24 de jul de 2011

Libertos na Noite lança griffe D´Alma Negra no bairro da Liberdade


    A ONG Libertos na Noite apresentou na noite deste domingo,24, no bairro da Liberdade, a grife D´Alma Negra. Financiado pelo Ministério da Cultura através do Mais Cultura da Amazônia, o projeto alia estética e profissionalização.
    Todos os modelos, bijuterias e penteados apresentados durante o desfile na Praça da Liberdade foram confeccionados duranrte oficinas profissinalizantes de beleza e moda afro com participação de pessoas da comunidade.
    O Libertos na Noite é uma  ONG criada em 1999 por Álvaro José, Neto de Nanã, voltada para a afirmação étnico-cultura, o fortalecimento da identidade cultural  e da auto-estima de jovens e adultos. Todas as peças que serão comercializados em pontos da cidade como Praia Grande e Shoppings foram confeccionadas durante as oficinas realizadas no ponto de cultura Dagbá Dijó Emi.
    Maior quilombo urbano do Maranhão o bairro da Liberdade concentra perto de 35 mil pessoas. A maioria oriunda de municípios da Baixada Maranhense, especialmente Alcântara. Com vasta riqueza cultural, o bairro contrapõe cultura com elevados índices de violência. 
    D´Alma Negra, uma grife com forte viés afro, terá seus produtos comercializados permanentemente  através do site do ponto de cultura Dagbadujoemi (www.pontodeculturadagbadijoemi.com), localizado na rua Gregório de Matos, Liberdade.

Prolongamento da Litorânea aquece mercado da especulação imobiliária em São Luís

Rua das Cegonhas, saída para o mar
    O prolongamento da avenida Litorânea pela Prefeitura de São Luís terá seus custos elevados pela especulação imobiliária aquecida desde o anúncio da liberação da obra pela Justiça Federal. A via é  projetada desde a década de 90. Uma ponte sobre o rio Pimenta remonta a obra interrompida pelo governo do estado do Maranhão.
    A obra com extensão de 1,88 km, incluindo 0,74 metros da rua  das Cegonhas, ligando a litorânea ao retorno do Calhau na altura da avenida Daniel de La Touche, deve promovocar remoção da Estação de Estabilização do Rio Pimenta II, da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, antiga Caema, uma das poucas que funciona no litoral da Ilha.
Uma obra no meio do prolongamento da Litorânea
     Conhecedores da iminência da obra, "proprietários de imóveis", investem no que antes eram terrenos baldios ou barzinho improvisados na Praia do Caolho, entre Calhau e Olho D´ Àgua.
    Próximo à estação, um desses barzinhos em ruínas tem telefone de contato para venda. Ao lado um delegado de polícia ergue uma obra de prolongamento interceptando o prolongamento próximo à ponte sobre o Rio Pimenta.
Placa de venda na encosta da Estação de Tratamento da Caema
    Até a rua São Geraldo, no bairro do Olho D´Água, ponto final do prolongamento do projeto, existem cerca de 35 barzinhos e casas de veraneios que no passado foram barzinhos. Devem permanecer no local, já que o prolongamento passa nos fundos.
    O projeto original foi concebido pela Secretaria de Estado das Cidades, Desenvolvimento Regional Sustentável e  Infra-Estrutura na gestão da engenheira e ex-deputada estadual Telma Pinheiro, no governo Jackson Lago (2007-abril 2009). O projeto executivo realizado pela Consplan, empresa de consultoria e planejamento do Piauí; e MC Engenharia Ltda. é o mesmo que a Secreteria de Obras do Município de São Luís adotou.

Mensagem de fã de Amy Winehouse (1984-20011)

