12 de dez de 2010

Documentário enfoca voduns da Casa das Minas

    “Os voduns reais de São Luís – Casa das Minas” é o nome do filme de Edith Leimgruber, Hili Leimgruber e Jens Woernle. O lançamento acontecerá na próxima quarta-feira, 15 de dezembro às 19 horas, no Cine Praia Grande, localizado no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho.
    O documentário, sobre o famoso terreiro de culto aos voduns, tem a participação de Dona Deni Jardim, Dona Celeste Santos, Dona Maria Severina dos Santos, Eusébio Pinto, Prof. Sérgio Ferreti, Erivone & Marjaine Sousa, entre outros.
    A Casa das Minas é um dos mais antigos, respeitados e expressivos terreiros de todo o Brasil. Foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2002, através do processo nº1464. O Filme é uma aproximação poética à lida diária das vodúnsis para manter a dignidade do templo, fundado por volta de 1840.
    A fundadora do terreiro, a maranhense Maria Jesuína, foi consagrada ao vodun Zomadonu, o dono da Casa. Com uma organização matriarcal, sempre foi chefiada por mulheres. Uma das líderes mais conhecidas – já passaram pelo comando oito governantes – foi Mãe Andreza, que governou a Casa entre 1914 e 1954. A atual é Denil Jardim, vodunsi de Toi Lepon, a nona dirigente.
   O evento tem o apoio da Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func).

Maranhão teve maior variação nas exportações entre janeiro e novembro

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulga  na sexta-feira(10/12), números referentes à balança comercial das unidades da federação e municípios no período de janeiro a novembro de 2010. No período contabilizado (228 dias úteis), foram apurados os números do comércio exterior de mais de 2.320 municípios, em todas as unidades da Federação.
    No período, a maior exportadora dentre as regiões foi o Sudeste com vendas de US$ 102,4 bilhões ao mercado externo. Entre janeiro e novembro de 2009, a região vendeu US$ 73,9 bilhões, apresentando uma variação de 38%. A região Sul aparece como a segunda maior exportadora com embarques de US$ 34 bilhões, com uma elevação de 14% no comparativo do periodo deste ano com o ano passado, quando as exportações foram de US$ 29,6 bilhões.
    As próximas regiões que mais venderam seus produtos de janeiro a novembro de 2010 foram Centro-Oeste com US$ 14,5 bilhões, alta de 10% (US$ 13,1 bilhões em 2009), Nordeste com embarques de US$ 14,3 bilhões, acréscimo de 36% no comparativo com o mesmo período de 2009 quando as vendas foram de US$ 10, 4 bilhões. A região que teve a maior variação de 2009 para 2010 foi o Nordeste. A região vendeu de janeiro a novembro do ano passado, US$ 9,1 bilhões e US$ 13,3 bilhões em 2010, apresentando uma elevação de 46%.
Estados
    De janeiro a novembro de 2010, o maior estado exportador foi São Paulo, com embarques de US$ 47 bilhões, seguido de Minas Gerais, com US$ 27 bilhões, Rio de Janeiro, com de US$16 bilhões, Rio Grande do Sul, com US$ 14 bilhões, e Paraná com US$ 13 bilhões. Apesar de ter ficado com a décima terceira colocação, o estado do Maranhão apresentou a maior variação nas exportações no comparativo de janeiro a novembro de 2010 com o mesmo período do ano passado (127%). Em 2009, o estado vendeu US$ 1,1 bilhão e esse ano exportou US$ 2,6 bilhões.
    Mato Grosso (-0,83%), Piauí (-23%) e Roraima (-9%) foram os únicos estados que apresentaram variação negativa nas exportações na comparação com o período no ano passado. De janeiro a novembro de 2010, os três estados venderam ao mercado externo US$ 7,81 bilhões (US$ 7,88 bilhões em 2009), US$ 123 milhões (US$ 160 milhões em 2009) e US$ 11 milhões (US$ 12 milhões em 2009), respectivamente.
Municípios
    Dentre os municípios exportadores, a primeira colocação foi para Angra dos Reis (RJ), com embarques de US$ 7,4 bilhões. Os próximos colocados foram Parauapebas (PA), com US$ 6,8 bilhões, São Paulo (SP), com US$ 5,7 bilhões, Itabira (MG), com US$ 5,1 bilhões, e na quinta posição o município de Santos (SP), com vendas de US$ 4,3 bilhões ao mercado externo.
Do Exportador

