13 de set de 2010

Maranhão: Praça São Sebastião em Bacuri

Cleber Verde é um dos parlamentares que responde a processo no STF

     O deputado federal maranhense Cleber Verde (PRB) está entre os parlamentares que responde a processo no Supremo Tribunal Federal. O órgão é responsável pelo julgamento de parlamentares e autoridades federais.O parlamentar é um dos 45 deputados federais, entre os 481 que concorrem à renovação do mandato, que respondem a ação penal e tenta a reeleição nas eleições de outubro deste ano.
     Cleber Verde responde a Ação Penal 497 Crime contra a administração em geral, inserção de dados falsos em sistema de informações. Ele disputa a vaga pela coligação  "O Maranhão não pode parar F1" (PRB / PP / PT / PTB / PMDB / PSC / PR / DEM / PV) e declarou limite de gastos de campanha na ordem de R$ 5 milhões. O deputado declarou possuir patrimônio de R$ 976.662,74.
Com informações do Congresso em foco

Repórter do Clarín é expulsa de evento em Brasília

     Correspondente no Brasil há mais de 15 anos, a repórter do Clarín Eleonora Gosman, foi impedida, ao lado do jornalista Miguel Jorge, de acompanhar a entrevista coletiva que a ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, concedeu na quinta-feira (9/9), em Brasília.
     O tema da coletiva foi "a integração produtiva do Mercosul". A direção do Clarín diz que a "expulsão" da profissional foi um ato discriminatório.
     A correspondente afirmou que foi convidada a se retirar do evento a pedido do assessor de Débora, Francisco Montaner.
     O editor-chefe do Clarín, Ricardo Kirschbaum, disse que não tem explicação para a expulsão de Eleonara na coletiva. Segundo ele, a jornalista foi discriminada pela ministra por trabalhar no jornal, que faz oposição ao governo argentino.
     "Discriminação, seja qual for, é uma demonstração de intolerância", afirmou Ricardo Kirschbaum.
As informações são do La Razón e do Clarín

Preso pela PF sob suspeita de compra de voto em 2008 assume vaga na Câmara Municipal de São Luís

Preso pela Polícia Federal em 26 de outubro de 2008 por suspeita de compra de votos, o comerciante e suplente de vereador Antonio Garcez (PRP) assumiu a vaga com o afastamento por um período de 121 do vereador Nato (PRP).
     Garcez é dono de uma loja de fogos no bairro do João Paulo. No dia da realização do segundo turno das eleições municipais em São Luís, o suplente flagrou o comerciante com cerca de R$ 5 mil em notas de R$ 20,00. Ele foi levado para a sede da PF no bairro da Cohama.
     O fato constitui uma das peças do processo que o deputado federal Flávio Dino (PCdoB) moveu na Justiça Eleitoral contra o tucano João Castelo, eleito com pouco mais de 55% dos votos.
     O sigilo telefônico do suplente Antonio Garcez foi quebrado. Castelo adiantou à época que não tinha qualquer relação com Garcez. Tanto Nato quanto Garcez fazem parte do partido da base de apoio de Castelo.
     Antonio Garcez é o quarto suplente a assumir vaga na atual legislatura da Câmara Municipal de São Luís.

Resultado do Plebiscito Popular será divulgado nos dias 18 e 19 de outubro

"Se é contra o latifúndio, eu voto sim!" Esta foi uma das frases mais ouvidas durante a votação do Plebiscito Popular pelo Limite de Terra que começou em todo Brasil no último dia 1º de setembro, teve grande mobilização no dia 7 durante o Grito dos Excluídos, e se estendeu até o dia 12, em virtude da grande procura da população para participar deste que foi o gesto concreto do povo brasileiro contra a concentração de terras e poder no país.
     A população brasileira também foi convidada a participar de um abaixo-assinado que continua circulando em todo país até o final deste ano. O objetivo desta coleta de assinaturas é entrar com um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) no Congresso Nacional para que seja inserido um novo inciso no artigo 186 da Constituição Federal que se refere ao cumprimento da função social da propriedade rural.
     Já o plebiscito popular, além de consultar a população sobre a necessidade de se estabelecer um limite máximo à propriedade da terra, tem a tarefa de ser, fundamentalmente, um importante processo pedagógico de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a realidade agrária do nosso país e de debater sobre qual projeto defendemos para o povo brasileiro. Além disso, o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade de Terra veio como um instrumento para pautar a sociedade brasileira sobre a importância e a urgência de se realizar uma Reforma Agrária justa em nosso país.
     A proposta da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade de Terra visa pressionar o Congresso Nacional para que seja incluído na Constituição Federal um novo inciso que limite o tamanho da terra em até 35 módulos fiscais - medida sugerida pela campanha do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA). Áreas acima de 35 módulos seriam incorporadas automaticamente ao patrimônio público e destinadas à Reforma Agrária. Caso a proposta seja aprovada, apenas cerca de 50 mil grandes propriedades de terra seriam atingidas no país.
     Além das 54 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, também promovem o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, a Assembléia Popular (AP) e o Grito dos Excluídos. O ato ainda conta com o apoio oficial das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