Vida longa para Amy. VIDA LOKA para AMY.
2008

Gastos com impostos sobrem 128% em seis anos no Maranhão

SÃO PAULO – Entre 2002 e 2008, Maranhão, Paraíba e Pará foram os estados do Brasil que tiveram as maiores expansões nos gastos médios das famílias com impostos diretos, ou seja, aqueles que incidem sobre a renda e o patrimônio.
    No Brasil, a variação dos gastos médios das famílias com impostos diretos foi da ordem de +8% entre 2002 e 2008. No Maranhão, entretanto, a expansão foi de 128%. Paraíba e Pará registram aumentos respectivos de 110% e 97%.
Queda nos gastos
    Na outra ponta da lista, Ceará, Tocantins e Acre foram os estados em que os gastos com impostos diretos mais recuaram no período. No Ceará, o gasto caiu 56%, no Tocantins, houve queda de 55% e, no Acre, de 53%.
    Vale pontuar ainda as unidades da federação que ficaram próximos ou iguais à média nacional: São Paulo (9%), Rio de Janeiro (8%), Minas Gerais (8%), além do Distrito Federal (4%).
Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e divulgado nesta quarta-feira (20). O estudo foi realizado a partir de dados das duas últimas POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referentes a 2002 e 2008.
Gastos totais por mês
    Considerando as famílias de todas as classes sociais, a Federação ainda mostrou que, por mês, os gastos totais com impostos diretos, ou seja, com IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), ISS (Imposto sobre Serviços) e IR (Imposto de Renda) atingem R$ 7,7 bilhões em todo o Brasil.
    Os estados que mais contribuíram para o número foram São Paulo, com R$ 2,3 bilhões, Rio de Janeiro, com R$ 1,4 bilhão, e Minas Gerais, com R$ 775 milhões. Roraima, Acre e Tocantins foram os estados que menos contribuíram com a arrecadação total, com R$ 5 milhões, R$ 8 milhões e R$ 22 milhões, respectivamente.
Do MSN Dinheiro

Museu de Tudo: Livro-catálogo reúne cartões-postais raros do Maranhão

    "São Luís do Maranhão - Memorabilia de antigos e raros cartões-postais" (1993), livro-catálogo reunindo coleções de Antonio Miranda, Elyzio de Oliveira Belchior e Yolanda Ribeiro, lançado pela Prefeitura Municipal de São Luís na administração da prefeita Conceição Andrade, com introdução e texto de Jomar Moraes.

    Nascido em 1869, no império Austro-Húngaro, o cartão-postal alcançou sua "idade de ouro", no período que se prolonga dos últimos decênio do século XIX até o fim da 1ª Grande Guerra.
    O cartão Postal acima mostra um trecho do lado direito do Arraial S. José de Riba-Mar - Circa 1908.

Imortal Zé Carlos europeiza nossa origem na intenção de louvar São Luís

    Apenas 11,8% dos brasileiros acreditam que suas famílias têm origem africana. A maioria, 43,5%, acredita que sua origem familiar é europeia. Os números constam em pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, realizada em cinco estados e no Distrito Federal. O Maranhão não está no mapa dessa pesquisa.
    Corrobora com essa estatística o advogado, jornalista, professor universitário da UFMA (arena de preconceito racial denunciado recentemente) e membro da Academia Maranhense de Letras José Carlos Souza Silva, no texto “São Luís é de todos” (qualquer semelhança com o slogan da era Castelo pode ser mera coincidência”) publicado na edição deste domingo em O Estado do Maranhão, jornal fundado por José Sarney e Bandeira Tribuzzi.
    Em 1612 São Luís, Capital do Estado do Maranhão, foi fundada por franceses. Foi invadida por holandeses, mas, na realidade, na sua amplitude, foi construída pelos portugueses”, constata o imortal para tecer um texto ufanista, baseado numa visão estrábica de nossa ancestralidade, no qual razão e lógica são evocadas para então superá-las.
    Nesse mosaico de porcelana, José Carlos Souza Silva ignora etnias e nacionalidades que constituem a base da sociedade da Ilha do Maranhão, quais sejam: negros, índios e africanos.
    Mais adiante Silva conclui de per si que:“Nós, maranhenses, temos, sim, vínculos fortes com franceses, holandeses e portugueses. De todos eles recebemos muita força no sangue, nas ações, nas omissões, na luta permanente no trabalho e nos estudos, buscando sempre o melhor na vida.”
    A história plasma que nas primeiras décadas do século XVII, quando justamente estava sendo fundada a ilha que em 2012 completará 400 anos, proliferaram as companhias européias de comércio cuja mercadoria de primeira era os negros aprisionados na África.
    O tráfico de escravos e sua conseqüente escravidão em solo brasileiro abençoada pelo Papa Nicolau impulsionou a economia colonial nas Américas, a do Maranhão não estava excluída desse rol. “O contingente negro é um dos mais expressivos na população maranhenses atingindo cerca de 70% dos habitantes”, sintetiza o professor Sérgio Ferretti no trabalho “A contribuição do negro na sociedade maranhense”, apresentado em Mesa Redonda no Curso de Letras da UFMA em outubro de 2008.
    A consciência da formação da sociedade brasileira nos levou a conquistas inarredáveis como o artigo 68 da Constituição da República Federativa do Brasil que reconhece as comunidades remanescentes de quilombos.
    Até 1755, quando passou a vigorar as leis pombalinas, a província do Maranhão possuía uma população diferenciada do resto do país “que se caracterizava por uma maioria de índios, face a um reduzido número de colonos brancos, destacando-se uma quantidade significativa de missionários” *. A sobrevivência dessa etnia ainda reluta com a colonização mascarada pelo legalismo.
    O imortal maranhense ratifica a identificação que os brasileiros têm sobre sua raça. Ainda segundo o IBGE, enquanto 49 % se declaram da raça branca, os morenos, pardos, negros e morenos claros somam 44,5%. Apenas 0,4% se identificam como indígena.
    São essas razões que a lógica de José Carlos Sousa e Silva subverte no texto primoroso para inflar sentimentos ufanos nos incautos.
* “A política indigenista no Maranhão provincial”, Coelho, Elizabeth Maria Beserra (Sioge – 1990)

