21 de mar de 2011

Charge do dia - Glmar

Poemas musicados de Zeca Baleiro

    O cantor e compositor Zeca Baleiro, que como bom maranhense também se chama Ribamar, ou melhor, José de Ribamar Coelho Santos, há muito tem seu nome assegurado entre os bambas da MPB. Cantador de primeira, poeta versátil, ele acaba de ganhar belo presente com a publicação, pela Editora Universidade Federal de Goiás (UFG), do livro Vida é um souvenir made in Hong Kong, que traz alguns de seus melhores poemas musicados. As ilustrações são do artista plástico Roger Mello e a apresentação do jornalista mineiro Kiko Ferreira.
    Há muitos anos fora do Maranhão, em parte devido ao desencanto ´com a política feudal que vigora lá, mas sempre ouvindo, no fundo da alma, o som do bumba-meu-boi ou um tambor de crioula`, Zeca Baleiro conta que começou a escrever e compor ainda adolescente. Aos 14 anos já tocava violão. ´Minha infância foi povoada de música, que eu ouvia em rádios, discos e rodas de violão que meus irmãos mais velhos faziam. Meu pai, por outro lado, era leitor compulsivo e nos empurrou muitos livros goela abaixo`, lembra Baleiro.
    Agora, com a publicação de Vida é um souvenir made in Hong Kong, quem já estava acostumado a admirá-lo ouvindo suas músicas poderá se inteirar ainda mais da sua arte. Logo no primeiro poema, o conhecido Minha casa, ele fala a que veio: ´É mais fácil cultuar os mortos que os vivos, mais fácil viver de sombras que de sóis, é mais fácil mimeografar o passado, que imprimir o futuro#`. Já em outra letra, Piercing, faz brincadeira com o clássico A flor e o espinho, de Nelson Cavaquinho: ´Tire o seu piercing do caminho, que eu quero passar com a minha dor#`.
    Sempre na estrada, Zeca Baleiro confessa que suas canções nascem da forma como enxerga o mundo, já que, para ele, todo artista é, na real, um cronista, embora cada um tenha seu próprio modo de observar e pensar as coisas. Há diferença entre escrever letra para música e poema? Ele afirma, de pés juntos, que são coisas diferentes.
    O poema literário, no seu entender, é obra fechada, enquanto a letra precisa do suporte da música. Mas faz ressalva, ao dizer que alguns letristas e compositores chegam, às vezes, a lugares muito altos. A música brasileira, acredita, está cheia de bons poetas, que vão de Noel Rosa a Cazuza, de Guilherme de Brito a Fernando Brant, só para ficar em poucos exemplos. No seu caso, quando compõe alguma coisa, o que mais deseja é que seu texto não passe batido, mobilize as pessoas . ´Que alguém ouça/ leia e ria ou chore ou pense sobre a vida ou simplesmente se encante, se alegre, se divirta.` (Carlos Herculano Lopes)
Serviço
Vida é um souvenir made in Hong Kong, de Zeca Baleiro
Editora: Universidade Federal de Goiás (UFG), 90 páginas
Informações: editora@cegraf.ufg.br
Do Diário de Pernambuco

Petrobras fará dois concursos por ano até 2013

    A Petrobras vai contratar 6 mil novos funcionários até 2013, mantendo um ritmo de dois concursos por ano. A idéia é que um seja realizado no primeiro semestre e o outro no segundo para “aproveitar as melhores cabeças que saem das escolas do Brasil”, afirma a gerente de Recursos Humanos da estatal, Mariângela Mundim. A política de contratações da Petrobras não passa por exigências de experiência, portanto, quem pretende trabalhar numa das empresas mais desejadas do País deve focar nos estudos e acompanhar os editais já lançados.
    Mariângela informa que a estatal petrolífera tem hoje em torno de 58 mil funcionários e a diretoria aprovou um aumento na força de trabalho para 64.605 colaboradores nos próximos dois anos.
    Como novos concursos vão aparecer, é bom saber que nas refinarias o perfil dos trabalhadores é de cargo técnico, numa proporção de 80% de técnicos e 20% de nível superior. São demandados técnicos de operação, manutenção, instrumentista, inspeção de equipamentos, dentro de uma variada gama de processos. Apesar de a expectativa ser a criação de 6 mil empregos em dois anos, o processo de contratação da companhia petrolífera é contínuo.
Com informações de agências

PSD provoca racha entre herdeiros de "toninho malvadeza"

