24 de jan de 2011

Zé Reinaldo desafia Roseana Sarney a cumprir promessas de campanha

Wilson Lima
O ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSB), desafiou a governadora Roseana Sarney (PMDB) a cumprir todas as promessas de campanha realizadas no ano passado.
    Tavares, antes um dos maiores aliados da família Sarney no Estado, se autoentitula hoje como maior adversário do grupo.
     Em artigo publicado na imprensa maranhense no final de semana, José Reinaldo declarou que a atual gestão da pemedebista será “o maior fiasco” da história do Estado. “Desconfio muito que o melhor governo da vida de Roseana vai ser o maior fiasco”.
    Mais à frente, José Reinaldo desafia. “Na hora de fazer o que prometeu, a coisa está pior do que antes: onde estão a quase centena de novos hospitais que seriam entregues em dezembro? E a Refinaria, a maior do Brasil, da qual nem a obra para cercar o terreno foi concluída, e tampouco a terraplenagem foi iniciada? E o gás dos ‘imensos lençóis comparáveis aos bolivianos’, de Capinzal? E os milhares de empregos anunciados antes das eleições?”, escreveu Reinaldo.
    José Reinaldo se referia a projetos que foram temas da campanha de Roseana Sarney, como a construção de 72 hospitais no interior do Maranhão (64 com 20 leitos e outros oito de 50 leitos); a implantação da Refinaria Premium, na cidade de Bacabeira, distante 60 quilômetros de São Luís que terá capacidade de refinar até 600 mil barris de petróleo por dia e a possibilidade de extração de um campo de gás descoberto pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, cuja reserva seria de até 15 trilhões de pés cúbicos de gás natural em Capinzal do Norte, a 200 quilômetros de São Luís.
Do IG

Todos dias o povo come veneno

João Pedro Stédile*Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer, a Basf, Syngenta, Monsanto, Du Pont, Shell química etc.
    O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na ultima safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma media anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.
   
    O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente esse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população.
    Há diversos produtos sendo usados no Brasil que já estão proibidos nos países de suas matrizes. A Anvisa conseguiu proibir o uso de um determinado veneno agrícola. Mas as empresas ganharam uma liminar no “neutral poder judiciário” brasileiro, que autorizou a retirada durante o prazo de três anos… e quem será o responsável pelas conseqüências do uso durante esses três anos? Na minha opinião é esse Juiz irresponsável que autorizou na verdade as empresas desovarem seus estoques.
    Os fazendeiros do agronegócio usam e abusam dos venenos, como única forma que tem de manter sua matriz na base do monocultivo e sem usar mão-de-obra. Um dos venenos mais usados é o secante, que é aplicado no final da safra para matar as próprias plantas e assim eles podem colher com as maquinas num mesmo período. Pois bem esse veneno secante vai para atmosfera e depois retorna com a chuva, democraticamente atingindo toda população inclusive das cidades vizinhas.
     O Dr. Vanderley Pignati da Universidade Federal do Mato Grosso tem várias pesquisas comprovando o aumento de aborto, e outras conseqüências na população que vive no ambiente dominado pelos venenos da soja.
    Diversos pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer e da Universidade federal do Ceará já comprovaram o aumento do câncer, na população brasileira, conseqüência do aumento do uso de agrotóxicos.
    A Anvisa - responsável pela vigilância sanitária de nosso país -, detectou e destruiu mais de 500 mil litros de venenos adulterados,somente esse ano, produzido por grandes empresas transnacionais. Ou seja, alem de aumentar o uso do veneno, eles falsificavam a fórmula autorizada, para deixar o veneno mais potente, e assim o agricultor se iludir ainda mais.
    O Dr. Nascimento Sakano, consultor de saúde, da insuspeita revista Caras escreveu em sua coluna, de que ocorrem anualmente ao redor de 20 mil casos de câncer de estomago no Brasil, a maioria conseqüente dos alimentos contaminados, e destes 12 mil vão a óbito.
    Tudo isso vem acontecendo todos os dias. E ninguém diz nada. Talvez pelo conluio que existe das grandes empresas com o monopólio dos meios de comunicação. Ao contrário, a propaganda sistemática das empresas fabricantes que tem lucros astronômicos é de que, é impossível produzir sem venenos. Uma grande mentira. A humanidade se reproduziu ao longo de 10 milhões de anos, sem usar venenos. Estamos usando veneno, apenas depois da segunda guerra mundial, para cá, como uma adequação das fabricas de bombas químicas agora, para matar os vegetais e animais. Assim, o poder da Monsanto começou fabricando o Napalm e o agente laranja, usado largamente no Vietnam. E agora suas fabricas produzem o glifosato, que mata ervas, pequenos animais, contamina as águas e vai parar no seu estômago.
    Esperamos que na próxima legislatura, com parlamentares mais progressistas e com novo governo, nos estados e a nível federal, consigamos pressão social suficiente, para proibir certos venenos, proibir o uso de aviação agrícola, proibir qualquer propaganda de veneno e responsabilizar as empresas por todas as conseqüências no meio ambiente e na saúde da população.
* João Pedro Stédile é economista, integrante da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e da Via Campesina Brasil