Eleições 2010 - TSE estima um minuto e meio para brasileiro votar

     Um minuto e meio é o tempo calculado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para votar nas eleições de outubro. A expectativa do TSE é que cada eleitor leve cerca de 15 segundos para votar em cada um dos cargos que aparecerão nas urnas: um presidente, um governador, dois senadores, um deputado federal e um deputado estadual ou distrital.
     O tempo estimado é lave me consideração o momento em que o eleitor se dirige à urna até o momento em que ele vota para o último cargo. A média para este ano foi calculada tomando por base os números de 2008, quando os eleitores fizeram uma média de 31 segundos para votar em prefeito e vereador.
     Neste ano, 1 milhão de pessoas votarão me urnas eletrônicas, feito a partir do sistema de reconhecimento das digitais. Eleições simuladas com o novo método, realizadas no dia 21 de agosto, apontaram que, apesar de o sistema ser mais seguro por evitar fraudes, pode fazer com que leve mais tempo para os eleitores deixarem o local de votação.
Do TSE

Lambe-lambe:Nessa longa e cruel estrada da vida

Médico atende de bermuda em Central do Maranhão

     Localizado no litoral ocidental maranhense o município de Central do Maranhão tem temperatura variando entre 23 e 32 graus centígrados durante o ano. Nesse período o sol é forte e o calor é intenso.  Talvez por isso o médico da cidade, que atende de 11 horas de segunda até 11 horas de sexta-feira no único hospital de Central, adotou a bermuda como peça da indumentária durante o atendimento à população.
     Os pacientes estranham o traje, mas nada podem fazer. Temendo o fel do médico e do prefeito Iran, que usa capangas para amedrontar adversários, a população pronuncia baixinho o nome do doutor Pedro, o desportista - ao menos na roupa  - de plantão no hospital.
     Com pouco mais de oito mil habitantes distribuídos em 360 quilômetros quadrados, Central é um dos menores municípios do Estado. Acumula, no entanto, problemas gigantes. O maior deles na área da saúde.
     Só recentemente a água passou a chegar às torneiras das poucas casas da sede. Veio salobra e foi, inicialmente, rejeitada por parte da população. Os que não tiveram opção passaram a degustar a água não insípida. A oferta do produto serviu para desandar a barriga de muita gente.A consequência foi: engrossar o número de pacientes no hospital.
     Na noite de sexta-feira o hospital ficou às escuras. No breu total, um paciente idoso derrapou para fora da cama e foi ao chão. Parentes e amigos providenciaram velas para iluminar o recinto. Sem gerador, o hospital contribui enormemente para puxar os indicadores para baixo, e pacientes para abaixo de sete palmos.

Tiririca foi o que mais arrecadou em São Paulo

     O humorista Tiririca, candidato do PR a uma cadeira na Câmara Federal, foi um dos que mais arrecadou verba para a campanha eleitoral, segundo declaração ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Francisco Everardo Oliveira SIlva, o Tiririca, encheu o cofrinho com R$ 593,9 mil. Muitos colegas de partido ficaram com pouco dinheiro. O cantor Aguinaldo Timóteo, que também disputa uma vaga em Brasília, declarou ter recebido R$ 184 mil. Já o também humorista Juca Chaves, ou Jurandir Czaczkes Chaves, obteve apenas R$ 1,2 mil.
     A verba de Tiririca foi praticamente toda bancada pelo partido, o PR. Foram R$ 516 mil, o que demonstra que a legenda aposta no humorista como puxador de votos.
Do blog do Eduardo Reina

Dilma coleciona discos da Marrom

A cantora maranhense Alcione Nazareth, a Marrom, ao lado da vocalista do grupo mineiro Pato Fu, Fernanda Takai, são os xodós da candidata petista à presidência Dilma Rousseff. Os discos da Marrom estão entre as coleções preferidas da candidata de Lula.

