6 de ago de 2010

No Radar on-line de VEJA

A tática do pisca no Maranhão
     Jackson Lago usará a tática do pisca na disputa judicial que trava com Roseana Sarney. Os advogados da sua coligação só vão recorrer ao TSE para impugnar Roseana se o Ministério Público fizer o mesmo no caso dele. Ontem o TRE do Maranhão liberou a candidatura dos dois, ignorando a Lei da Ficha Limpa segundo a qual condenações anteriores por quaisquer órgãos colegiados da Justiça tornam eles inelegíveis. Para aquela Corte estadual, a nova lei vale apenas para punições futuras.
     Derrotado, o MP Eleitoral do Maranhão considerava Lago ficha-suja porque ele foi cassado ano passado por decisão da Justiça Eleitoral. E, para os advogados da chapa adversária de Roseana, igualmente perdedores na quarta-feira, Roseana estaria inelegível, pois foi condenada recentemente duas vezes pelo TJ maranhense por atos do final do governo, em 2002.
     O prazo do jogo do pisca – e de um eventual recurso ao TSE de cada uma das partes – encerra-se no sábado. Se ninguém recorrer, claro, a disputa entre Roseana e Lago será no voto.

E o Ministério Público piscou antes…
     E não é que o Ministério Público piscou primeiro (leia mais detalhes na nota postada às 11h31). A procuradora eleitoral no Maranhão, Carolina da Hora Höhn, acaba de recorrer ao TSE para impugnar a candidatura de Jackson Lago ao governo do Maranhão. Os advogados da coligação de Lago, por sua vez, decidiram que também vão à Corte Superior para tentar impedir a participação da adversária Roseana Sarney na disputa. O recurso da defesa de Lago será apresentado amanhã.
      Vale lembrar, que Lago e Roseana foram considerados na terça-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral fichas-limpas.
Por Lauro Jardim

Projeto de Chico Viana quer disciplinar destino de pilhas e baterias

     Projeto de lei de autoria do vereador Chico Viana(PSDB), aprovado pela Câmara Municipal de São Luís, que disciplina o destino das pilhas e baterias utilizadas e dispõe sobre a reciclagem, tratamento e disposição final no âmbito do município de São Luís, aguarda a sanção do prefeito João Castelo.
     De acordo com o projeto, o município adotará uma política de recolhimento e reaproveitamento de pilhas e baterias usadas, com objetivo de prevenir danos à saúde humana e ao controle ambiental. Dessa forma, fica expressamente proibido despejar no lixo comum, pilhas e baterias de aparelhos celulares.
     “Os componentes químicos de uma bateria são altamente tóxicos e levam cerca de 100 a 500 anos para se degradar. Até 1985, todas as pilhas,exceto as de lítio, continham mercúrio metálico que é um metal pesado que nunca se degrada. No Brasil, as pilhas e baterias exauridas são descartadas no lixo comum por falta de conhecimento dos reais riscos que causam a saúde humana”, enfatizou Chico Viana.
     Componentes como cádmio, zinco, manganês, óxido e mercúrio e prata,chumbo, níquel e outros causam danos, às vezes irreparáveis à saúde,que vão desde disfunção cerebral e do sistema neurológico a câncer,passando por alterações hematológicas, entre outros males.
     “Os 112 elementos químicos que compõem uma bateria, quando não descartados apropriadamente, são absorvidos pelo fenômeno de deposição e introduzidos no meio aquático por lixiviação e no meio aéreo porgases de incineração. Os metais pesados são distribuídos, através de ciclos geológicos e biológicos e chegam ao ser vivo, causando-lhedoenças, que podem levar à invalidez ou à morte”, explicou o vereador.
     O descumprimento da lei implicará na aplicação de multa de R$ 500,00(quinhentos reais), acrescida de 100% (cem por cento) de seu valor acada notificação de reincidência sucessiva.
Da Assessoria