Temos ou não temos presidente?

Ferreira Gullar
Algo insistia em dizer que a intuição tinha fundamento, ou seja, o Brasil não tinha mesmo presidente
    Como não pretendo enunciar verdades indiscutíveis acerca de questões políticas -nem de quaisquer outras-, dou-me o direito de especular livremente, atendendo apenas a minhas intuições. E intuição -sabe-se como é- nasce não se sabe bem como e chega aonde menos se espera.
Tudo isso é para dizer que, outro dia, não sei por quê, fui surpreendido por este pensamento: "O Brasil não tem presidente".
    Espantei-me com a suposta descoberta, que, embora destituída de comprovação objetiva, chegava-me com a certeza de uma verdade.
    "Mas como?", indaguei a mim mesmo. "E a Dilma Rousseff, não é a presidente do Brasil?" A resposta objetiva foi que sim, o Brasil tem presidente, que, aliás, é precisamente uma mulher, que se chama Dilma Rousseff.
    E donde veio, então, essa ideia estapafúrdia de que o Brasil não tem presidente? Vai ver -pensei- é porque, como não votei nela, estou, inconscientemente, negando a sua presença no governo.
Bem pode ser isso. E por alguns momentos achei que era, mas a intuição de que o país não tinha presidente voltou e descartou a hipótese de que se tratava de mero despeito meu.
    Algo, dentro de mim, insistia em dizer que aquela intuição tinha fundamento, ou seja, o Brasil não tinha mesmo presidente.
    Passei então a refletir sobre essa hipótese, já que a intuição, se não é verdade consumada, pode ser o começo de uma revelação. Noutras palavras, não é coisa de se jogar fora. Por isso, em vez de descartá-la, decidi examiná-la, descobrir em que, afinal de contas, ela se baseava.
    Esse foi o meu propósito, mas, como se sabe, intuição não nos oferece dados objetivos, do contrário não seria intuição, já seria conclusão.
    Ainda assim, a alternativa era ou buscar descobrir qual fundamento tinha aquilo ou simplesmente deixá-lo de lado, ignorá-lo.
    Só que isso não era tão fácil, pois se tratava de uma intuição surpreendente, que envolvia a questão do poder no país.
    Já imaginou quais as consequências de concluir que a Presidência da República, ainda que oficialmente ocupada, de fato está vaga? Essa reflexão, por si só, bastou para me fazer mergulhar de vez na indagação da instigante hipótese.
    Decidi fixar-me nos dados objetivos relacionados com o assunto. Ali estava, diante de meus olhos, a figura de Dilma Rousseff com a faixa presidencial cruzando-lhe o busto, logo após receber de Lula o cargo supremo da nação: era de fato presidente do Brasil.
    Mas não só isso: os meses se passaram e ela veio exercendo as funções presidenciais, seja assinando decretos, recebendo representantes dos outros poderes, recepcionando chefes de Estado de outras nações e, mais que isso, tomando decisões de caráter internacional, até mesmo contrárias à orientação que imprimira à nossa política externa o presidente anterior.
    E, como se não bastasse, escreveu uma carta reconhecendo os méritos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, coisa impensável num líder petista. Como então dizer que não temos presidente?
E aí me detive: pois é, como afirmar tal coisa? Em que se apoia, então, a intuição que me levou a semelhante questionamento? Indaguei e fiquei esperando pela resposta que eu próprio deveria dar.
E foi então que a resposta me veio, por voz outra, que falou pela minha... Antes, porém, me surgiu num espanto esta constatação: "Ninguém tem dúvida de que Obama é presidente dos Estados Unidos, mas e Medvedev, ele é mesmo presidente da Rússia? Restam sérias dúvidas...".
    E, logo, a outra minha voz falou: "Sim, administrativamente, temos presidente. Ela assina papéis, toma decisões. Mas, como não foi propriamente por identificar-se com ela que o povo a elegeu -já que não tem uma história construída no corpo a corpo com o eleitor nas ruas-, o seu poder é constitucional, mas meramente formal. O que não quer dizer que fará mau governo. Mas que parece substituir alguém, parece. É como se ocupasse, provisoriamente, o lugar do verdadeiro presidente, que não se sabe quem é. Ou sabe?".
    E fico na mesma: ela não interveio no Ministério dos Transportes? Interveio, sim. Não obstante, continuo a achar, sem explicação lógica, que não temos presidente. Ela administra, mas não preside. É isso. Deve ser... Bom, deixa pra lá.
Da Folha de S. Paulo

