aracati. Suas ideias plásticas também deram origem a bandeiras, estandartes, esculturas, cenários e bonecos.
    "Quando era mais jovem diziam que fazer arte não iria me dar dinheiro. Mas eu queria era fazer o que me dava vontade. Continuo pobre, mas fazendo o que eu quero", relembra Hélio Santos. O teatro de bonecos é uma de suas vertentes mais originais. É o que lhe dá reconhecimento, enquanto fazer restauração de imagens de santo é o que lhe dá sustento.
    Roda o Estado do Ceará, solicitado para recuperar os ´santos´, resgatar o semblante de novo. Também tem ficado conhecido pela produção de réplicas dos casarões de Aracati, onde moraram importantes personagens da História do Ceará. O destaque fica para réplicas de detalhes das casas, como os vitrais, janelas e varandas.
Figurinista
    E a criatividade com bonecos de papel machê foi levada para o Grupo de Teatro Lua Cheia, também de Aracati, atuando como cenógrafo e figurinista. Ao fundar o Teatro de Bonecos Francisca Clotilde, Hélio Santos ganhou cadeira cativa na oficina do lúdico infantil. E os bonecos são tão queridos, sejam os gigantes "cabeçudos" ou os de manipulação direta, que protagonizam espetáculos musicais.
    Para o "Carnaval das Culturas" só irá pouco mais da metade do seu bloco de 30 bonecos. A Alemanha não é bem ali, e o translado demanda custo. Encabeçados pelo apoiador cultural e médico Valdir Menezes, a comunidade aracatiense foi envolvida na campanha para fazer "dar certo" a viagem de Hélio e seus bonecos. Para isso tanto vale pedir a "gente de posse" que conhece o trabalho do artista plástico como realizar bazares aos fins de semana.
Ateliê
    Enquanto não chega a hora de ir para Berlim, Hélio segue trabalhando todos os dias no seu ateliê. "É uma bagunça só, se você for lá fotografar eu preciso dar uma arrumadinha", diz do seu próprio cenário. Mas seu ateliê não é bagunçado, é humilde, feito o dono. Para lhe extrair uma informação biográfica, "tenha zé", pois ainda tenta passar a ideia de que não faz nada incomum, como se fosse para qualquer um apresentar seus bonecos no carnaval da Avenida Domingos Olímpio, em Fortaleza, bem como o teatro de bonecos no Dragão do Mar e no Theatro José de Alencar. Com 50 anos de carreira, nos mais diversos segmentos das artes plásticas, vivendo em sua casinha, recuperando imagens sagradas, pintando réplicas dos casarões, criando em seu ateliê e dando oficinas para crianças e jovens, Hélio Santos não deseja ficar rico. "Eu só quero viver muito sempre fazendo o que gosto". Arte!
Intercâmbio
O "Carnaval das Culturas" foi criado em 1996 pela Werkstatt der Kulturen (WdK, em português, oficina das culturas). Na sede no Bairro de Neukölln, a instituição oferece espaços de trabalho para profissionais da música, dança, teatro e literatura de diferentes origens. Ali, cidadãos alemães e de outras nacionalidades, culturas e religiões se encontram para desenvolver projetos que busquem promover o intercâmbio e a expansão cultural dos povos imigrantes na capital alemã. Música, dança, teatro, acrobacia, artesanato, esporte, comidas típicas e vários idiomas marcarão a 16ª edição do "Carnaval das Culturas", que todos os anos atrai um milhão e meio de pessoas. O maior destaque do evento é o desfile com carros alegóricos e trajes folclóricos, cerca de 4,5 mil pessoas representando 70 nações. É lá que Brasil, Ceará e Aracati estarão representados.
MAIS INFORMAÇÕES
Artista plástico
Hélio Santos
Telefone: (88) 8809.6567
Município de Aracati