Joaquim Haickel troca Parlamento por comando da Habib´s no Maranhão

Joaquim Nagib Haickel
     O deputado estadual Joaquim Nagib Haickel (PMDB) trabalha para incluir o Maranhão no roteiro de lojas da Habib´s. Haickel, que é imortal da Academia Maranhense de Letras, desistiu da carreira política. Nâo se sabe se será de vez. Segundo anunciou desde o primeiro semestre, não concorrerá à renovação do mandato nas eleições de outubro deste ano.
     Herdeiro do empresário e também político Nagib Haickel, que chegou a presidir a Assembleia Legislativa do Maranhão, Joaquim declarou estar desencantado com a disputa eleitoral.
     Em O Estado do Maranhão, jornal da família Sarney, no qual publica semanalmente crônicas e artigos, Joaquim Haickel chegou a externar seu desapontamente com a classe política, principalmente com a desconsideração de aliados que estariam minando suas bases eleitorais. Ele mantém tem um blog no imirante.com.
     Como empresário da franquia Habib´s Haickel chega mostrando fôlego. Quer instalar ao menos cinco lojas da franquia de lanchote de cardápio árabe.

Pinto rifa nomes de Jackson e Vidigal em seu material de campanha

      Embora faça parte da coligação "O Povo é Maior", que tem Jackson Lago (PDT) como candidato ao governo do Estado, o deputado federal Pinto Itamaraty (PSDB) não reza na mesma cartilha dos aliados formalizados junto à Justiça Eleitoral.
    Aliado do ex-tucano Alberto Franco, hoje no PMDB, Itamaraty dá seus pincéis na coligação, evitando selar seu apoio ao ex-governador cassado pelo TSE.
     No material de campanha (foto), Pinto Itamaraty não faz qualquer menção à candidatura de Jackson Lago. Esconde também o nome de Edison Vidigal, candidato ao Senado pelo partido ao qual permanece filiado.
     O empresário do reggae e o deputado estadual Alberto Franco fazem parte do grupo de parlamentares que se aboletaram no governo após o resultado das urnas. Nas eleições de 2006, quando ambos eram tucanos recém-convertidos, fizeram aparições públicas pedindo votos para a candidata do PFL.
    Franco resmungou o tempo inteiro do tratamento recebido por Jackson Lago. Lutou pela manutenção do controle de órgãos como o Hemomar, repetindo o que vinha acontecendo no governo José Reinaldo Tavares (PSB). No rastro de sua ingerência no setor do sangue respingaram suspeitas de desvio e malversação do erário.
    Siameses na política e nos empreendimentos regueiros, Pinto e Alberto Franco foram agraciados no atual governo com patrocínios para festas populares que, embora custeadas com recursos públicos, não dispensaram cobranças na bilheteria. Caso único de comício com faturamento aos beneficiários. É mais uma das idiossincrasias políticas do Maranhão.

Maranhão: formação rochosa da Chapada das Mesas em Alto Parnaíba

Conquista foi última trincheira de Magno Cruz

     Além dá notória militância no movimento negro no estado, o ativista Magno Cruz, que aos 59 anos de idade  na terça-feira,3, atuava na área da comunicação. Ele foi um dos fundadores da Rádio Conquista, pioneira entre as rádios comunitárias na capital do Maranhão.
     Cruz sofreu um revés no início do mês de junho, quando testemunhou a ação de agentes da Polícia Federal que lacraram a rádio Conquista FM, emissora instalada no coroação do bairro do Coroado. Junto com a Conquista foi também fechada a rádio Araruna, do Cohatrac 3, também comunitária. A Conquista FM mantinha programação de jornalismo e música e serviços de utilidade pública.

No Painel da Folha de S. Paulo

Tudo em Família
     Pelo Brasil afora, na esteira da aprovação da "Ficha Limpa", candidatos temerosos de perder o registro estão esclando parentes, sobretudo filhos, para substituí-los nas urnas. Em geral donos de um bom espólio eleitoral, os "ficha suja" consideram fácil transferir votos aos parentes, que em muitos casos levam o seu nome e sobre os quais conservarão total influência.
     No Maranhão, o deputado Fufuca Dantas (PMDB) deu lugar ao filho André Fufuca (PSDB). Com 21 anos, o estreante "Fufuquinha", como é mais conhecido, disputara uma vaga de deputado estadual.

Manchetes dos jornais

O ESTADO DO MARANHÃO - Dilma está 10 pontos à frente de José Serra
O IMPARCIAL - Cancelado o campeonato maranhense de futebol
O QUARTO PODER - Mais outro: Padrastro abusa de menina de 3 anos