    Lançado em Salvador (BA) no domingo, o Partido Social Democrata, PSD, aparentemente provocou um racha no interior da família Magalhães. Entre os presentes no lançamento estrelado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, estava o deputado federal Paulo Magalhães (DEM), sobrinho do falecido cacique baiano Antonio Carlos Magalhães.
    Enquanto isso, o deputado federal Antonio Carlos Magalhães (DEM) ironizava, através do twitter, a nova sigla, batizando-a de partido sem decência e sem dignidade. "Nasceu hoje o PSD, o partido sem decência, o partido sem dignidade. O DEM tem de ir para a oposição ao Kassab. Vamos enfrentá-lo em São Paulo", postou ACM Neto no mini-blog. Não enxerga que o carlismo já era até na Bahia. Exemplo para o Maranhão.

Castelo mostra sua cara de sempre

Castelo, a mulher, assessores, aliados, funcionários e contratados
     O  prefeito de São Luís, o tucano João Castelo (PSDB), despiu de vez as vestes de democrata que nele sempre pareceu jiqui. Intolerante como todo conservador, Castelo taxa os que criticam sua desastrosa gestão de: "vagabundos" e outros insultos. Confunde o direito de cidadania com relações amistosas ou promíscua, como as que cultiva com uma banda da imprensa.
     O nome de Castelo está indelevelmente ligado ao episódio de maior repercussão nos extertores da Ditadura no Maranhão, quando como chefe do Executivo colocou a polícia do estado nas ruas para castrar de maneira perversa o direito sagrado da juventude de protestar.
    Assim entendia, e, pelo que falou no sábado,19, assim continua entendendo. "Crítica é coisa de quem não tem o que fazer. Esses vagabundos que querem ganhar sem trabalhar", afirmou o prefeito rodeado de apaniguados e oportunistas de plantão.
    O Castelo de 79 é o mesmo de hoje. Sem tirar nem por. Nada mudou na visão daquele político atrelado aos militares ao modo do seu criador, o senador José Sarney (PMDB).
     Na campanha para prefeito em 2008, mostrou ser ilusionista competente, levando eleitores da capital do estado a acreditar que ele fez o Italuís para atender aos ludovicenses, quando foi  para atender aos interesses da Alumar com quem fez negócios; construiu o estádio do Castelão para dar um praça digna ao esporte, quando a obra faraônica mais serviu ao culto tipicamente personalista de direita que fomentar práticas que ele nem considera salutar. E assim por diante, outros esqueletos históricos Castelo retirou do armário para transformar comppromissos de campanha em promessas inatingíveis. Tanto que o próprio as nega.

STF analisa Lei da Ficha Limpa na próxima quarta

    O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a analisar na próxima quarta-feira (23) o recurso contra a Lei da Ficha Limpa. Os ministros vão avaliar se a lei teve validade nas eleições de 2010. O tribunal vai discutir o caso do deputado estadual Leonídio Bouças (PMDB-MG), barrado por ter sido condenado por improbidade administrativa - uma das causas de inelegibilidade prevista na norma.
    Com o plenário incompleto, houve empate nas duas vezes que o tema foi discutido na Corte. Os ministros Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Ellen Gracie defenderam que a lei deve ser aplicada na eleição do ano passado.
    Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cezar Peluso entenderam que não. A justificativa foi de que a lei foi elaborada para atingir pessoas específicas e modificou o processo eleitoral. Agora, a expectativa é em torno do voto do novo ministro Luiz Fux, que tomou posse no início do mês. Como houve empate, ele poderá mudar o entendimento de que a lei teve efeitos em 2010.
    Na eleição do Maranhão a corte eleitoral entendeu que a aplicabilidade da lei somente se dará no próximo pleito, ou seja em 2012. Desta forma, nenhum candidato foi impugnado por conta da lei.