PDT se reúne nesta segunda-feira para debater rumos

    Uma reunião entre pedetistas vai colocar frente a frente na tarde desta segunda-feira, 22, o secretário geral do partido, Cândido Lima, e o vereador de São Luís Ivaldo Rodrigues.  O encontro será na sede regional do partido, na Rua do Sol.
    Em rota de colisão desde que Lima exortou o rompimento com os tucanos em âmbito estadual,  do encontram devem participar ainda o secretário municipal de Trânsito e Transporte de São Luís, Clodomir Paz; os deputados estaduais reeleitos Camilo Figueiredo e Graça Paz, e o deputado federal não reeleito Julião Amim.
    Entre os pedetistas há consenso de que as conversas não devem avançar em profundidade. A presença do presidente regional do partido, o ex-governador Jackson Lago, será imprescindível para o debate sobre rotas adotadas pelo PDT com perspectivas às eleições de 2012 e ao futuro da legenda.

Salgado Maranhão participa no Rio do festival de poesia "A palavra toda"


Salgado Maranhão e Geraldinho Carneiro
     O poeta maranhense Salgado Maranhão é um dos convidados do  "A palavra toda", primeiro festival de poesia da cidade do Rio de Janeiro que acontece no Espaço Sesc, em Copacabana. O festival é uma empreitada de Heloísa Buarque de Holanda, Chacal,  e o jovem poeta Ramon Mello. Maranhão se apresentará nesta terça-feira, 25.
    Para Heloísa Buarque de Holanda nunca se produziu e se veiculou tanta poesia como hoje, por diversas plataformas, desta forma o evento é necessário para celebrar a palavra.
    "É um momento parecido com a época da antologia ("26 poetas hoje", de 1976), aquela vontade de juntar todo mundo", recorda Chacal. "Mas a antologia era mais a praia marginal, fruto de um período meio seccionado, cheio de panelas, antagonismos... Hoje vivemos um período de convergência, fusões acontecendo entre a academia e o que seria a poesia marginal, além da periferia".
    Nos dois dias, há atrações das 18h às 22h. Entre os destaques desta segunda-feira, "A palavra em cena", com Paulo José e Ana Kutner, às 18h30m; "Agora é hora", com Alice Sant'Anna, Mariano Marovatto e Gregorio Duvivier, entre outros, às 19h30m; "Noves fora tudo", com Viviane Mosé e Carlito Azevedo, entre outros, às 20h30m; "Às margens plácidas", com Antonio Cicero e outros, às 21h30m; e "A palavra cantada", com Letuce, às 22h.
    Na terça, prometem "Agora é hora", com Ramon Mello, Omar Salomão, Vitor Paiva e Ericson Pires, entre outros, às 19h30m; "Às margens plácidas", com Geraldinho Carneiro, Chacal, Pedro Lage, Salgado Maranhão e Armando Freitas Filho, às 21h30m; e "A palavra cantada", com Fausto Fawcett, às 22h.
Com informações de O Globo

Charge do dia

No claudiohumberto.com.br

Gestão paralítica
A inexperiência da ministra Ana de Holanda (Cultura) impressiona os servidores. As decisões, dizem eles, são adotadas em clima de grêmio estudantil. Temem a paralisia da "gestão democrática".

Manchetes dos jornais

O ESTADO DO MARANHÃO -PM prende ladrões de cargas e de bancos
O IMPARCIAL - Na contramão da lei