Museu de Tudo:Paul McCartney em fotos do álbum McCartney

Charge do dia

Belém realiza edição do maior festival de heavy metal do mundo

Airton Diniz, editor da Roadie Crew
    Belém (PA) receberá pela primeira vez uma edição do Wacken Open Air Metal Battle, um dos maiores festivais de heavy metal do mundo. Organizado pela revista Roadie Crew, especializada em heavy metal e classic rock, o festival tem etapas regionais para selecionar a banda que irá participar da grande final, realizada no mês de agosto, no vilarejo de Wacken, norte da Alemanha. Este ano o festival terá Sepultura, Ozzy Osbourne, Motorhead, Kreator e Morbid Angel entre as suas 90 atrações.
    A seletiva paraense vai reunir as bandas Hellride, A Red Nightmare, Necroskinner, Warpath e All Still Burns, valendo uma vaga para a etapa nacional, marcada para o dia 24 de junho, no Festival Roça ‘n’ Roll, em Varginha (MG).
    Para coordenar o júri da edição paraense está em Belém o editor da Roadie Crew, o paulista Airton Diniz, 60 anos.
AGENDA
Seletiva paraense do Wacken Metal Battle Belém 2011, com as bandas Hellride, A Red Nightmare, Necroskinner, Warpath e All Still Burns. Hoje, às 19h, no Studio Pub (travessa Presidente Pernambuco, 277). Ingresso: R$ 15.
Com informações do Diário do Pará

Na coluna do Élio Gaspari

O FILHO COBROU
O empresário Lula Freire, filho do senador Vitorino Freire (1908-1977), fechou o tempo na terça-feira num corredor do Congresso. Numa conversa ríspida e em voz alta, entregou a José Sarney uma carta em que repele as referências ao seu pai incluídas na sua biografia, escrita pela jornalista Regina Echeverria.
    A carta diz assim: "A leitura do livro causou-me reações e sentimentos diversos, como decepção, surpresa, indignação e asco".
    Sarney disse a Lula Freire que não leu o livro. Pode ser que não tenha lido o volume impresso, mas leu o manuscrito, porque assim está registrado pela autora à página 569.
De O Globo

Criança de onze anos controla boca de fumo em Teresina (PI)

O delegado Francisco Samuel Silveira
    “É uma situação chocante por que toda a família está se envolvendo com o tráfico de droga. Tenho alertado que as mulheres estão cada vez mais envolvidas com o tráfico e usam até as crianças”, declarou o delegado de Entorpecentes do Piauí, Francisco Samuel Silveira.
    A constatação do delegado piauiense aconteceu no bairro Santo Antonio, em Teresina (PI), onde foi encontrado uma criança de onze anos, filho de um traficante, em uma boca de fumo. No local foram apreendidos dois quilos de crack em uma mochila.
Do Blog do Efrém Ribeiro