Caso Bethânia não pode travar nova Rouanet

Ana Paula de Souza
"Dinheiro público sendo usado sem critérios é porta aberta para a malandragem." Foi com essa frase que, há dois anos, o ex-ministro da Cultura Juca Ferreira (2008-2010) enfrentou alguns dos embates em torno da reforma da Lei Rouanet.
    Ele reiterou essa tese porque, no primeiro mandato de Lula, parte da sociedade civil fugiu da palavra "critérios" como o diabo foge da cruz.
    Quando, ao assumir o Ministério da Cultura, em 2003, Gilberto Gil passou a defender "critérios públicos" para a concessão de incentivos fiscais, não foram poucos os que começaram a enxergar, na nova proposta, ameaças de "dirigismo cultural".
    Não custa refrescar a memória antes de julgar o caso Maria Bethânia, que obteve autorização para captar R$ 1,3 milhão para produzir um blog com vídeos.
    O que Bethânia está fazendo é legal. É moral? Essa resposta é tão intrincada quanto o sistema de financiamento à cultura no Brasil.
LEI EMERGENCIAL
    Nossa primeira lei de incentivo à cultura foi a Lei Sarney (1986), que, apesar de levar o nome do presidente do Senado, foi engendrada por Celso Furtado (1920-2004). Teve vida brevíssima. A denúncia de fraudes fez com que o presidente Fernando Collor acabasse com ela.
    Foi para salvar a produção nacional da inanição que o doutor em ciência política Sérgio Paulo Rouanet criou a lei atual. Era isso ou o vazio.
    O mecanismo, responsável pela renúncia de cerca de R$ 800 milhões em 2010, pode ser usado por pessoas físicas e por empresas que tributem pelo lucro real.
    O Estado, ao instituir a renúncia, abre mão de até 4% do total de impostos que a empresa tem a pagar. E se abre mão do dinheiro é porque considera que esses recursos podem ter uma função pública. Ou seja, trata-se, sim, de dinheiro público.
    A ideia era "incentivar" os empresários a investir na cultura -mas não só com o dinheiro da viúva, com dinheiro deles também.
UNILATERAL
    Acontece que, ao permitir que certos projetos sejam contemplados com 100% de abatimento, ou seja, não é preciso complementar o apoio com recursos próprios, a parceria entre público e privado nunca efetivou-se.
    Mas, apesar de ser bom negócio, só cerca de 5% dos empresários brasileiros usam a Lei Rouanet. E dos 10 mil projetos apresentados anualmente ao ministério, só 20% conseguem patrocinador.
    O de Bethânia é um desses fortes candidatos a conseguir o dinheiro. Parte da indignação que seu projeto causou vem daí: ela, artista estabelecida, precisa de ajuda do Estado? E seu blog não está tirando o lugar de outros projetos na fila do patrocínio?
    Ambas as perguntas já foram feitas durante o projeto de reforma da lei. E a nova Lei Rouanet prevê duas coisas.
    Primeiro: uma empresa até pode usar renúncia para apoiar o blog de Bethânia, mas terá de complementar o orçamento com dinheiro próprio. Segundo: projetos que não interessam ao marketing das empresas devem recorrer ao Fundo Nacional de Cultura, que prevê repasse direto de recursos públicos.
    Esse projeto está no Congresso. Neste momento, mais do que apontar o dedo para Bethânia e para um projeto cujo orçamento pode escapar à compreensão dos leigos, talvez fosse a hora de cobrar do governo que o projeto de reforma seja levado adiante. Quem critica esse caso específico vê a árvore, mas não vê a floresta.
Da Folha de S. Paulo

No Painel da Folha de S. Paulo

tiroteio
"Em seu discurso, Obama lembrou da luta contra a ditadura brasileira. Alguém precisa contar a ele que há 13 presos por causa de sua visita, um deles menor de idade."
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DO PRESIDENTE DO PSTU, JOSÉ MARIA DE ALMEIDA, sobre as pessoas que foram detidas no Rio em ato contra a vinda do presidente americano ao Brasil
Renata Lo Prete

Manchetes dos jornais

AQUI-MA -As mortes continuam
JORNAL PEQUENO - Dez mortes violentas são registradas neste final de semana no IML
O ESTADO DO MARANHÃO - Chuvas afetam 113 mil no Maranhão
O IMPARCIAL - Reajuste de salários terá ritmo menor

NO PAÍS
CORREIO BRASILIENSE:Festa no Brasil
FOLHA DE SÃO PAULO:Dano a civis irrita aliados e afeta força anti-Gaddafi
O ESTADO DE S. PAULO:Ataques à Líbia se intensificam e Kadafi promete ‘longa guerra’
O ESTADO DE MINAS:Dano a civis irrita aliados e afeta força anti-Gaddafi
O GLOBO:Obama: Brasil dá exemplo de democracia a mundo árabe
VALOR ECONÔMICO:Energia ganha parceria com EUA
ZERO HORA:Aliança intensifica ataques na Líbia
DIÁRIO DO PARÁ:Papão está com a mão na taça
JORNAL DO COMMERCIO:Cerco contra Kadafi
MEIO-NORTE: Obama: EUA e Brasil devem ser iguais
O POVO: Empresários deixam CE por medo de sequestro