Noel Rosa, flor de Vila Isabel

Ferreira Gullar
    FAZ ALGUNS meses, a Folha lançou um CD de Noel Rosa, abrindo uma coleção de música brasileira. Comprei-o e, quando o ouvi no meu carro, fiquei encantado, logo imaginei um espetáculo, com uma única cantora e alguns poucos músicos. Nada de grande show nem orquestra. Não: ela cantaria seus sambas imortais e, entre um e outro, falaria dele, de sua vida em Vila Isabel, de seus amigos de boemia e das pequenas loucuras que aprontava.
    Mas ficou nisso. Aliás, não. Fui atrás de uma biografia do cantor, escrita por João Máximo e Carlos Didier, edição comemorativa de seu 80º aniversário de nascimento, que é muito mais que uma biografia.
    Com suas 500 páginas, nos faz mergulhar num rico universo de compositores, cantores e instrumentistas e nos revela, ao mesmo tempo, os começos do rádio como difusor de nossa música popular, as relações profissionais e de amizade que resultaram num período de intensa criatividade musical, só comparável ao período da bossa nova.
    Tudo isso me deixou tão empolgado que cheguei a falar com Sérgio Cabral, mestre no assunto, do tal espetáculo com músicas de Noel.
    E só então tomei conhecimento de que, neste ano de 2010, ele completaria cem anos de vida, se não tivesse morrido, em 1937, com pouco mais de 26 anos de idade.
    Por isso mesmo, vários espetáculos e homenagens estavam sendo preparados e realizados. Logo, o show que imaginara -mais um entre muitos- não despertaria o interesse dos produtores já engajados na programação comemorativa dos cem anos de nascimento do artista.
    Nem por isso deixei de me imaginar na plateia de algum teatro, ouvindo possivelmente Adriana Calcanhotto a interpretar "Com que Roupa", o primeiro sucesso de Noel.
    Noel o compôs com menos de 20 anos de idade e ele tomou conta da cidade, tocando nas rádios e nos alto-falantes tanto da praça Saenz Peña quanto da avenida Atlântica.
    Tomou conta também do Carnaval daquele ano, dando início a uma série de sucessos que fariam de Noel um dos mais destacados sambistas daquela época. Ganhou tanto dinheiro que chegou a comprar um automóvel, no qual saía para conquistar as mocinhas namoradeiras.
    E ainda buzinava para provocar os amigos, obrigados a fazer suas conquistas a pé. Consideraram essa concorrência desleal, com que Noel concordou e, a partir de então, cada fim de semana, convidava um deles para a caçada motorizada.
    Em Vila Isabel, moravam, além de Noel, Lamartine Babo, Nássara e Orestes Barbosa, entre outros. A figura mais famosa da patota era Francisco Alves, cuja voz encantava a todo mundo. Por essa razão, todos os compositores queriam ter músicas gravadas por ele. Valendo-se disso, mau-caráter que era, explorava-os, lhes comprando a parceria.
    Os pais de Noel sonhavam com o filho formado em medicina. Ele não se fez de rogado. Estudou, fez o vestibular e foi aprovado. Mas alguém imaginaria Noel Rosa, sentado num consultório, atendendo pacientes e receitando remédios? Ele, no entanto, achava que poderia conciliar o samba e a medicina.
    Enquanto isso, passava as noites na companhia dos boêmios, a beber e a cantar sambas. Certa madrugada, em São José dos Campos, de porre, saiu nu pelo corredor do hotel.
    Tinha uma namorada, parente de um delegado de polícia, Lindaura, que sofria nas mãos dele, pois, a cada noite, a deixava em casa prometendo voltar logo e sumia. Ela, desesperada, saía atrás dele pelos bares e botecos e, quando o encontrava, estava já de porre a cantar e tocar violão numa roda de sambistas.
    Ela queria casar; ele não. A mãe termina a expulsando de casa e os dois passam a noite indo e vindo num trem, até amanhecer. Finalmente, em face de tanta pressão, casam-se, para a infelicidade dela, já que quase nunca o tem a seu lado.
    Continua a levar as noites bebendo e cantando nas rodas de malandros e, para piorar, se apaixona por Ceci, uma dançarina de boate, que depois o troca por um rapaz bonito e fino, que se chamava Mário Lago.
    Assim foi que, comendo mal, dormindo pouco e tomando um porre por noite, contraiu uma tuberculose que o mataria rapidamente. No dia 4 de maio de 1937, morre na mesma Vila Isabel onde nascera. Se se chamasse Raimundo, talvez tivesse completado cem anos de vida ontem, no dia 11 de dezembro.
Da Folha de S. Paulo

No Painel da Folha de S. Paulo

Sem conversa O futuro ministro das Minas e Energioa, Edison Lobão (PMDB-MA),já foi devidamente informado: por determinação de Dilma, Mario Zimmermann substituirá o sarneysta José Antonio Muniz Lopes na presidência da Eletrobras.

Manchetes dos jornais

JORNAL PEQUENO -Relações perigosas: "Crime do Eldorado" é mais um que envolve garotos de programa
O ESTADO DO MARANHÃO - Dívida deixa zona rural sem transporte escolar
O IMPARCIAL - Exclusivo: Murad abre o jogo