Saia justa

Ferreira Gullar
APÓS OS atentados de 11 de Setembro de 2001, a eliminação de Osama bin Laden tornou-se uma questão de honra para o presidente dos Estados Unidos, fosse ele quem fosse.
    É evidente que a inusitada audácia do terrorista, ao alvejar pontos de alta significação simbólica do poder norte-americano, atingiu o orgulho e a segurança da nação, sem falar no massacre de milhares de inocentes.
    Se se leva em conta que, depois disso, Bin Laden aparecia com certa frequência na televisão do país formulando novas ameaças, o resultado inevitável era, no povo, o pavor de que, a qualquer momento e em qualquer lugar, o terror o atingisse de novo e, no presidente, a necessidade de por fim àquilo, ou seja, devolver ao país, a qualquer preço, a tranquilidade e a autoestima.
    Consegui-lo era uma missão irrevogável e o tornaria o salvador da pátria. Bush, apesar de todo o empenho, não o conseguiu.
    Obama, ao ser informado de que o esconderijo do inimigo número um da nação fora descoberto, não hesitou, diante da oportunidade que a história lhe oferecia. A informação de que Bin Laden fora localizado era uma possibilidade, mas não uma certeza. No entanto, qualquer que fosse o risco a correr, desistir estava fora de cogitação.
    Por isso, o passo seguinte foi assegurar o modo de chegar até a casa-fortaleza e cumprir a missão.
    Pensaram em simplesmente lançar um foguete sobre o esconderijo e destruí-lo. Isso não apenas mataria indiscriminadamente quem ali estivesse, como tornaria difícil comprovar que Osama bin Laden fora eliminado. Venceu a proposta de invadir a casa.
   Isso posto, passou-se aos meios de que se valeriam e à discussão de um problema político: deviam realizar uma ação militar em território do Paquistão sem a permissão de seu governo?
    Obama diria, mais tarde, ao anunciar o fato, que obtivera a permissão do governo paquistanês, o que depois foi negado. De qualquer modo, jamais revelaria o objetivo de tal missão, que não revelou nem para sua mulher.
    A possibilidade de vazamento de tão decisiva tarefa aconselhava total sigilo. Se tal possibilidade está presente em toda e qualquer circunstância, ninguém em sã consciência se arriscaria a confiar no governo paquistanês, infiltrado de aliados da Al Qaeda.
    Bastava o fato de que Bin Laden ali se instalara e vivia, sem ser incomodado, nas vizinhanças de um quartel do Exército e a poucos quilômetros da capital do país.
    Quem quer que tivesse por missão dar fim a Bin Laden jamais revelaria qualquer coisa às autoridades do Paquistão. Assim fizeram os norte-americanos e atingiram seu objetivo.
    Foi, na verdade, um ajuste de contas, porque o terrorismo de Al Qaeda nunca significou uma possibilidade de mudança no equilíbrio de poder no mundo, uma vez que se trata muito mais de uma seita de fanáticos, movidos pelo propósito de impor à humanidade uma visão fundamentalista do islamismo.
    Sem base territorial, sem Exército, tudo o que pode fazer é tramar e executar atentados contra o "inimigo": os países capitalistas ocidentais e, especialmente, o mais poderoso deles, os Estados Unidos.
    Falando à Globonews, o jornalista inglês Robert Fisk, que entrevistara Bin Laden três vezes, antes e depois do 11 de Setembro, nos deu uma imagem bastante verossímil dele: vaidoso, convencido da missão de impor ao mundo a vontade de Maomé, atribuía-se o feito de ter destruído a União Soviética e a certeza de que faria o mesmo com o império norte-americano.
    Vivendo desligado do que se passava no mundo, não se dava conta da complexidade da realidade internacional, chegando a afirmar que em breve haveria uma revolta do povo americano que acabaria com o regime capitalista nos Estados Unidos.
    Para que isso acontecesse, bastaria consumar os atentados que planejava. Não se dava conta de que os golpes eventuais do terrorismo, por mais audaciosos que fossem, não teriam a capacidade de alterar a correlação de forças econômica, política e militar em escala mundial.
   A conclusão inevitável a que se chega é que a morte de Bin Laden tem limitadas consequências práticas, como, aliás, o próprio terrorismo, particularmente agora, quando os povos árabes se levantam clamando por democracia.
Da Folha de S. Paulo

Manchetes dos jornais

Maranhão
ATOS E FATOS - OAB aciona para barrar farra dos deputados
ITAQUI-BACANGA - Homem é estrangulado e desovado na Vila Maranhão
JORNAL A TARDE - Governadora Roseana e secretário de Saúde apresentam balanço do Programa Saúde é Vida
JORNAL EXTRA - OAB vai barrar criação de curral eleitoral
JORNAL PEQUENO - Filho de Victorino Freire manifesta indignação com biografia de Sarney
O ESTADO DO MARANHÃO - Ensino superior no Maranhão aumentou 300% em oito anos
O IMPARCIAL - GPU mantém cobrança de taxa de ocupação
4º PODER - Doadores de campanha lucram alto em Morros
TRIBUNA DO NORDESTE - Prefeitura vai recuperar feira da praia grande
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Como reduzir juros e dívidas na justiça
FOLHA DE SÃO PAULO:Congresso trava lei de enriquecimento ilicito
O ESTADO DE MINAS:Saiba o que fazem (e o que não fazem) os vereadores de BH
O ESTADO DE S. PAULO:Discussão do Código Florestal eleva desmate, diz documento
O GLOBO:Atendimento a baleados cai 46% nos hospitais do Rio
ZERO HORA:Como foram localizados os destroços do voo 447
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Pará no topo da sonegação fiscal
JORNAL DO COMMERCIO:Nova droga mata ainda mais rápido
MEIO-NORTE:Criança de 11 anos controla boca de fumo
O POVO:60% dos brasileiros consomem esporte