No claudiohumberto.com.br

“Não vou participar de nenhuma eleição”
José Sarney, presidente do Senado, ao anunciar que encerra sua carreira em 2014

Manchetes dos jornais

Maranhão
JORNAL PEQUENO - Edson Vidigal deixa o PSDB e prega unidade das oposições
O DEBATE - Maranhão é referência no controle da malária
O ESTADO DO MARANHÃO - 30 pré-candidatos querem disputar a Prefeitura de SL
Nacional
CORREIO BRASILIENSE:Maldição dos 27 cala a voz do século 21
FOLHA DE S. PAULO:Rodoanel deixa rastro de ‘órfãos’ depois das obras
O ESTADO DE S. PAULO:Expansão de universidades federais tem 53 obras paradas
ESTADO DE MINAS:Medo, violência e morte no Paraíso
O GLOBO:Demissões não eliminam foco de corrupção no Dnit
ZERO HORA:Câmaras já criaram 183 vagas de vereador no RS
Regional
DIÁRIO DO PARÁ:Ação quer plebiscito em todo país
JORNAL DO COMMERCIO:Foragidos do crack recebem proteção
MEIO-NORTE:São 92 as vítimas do terros em Oslo
O POVO:Compras coletivas - 27 cuidados que você precisa ter

Um dia após estreia, santa do crack é destruída

Obra do artista plastico Zarella Neto na cracolândia (SP)
    Durou apenas um dia a imagem da "Nossa Senhora do Crack" colocada na região da cracolândia, centro de São Paulo, anteontem.
    A imagem foi arrancada pelos próprios usuários de crack na manhã de ontem.
A santa feita de gesso, com adornos dourados, havia sido instalada em uma espécie de altar de fundo azul, na rua Apa, pelo fotógrafo e artista plástico Zarella Neto, 33.
    O objetivo dele, diz, era chamar a atenção da população para os viciados em crack que vivem na região.
    A imagem causou polêmica entre os moradores e os próprios usuários de crack, mas a iniciativa foi elogiada arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer.
    Na manhã de ontem, na presença de uma equipe da TV Globo, um dos usuários, que fazia parte de um grupo que se dizia contrário à obra reagiu. "Crack não é de Deus e a santa é coisa divina", disse, arrancando a imagem.
    "Eles [usuários] adoraram. Passaram a noite embaixo dela. Mas a santa começou a chamar muita atenção e eles arrancaram", diz o artista.
    Apenas o altar continua no local, com uma luz que ilumina a inscrição dourada com o nome da santa. Zarella Neto diz que vai repor o trabalho. Só não sabe dizer quando.
Enquanto isso, ele manterá o altar vazio, iluminado. A energia elétrica foi puxada do imóvel onde funciona seu estúdio, perto dali.
Da Folha de S. Paulo