No Caminho, com Maiakóvski

Eduardo Alves da Costa
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.

Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.

Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas manhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.


Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.

Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.

Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

Eduardo Alves da Costa é escrito e poeta nascido em Niterói (Rio de Janeiro)

Sarney é acusado de perseguir adversários no Amapá

     A Operação Mãos Limpas deve ser um fator deciviso na reta final das eleições do Amapá. Na disputa pelo governo, quatro candidatos aparecem com chance de vitória. Lucas Barreto (PTB) é o primeiro colocado nas pesquisas, seguido pelo governador preso Pedro Paulo Dias (PP), por Jorge Amanajás (PSDB) e Camilo Capiberibe (PSB).
     Como sempre, os envolvidos dizem que são vítimas de perseguição política. E, no Amapá, essa expressão comumente vem associada ao nome de José Sarney. Embora careça de evidências, a acusação é plausível. A influência política do senador no estado é ainda maior do que no Maranhão.
     Pedro Paulo Dias decidiu se lançar candidato por conta própria, sem a bênção do presidente do Senado. Dias foi impulsionado pela popularidade de Waldez Góes (PDT), de quem era vice-governador. A candidatura de Jorge Amanajás (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, é resultado de um acordo político do qual o PMDB participou.
O escolhido - Mas José Sarney tinha outro candidato: Lucas Barreto (PTB) – justamente o maior beneficiado com as prisões. E essa união não vem de hoje. Barreto, derrotado na disputa para a prefeitura de Macapá, em 2008, foi beneficiado por um ato secreto do Senado. Por dois anos, ele recebia um salário de 7 mil reais para trabalhar como assessor na Casa. Mas vivia em Macapá, a 1800 quilômetros da capital federal.
     Aliados de Pedro Paulo insinuam que o senador pode ter influenciado para que a Operação Mãos Limpas ocorresse a três semanas das eleições. Alegam que as denúncias já eram conhecidas há pelo menos três anos, e que as acusações se referem a crimes diferentes, sem relação entre si. Um dos que defende essa hipótese é o prefeito da capital, Roberto Góes (PDT): “É muito estranho que as coisas tenham acontecido justamente agora”, afirma.
     A operação da Polícia Federal não tirou votos só do candidato do PP: Jorge Amanajás também teve a imagem prejudicada com as investigações, já que foi levado à força para depor à Polícia Federal. Cenário que interessa a Lucas Barreto – e a Sarney.
     As prisões, realizadas para desfazer um esquema de corrupção dentro do governo, foram motivadas por denuncias de empresários e funcionários públicos.Também é atribuído à atuação de Sarney o processo que levou à cassação do então senador João Capiberibe e da condenação da mulher dele, a hoje deputada federal Janete Capiberibe. Eles teriam comprado dois votos ao preço de 26 reais, nas eleições de 2002. O casal, filiado ao PSB, é adversário político de Sarney no estado.
     O senador raramente é visto no Amapá. Mas, num estado com pouco mais de 20 anos de existência, instituições frágeis e uma economia dependente de recursos federais, a influência dele se mantém inalterada.
Detidos – A Operação Mãos Limpas prendeu 18 pessoas, entre elas o governador Pedro Paulo Dias, o ex-governador Waldez Góes (candidato ao Senado pelo PDT), a ex-primeira dama Marília Góes e o presidente do Tribunal de Contas do Amapá, José Júlio de Miranda. Segundo a Polícia Federal, o grupo participou de desvios da ordem de 300 milhões de reais. Todos os detidos estão em Brasília, onde devem ficar por até 10 dias antes de serem soltos.
(Gabriel Castro, de Macapá)

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO - Operação mãos limpas: Desvios de aliados de Sarney no AP podem chegar a R$ 820 milhões
O ESTADO DO MARANHÃO - Roseana intensifica campanha no interior
O IMPARCIAL - Campanha regada a verba oficial